Ciclovias na extrema Zona Sul: uma necessidade urgente.

Por que a estrutura cicloviária não chega aonde mais precisamos?

São Paulo está passando por uma grande transformação, nunca antes vista na cidade, com as ciclovias que estão se espalhando por diversos bairros. É um grande incentivo e uma opção de transporte saudável para a população.

Porém, a grande maioria delas estão sendo instaladas em regiões do centro expandido e em bairros nobres. Já na periferia, são poucas as ciclovias que chegam. Na extrema Zona Sul, por exemplo, esse tipo de estrutura simplesmente inexiste, o que dificulta bastante os deslocamentos dos ciclistas ao trabalho em avenidas como a Teotônio Vilela, Interlagos, M’boi Mirim, etc.

O Grajaú, que é um dos bairros com maior utilização de bicicletas como meio de transporte na cidade, também não possui nenhuma estrutura, que atenda aos ciclistas com segurança. Pelo contrário, o único projeto para a região, que beneficiaria os cidadãos ao uso da bike, era o corredor de ônibus da Av. Dona Belmira Marin, que ganharia uma estrutura cicloviária em toda a sua extensão até o bairro do Jardim Eliana. Ao invés disso, a via está recebendo apenas faixas exclusivas de ônibus, que auxiliam bastante a população que utiliza o transporte público, mas colocam em risco a vida dos cidadãos que usam a bicicleta para ir e vir do trabalho ou até o bicicletário do Terminal Grajaú.

Avenida Senador Teotônio Vilela
Avenida Senador Teotônio Vilela

Mesmo que exista a intenção de criar infraestrutura cicloviária para a nossa região, não será possível sua implantação fora das vias principais, isso porque não existem vias secundárias capazes de proporcionar um trajeto rápido, sem grandes desvios ou aclives acentuados. O ideal seria a construção de uma estrutura ligando a Ciclovia do Trabalhador, no bairro do Socorro, até Parelheiros, através do eixo das avenidas Atlântica e Teotônio Vilela, utilizando o canteiro central e seguindo paralelamente ao corredor de ônibus. Além disso, também é essencial que existam estruturas cicloviárias desse tipo na Av. Guarapiranga, Estrada do M’Boi Mirim, Estrada de Itapecerica e demais vias da região.

Assine o abaixo-assinado e vamos juntos pedir à prefeitura para que a extrema Zona Sul esteja incluída de maneira sensata nos 400km de ciclovias. Para que seja pensado na mobilidade dos cidadãos que utilizam a bicicleta com frequência para ir e vir do trabalho e para incentivar esse meio de transporte nas regiões onde é mais preciso, o que pode melhorar e muito, a região com o trânsito mais caótico da cidade: a Zona Sul.

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