Minha bicicleta de vovózinha… (Por: Carla Moraes – Bike Zona Sul)

Depois de algum tempo andando de bicicleta pela cidade como lazer, resolvi optar pela bicicleta também como meio de transporte até o trabalho. Acho que foi uma das escolhas mais sábias que fiz nos últimos tempos, além de economizar tempo e dinheiro, ganhei disposição, saúde e até perdi uns quilinhos… hehhe Sem falar dos novos amigos que a gente faz nos pedais por aí, as viagens, os passeios juntos… Bom demais!

Comecei a ir com minha montain bike da “bicicletaria da esquina” e nos primeiros dias e enfrentei alguns probleminhas comuns, do tipo não ter vestiário e nem chuveiro na empresa onde trabalho, mas que facilmente resolvi levando uma troca de camiseta, uma toalha úmida e uma toalha seca, sabonete e um bom desodorante.

Certo dia eu resolvi pesquisar sobre bicicletas elétricas e achei a ideia muito boa, principalmente as que são pedal assistido. Pensei em um modelo dobrável, pela praticidade de poder usar no transporte público em mochila bike e também pegar um taxi quando precisar, uma carona de um amigo que a gente encontra por aí, dobrar e colocar em qualquer cantinho…

Li alguns fóruns e debates sobre bicicletas elétricas, ainda mais depois daquela discussão tremenda que aconteceu quando a prefeitura de São Paulo liberou o uso de bicicletas elétricas nas ciclovias da cidade. Sempre lia comentários dos ciclistas mais críticos dizendo que bicicleta é só aquela movida a 100% propulsão humana. Mas aí pensei naqueles que compram bicicletas caríssimas de titânio ou fibra de carbono para pedalar mais leve e subir ladeiras com menos esforço. Oras bolas, bicicleta só serve para suar a camisa? Então estes ciclistas deveriam usar bicicletas de ferro, barra forte, ao invés de gastar com quadros leves, câmbios modernos de 27 marchas… Tudo que é diferente do tradicional acaba recebendo muitas críticas, normal.

Parti pela procura do modelo ideal, que coubesse no meu orçamento. E encontrei! Pode parecer muito pagar mais de 2 mil reais por uma bicicleta elétrica, porém minha atual montain bike, equipada como está agora, custa mais que o dobro disso, e sei dos riscos que corro com ela em São Paulo, por ser muito visada para roubos. Minha bicicletinha elétrica, além de ser bem diferente (até hoje não vi outra igual na cidade), tem velocidade reduzida e controlada, ou seja, o ladrão não vai conseguir ir muito longe com ela, pois acho que consigo alcançar ele com uma boa corrida ou ele irá se atrapalhar todos os botõeszinhos que ela tem e chaves para ligar a bateria e tudo mais. Além disso, a economia que faço mensalmente de cerca de R$150,00 da passagem de metrô, já pagou quase tudo o que gastei na compra da bike. E quando eu ia de carro então, eram R$300,00 de estacionamento e R$250,00 de gasolina por mês!!!

Chego um pouco suada sim, porque também tenho que pedalar, porém ela me ajuda e muito nas subidas (o que sempre foi meu ponto fraco como ciclista, pois me canso muito fácil), faz parecer o trajeto mais plano do que realmente é.  Ela é aro 20, que necessita de muito mais pedaladas para percorrer o trajeto, mais do que faço com minha aro 27,5. E com ela uso roupas comuns, calça jeans e qualquer modelo de sapatos. E na volta, tenho a opção de desligar o pedal assistido e pedalar como uma bicicleta comum, o que também vale para o dia que a bateria se esgotar ou você esquecer-se de recarregar.

E qual outro meio de transporte poderia me levar de porta a porta? Saio de dentro da minha casa direto para o bicicletário da empresa que trabalho. Antes, eram 15 minutos de caminhada até o metrô, 25 minutos de viagem de metrô, 10 minutos até a porta da empresa. De carro era uma questão de sorte, de carro na ida eram 35 a 45 minutos, mas na volta “só deus sabe”… Agora, em 35 minutos percorro os 9Km e já estou guardando a bike, o mesmo tempo na volta, com chuva, sol, paralização, com greve… o tempo é sempre o mesmo. J

Ah, com a bicicleta elétrica também economizo água, pois antes o “pós-pedal” era demorado, agora só um lencinho umedecido e desodorante e já estou pronta. Sobre os custos de energia elétrica, uma recarga completa custa cerca de R$ 0,40 e dura 3 dias, consigo rodar uns 55Km sem uma nova recarga já com a bateria com mais de 8 meses de uso.

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Bom, não estou aqui fazendo propaganda nenhuma, só quis abordar alguns benefícios da bicicleta elétrica, que pode ser uma opção para aqueles que têm tanto medo de chegar suado no trabalho, ou pouca agilidade no pedal e dificuldade nas subidas, como eu.

E aí, o que está esperando para trocar aquele seu carro gastão, com IPVA altíssimo, alto custo de manutenção, por uma bicicleta? Pelo menos alguns dias da semana? Ou parte do trajeto? Ou apenas para trajetos no seu bairro? Já pensou nisso?

E para quem critica, eu costumo comparar minha bicicleta elétrica com um carro com ar condicionado: é mais caro, te dá mais conforto, mas tem a mesma função. 🙂

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4 comentários em “Minha bicicleta de vovózinha… (Por: Carla Moraes – Bike Zona Sul)

    1. Alex, boa tarde. Recomendo uma bicicleta com o sistema o mais simples possível, para que a manutenção seja fácil. A grande maioria que tem no mercado são montadas aqui com peças chinesas e esse tipo é possível encontrar peças de reposição facilmente. Procure de preferência uma pronta, não faça a montagem por conta própria e veja se a empresa tem assistência técnica ou suporte pós venda. A minha é com bateria sistema “frog” (sapo) que pode ser encontrada em algumas lojas de SP e também na internet, com conexões prontas e de fácil reposição. Pesquise sobre o assunto como eu fiz, mas fique atento se a bicicleta está de acordo com a legislação:
      Resumo das regras

      Na prática, para poder circular em ciclovias a bicicleta elétrica tem que atender aos seguintes requisitos:
      •ter potência nominal máxima de até 350 Watts;
      •não atingir velocidades maiores que 25 km/h com uso do motor;
      •o motor somente deve funcionar quando o ciclista pedalar – ou seja, a bicicleta elétrica deve ser do modelo de pedalada assistida (pedelec);
      •não pode ter acelerador ou qualquer outro dispositivo de variação manual de potência, não podendo nem mesmo ter chaveamento para modo “moped” (em que o motor funciona apertando um botão, sem pedalar);
      •ter velocímetro, campainha (buzina), sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança.

      A resolução do Contran também obriga o uso de capacete de ciclista para conduzir bicicletas elétricas.

      Sugestão de leitura: http://vadebike.org/2015/01/bicicleta-eletrica-pode-usar-ciclovia-ciclofaixa-motor-regras/

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