Flores em uma árvore quase nua (Por: Carla Moraes)

Faltando poucos dias para a inauguração oficial da Ciclovia da Avenida Paulista (assim espero!), resolvi escrever um pouco sobre esses últimos 5 meses e meio, desde quando resolvi optar definitivamente pela bicicleta como meio de transporte até o trabalho.

Começo com uma frase do ano de 2011, do Mikael Colville-Andersen do Copenhagenize, quando pedalou aqui na cidade.

São Paulo tem uma longa jornada pela frente para restabelecer a bicicleta como transporte e construir infraestrutura para bicicletas. São Paulo está a anos-luz atrás de outras cidades na busca de trazer a bicicleta de volta. Estas únicas flores em uma árvore quase nua, no entanto, são um sinal de esperança e otimismo. E tantas pessoas boas que defendem a bicicleta são o alimento que vai ajudar o jardim a crescer.

(Matéria original: http://www.copenhagenize.com/2011/07/sao-paulo-bicycle-life.html)

Nossa! Quanta coisa aconteceu… não sei nem por onde começar. Acho que o mais importante são as novas amizades e foram muitas! Sim, dos passeios de bicicleta pela cidade, das bicicletadas, das manifestações e audiências públicas, das redes sociais. Antes, eu que via a bicicleta como apenas uma forma de lazer e de se exercitar, hoje vejo como uma ferramenta de revolucionar, como bem disse uma vez a minha mais nova amiga Rachel Schein.

Eu vesti a camisa, fui à luta… bati boca, me emocionei várias vezes, pedalei até as pernas não aguentarem mais… E já não consigo mais me imaginar sem uma bicicleta.

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E hoje me sinto uma destas “únicas flores em uma árvore nua”, que defendem a bicicleta. Sinto que esses 4 anos entre a data que esse texto foi escrito e hoje, realmente anos-luz se passaram. Ainda falta muito a ser feito, mas a barreira foi rompida e sei que será um caminho sem volta.

Uma das coisas mais agradáveis é poder pedalar na cidade e encontrar, sem querer, outras “flores” pelo caminho, ciclistas que a gente conhece por aí e sempre acaba de trombando pelas ruas. A gente fica mais visível e vê mais gente, mais coisa, vê mais vida na cidade. É uma forma mais romântica de ver tudo ao nosso redor, mas ao mesmo tempo uma forma mais dura e cruel, devido a nossa vulnerabilidade perante o trânsito cruel desta metrópole.

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Não vou me alongar aqui, quero apenas agradecer as outras flores da árvore, que agora não está mais nua, está ficando cada vez mais florida! Porque a cada dia mais e mais pessoas estão vendo a bicicleta como uma excelente forma de se deslocar na cidade, graças ao exemplo e luta de cada uma destas “flores”. Fica aqui o meu muito obrigada!

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