Porque precisamos de uma ciclovia da Rua Domingos de Morais

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Ciclistas na R.Domingos de Morais, altura da estação Santa Cruz. (Foto: Thomas Wang/BZS)

A Rua Domingos de Morais liga o Jabaquara ao Centro de São Paulo. De extrema importância para a cidade, essa avenida liga o Centro, a região da Vila Santa Catarina e também a Av.Cupecê, indo em direção ao município de Diadema.

No sentido bairro, esse eixo começa nas avenidas Engenheiro Armando de Arruda Pereira e Engenheiro George Corbisier, que se encontram a poucos metros da estação Conceição. Após passar pela Conceição, as duas avenidas ‘se tornam’ a Av.Doutor Hugo Beolchi, que passa por cima da Av.dos Bandeirantes através de um largo viaduto (por onde também passa a Linha 1-Azul do Metrô). Após o viaduto ela se torna a Av.Jabaquara, mudando para Rua Domingos de Morais (entre a Rua Luís Góis e a estação Vila Mariana). A partir desse ponto ela é conhecida por Rua Vergueiro. Se vc não entendeu ou não conhece a região, olhe no nosso mapa: https://goo.gl/maps/eWp1JFHSQs92 🙂

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Ciclistas aguardam semáforo no cruzamento da Rua Domingos de Morais com a Rua Luis Góis. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Por ser uma via que conecta de forma direta o Centro e o Sudeste, a Domingos de Morais é uma rota usual de ciclistas, mas ainda não conta com ciclovia! É por isso que o Bike Zona Sul criou um abaixo-assinado pressionando a Prefeitura de São Paulo a implantar uma ciclovia nesse trecho.

Assine a petição através do link: www.change.org/CicloviaNaDomingos !
Compartilhe no Facebook e outras redes sociais, quanto mais assinaturas, maior a pressão!

A Ciclovia Da Vergueiro precisa ser conectada com a Ciclovia Avenida Jabaquara, os ciclistas não podem correr perigo! Precisamos de uma ciclovia para nos separar de ônibus, carros, motos e caminhões!

A atual alternativa construída pela CET passa pelas ruas Madre Cabrini, Primeiro de Janeiro e Coronel Lisboa, paralelas à Domingos de Morais. Ela é muito boa para moradores e frequentadores da Vila Clementino, porém não faz sentido para ciclistas que fazem o caminho do Jabaquara ao Centro. Ela é um desvio grande e difícil, com cruzamentos demorados (pois os semáforos priorizam os carros) e possui ladeiras. Ciclovias em ladeiras são necessárias para proteger ciclistas e pedestres de motoristas imprudentes, mas obrigar o ciclista que já faz um caminho plano (como a Domingos) a desviar por uma rota mais longa, mais difícil e mais demorada não faz sentido nenhum!

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Casal pedala junto ao canteiro central da R.Domingos de Morais, seguindo a sinalização da Ciclofaxa de Lazer apesar de ser um dia útil. (Foto: Thomas Wang/BZS)

As fotos desse post ilustram a grande quantidade de ciclistas que usa o eixo Vergueiro-Domingos de Morais-Jabaquara, o que só reforça a necessidade de uma ciclovia na Rua Domingo de Morais!

Além de proteger quem já pedala nessa rota, uma ciclovia nela estimularia ciclistas ocasionais. Como exemplo cito meu pai e minha irmã, que tem medo de pedalar por causa dos motoristas irresponsáveis, estejam em carros, ônibus, caminhões ou motos.

É necessário garantir a segurança e o espaço de todo tipo de ciclista, o que só é possível com a construção de ciclovias e ciclofaixas. Por isso nós do Bike Zona Sul defendemos a criação de mais ciclovias e ciclofaixas.

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Ciclistas na Rua Domingos de Morais, altura da estação Santa Cruz. (Foto: Thomas Wang/BZS)

A ciclovia da Rua Domingos de Morais pode seguir o padrão das ciclovias da Rua Vergueiro e da Avenida Jabaquara, sendo unidirecional no canteiro central. Para isso basta demarcar a ciclovia no centro da avenida e ressinalizar as faixas de rolamento. É uma operação simples, barata e rápida!

Também é necessário conectar a ciclovia da Av.Jabaquara às demais do Sudeste, como a da Av. Eng.George Corbisier e da Av.Eng.Armando de Arruda Pereira (sobre essas duas, clique aqui). Criar uma rota segura entre essas duas ciclovias e a da Av.Jabaquara-Rua Vergueiro é fundamental para que os ciclistas da Zona Sul possam se deslocar em segurança! Quando essas conexões forem completadas, boa parte do Sudeste paulistano estará conectado à malha cicloviária de São Paulo, trazendo segurança à milhares de pessoas!

Sobre esse trecho, o Bike Zona Sul criou outro abaixo-assinado: www.change.org/InterligarAsCiclovias . Assine e compartilhe!

 

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Ciclista voltando para a casa por volta das 23h de uma quinta, na Rua Domingos de Morais. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Para manter vivas as nossas demandas para a Prefeitura (seja nessa gestão ou na próxima), a equipe do Bike Zona Sul criou dois abaixo-assinados, os links estão abaixo, assinem e compartilhem!

Assine e compartilhe os links:

www.change.org/InterligarAsCiclovias

Vamos pressionar o poder público e tornar São Paulo melhor para todos!

Entenda mais sobre as ligações cicloviárias do Sudeste de São Paulo aqui.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas


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Novo bicicletário na Av.Sen.Teotônio Vilela!

Fomos conferir o bicicletário do novo McDonald’s do Posto Antônio Paes na Av. Senador Teotônio Vilela!

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Bicicletário do MC Donald’s da Av.Senador Teotônio Vilela. (Foto: Paulo Alves/BZS)

O local possui 5 paraciclos com vagas para 10 bicicletas. O modelo utilizado está bem fixado e é o mais indicado e seguro, pois permite trancar a bicicleta através do quadro, e não pela roda, como muitos estabelecimentos têm errado ao implantar um bicicletário aos seus clientes. Os paraciclos também ficam em uma posição onde é possível observar as bicicletas pela vitrine de dentro da loja.

No entanto, notificamos o restaurante sobre algumas observações:

  • Não existem placas identificando que o local é um estacionamento de bicicletas. É importante haver placas informando isso;
  • Os paraciclos não estão na cor padrão amarela, que também identificam que o local é exclusivo para bikes;
  • O local não é coberto, o que pode ser um incômodo na hora de trancar a bike na chuva ou deixá-la muito tempo exposta ao sol.

Consideramos que é uma boa atitude a implantação de um bicicletário nessa nova filial, pois isso é um diferencial competitivo entre os restaurantes fast-food da região, estimula o uso da bicicleta como meio de transporte e ao menos demonstra uma preocupação com a sustentabilidade, porém ainda é necessário que toda a rede do McDonald’s contem com paraciclos para que seus clientes possam ir ao local utilizando a bicicleta.

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Marivaldo do BZS e o gerente do MC Donald’s. (Foto: Paulo Alves/BZS)

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves, Marivaldo Lopes e Thomas Wang)

 #BikeZonaSul #AnálisedeBicicletário #Paraciclo #MobilidadeUrbana

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas


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Priorização dos pedestres no Ibirapuera!

Priorização dos pedestres no Ibirapuera!

AVISO: podem clicar nos links embutidos, eles vão abrir em novas guias e ajudam vc a entender o nosso post 😉 

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Nova faixa de pedestres ligando o Parque e o Obelisco. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Recentemente uma nova faixa de pedestres surgiu em um dos locais mais inacessíveis aos pedestres, no Obelisco do Parque do Ibirapuera!

É uma atitude louvável, considerando que o Obelisco compõe o Parque e possui uma área com mais de 5 mil metros quadrados. No entorno dele não há nenhuma faixa de pedestres e muitos trechos de calçada são estreitos, assim como em quase todo entorno do Parque do Ibirapuera.

A faixa de contenção (aquela que sinaliza que os veículos devem parar) e a faixa de pedestres (as listras) já foram pintadas, porém o semáforo ainda está inoperante.

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Faixas de contenção e de pedestres ligando o Parque e o Obelisco do Ibirapuera. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Na foto acima é possível ver que as faixas estão perfeitamente visíveis aos condutores. Apesar de na foto acima os semáforos estarem atrás das placas pois ainda estão desligados/ Passamos lá na última quinta e as placas já haviam sido retiradas, mas o semáforo ainda estava inoperante.

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Na semana passada os semáforos ainda estavam desligados e atrás das placas, que foram retiradas recentemente. (Foto: Thomas Wang/BZS)

O local escolhido para a travessia de pedestres não é o ideal pois fica longe da entrada do Parque e do Obelisco, veja aproximadamente nesse mapa. O pedestre que estiver no Parque do Ibirapuera e quiser ir para o OBelisco do Ibirapuera terá que andar 200 metros, sendo que os portões do Parque e do Obelisco ficam um de frente para o outro!

É um ótimo começo da retomada de espaços públicos que se tornaram desabitados devido à priorização dos automóveis, mas é só um começo e ainda temos muito a reconquistar!

Como já foi noticiado pelo Bike É Legal, existem inúmeras áreas verdes em São Paulo que são subutilizadas por causa da priorização dos veículos motorizados individuais. Essa priorização dos carros inutiliza e desumaniza o espaço público, tornando-o ocioso.

Esperamos que além da faixa que fica em frente à entrada do Obelisco, outras sejam instaladas no seu entorno, que é extremamente perigoso para pedestres e ciclistas.

Deixamos aqui alguns links que marcam pontos no entorno do Obelisco do Ibirapuera que precisam de faixas de pedestres, pois não há nenhuma indicação para a travessia. Na maioria dos casos um semáforo seria o ideal, mas caso não seja possível, travessias elevadas (conhecidas como “lombofaixas”) também serviriam para proteger as pessoas.

Travessias sugeridas no entorno do Obelisco do Ibirapuera:

  • Entre o Viaduto General Marcondes Salgado e a Av.Dr. Dante Pazzanese (atravessando a Av.Pedro Álvares Cabral antes e depois do farol, atravessando a Av.Dr.Dante Pazzanese) – mapa
  • Entre o Viaduto General Euclides Figueiredo e o Hospital Dante Pazzanese (atravessando o viaduto e a Av.Pedro Álvares Cabral) – mapa
  • Entre o Obelisco e a Praça Eisnhower/Cachorródromo do Ibirapuera (atravessando a Av.Pedro Álvares Cabral e a alça de acesso à ela) – mapa
  • Entre o Obelisco e a Rua Mal.Mauricio Cardoso (atravessando a Av.Pedro Álvares Cabral e a R.Mal.Mauricio Cardoso) – mapa
  • Entre o Obelisco e o Parque do Ibirapuera (atravessando a Av.Pedro Álvares Cabral) – mapa

Veja o vídeo do Bike É Legal sobre áreas públicas ociosas devido à inexistência de acessos:

Veja mais sobre a priorização dos pedestres nestes posts:

Faixas de pedestres na diagonal… (X e Y)

Priorização dos pedestres em Los Angeles, EUA

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas


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Baixada Santista é exemplo de mobilidade da bicicleta para a Capital e o Estado de SP

Após participarmos da épica descida ao litoral, o Bike Zona Sul percorreu as ciclovias da Baixada Santista entre as cidades de Santos e Guarujá, verdadeiros exemplos da ciclomobilidade no país, onde todos os moradores utilizam a bicicleta como meio de transporte para fazer praticamente tudo pela cidade.
A Baixada já possuía muitos ciclistas bem antes da ciclovias, mas foram elas que realmente deram um boom no uso da bicicleta, onde as pessoas saem de cidades como Praia Grande e Guarujá para trabalhar em Santos, seja com sol, chuva, frio ou calor, são milhares de bicicletas que cruzam as divisas da região metropolitana da Baixada Santista diariamente.
Ciclovia Santos Bike Zona Sul
Ciclovia em implantação com concreto pigmentado na orla de Santos. Lembra bastante a ciclovia da Faria Lima na capital. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Ciclovias Santos Bike Zona Sul
Ciclovia na Ponta da Praia, Santos. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Essas cidades têm investido bastante na implantação de ciclovias, a maioria seguindo por avenidas principais ou litorâneas, facilitando os deslocamentos dos ciclistas. Apesar de algumas estruturas serem bastante estreitas, elas são extremamente importantes, no entanto os ciclistas estão por todos os lados, trafegando também por ruas e avenidas que não tem ciclovia, afinal as bicicletas também podem circular em qualquer via.
Muitos comércios, supermercados, bancos, farmácias, escolas, órgãos de governo e diversos pontos de interesse também possuem paraciclos e bicicletários para receber os cidadãos que chegam de bicicleta. Assim, a maioria desses lugares são muito utilizados e em dias úteis, estão sempre lotados.
bicicletário guarujá Bike Zona Sul
Bicicletário lotado um supermercado no Guarujá. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Bicicletas compartilhadas Santos Bike Zona Sul
Sistemas de compartilhamento de bicicletas de Santos, um infantil e um adulto. (Foto: Paulo Alves/BZS)
De alguns anos pra cá, a Cidade de Santos também investiu em um sistema de compartilhamento de bicicletas, muito semelhantes ao Bike Sampa daqui da capital, porém o sistema santista, sofre com a manutenção precária, que é bancada pelo próprio poder público. A boa notícia é que recentemente, um novo sistema de bicicletas para crianças também foi implantado.
Um grande diferencial é que nas cidades litorâneas, o ciclista não paga passagem nas balsas, o que estimula ainda mais o uso da bicicleta como meio de transporte. Na travessia Santos-Guarujá, por exemplo, há uma balsa exclusiva para as bikes, que sempre fica lotada nos horários de pico, comprovando mais uma vez o uso da bicicleta como meio de transporte, que é sempre mais barato, rápido e eficiente.
Ciclovia Guarujá Bike Zona Sul
Ciclovia sempre muito bem utilizada na Av. Ademar de Barros, Guarujá. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Ciclovia Guarujá Bike Zona Sul
Ciclovia muito semelhante às estruturas da capital na Av. Puglisi, Guarujá . No litoral é muito comum caronas de bicicleta e bikes cargueiras, além de muitas mulheres pedalando pelas cidades, o que demonstram a segurança viária. É o paraíso das bicicletas no Brasil. (Foto: Paulo Alves/BZS)

No entanto, ainda falta um grande estímulo também no sentido de levar o paulistano à Santos e o santista à capital, utilizando a bicicleta como meio de transporte. Isso por que as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes não permitem o acesso de bicicletas, ainda que seja algo garantido por lei, mas que anda sendo descumprido pelas concessionárias de rodovias e órgãos do Governo do Estado.

A solução é mais viável do que se imagina, pois existem duas rotas que conectam o planalto ao litoral, o que facilitaria bastante o deslocamento de bicicletas sem a necessidade de utilizar as rodovias.

Uma delas é a Estrada de Manutenção da Imigrantes, caminho belíssimo bastante conhecido por ciclistas, passando por dentro do Parque Estadual da Serra do Mar. O local era pra ser uma rota de ecoturismo consolidada, antiga promessa da época de construção da Rodovia dos Imigrantes, que nunca se realizou e acabou se tornando apenas uma estrada abandonada, sendo utilizada apenas por carros de serviço da rodovia.

Estrada de Manutenção Bike Zona Sul
Estrada de Manutenção da Imigrantes. (Foto: Paulo Alves/BZS)
A segunda rota é a Rodovia Caminhos do Mar, trajeto praticamente pronto para uso dos cidadãos que desejam utilizar a bicicleta como meio de transporte, onde seria bastante utilizada por ciclistas do Grande ABC, por exemplo, tornando mais fácil a ida ao litoral por ser um trajeto praticamente em declive. A rodovia já foi a principal ligação da capital com a baixada até a construção do Sistema Anchieta-Imigrantes e ainda preserva muitas construções históricas. Até a década de 90 era possível descer de bicicleta pelo local, mas depois a rodovia foi totalmente fechada, mesmo se tratando de uma via pública. Alguns anos depois, o acesso foi reaberto, porém apenas a pedestres. Atualmente, ciclistas necessitam de muita burocracia para acessar o local, sendo considerado apenas passeios organizados, monitorados e com agendamento (absurdo!). É preciso avançar bastante a mentalidade para entender que a bicicleta é um meio de transporte benéfico para regiões preservadas como o Parque Estadual da Serra do Mar.

Ciclistas fazem história: um relato sobre a Descida à Santos pela Anchieta

Épico! É a primeira vez que pessoas realizam uma grande descida coletiva, através das rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes em bicicletas. Ciclistas da cidade e de diversos lugares, fizeram um grande feito nesse último final de semana (11 de Dezembro), que ficará na história e na memória de todos os presentes.

Reunidos em 2 concentrações, uma no Grajaú e outra em Diadema, ciclistas fizeram um passeio, que teria por objetivo protestar contra as constantes barreiras contra as bikes nas rodovias e mostrar a demanda de pessoas que gostariam de sempre utilizar a bicicleta como meio de transporte para ir ao litoral. Os ciclistas exigiam a oficialização integral da Rota Cicloturística Márcia Prado, além da liberação da Rodovia Caminho do Mar às bicicletas.

Bike Zona Sul Descida
Concentração de ciclistas no Grajaú. (Foto: Paulo ALves/BZS)

O Bike Zona Sul esteve no Grajaú, onde ciclistas seguiram pela Av. Dona Belmira Marin em um enorme pelotão com cerca de 400 bikes, somadas à outras 800 que vieram de Diadema e ao longo das cidades próximas à Rodovia dos Imigrantes, totalizando milhares de bicicletas (cerca de 1200) ao longo do trajeto. Muitos foram à frente, mas também outras centenas estavam indo mais atrás, devido ao atraso nos trens da CPTM e nas balsas.

Ao chegar na interligação Anchieta-imigrantes, uma grande surpresa: policiais estavam sinalizando o acostamento, desviando o trajeto para que as bicicletas seguissem rumo à pista sul da Rodovia Anchieta, onde organizaram os ciclistas formando um grande comboio.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Sinalização por cones na interligação. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Algumas pessoas ainda tentaram descer pela Imigrantes e pela Estrada de Manutenção, mas os policiais estavam bloqueando o acesso ao Parque Estadual Serra do mar, devido aos deslizamentos que tornavam a descida muito perigosa pelo local. As pessoas que tentaram descer pela Imigrantes foram orientados a seguir para a Anchieta.

Assim, cerca de 11hs da manhã, a pista foi aberta aos ciclistas.
A euforia e a alegria era geral! Muitos gritos de “a rodovia é nossa!”, além de muitas pessoas tirando fotos para registrar a histórica descida para a baixada. Um momento incrível e único! Ver inúmeras bicicletas realizando essa descida pela primeira vez foi uma sensação bem emocionante. Foram muitas pessoas reunidas realizando um sonho, que deveria desde sempre, ser garantido pelas concessionárias de rodovias e órgãos do governo.

Descida à Santos Bike Zona Sul
Ciclistas agrupados no acesso à Anchieta. (Foto: Léo Alves)

Bike Zona Sul Descida à Santos
Ciclistas descendo a Rodovia Anchieta, local bastante hostil à bicicletas, mas que foi exclusivamente das bikes por um dia. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Bike Zona Sul Descida à Santos
A rodovia é nossa! (Foto: Paulo Alves/BZS)

A descida lembra um pouco a Mogi-bertioga por não haver acostamento, porém com um bônus de ter muitas paisagens deslumbrantes, convidando à fotografá-las a todo instante. Túneis com exaustores à todo vapor, davam um refresco à mais no pedal e era praticamente impossível não gritar dentro deles para ouvir o eco, sem falar na sensação fantástica de sentir o vento contra, que nos fazia parar em plena descida. Tudo isso são coisas simples que só a bicicleta nos proporciona. É trazer mais vida à locais que são exclusivamente para máquinas, onde essa descida provou a possibilidade de mudar esse quadro.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Vista deslumbrante da Anchieta para Santos, balança da Imigrantes e Comunidade Cotas. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Infelizmente nem tudo são flores, pois houve também uma pequena minoria que andava de forma irresponsável zigue-zagueando em alta velocidade pela pista sem nenhuma necessidade. Dois ciclistas caíram, mas não sofreram graves ferimentos, apenas ralados, típicos das simples quedas que às vezes a bike nos dá, bem diferente de uma colisão motorizada. Também houve relatos de 3 ciclistas que foram assaltados, indo sozinhos à frente do pelotão em uma comunidade no final da descida. Uma outra ciclista também ficou sem a bicicleta, quando ladrões aproveitaram o momento em que ela passou sozinha pelo local.

No mais, tudo deu certo, todos conheceram novas amizades, demonstraram união e solidariedade, auxiliando uns aos outros nos reparos e todos viveram uma experiência única em suas vidas. Depois, todos se espalharam pelas cidades do litoral, inspiração para uma cidade humana com mobilidade ativa, onde muitos usam sempre a bike em seus deslocamentos.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Ciclistas se ajudando na manutenção das bikes. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Por ações assim, é que testemunhamos o quanto é importante que exista um elo de ligação cicloviária entre a capital e o litoral, democratizando as estradas e demostrando a necessidade de respeito aos ciclistas que trafegam por elas. Logo esperamos, que nosso país enxergue o potencial de cicloturismo incrível que temos, fomentando também o conceito de ciclomobilidade respeitado que já existe em muitos países.

Que venham muito mais pessoas descobrindo a magia de pedalar, a mudança positiva que ela traz para nossas vidas e a maravilhosa sensação de liberdade que nos proporciona.

Bike Zona Sul Descida à Santos
A chegada com gostinho de dever cumprido. (Foto: Paulo ALves/BZS)

Confira todas as fotos no álbum da Bike Zona Sul em nossa fan-page do facebook:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1301226043232266.1073741942.166744686680413&type=1&l=d3134ecafb

#BikeZonaSul #DescidaàSantos #Histórica #Épico #Cicloturismo #Cicloviagem


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Encontro dos ciclistas com Sérgio Avelleda, futuro secretário

PRIMEIRO ENCONTRO DOS CICLISTAS COM O FUTURO SECRETÁRIO SÉRGIO AVELLEDA

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Foto: Paulo Alves/BZS.

Na terça feira, dia 6, ocorreu o primeiro encontro entre o futuro Secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Sérgio Avelleda, e entidades de ciclistas da cidade. A Bike Zona Sul esteve representada por Paulo Alves e Alex Gomes.

Foi o primeiro debate do futuro secretário com um segmento ligado a mobilidade urbana da cidade.

A reunião teve um caráter informal, em que os grupos apresentaram à Avelleda considerações sobre as políticas de mobilidade urbana feitas na cidade nos últimos anos e as expectativas para a próxima gestão. A BZS comentou as experiências que teve junto a CET, em que participou de reuniões com os técnicos e foram feitas visitas técnicas na Zona Sul para estudar a implantação de ciclovias. Também mencionamos as prioridades elencadas para o próximo ano colhidas com ciclistas da Zona Sul, que seriam a continuação das ciclovias da Teotônio Vilela, Eng.George Corbisier e Carlos Caldeira.

Avelleda se mostrou bem receptivo às solicitações dos ciclistas e deixou como compromisso sempre consultar os grupos e entidades, por meio da Câmara Temática, antes de quaisquer mudanças nas ciclovias da cidade. O futuro secretário também expôs que pretende expandir a estrutura cicloviária, continuando a construção de ciclovias e bicicletários.

O encontro abordou também a situação do Programa Ruas Abertas. Avelleda explicou que tanto ele como o futuro prefeito João Dória pretendem manter o programa.

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Foto: Paulo Alves/BZS.

A Bike Zona Sul considerou o encontro bastante positivo. Avelleda demonstrou estar sensível às angústias dos ciclistas sobre o futuro da bicicleta na cidade, o que nos faz ter esperança de continuar o processo de incentivo ao uso da bicicleta, como aconteceu na gestão Fernando Haddad.

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Foto: Paulo Alves/BZS.

 

(Equipe Bike Zona Sul: Alex Gomes e Paulo Alves)

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

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