Como tornar o Parque do Ibirapuera mais acessível para pedestres

Um dos marcos da cidade de São Paulo é o Parque do Ibirapuera, terceiro maior parque da cidade, atrás dos parques do Carmo e Anhanguera. Localizado entre as zonas Sul, Oeste e o Centro, ele é parada obrigatória para turistas e um dos oásis dos paulistanos.

Apesar de ser um oásis para a maioria dos frequentadores, muitos sofrem para chegar ao parque. Isso acontece pois não há estação de Metrô/CPTM próxima, as linhas de ônibus são cheias e não há calçadas nem ciclovias suficientes no entorno do parque.

 

Todos esses fatores tornam o parque menos atrativo para os paulistanos, morem perto do parque ou não. É comum moradores da Vila Mariana, bairro adjacente ao parque, irem de carro devido à falta de transporte público, calçadas e ciclovias. Neste post vamos apontar locais que podem receber faixas de pedestres no entorno parque. Num próximo post falaremos de melhorias para ciclistas.

Mesmo o parque recebendo milhares de visitantes todos os dias, a vizinhança não é amigável para pedestres. O entorno conta com poucas faixas de pedestres, a começar pela Avenida Quarto Centenário (imagem 1). Nela, já é possível perceber que não existem travessias em todos cruzamentos, o que coloca as pessoas em risco.

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Imagem 1: Av. Quarto Centenário (Google Maps alterado)

 

 

Já na Avenida República do Líbano quase não existem travessias. Existem apenas 3 ao longo de toda avenida: no cruzamento com a Av. Quarto Centenário, no Portão 7 e no Portão 8 (imagem 2, logo abaixo). Um detalhe importante: esse trecho possui várias clínicas médicas e residências, com muito potencial para pedestres.

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Imagem 2: Av. República do Líbano (Google Maps alterado)

O trecho da Avenida Pedro Álvares Cabral, que compreende da Avenida Brigadeiro Luís Antônio até a Av. 23 de Maio, também possui travessias insuficientes (imagem 3). Na maioria dos casos, o pedestre é obrigado a percorrer distâncias maiores que uma travessia direta. Isso acontece pois não há sinalização em todos cruzamentos. No Monumento Às Bandeiras, por exemplo, o pedestre precisa fazer uma travessia de quatro fases para andar uma quadra. Por que não implantar outras faixas e aumentar o tempo dos semáforos de pedestres?

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Imagem 3: Av. Pedro Álvares Cabral (Google Maps alterado)

Por fim, temos o trecho da Av. 23 de Maio. Por se tratar de uma via expressa, a instalação de faixas de pedestres requer mais cuidado. Considerando a região, sugeri apenas travessias fora da expressa. Elas ficam todas em trechos nos quais é possível instalar a sinalização adequada sem nenhuma obra.

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Imagem 4: Av. 23 de Maio (Google Maps alterado)

De forma bastante simples, esse post busca demonstrar como é possível melhorar a região do Parque do Ibirapuera. Queremos construir uma cidade mais segura e mais humana, que tal se começarmos facilitando a vida dos pedestres? Ainda mais no parque mais famoso de São Paulo, onde passam milhares de pessoas 🙂

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #SãoPauloPrasPessoas


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