Prefeitura deixa a bicicleta em último plano também no cicloturismo de São Paulo

Bike Zona Sul Cicloturismo no Pólo de Parelheiros
Cicloturismo em Marsilac, Pólo de Ecoturismo de São Paulo

Mais uma vez a falta de investimentos na bicicleta como meio de transporte é visível no Plano de Desenvolvimento do Turismo Sustentável do Pólo de Ecoturismo, o que seria um projeto da São Paulo Turismo (SPTuris) para o turismo ecológico no extremo sul da cidade.

Confira o documento completo do projeto da Prefeitura para o Pólo:
http://cidadedesaopaulo.com/v2/wp-content/uploads/2018/04/Plano-Desenv.TurismoSP_site.pdf

Em uma breve pesquisa no PDF do plano, a palavra “bicicleta” aparece apenas em uma pesquisa dos meios de transporte utilizados para chegar ao Pólo de Ecoturismo de São Paulo, que obviamente não foram contabilizados os vários grupos de pedais levando centenas de ciclistas à região todos os finais de semana, algo que o Bike Zona Sul começou a estimular há alguns anos no Pedal Especial do Mês e hoje é tocado pela iniciativa de inúmeros grupos da Zona Sul e de diversas regiões da cidade que visitam o local.

No entanto, a dificuldade do paulistano em chegar ao Pólo de bicicleta é real, pois as ciclovias da cidade não estão conectadas com a região, limitando um acesso viário seguro apenas em grupos, pois a Ciclovia da Teotônio Vilela não está ligada ao menos com a Ciclovia de Marsilac. Com isso, a Estrada Ecoturística de Parelheiros (antiga Av. Sadamu Inoue) acaba sendo bem difícil para o cicloturista iniciante.

Ciclovia de Marsilac Bike Zona Sul
Ciclovia na Estrada de Marsilac, local que não é chegar sozinho, devido à falta de conectividade com a Ciclovia da Teotônio Vilela.

A região tem muito a ganhar com a criação de roteiros para a caminhada e o cicloturismo no extremo sul, algo similar à tantos existentes ao redor do mundo como o Caminho de Santiago e até mesmo do Brasil como a Estrada Real, Caminho da FéCaminho do Sal e tantos outros que movimentam comércios e pousadas ao longo de seus roteiros completamente acessíveis para andarilhos e cicloturistas.

O BZS também possui inúmeros roteiros de cicloturismo passando por Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé, que fizemos para auxiliar os deslocamentos de bicicleta na região, possibilitando o acesso de pessoas que queiram conhecer o pólo pedalando:
https://bikezonasul.org/roteiros-de-cicloturismo

Em cada passeio do Pedal Especial do Mês que fizemos, de 2015 a 2017 chegamos a juntar entre 100 a 300 pessoas para conhecer os recursos naturais, cachoeiras, templos e locais históricos da Zona Sul, fomentando o comércio local e o turismo sustentável, através do veículo mais ecológico do mundo: a bicicleta.

 

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Isso sem contar as milhares de pessoas que se juntam na Tradicional Descida à Santos pela Rota Márcia Prado, que já possui lei municipal 15.094 de Janeiro de 2010, porém passados 8 anos, ainda não há nenhuma sinalização no trajeto ao longo da Av. Dona Belmira Marin no Grajaú. Mesmo assim, milhares de bicicletas realizam a descida todos os anos, passando pela Ilha do Bororé, lotando os comércios locais que sempre preparam seus estoques para atender a demanda. A descida desse ano, já possui data programada e terá o apoio do governo estadual: www.facebook.com/events/595213890839938

Outros grupos também já mobilizaram centenas de ciclistas, batendo diversos records de público como os passeios ao Sólo Sagrado de Guarapiranga da Brasil BIKEmotion, que juntou mais de 400 ciclistas. Infelizmente a Igreja Messiânica Mundial do Brasil, responsável pelo local, tem limitado a quantidade de público a apenas 50 participantes, impondo dificuldades de acesso à quem chega de bicicleta, com regras e agendamento, o que burocratiza e prejudica o cicloturismo, além de não oferecer nenhum bicicletário permanente para quem visita espontaneamente o local.

No documento da prefeitura, a bike como ferramenta de turismo ecológico acaba sendo deixada de lado, quando o mesmo menciona o “cicloturismo” apenas no cantinho do rodapé da página 54, dizendo que os projetos “poderão ser trabalhados”. Ou seja, não há sequer estudos ou projetos de implantação das engavetadas rotas de cicloturismo prometidas para o pólo, que já vinham sido estudadas anteriormente por moradores locais.

É preciso muito mais que estudos, é preciso ação, colocando em prática o que já vinha sendo estudado por outras gestões, como a implantação desses roteiros, ciclovias, ciclo-rotas, pousadas, campings e enfim, toda a estrutura para que o turista possa se sentir bem ao vistar o pólo pedalando e voltar muitas outras vezes.

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves)

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