Bicicletada? Massa Crítica? O que é isso?

Quando comecei a pedalar alguns amigos comentavam sobre a Bicicletada, um mítico encontro de ciclistas que acontecia toda última sexta do mês. Também comentavam sobre a Massa Crítica, um pedal focado em pedir segurança para ciclistas.

Com o tempo descobri que a Bicicletada e a Massa Crítica eram, na verdade, o mesmo evento. Uma reunião com ciclistas de diferentes idades, estilos e regiões. Ciclistas de toda cidade de São Paulo e até de cidades próximas.

Historicamente, a Massa Crítica surgiu em 1992 em São Francisco, nos Estados Unidos. Cansados do perigo que corriam todos os dias, um grupo de ciclistas se reuniu para pedir respeito aos motoristas e ao poder público. Com o tempo, a ideia desse encontro ‘pegou’ e ele se tornou mensal.

Aos poucos, a iniciativa se espalhou entre diversas cidades, como Londres (Reino Unido), Lisboa (Portugal), Paris (França), Berlim (Alemanha), Los Angeles e Washington (Estados Unidos), dentre outros. No Brasil ela acontece em várias cidades: Curitiba (PR) , Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ)Americana (SP), Ribeirão Preto (SP)São Paulo (SP)Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), entre outras… Se quiser saber mais, procure “Bicicletada” no Facebook que você vai encontrar várias!

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Bicicletada de Junho/2012: os ciclistas ocuparam o Shopping JK Iguatemi para que ele construísse a passarela entre o Parque do Povo e a Ciclovia Rio Pinheiros. (Foto: Thomas Wang)

A Bicicletada/Massa Crítica não tem líderes nem roteiro programado. Geralmente o grupo se encontra e começa a pedalar, tomando direção de algum local simbólico como a Prefeitura, um local onde um ciclista tenha sido atropelado ou algum local onde os ciclistas querem que seja implantada uma ciclovia/ciclofaixa.

O evento acontece toda última sexta-feira do mês, à partir das 18h. Em São Paulo nos encontramos na Praça do Ciclista, que fica na Avenida Paulista. A concentração começa às 18h e geralmente o pedal começa às 20h.

O próximo será nesta sexta, dia 31 de agosto. A ideia é defender as ciclovias existentes e as que a Prefeitura está removendo, conforme divulgado em eventos no Facebook e na arte divulgada pelo Vá de Bike. A ideia é pressionar a Prefeitura, que não tem dialogado com ciclistas e tem removido ciclofaixas sem consultar os cidadãos.

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Imagem do Vá de Bike.

Compareça, vamos defender as nossas ciclovias e lutar por melhorias! Quem pedala sabe o risco que é pedalar sem ciclovia e ciclofaixa, precisamos de mais infraestrutura!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Como foi a reunião da Câmara Temática de Bicicleta (CTB) no dia 14/08

No dia 14/08 o Bike Zona Sul participou da reunião da Câmara Temática de Bicicleta (CTB) com o secretário de Mobilidade e Transportes, João Otaviano. Compareceram cerca de 50 pessoas, entre ciclistas e funcionários da Prefeitura.

 

João Otaviano defendeu que “não tem pressa para fazer ciclovias” e que “a gestão anterior fez tudo correndo pois tinha uma meta“, deixando bem claro que os ciclistas não são prioridade da atual gestão da Prefeitura. Membros da CTB perguntaram como será feito o controle de implantação no novo plano e uso do orçamento destinado às ciclovias se não há metas, mas o secretário não respondeu. Segundo ele, a gestão de Bruno Covas (PSDB) fará as ciclovias de forma adequada, respeitando a lei e as diferentes opiniões.

Quando questionado sobre a remoção de ciclovias, João Otaviano disse que nenhuma ciclovia será retirada sem audiências públicas. Os ciclistas presentes relembraram o secretário sobre diversas ciclovias que já foram removidas sem audiência nem diálogo, mas o secretário se pronunciou somente sobre a Rua Siqueira Bueno, na Mooca. Segundo o presidente da CET, a sinalização da ciclofaixa não foi feita pois existe um problema em relação ao encanamento da Congás.

Veja alguns casos de ciclofaixas removidas:

Além disso, a CET continua sendo criticada devido à falta de manutenção da infraestrutura existente. Segundo Otaviano, a manutenção das ciclovias/ciclofaixas existentes só será feita após o novo plano cicloviário ser aprovado em audiências públicas nas Prefeituras Regionais. Essa decisão deixa as estruturas atuais em condições cada vez piores e aumenta o risco de atropelamentos, pois mais motoristas tendem a desrespeitar os ciclistas.

Os ciclistas também questionaram a afirmação de Otaviano, que acredita que ciclorrotas podem substituir ciclovias e ciclofaixas. Uma das ciclistas presentes reforçou o ponto, perguntando se o secretário deixaria seus filhos pedalarem numa ciclorrota entre carros. O secretário se esquivou dizendo “na maior parte do mundo sim, por que aqui não?“. Quem pedala sabe: a pior ciclofaixa é melhor que nenhuma… Mesmo com problemas, as ciclofaixas criam áreas protegidas para ciclistas, pois não há veículos pressionando os ciclistas.

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Otaviano apresenta o anel cicloviário (Thomas Wang/BZS)

Ana, ciclista da Zona Sul e presente na audiência da ciclovia da Rua Domingos de Morais, questionou porque essa ciclovia ainda não foi implantada. Vale lembrar que já existe projeto, orçamento (o Colégio Marista Arquiodicesano é responsável pelo pagamento) e que a ciclovia já foi aprovada em audiência pública. Essa ciclovia já é uma demanda antiga dos ciclistas da Zona Sul, veja aqui e aqui.

O secretário também falou dos cicloanéis apresentados no novo plano e das metas para 2018, descritas nas fotos abaixo.

Na opinião do Bike Zona Sul, fica cada vez mais claro que a gestão Dória-Covas não busca diálogo. Elaborar um plano cicloviário sem consultar a Câmara Temática de Bicicleta (CTB), que é ligada à própria Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT), demonstra como Covas e Otaviano não consideram a participação da sociedade importante. O secretário João Otaviano se comprometeu a marcar workshops sobre a revisão cicloviário com a CTB antes das audiências públicas, no qual os ciclistas poderão opinar sobre as ciclovias das suas regiões.

Tais workshops foram uma resposta à Carta Aberta da CTB, na qual ela se coloca à disposição da Prefeitura. Entretanto, a impressão que fica é que Covas não deseja conversar com os cidadãos e pretende desativar as formas de participação social, como já fez com os conselhos gestores dos parques, esperamos estar errados.

Infelizmente, teremos que continuar pressionando a Prefeitura para manter as estruturas atuais, sendo que eles não pretendem investir em novas.

Veja o vídeo da reunião completa no nosso Facebook, clique aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang)

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Novo plano cicloviário de SP foi feito sem ciclistas e vai remover ciclofaixas

Na sexta passada, 03/08, o prefeito Bruno Covas e o secretário de Mobilidade e Transportes João Otaviano apresentaram o novo plano cicloviário de São Paulo (veja nosso vídeo aqui). Ciclistas foram impedidos de entrar, apesar do assunto da apresentação. Apenas Sasha, secretário da Câmara Temática de Bicicleta (CTB), e Carla Moraes, da CTB e do Bike Zona Sul, conseguiram entrar. Os demais convidados eram jornalistas de grandes canais, como CBN e Jovem Pam.

Falta de diálogo

Durante a coletiva o secretário João Otaviano chegou a afirmar que o plano havia sido debatido na Câmara Temática de Bicicleta (CTB), mas mudou o discurso ao ser questionado pelos membros da Câmara. O plano e sua divulgação foram feitos sem diálogo com a CTB, entidades, coletivos e ciclistas independentes, por isso surge a desconfiança de que a Prefeitura está tentando agir sem consultar a população. Um fato curioso é que a CTB teve reunião com a Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) na quarta, dois dias antes do anúncio do plano, mas não deu nenhuma informação sobre o plano ou sobre a coletiva durante a reunião. Dias antes dessa reunião, a Câmara Temática de Bicicleta publicou uma carta aberta à Prefeitura e aos Cidadãos (leia aqui). Na carta a CTB questiona a falta de diálogo por parte da Prefeitura e se coloca à disposição do poder público para auxiliá-lo de forma técnica, conforme seu caráter.

A apresentação foi genérica e sem detalhes, sendo que não trouxe prazos ou valores que serão investidos, algo bem crítico. Desde Janeiro de 2017, quando a gestão João Dória/Bruno Covas (PSDB) assumiu, nenhuma ciclovia/ciclofaixa foi implantada na cidade. A prefeitura foi criticada recentemente pela Folha de São Paulo (veja aqui) por não utilizar o orçamento existente para implantação de novas estruturas, assim como pela falta de manutenção nas existentes.

E o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob)?

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À esquerda, o PlanMob de 2015. À direita, o plano cicloviário apresentado por Bruno Covas. (Imagem do Vá de Bike)

Analisando a imagem acima fica claro que o plano apresentado pelo prefeito Bruno Covas não passa de um rascunho. Ele mostra dois cicloanéis e 6 eixos cicloviários ligando os bairros ao Centro. Fica clara a falta de conexões entre as ciclovias/ciclofaixas existentes, que nem aparecem no mapa.

No mapa da esquerda temos o Plano de Mobilidade Urbana de 2015 (PlanMob), elaborado após muito diálogo com cidadãos, associações e coletivos, como nós do Bike Zona Sul. Nele, as linhas representam diferentes infraestruturas cicloviárias que serão implantadas, de acordo com o cronograma de implantação. O PlanMob é detalhado, informando onde será implantada a estrutura, qual o tipo de estrutura, suas alternativas e em qual ano a obra será feita. É necessário que a gestão atual da Prefeitura respeito o PlanMob, que foi construído e debatido com a sociedade.

Ao afirmar que “as ciclovias foram feitas como orégano na pizza“, Bruno Covas mostra seu desconhecimento sobre o diálogo construído entre a Prefeitura e diversas entidades ao longo de anos. Ele também mostra o desrespeito em relação à experiência adquirida nesse processo, nos aspectos técnicos e sociais do PlanMob.

O novo plano cicloviário

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Um dos slides da apresentação da Prefeitura. No destaque, o cicloanel do Centro.

Bruno Covas e João Otaviano apresentaram a ideia de cicloanéis: grandes círculos com ciclovias que conectariam todas as regiões da cidade. Um deles seria no Centro antigo, enquanto outro abrangeria o Centro expandido. A princípio a ideia parece promissora, mas ela possui alguns defeitos… Citamos alguns abaixo:

  • São citadas ciclovias nas margens dos rios Tietê e Pinheiros, que não são de gestão da Prefeitura. Seria necessário alinhar essas estruturas com o Governo do Estado, EMAE, SABESP, CPTM e outras empresas público-privadas que utilizam as margens dos rios. Como sabemos pela Ciclovia do Rio Pinheiros, esse tipo de gestão compartilhada é falha e possui uma burocracia interminável.
  • Os ciclistas teriam que chegar aos anéis para acessar o um dos eixos cicloviários (mais abaixo), mas como seria esse acesso sem ciclofaixas/ciclovias nos bairros e avenidas menores?
  • Por praticidade, ciclistas buscam rotas mais curtas, então a maioria dos ciclistas não faria um desvio para acessar os anéis e, a partir deles, encontrar algumas avenidas com ciclovias.

Fica a dúvida: o prefeito e o secretário esperam que os ciclistas façam trajetos mais longos para poder acessar algumas ciclovias? Não seria mais fácil conectar as ciclovias existentes? (Veja exemplos aqui, aquiaqui e aqui). E que tal prosseguir com a implantação das estruturas já previstas, muitas delas projetadas e com orçamento reservado? Veja aqui, aqui e aqui.

Ciclorrotas e a remoção de ciclofaixas

Quem pedala sabe: ciclorrotas não protegem ninguém. É necessário implantar ciclovias e ciclofaixas pois elas trazem segurança aos ciclistas e demais pessoas! Se hoje, com algumas ciclovias e ciclofaixas, o número de ciclistas mortos no trânsito continua aumentando, imagina com a remoção da infraestrutura existente?

Além disso, o desrespeito às ciclofaixas é constante, mas mesmo assim a fiscalização tem diminuído. Isso só reforça a impunidade, o que põe em risco e vida de todos.

A Prefeitura não fornece prazos para a implantação de novas estruturas de proteção aos ciclistas, mas já sinalizou que removerá ciclofaixas. Como já divulgamos, as remoções já começaram ilegalmente (veja aquiaqui e aqui).  O Vá de Bike citou algumas ciclofaixas que serão removidas na reportagem deles.

Quais são os próximos passos?

O secretário João Otaviano afirmou que o plano será debatido em audiências regionais, na qual a população poderá opinar sobre as estruturas existentes e as previstas. É importante que ciclistas de todas regiões participem para deixar claro que a infraestrutura existente não deve ser retirada. Precisamos conectar as ciclovias e ciclofaixas existentes, não removê-las.

Em breve faremos uma análise mais profunda sobre como a Zona Sul será afetada pelo novo plano. Também estamos buscando mais informações sobre as revisões cicloviárias, postaremos assim que soubermos de algo!

Entenda mais sobre o novo plano cicloviário nas páginas de outras entidades:

(Equipe Bike Zona Sul: Carla Moraes e Thomas Wang)

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Como conectar as ciclovias em volta da Av. Rebouças

Observações:
1. O post tem links, mas pode clicar que eles vão abrir em novas guias, assim vc não perde esse post 
😉
2. para não complicar vamos chamar todas as vias de ‘rua’, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Neste post falamos das existentes (vermelho) e também sugerimos outras, separando nas mais urgentes (verde) e em outras necessárias (azul escuro). Veja mais abaixo!

A INFRAESTRUTURA CICLOVIÁRIA ATUAL

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Mapa da infraestrutura atual (Fonte: CET)
  1. Ciclovia da Av. Brigadeiro Faria Lima: uma das mais movimentadas de São Paulo, elevada no canteiro central da avenida. Cerca de 3 mil ciclistas passam por ela todos os dias.
  2. Ciclofaixa da Rua Artur de Azevedo (sentido Faria Lima): bidirecional junto à calçada, muito movimentada devido ao comércio focado em ciclistas, como o Las Magrelas e King Of Fork.
  3. Ciclofaixas das ruas João de Moura e Artur de Azevedo (sentido Clínicas): bidirecional junto à calçada, conectam o Terminal Vila Madalena (ônibus e metrô) ao Hospital das Clínicas.
  4. Ciclovia da Sumaré/Paulo VI: elevada no canteiro central
  5. Ciclofaixa da Rua Itápolis: bidirecional junto à calçada, liga as ciclofaixas de Santa Cecília com as ciclofaixas das ruas Piauí e Consolação, além da ciclovia da Avenida Paulista.
  6. Ciclofaixa da Rua da Consolação / Ciclovia da Avenida Paulista: a Consolação é monodirecional junto à calçada, no lado direito da rua em ambos sentidos. Implantada após pressão do Bike Zona Sul e outros coletivos (veja aqui). A da Paulista também é uma conquista de todos após muita pressão, infelizmente, mortes.
  7. Ciclofaixa da Rua Honduras: bidirecional junto à calçada, passa pelo Jardim Europa e vai até o Parque do Ibirapuera / ciclofaixa da Rua Manoel da Nóbrega. Foi uma das primeiras implantadas pela gestão de Fernando Haddad e houve pressão popular após alguns moradores se posicionarem contra.

 

AS CONEXÕES ESSENCIAIS

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  1. Ligação da Rua Artur de Azevedo: trecho curto (são somente 2 quadras!) que pode ser sinalizado com ciclofaixa. É necessário tomar cuidado extra no cruzamento com a Av.Henrique Schaumann.
  2. Rua Estados Unidos: outro trecho curto (3 quadras!) que pode ser sinalizado com ciclofaixa para ser uma rota segura entre as ciclofaixas da Artur de Azevedo, João de Moura e Honduras.
  3. Rua da Consolação (sentido Av.Brasil): poderia ser bidirecional junto à calçada, substituindo vagas de estacionamento em um dos lados da rua. Pelo que sabemos já possui projeto.
  4. Ligação entre a Sumaré/Paulo VI e a João de Moura: um trecho de aproximadamente 50 metros, é necessário reprogramar o farol e melhorar a sinalização da travessia de ciclistas ligando a ciclovia da Sumaré/Paulo VI e a ciclofaixa da João de Moura.
  5. Av. Doutor Arnaldo / Rua Teodoro Sampaio: trecho crítico, ambas ruas tem calçadas estreitas e faixas de ônibus. Na Teodoro a melhor opção é substituir a faixa de rolamento da esquerda por uma ciclofaixa bidirecional. Na Doutor Arnaldo pode ser estudada uma ciclovia no canteiro central seguindo o padrão da Paulista ou Vergueiro, mas são necessárias obras devido aos pontos de ônibus.
  6. Rua Oscar Freire: uma ciclofaixa ligaria a Teodoro Sampaio com a Consolação passando pela ciclofaixa da Artur de Azevedo. O mais simples é substituir as vagas de estacionamento do lado direito da rua.

OUTRAS CICLOVIAS/CICLOFAIXAS QUE SERIAM ÚTEIS

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  1. Avenidas Henrique Schaumann / Brasil: possuem várias faixas de rolamentos, mas calçadas estreitas e nenhuma infraestrutura para ciclistas. Poderia ser construída uma ciclovia no canteiro central de ambas, que é bem largo. Essa ciclovia de canteiro central poderia seguir o padrão da ciclovia da Faria Lima.
  2. Av. Rebouças: muito utilizada por ciclistas, poderia ser implantada uma ciclofaixa no mesmo modelo da existente na Rua da Consolação. Também poderia se conectar  com a estação Fradique Coutinho.
  3. Av. Doutor Arnaldo: a obra mais difícil desse post, poderia ser no canteiro central ou lado direito, mas teria que ser segregada devido às curvas e volume de veículos na avenida. Ligaria o Terminal Vila Madalena até a Av. Paulista.
  4. Rua Cardeal Arcoverde: poderia ser feita uma ciclofaixa do lado esquerdo da rua, ligando as ciclovias da Faria Lima e Sumaré/Paulo VI.

Com os mapas acima podemos perceber que existem algumas ciclovias/ciclofaixas no entorno da Avenida Rebouças, mas que elas ainda não estão conectadas. Apesar de haver alguma estrutura, o ciclista corre riscos em várias vias muito movimentadas, como as avenidas Henrique Schaumann, Brasil e a própria Rebouças. Trechos críticos como o cruzamento da Rebouças com a Henrique Schaumann não possuem nenhuma estrutura, o que deixa o ciclista em perigo.

Precisamos de mais ciclovias e ciclofaixas para ter a segurança no trânsito e proteger pessoas. A maioria das sugestões que apresentamos é simples e de baixo custo, podendo ser concluída rapidamente, o que evitará colisões, atropelamentos e mortes. Esperamos que o novo plano cicloviário considere sugestões como as nossas e seja focado em ciclistas e pedestres, como mandam o Código de Trânsito Brasileiro e o Plano Nacional de Mobilidade Urbana.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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