Dicas para pedalar na chuva

Quem pedala sabe, a chuva pode atrapalhar bastante nossos deslocamentos. Pensando nisso, resolvi listar algumas dicas para quem quer pedalar na chuva. Alguns são cuidados essenciais enquanto outros são truques simples que aprendi, mas todos podem ser úteis para quem não quer ficar preso no trânsito por causa da chuva!

 

1. Perca o medo e enfrente a chuva!

Parece algo simples, mas é a primeira coisa a se fazer. Desde pequenos somos acostumados a evitar a chuva, quem nunca ouviu a mãe dizer “você vai ficar doente se tomar chuva”? Vale o bom senso: se a chuva não for forte, como um temporal com relâmpagos e alamentos, por que deixar a bike em casa?

2. Repense seu trajeto

Seu trajeto possui ladeiras? Passa por alguma área onde há alagamentos? Passa perto de um córrego ou rio? Todos esses fatores podem se tornar problemas em caso de chuva, então preste atenção em dias secos para não dar de cara com uma enchente num dia  de chuva!

3. Cuidado com o chão!6

Quando começa a chover a água ‘limpa’ as ruas, soltando restos de óleo/gasolina (foto ao lado) que ficaram na pista, arrastando embalagens jogadas no chão, terra/pedras e outros detritos, cuidado! Todos esses itens podem deixar o piso mais escorregadio, então diminua a velocidade ao se deparar com eles. Outra dica importante: cuidado ao passar por poças, elas podem esconder buracos/remendos, que podem causar uma queda!

4. Tenha uma roupa impermeável5

Pode ser uma jaqueta refletiva/corta vento para ciclismo, um casaco esportivo ou até uma capa de chuva descartável, mas sempre leve com você! Caso a chuva seja fraca, ela evita que você se molhe e evita que suas roupas fiquem sujas/molhadas. Dessa forma, você não precisa se trocar por causa de uma garoa. Além disso, pedalar usando roupas molhadas por muito tempo é ruim pois o calor do seu corpo e a temperatura da água (além do vento) podem te deixar resfriado!

5. Ensaque seus pertences

Esse é um truque simples que facilita muito. Eu coloco minha agenda e cadernos em sacos de supermercado, isso evita que eles se molhem e eu perca minhas anotações. Basta colocar as coisas dentro e prender a abertura com um nó ou um elástico. Também existem alforjes e mochilas à prova d’água para ciclistas, mas geralmente eles são mais caros e só compensam quando são usados com alguma frequência. (Leia mais sobre alforjes aqui!)

6. Pense nos seus pés 

Dependendo do calçado, ele pode acabar destruído após uma pedalada na chuva, por isso vale a pena levar um calçado extra (como um tênis para pedalar e outro para usar no trabalho/universidade). Outra opção é pedalar de chinelo/sandália/Papete/Crocs/etc, mas preste atenção na sola do calçado: escolha um tipo de sola bom boa aderência para que seu pé não escorregue do pedal ou quando você se apoiar ao parar. Uma solução mais ‘caseira’ é ensacar os pés com sacolas de supermercado, igual comentei acima rs.

7. Leve roupas a mais

Não controlamos a chuva, então sempre vale a pena lembrar uma muda de roupa extra na mochila. É algo que pode ser chato devido ao peso e volume, mas com certeza é melhor que chegar sujo/molhado no trabalho ou aula! Para quem possui armários ou gavetas no escritório/faculdade, vale a pena deixar um conjunto de roupa guardado a mais.

8. Se troque ao chegar no seu destino!

Pode parecer besteira, mas é importante se trocar! Não pelo aspecto social (de se arrumar ou estar ‘apresentável’), mas pela sua saúde. Continuar usando roupas molhadas pode te deixar doente, em especial se na sua faculdade/escritório o ar condicionado for forte.

9. Os Paralamas do Sucesso

Invista em paralamas para sua bike, eles são baratos! Com eles, água e sujeira que os pneus jogarem para cima não vão ‘cair’ e você, nas suas roupas e nos seus pertences. Às vezes é meio difícil de achar os paralamas, mas caso a sua bicicletaria não tenha, procure em grandes lojas como o Decathlon. É possível até fazer paralamas de garrafa pet (veja como aqui!).

10. Seja visto e fique atento!

Como já dissemos antes, é importante que o ciclista seja visto! Especialmente em dias de chuva, abuse de roupas chamativas (a jaqueta impermeável acima é um bom exemplo), ligue as luzes da sua bike e seja visto!

Além disso, fique ainda mais atento! Quando chove, motoristas tendem a ser mais cuidadosos, mas muitos se tornam mais agressivos devido ao trânsito e ao estresse, então tome ainda mais cuidado! Seja visto, ocupe a faixa e bom pedal!

 

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Auditoria da infraestrutura cicloviária em tabulação! #CicloAuditoriaSP

Auditoria Cidadã da infraestrutura cicloviária de São Paulo está em fase de tabulação! Isso quer dizer que a maioria das estruturas já foi avaliada e que a Ciclocidade, o Bike Zona Sul e demais parceiros estão analisando os dados recolhidos! É importante destacar que todos dados foram colhidos em campo, por um grupo de mais de 30 avaliadores, organizados conforme as regiões da cidade.

Agora os dados serão contabilizados, verificados e interpretados. Para isso, a Ciclocidade se organizou e está contando com a colaboração dos aplicadores, coordenadores, associados e ciclistas das regiões!

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Uma das estruturadas avaliadas, no Jabaquara. (Foto: Lucian de Paula)

A Auditoria trará dois relatórios: um quantitativo (no qual foram analisados dados tangíveis, como a quantidade de placas de sinalização presentes na estrutura) e um qualitativo (onde teremos as percepções dos envolvidos nas avaliações).

Curta a página da Ciclocidade para não perder nada!

Leia mais sobre a Auditoria Cidadã neste post! #CicloAuditoriaSP

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang / Parceria: Ciclocidade, AMEciclo e Aro27 Bike Café )

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Como conectar as ciclofaixas da Vila Mariana, Sacomã, Ipiranga e Vila Prudente

Observações:
1. O post tem links, mas pode clicar que eles vão abrir em novas guias, assim você não perde o post 
😉
2. Para simplificar, vamos utilizar “rua” para todas as vias, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Neste post vamos falar das estruturas das existentes (vermelho), das que consideramos básicas e mais urgentes (verde) e também de outras necessárias (azul escuro). Veja mais abaixo!

A INFRAESTRUTURA CICLOVIÁRIA ATUAL

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Segundo o mapa da infraestrutura cicloviária de São Paulo (disponível no site da CET), essas são as estruturas de proteção de ciclistas que existem na região (em vermelho):

  1. Ciclofaixas das ruas Vergueiro e França Pinto;
  2. Ciclofaixa da rua Madre Cabrini / Primeiro de Janeiro / Coronel Lisboa / Boninas;
  3. Ciclofaixas da Avenida Jabaquara e Alameda dos Guatás;
  4. Ciclofaixa da Avenida Bosque da Saúde;
  5. Ciclofaixa das ruas Dionísio da Costa / Rodrigo Vieira;
  6. Ciclofaixa da Rua Santa Cruz: bidirecional junto à calçada, sendo metade da sua extensão no lado par e metade no lado ímpar da rua;
  7. Sistema de ciclofaixas do Ipiranga: ruas Mont’Alverne, Patriotas, Avenida Nazaré (metade da extensão bidirecional e metade unidirecional junto ao canteiro central) e Rua Dona Leopoldina;
  8. Sistema de ciclofaixas do Sacomã/Moinho Velho: Rua Abagiba, Av. Martinho Guedes, ruas Ribeirão Bonito, Elba, Regino Aragão, Salvador Pires de Lima, Abaúna, do Lago, Anatole France e Sava;
  9. Ciclofaixa da Rua do Grito (bidirecional junto à calçada) e ciclovia da Rua Aída (no canteiro central/parque linear);
  10. Ciclofaixa da Rua Guamiranga (bidirecional junto à calçada), ciclovia/ciclofaixa da Av. Dr. Francisco Mesquita (a maior parte é unidirecional junto ao canteiro central/córrego);
  11. Sistema de ciclofaixas da Vila Prudente: Av. Prof. Luiz Ignácio de Anhaia Mello e Rua Prof. Gustavo Pires de Andrade.

Existem estruturas próximas nos quatro bairros, mas nem todas estão conectadas. Com a ajuda de alguns ciclistas da região mapeamos rotas frequentes, nas quais é essencial que seja implantada alguma estrutura cicloviária.

AS CONEXÕES BÁSICAS

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  1. Rua Dr.Neto de Araújo: pode ser bidirecional junto à calçada, colocando as vagas de estacionamento mais ao centro da rua, que já é larga;
  2. Rua Domingos de Morais: antiga reivindicação dos moradores da região, leia mais sobre ela clicando aqui;
  3. Conexão das ciclofaixas das avenidas Jabaquara e Bosque da Saúde, na qual falta somente uma quadra, veja nosso vídeo;
  4. Conexão da ciclofaixa da Rodrigo Vieira com a da Ricardo Jafet (5 e 6);
  5. Ciclofaixa da Ricardo Jafet, que foi iniciada, mas interrompida pelo ex-prefeito João Doria e foi repintada pela população (leia mais aqui);
  6. Ciclofaixa da Ricardo Jafet, que foi iniciada, mas interrompida pelo ex-prefeito João Doria e foi repintada pela população (leia mais aqui);
  7. Conexão das ciclofaixas da Rua Santa Cruz e Dona Leopoldina;
  8. Conexão entre as ciclofaixas da Nazaré, do Grito e do Lago: próximas, mas desconectadas por trechos curtos;
  9. Melhoria na travessia da ciclofaixa da Rua do Grito para a ciclovia da Rua Aída: atualmente não há travessia sinalizada de uma estrutura para a outra, o que obriga ciclistas a se arriscarem;
  10. Conexão entre a ciclovia da Rua Aída e a Av. Dr. Francisco Mesquita: poderia utilizar a passarela da CPTM/Metrô com a instalação de orientação de direção para ciclistas;
  11. Sistema de ciclofaixas Ipiranga-Vila Prudente: conectaria ciclofaixas próximas por avenidas largas, o que ofereceria uma rota segura para os ciclistas que se deslocam entre a Vila Prudente e o Centro.

OUTRAS RUAS NECESSÁRIAS

Além dessas conexões básicas, existem outras ruas nas quais os ciclistas identificaram que a instalação de ciclovias/ciclofaixas pode ser útil, veja abaixo!

3.JPG

  1. Av. Lins de Vasconcelos: ligação direta das ruas Madre Cabrini, Domingos de Morais e Dionísio da Costa;
  2. Rua Sena Madureira: trecho curto conectando a Madre Cabrini e a Domingos de Morais;
  3. Rua Santa Cruz: conectando a atual ciclofaixa da Rua Santa Cruz (na região do Ipiranga) com a ciclofaixa da Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro e a futura ciclovia da Domingos de Morais;
  4. Rua Luís Góis: outra reivindicação antiga, ligaria as ciclofaixas de Moema à Vila Clementino, Saúde e outras regiões;
  5. Ruas da Imprensa, Moreira e Costa e Dom Lucas Obes: ligaria o sistema já existente do Ipiranga à ciclofaixa da Rua do Grito;
  6. Av. Dr. Gentil de Moura: completaria a ligação entre a Rua Santa Cruz, Dona Leopoldina, do Grito e do Lago;
  7. Av. Presidente Tancredo Neves: não possui nenhuma estrutura e poderia conectar o sistema Sacomã/Moinho Velho ao Ipiranga e, de lá, ao Centro e Vila Prudente.
  8. Rua Lino Coutinho: faria a ligação entre o sistema do Ipiranga até a ciclofaixa da Rua do Grito;
  9. Viaduto/Rua Capitão Pacheco e Chaves: conexão direta entre a Vila Prudente e o Ipiranga, muito utilizada por ciclistas atualmente;
  10. Rua Igaratá: serviria para simplificar a vida dos ciclistas que se deslocam entre a Vila Prudente e o Ipiranga, facilitando também o acesso à estação Tamanduateí.

Sabemos que a atual gestão da Prefeitura não tem feito nada pelos ciclistas, apenas tentado atrair a atenção da imprensa através de coletivas mal organizadas e não alinhadas com os representantes dos ciclistas… Mas mesmo assim vamos continuar defendendo uma cidade que seja pensada para as pessoas: pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Yellow limita área de atuação e muda regras do serviço

Recentemente postamos na nossa página de Facebook sobre mudanças no sistema da Yellow. Muitos clientes questionaram as novas regras do sistema, que limitam as regiões atendidas, horários para uso do sistema e cobra uma taxa de R$ 30 para estacionar em praticamente toda cidade

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Nova área de atuação da Yellow (Yellow)

No mapa acima é possível perceber que a nova área de atendimento é bem restrita, dado que antes o sistema operava em toda cidade. A nova área de atendimento é limitada ao eixo Faria Lima-Berrini, com trechos entre Vila Leopoldina, Butantã, Pinheiros até Santo Amaro.  Após a mudança, a maior parte da Zona Sul e da cidade de São Paulo deixou de ser atendida.

Essa mudança é preocupante, pois deixa muitos usuários sem acesso ao sistema, sobretudo na periferia. Quando a Yellow iniciou suas atividades, uma das grandes vantagens percebida pelos usuários foi a ausência estações, o que permitia que as bicicletas fossem utilizadas em qualquer região da cidade.

Além disso, recentemente surgiram queixas quanto aos horários. Alguns usuários tentaram utilizar o sistema após às 18h e tiveram problemas pois o aplicativo não permitia o desbloqueio da bicicleta. Eu mesmo passei por isso no Paraíso onde tentei desbloquear uma bicicleta e não consegui. Recebemos relatos que os  horários variam de bairro para bairro,

Entramos em contato com a empresa, que forneceu a resposta abaixo:

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Resposta da Yellow para o Bike Zona Sul no Facebook.

Se desde o início da operação a Yellow sabia que “não seria possível atender a demanda de toda a cidade de São Paulo de uma vez“, por que liberaram o uso do sistema por toda cidade? Não seria melhor ter iniciado de forma pontual e ampliar a área de atendimento conforme a quantidade de bicicletas e funcionários aumentasse?

Nós, do Bike Zona Sul, estamos torcendo para o sistema voltar ao formato antigo. Também estamos abertos para conversar com a empresa e até mesmo auxiliá-la na sua adaptação e futura expansão. Afinal, sem as limitações de região ou horários, o sistema se tornará cada vez mais popular. Com isso teremos mais ciclistas nas ruas, o que vai aliviar a lotação do transporte coletivo e vai tirar cada vez mais carros para as ruas.

Leia mais sobre sistemas de bicicletas compartilhadas, clique aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang)

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