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Obras na Ciclovia Rio Pinheiros causam transtornos e riscos aos ciclistas

Na última quarta-feira (17/07) estivemos presentes no Pomar Urbano para discutir as obras de aterramento da Rede Elétrica Piratininga na Ciclovia Rio Pinheiros, que vêm causando inúmeros transtornos nos últimos dias.

A Arcadis Brasil, empresa que está assessorando as intervenções, realizou uma apresentação atualizando os detalhes e avanços da obra, onde informaram que estão sendo feitos diversos esforços para gerir a comunicação com os ciclistas, sinalizando os locais de possíveis conflitos e buscando coibir situações de perigo, como a orientação dos motoristas e funcionários que trafegam pelo local. Também realizou uma apresentação sobre o histórico do Rio Pinheiros e possíveis perspectivas.

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Reunião discutiu obras na Ciclovia Rio Pinheiros (Margem Oeste)

Entendemos que toda obra gera transtornos, porém continuamos a ter uma grande diferença entre intervenções que impactam o viário de veículos motorizados e estruturas cicloviárias.

Assim, um dos problemas mais gritantes é a questão da acessibilidade dos ciclistas na Ciclovia da Margem Oeste, pois muitos trechos não estão adequados para a circulação segura dos ciclistas, oferecendo inúmeros riscos à integridade dos cidadãos que se locomovem com suas bicicletas pelo local.

No vídeo abaixo do Instituto CicloBR, vemos a situação atual da ciclovia:

O pavimento é a questão de maior impacto, pois trechos da ciclovia foram completamente destruídos para a realização das obras, onde foram disponibilizados desvios, porém esses são em estradas de terra e brita, algo inviável para bicicletas de pneus finos. A proposta apresentada em reuniões anteriores é que esses desvios seriam totalmente em asfalto, no entanto a Camargo Corrêa, empresa principal que está administrando as obras, não está cumprindo o acordo.

 

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Trechos de terra na “ciclovia” tem causados transtornos para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte.

Questionada especificamente sobre o trecho do Pomar Urbano e proximidades da Ponte João Dias, a Arcadis informou em nota que “devido ao caráter provisório dos desvios será evitado o asfaltamento dos mesmos, tendo em vista que tal medida implicaria inclusive em perdas ambientais (desperdício de matéria-prima, impermeabilização do solo, etc.). Assim, destaca-se que a previsão é que o traçado original seja devidamente reestabelecido até 19 de julho de 2019, sendo feito todos os esforços para que esse tempo seja antecipado. Deste modo, solicitamos a compreensão dos usuários durante esse período.”

Porém, durante a reunião foi informado que não havia prazo específico para a conclusão do trecho Pomar Urbano / João Dias, podendo ficar talvez para Agosto. O prazo final para todas as obras e devolução da ciclovia é para Novembro. Vale ressaltar que foi criado um trecho com asfalto novo entre as proximidades da Estação Santo Amaro do Metrô Linha 5 Lilás e o Pomar Urbano, que em breve será definitivo, mas já se encontra liberado aos ciclistas, algo que não condiz com a nota, sendo o ideal que todos os trechos fossem pavimentados. Também existem diversos pontos de remoção de árvores para a realização das obras, um ponto também bastante preocupante que também não condizem com a justificativa ambiental, mas segundo a Arcadis será recompensado em quantidade três vezes maior em outros locais pelo Estado de São Paulo.

Esperamos que as empresas encontrem soluções para os problemas relatados, sob a perspectiva dos ciclistas, que precisam de pavimento adequado, acessibilidade nos deslocamentos, bem como, segurança pública e viária.

IMPORTANTE: viu algo inadequado na ciclovia? Fotografe e envie para a Arcadis. Qualquer dúvida, sugestão ou reclamação, entre em contato:

Email: comunicacaopbte@arcadis.com

Telefone: 0800-729-0440