Estapar começa a cobrar pelo uso de bicicletário

38 anos focados em inovação e mobilidade urbana.

Esse é o lema da Estapar Estacionamentos, mas será que é verdade?

Um usuário de um bicicletário administrado pela Estapar no Conjunto Comercial Brascan Open Mall no Itaim Bibi enviou uma mensagem para o Bike Zona Sul e informou que a Estapar decidiu cobrar pelo acesso de bicicletas e patinetes. Segundo a empresa, a cobrança é pelo uso do espaço e seus custos de manutenção.

Nós, do Bike Zona Sul, nos posicionamos contra essa atitude, a qual consideramos retrógrada e contraditória. Atualmente a maioria das empresas que investem em um bicicletário fazem isso de forma gratuita devidos aos benefícios do modal de bicicleta. Muitas dessas empresas também afirmam que instalar bicicletários é uma forma de promover a sustentabilidade e/ou uma contra-partida aos impactos causados pelos veículos automotores.

Com essa atitude a Estapar está indo na contramão do Mundo, que investe na implantação de espaços dedicados aos ciclistas. Cada vez mais é possível ver espaços melhores, mais práticos e modernos, sendo sempre gratuitos para os usuários. Na maioria das vezes, os custos dos bicicletários são pagos através dos altos valores advindos do sistema rodoviário.

A Holanda, por exemplo, está construindo enormes bicicletários, a maioria gratuita para os ciclistas. Não é à toa que eles construíram o maior o bicicletário do mundo, que é totalmente gratuito (vejam aqui!).

Não estamos defendendo que alguns ciclistas não possam pagar pelo valor cobrado pela Estapar, mas falando em sustentabilidade, é totalmente questionável uma empresa que diz ser “focada em mobilidade urbana” cobrar pelo estacionamento de bicicletas.  

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As condições do bicicletário não justificam a cobrança. (Luis Felipe Bruin)
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A área do bicicletário é pequena, as vagas são apertadas, o suporte é inadequado e não há nenhuma estrutura. (Luis Bruin)

Como é possível ver nas fotos enviadas pelo Luis Bruin, as condições do bicicletário não justificam a cobrança: os suportes são inadequados e podem danificar as bicicletas (entorta roda), o espaço entre as bicicletas não é suficiente (os guidões das bicicletas estacionadas lado a lado batem nas bikes próximas), não há vestiários, armários ou bebedouro. 

Se a administração da Estapar deseja cobrar pelo uso do bicicletário, que seja um bicicletário perfeito em termos de acesso, segurança e recursos. Locais como o Shopping Paulista reformaram seus bicicletários seguindo dicas de ciclistas (leia aqui!) e mesmo assim não cobram pelo uso dos espaços.

Desde 01 de setembro , o uso do bicicletário custa R$ 55,00 para mensalistas e R$ 4,00 para o período de 12 horas.

Vale lembrar que pelas leis municipais bicicletários são obrigatórios em locais de grande fluxo de pessoas, como é o caso do condomínio Brascan Open Mall. Veja algumas das leis que regulam sobre a instalação de bicicletários:

Lei nº 13.995, de 10 de junho de 2005

Art. 1º Fica estabelecida a obrigatoriedade de criação de estacionamentos para bicicletas em locais de grande afluxo de público, em todo Município de São Paulo.

Art. 2º Para fins desta lei entende-se como locais públicos de grande afluxo os seguinte estabelecimentos:

a) órgãos públicos municipais;
b) parques;
c) shopping centers;
d) supermercados;
e) instituições de ensinos públicos e privados;
f) agências bancárias;
g) igrejas e locais de cultos religiosos;
h) hospitais;
i) instalações desportivas;
j) museus e outros equipamentos de natureza culturais (teatro, cinemas, casas de cultura, etc.); e
k) indústrias.

Lei nº 14.266, de 6 de fevereiro de 2007

Art. 8º Os terminais e estações de transferência do SITP, os edifícios públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios, parques e outros locais de grande afluxo de pessoas deverão possuir locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos como parte da infra-estrutura de apoio a esse modal de transporte.

O que você acha dessa atitude? Vamos pedir explicações para a Estapar: ou eles não cobram pelo uso do bicicletário ou que façam melhorias que justifiquem essa cobrança!

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Aviso da Estapar anunciando a cobrança pelo uso do bicicletário. (Luis Felipe Bruin)

 

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang / Colaborou Luis Felipe Bruin)

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Relato da reunião técnica da CTB com a CET e a SMT

Na terça passada (03/09/2019) a Câmara Temática de Bicicleta (CTB) se reuniu com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT).

Na reunião os ciclistas solicitaram que a CET  divulgue as listas de estruturas cicloviárias que serão requalificadas e implantadas, o que a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes concordou em fazer. Agora ela enviará a lista de estruturas que serão requalificadas ou implantadas mensalmente e a CTB auxiliará na divulgação.

Thomas Wang (BZS) e Anderson Augusto (Ciclonauta Urbano) comentaram sobre a vistoria realizada nas ciclofaixas das alamedas dos Aratãs e dos Guatás, na região do Planalto Paulista e Saúde. Foram pontuados todos problemas que percebemos e cobramos que a obra seja refeita com as devidas correções.

Os representantes dos ciclistas também solicitaram que as requalificações incluam melhorias, como: alargamento das ciclofaixas para descontar a largura das sarjetas, mais sinalização nos cruzamentos, instalação de supertachões e segregadores nas novas ciclovias, dentre outras.

Também foi apresentado o novo padrão de sinalização de ciclofaixas, que terão pintura no chão somente 10 metros antes e 10 metros depois de áreas de conflito, como cruzamentos e pontos de ônibus em ciclofaixas. Não haverá pintura de ciclofaixa quando houver a travessia de pedestres, somente 10 metros antes ou depois, reforçando a prioridade dos pedestres.

Michael, da SMT prometeu que nenhuma ciclovia ou ciclofaixa será removida sem estudos, aviso à CTB e audiência pública como determina a Lei SICLOS.

Na reunião a SMT se comprometeu a compartilhar os dados e apresentações com a Câmara Temática de Bicicleta (CTB) para que os representantes regionais que a compões possam fazer sugestões de ações regionais/locais para evitar novas mortes e atropelamentos.

Quer saber como foi a reunião? Leia a ata completa da reunião clicando aqui!

Não conhece a Câmara Temática de Bicicleta? Leia sobre ela aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristoffer Willy, Paulo Alves e Thomas Wang / Colaborou Ciclonauta Urbano))

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Inspecionamos a requalificação das ciclofaixas das alamedas dos Aratãs e Guatás!

No sábado o Bike Zona Sul e o Ciclonauta Urbano participaram do SP1 da Rede Globo! Logo em seguida fizemos uma inspeção das requalificações das ciclofaixas da Alameda dos Aratãs, no Planalto Paulista, e da Alameda dos Guatás, na Saúde.

Ambas ciclofaixas foram implantadas há cerca de 4 anos, como registramos neste post. Elas são a única conexão entre a região da Saúde (que conta com ciclofaixas na Av. Jabaquara, Alam. dos Guatás e Av. Bosque da Saúde) e Moema (que possui apenas as ciclofaixas unidirecionais de Moema e a ciclofaixa da Alam. dos Jurupis até a Rua Dr.Haberbeck Brandão). As duas foram sinalizadas na gestão de Fernando Haddad, que implantou mais de 400 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas na cidade de São Paulo.

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Mapa da região de Moema, Planalto Paulista e Saúde. (CET)

Como tiramos mais de 90 fotos durante a inspeção, selecionamos algumas e comentaremos abaixo delas. Vamos começar pela Alameda dos Aratãs!

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Há trechos que não foram recapeados e sinalizados de acordo com o novo padrão de pintura. Esse fica na altura da Av. Rubem Berta e continua com buracos. (Thomas Wang/Bike Zona Sul)
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Já esse fica na altura da Alameda Uapixana. Repare que a ciclofaixa não foi recapeada e a sarjeta não foi reformada, ambas estão com a pintura antiga. (Thomas Wang/BZS)
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A área de recapeamento do asfalto é mais larga que a ciclofaixa, então por que não alargar a ciclofaixa para descontar a área da sarjeta? (Thomas Wang/Bike Zona Sul)

A foto acima ilustra um problema comum na maioria das ciclofaixas de São Paulo, que consideram a sarjeta como parte da ciclofaixa. Como é possível ver, cerca de um terço (1/3) da ciclofaixa é sarjeta, que é inútil. O recape é mais largo que a ciclofaixa e desconta a largura da sarjeta, então a ciclofaixa deveria ser alargada para descontar a sarjeta!

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Essa foto deixa claro porque a sarjeta não deve ser considerada como parte da ciclofaixa. (Thomas Wang/BZS)
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Em muitos trechos não foi feito o recapeamento, nesse é possível ver a sinalização antiga e até paralelepípedos! (Thomas Wang/BZS)
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Nenhuma das sarjetas da Alam. dos Aratãs foi reformada, o que continua sendo um risco para ciclistas. (Thomas Wang/BZS)
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A CET não sinalizou cruzamentos e também não retirou as placas de ‘fim’ da ciclofaixa ou as que orientam ciclistas a seguirem pela calçada.  (Thomas Wang/BZS)
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A obra nem foi finalizada e a tinta já começa a sair em alguns pontos. (Thomas Wang/BZS)
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A sarjeta não foi refeita, então desníveis e buracos permanecem. (Thomas Wang/BZS)
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Outro desnível na sarjeta que pode causar quedas. (Thomas Wang/BZS)
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Em muitos trechos o asfalto novo já está se desfazendo. Essa sarjeta também não foi refeita, repare na planta crescendo entre o asfalto antigo e a sarjeta. (Thomas Wang/BZS)
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A ciclofaixa ‘nova’ é menor que a antiga, tendo cerca de 15 cm a menos. (Thomas Wang/BZS)

 

Os principais problemas que encontramos na Alameda dos Aratãs são:

  • Trechos que não foram recapeados e nem sinalizados de acordo com o novo padrão
  • O asfalto novo já está se desfazendo em todos locais onde há desníveis ou buracos
  • A largura da ciclofaixa diminuiu cerca de 15 centímetros em todas as quadras
  • A sarjeta não foi reformada e ainda é usada como parte da ciclofaixa
  • Não há sinalização nos cruzamentos
  • Não foram retiradas as placas antigas

O prefeito Bruno Covas prometeu que as requalificações trariam melhorias para os ciclistas, mas na Alameda dos Aratãs não identificamos nenhuma evolução. Os antigos problemas persistem e, pior, a ciclofaixa ‘foi encolhida’.

na Alameda dos Guatás temos os problemas como buracos, bueiros e o mesmo com as sarjetas mesmo após o recapeamento da via, que ainda não possui sinalização de ciclofaixa.

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No cruzamento da Alameda dos Guatás com a Av. Jabaquara, a travessia está sumindo mesmo tendo sido repintada após o Asfalto Novo. (Thomas Wang/BZS)
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No mesmo cruzamento a travessia foi pintada na direção errada, levando o ciclista para a calçada. (Thomas Wang/BZS)

As fotos acima ilustram um problema que surgiu com o programa Asfalto Novo, do ex-prefeito João Doria: a tinta usada nas travessias de ciclistas é de péssima qualidade, em menos de um ano a travessia já está desaparecendo. Além disso, a travessia está incompleta (não conecta com os dois lados da ciclofaixa da Av. Jabaquara e está na direção errada, o que leva o ciclista na direção da calçada/posto.

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Sem a pintura de ciclofaixa os motoristas desrespeitam as placas de proibido parar e estacionar. (Thomas Wang/BZS)
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Na Guatás algumas sarjetas foram reformadas, mas os desníveis ainda não permitem que o ciclista use a sarjeta.  (Thomas Wang/BZS)

 

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Foto tirada no nível do chão mostra o desnível da sarjeta nova. (Thomas Wang/BZS)

 

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Há muitos bueiros, o que torna impossível pedalar pedalar na sarjeta. (Thomas Wang/BZS)
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Foto tirada no nível do chão mostra o desnível da sarjeta em relação ao asfalto. (Thomas Wang/BZS)
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 A famosa sarjeta ‘mata ciclista’. (Thomas Wang/BZS)
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O desnível da sarjeta em relação ao asfalto. (Thomas Wang/BZS)
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Na Guatás o asfalto também está se desfazendo sendo que a pintura ainda não foi feita. (Thomas Wang/BZS)

 

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As sarjetas possuem desníveis que podem causar quedas. (Thomas Wang/BZS)
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Encontramos diversos bueiros que podem causar quedas. Veja como o meu pneu ficou preso na grade do bueiro. (Thomas Wang/BZS)

 

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O asfalto novo já possui pontos onde está afundado. (Thomas Wang/BZS)

Os principais problemas que encontramos na Alameda dos Guatás são:

  • O asfalto novo já está se desfazendo em todos locais onde há desníveis ou buracos
  • Há vários bueiros e desníveis, mesmo nas sarjetas reformadas
  • A maior parte da sarjeta não foi reformada e ainda é usada como ciclofaixa
  • Há buracos mesmo após o recapeamento
  • Placas de ciclofaixa e proibido parar e estacionar foram retiradas

A Prefeitura alega que  é necessário requalificar muitas ciclofaixas e que as requalificações incluem melhorias, mas nas duas ciclofaixas que inspecionamos não identificamos nenhuma mudança positiva. O asfalto está esfarelando em diversos pontos, já possui afundados e as sarjetas ainda possuem desníveis. Mesmo nas sarjetas reformadas não é possível pedalar devido ao desnível.

Reforçamos que sarjetas não devem ser consideradas área útil para as ciclofaixas, pois possuem desníveis, bueiros e são irregulares devido às guias e calçadas. A CET deveria sinalizar ciclofaixas mais largas para garantir a segurança dos ciclistas.

A maior parte da nossa fiscalização cidadã foi transmitida ao vivo e você pode ver o vídeo completo clicando aqui.

Bônus: Veja como conectar as estruturas cicloviárias da região neste post!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang / Colaborou Ciclonauta Urbano)

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Bike Zona Sul e Ciclonauta Urbano na Globo!

No sábado o Bike Zona Sul e o Ciclonauta Urbano participaram do SP1 da Rede Globo!

Thomas Wang, um dos editores do BZ e o nosso amigo Ciclonauta Urbano conversaram com Tássia Sena sobre a remoção de ciclovias e o debate promovido pela Câmara Temática de Bicicleta!

Durante a entrevista, explicamos o histórico do debate com a CET/Prefeitura que tivemos através ad Câmara Temática de Bicicleta no último ano, que você pode entender melhor neste post. Também reforçamos que a Prefeitura não pode remover ciclovias/ciclofaixas sem debate e consulta através de audiências públicas como as que foram realizadas durante o primeiro semestre de  2019.

Reforçamos que a Prefeitura deve implantar estruturas temporárias nos locais onde as ciclovias/ciclovias estiverem em obras, para que não haja riscos à segurança dos ciclistas e pedestres que passam pelo local.

Assista a matéria no link:
https://globoplay.globo.com/v/7886643/programa/

Veja algumas fotos da nossa participação abaixo!

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Thomas Wang mostra o risco de pedalar na Av. Bosque da Saúde, onde a ciclofaixa foi removida.
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Pedalando onde a ciclofaixa da Av. Bosque da Saúde deveria estar. Repare na sarjeta, ainda com a tinta vermelha da sinalização de ciclofaixa.
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A reportagem foi focada no recapeamento feito sem aviso e sem dar alternativas aos ciclistas.
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Anderson Augusto e Thomas Wang sobem a Av. Bosque da Saúde na pista onde deveria estar a ciclofaixa.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang / Colaborou Ciclonauta Urbano)

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