Inspecionamos a requalificação das ciclofaixas das alamedas dos Aratãs e Guatás!

No sábado o Bike Zona Sul e o Ciclonauta Urbano participaram do SP1 da Rede Globo! Logo em seguida fizemos uma inspeção das requalificações das ciclofaixas da Alameda dos Aratãs, no Planalto Paulista, e da Alameda dos Guatás, na Saúde.

Ambas ciclofaixas foram implantadas há cerca de 4 anos, como registramos neste post. Elas são a única conexão entre a região da Saúde (que conta com ciclofaixas na Av. Jabaquara, Alam. dos Guatás e Av. Bosque da Saúde) e Moema (que possui apenas as ciclofaixas unidirecionais de Moema e a ciclofaixa da Alam. dos Jurupis até a Rua Dr.Haberbeck Brandão). As duas foram sinalizadas na gestão de Fernando Haddad, que implantou mais de 400 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas na cidade de São Paulo.

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Mapa da região de Moema, Planalto Paulista e Saúde. (CET)

Como tiramos mais de 90 fotos durante a inspeção, selecionamos algumas e comentaremos abaixo delas. Vamos começar pela Alameda dos Aratãs!

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Há trechos que não foram recapeados e sinalizados de acordo com o novo padrão de pintura. Esse fica na altura da Av. Rubem Berta e continua com buracos. (Thomas Wang/Bike Zona Sul)
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Já esse fica na altura da Alameda Uapixana. Repare que a ciclofaixa não foi recapeada e a sarjeta não foi reformada, ambas estão com a pintura antiga. (Thomas Wang/BZS)
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A área de recapeamento do asfalto é mais larga que a ciclofaixa, então por que não alargar a ciclofaixa para descontar a área da sarjeta? (Thomas Wang/Bike Zona Sul)

A foto acima ilustra um problema comum na maioria das ciclofaixas de São Paulo, que consideram a sarjeta como parte da ciclofaixa. Como é possível ver, cerca de um terço (1/3) da ciclofaixa é sarjeta, que é inútil. O recape é mais largo que a ciclofaixa e desconta a largura da sarjeta, então a ciclofaixa deveria ser alargada para descontar a sarjeta!

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Essa foto deixa claro porque a sarjeta não deve ser considerada como parte da ciclofaixa. (Thomas Wang/BZS)
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Em muitos trechos não foi feito o recapeamento, nesse é possível ver a sinalização antiga e até paralelepípedos! (Thomas Wang/BZS)
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Nenhuma das sarjetas da Alam. dos Aratãs foi reformada, o que continua sendo um risco para ciclistas. (Thomas Wang/BZS)
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A CET não sinalizou cruzamentos e também não retirou as placas de ‘fim’ da ciclofaixa ou as que orientam ciclistas a seguirem pela calçada.  (Thomas Wang/BZS)
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A obra nem foi finalizada e a tinta já começa a sair em alguns pontos. (Thomas Wang/BZS)
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A sarjeta não foi refeita, então desníveis e buracos permanecem. (Thomas Wang/BZS)
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Outro desnível na sarjeta que pode causar quedas. (Thomas Wang/BZS)
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Em muitos trechos o asfalto novo já está se desfazendo. Essa sarjeta também não foi refeita, repare na planta crescendo entre o asfalto antigo e a sarjeta. (Thomas Wang/BZS)
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A ciclofaixa ‘nova’ é menor que a antiga, tendo cerca de 15 cm a menos. (Thomas Wang/BZS)

 

Os principais problemas que encontramos na Alameda dos Aratãs são:

  • Trechos que não foram recapeados e nem sinalizados de acordo com o novo padrão
  • O asfalto novo já está se desfazendo em todos locais onde há desníveis ou buracos
  • A largura da ciclofaixa diminuiu cerca de 15 centímetros em todas as quadras
  • A sarjeta não foi reformada e ainda é usada como parte da ciclofaixa
  • Não há sinalização nos cruzamentos
  • Não foram retiradas as placas antigas

O prefeito Bruno Covas prometeu que as requalificações trariam melhorias para os ciclistas, mas na Alameda dos Aratãs não identificamos nenhuma evolução. Os antigos problemas persistem e, pior, a ciclofaixa ‘foi encolhida’.

na Alameda dos Guatás temos os problemas como buracos, bueiros e o mesmo com as sarjetas mesmo após o recapeamento da via, que ainda não possui sinalização de ciclofaixa.

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No cruzamento da Alameda dos Guatás com a Av. Jabaquara, a travessia está sumindo mesmo tendo sido repintada após o Asfalto Novo. (Thomas Wang/BZS)
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No mesmo cruzamento a travessia foi pintada na direção errada, levando o ciclista para a calçada. (Thomas Wang/BZS)

As fotos acima ilustram um problema que surgiu com o programa Asfalto Novo, do ex-prefeito João Doria: a tinta usada nas travessias de ciclistas é de péssima qualidade, em menos de um ano a travessia já está desaparecendo. Além disso, a travessia está incompleta (não conecta com os dois lados da ciclofaixa da Av. Jabaquara e está na direção errada, o que leva o ciclista na direção da calçada/posto.

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Sem a pintura de ciclofaixa os motoristas desrespeitam as placas de proibido parar e estacionar. (Thomas Wang/BZS)
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Na Guatás algumas sarjetas foram reformadas, mas os desníveis ainda não permitem que o ciclista use a sarjeta.  (Thomas Wang/BZS)

 

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Foto tirada no nível do chão mostra o desnível da sarjeta nova. (Thomas Wang/BZS)

 

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Há muitos bueiros, o que torna impossível pedalar pedalar na sarjeta. (Thomas Wang/BZS)
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Foto tirada no nível do chão mostra o desnível da sarjeta em relação ao asfalto. (Thomas Wang/BZS)
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 A famosa sarjeta ‘mata ciclista’. (Thomas Wang/BZS)
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O desnível da sarjeta em relação ao asfalto. (Thomas Wang/BZS)
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Na Guatás o asfalto também está se desfazendo sendo que a pintura ainda não foi feita. (Thomas Wang/BZS)

 

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As sarjetas possuem desníveis que podem causar quedas. (Thomas Wang/BZS)
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Encontramos diversos bueiros que podem causar quedas. Veja como o meu pneu ficou preso na grade do bueiro. (Thomas Wang/BZS)

 

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O asfalto novo já possui pontos onde está afundado. (Thomas Wang/BZS)

Os principais problemas que encontramos na Alameda dos Guatás são:

  • O asfalto novo já está se desfazendo em todos locais onde há desníveis ou buracos
  • Há vários bueiros e desníveis, mesmo nas sarjetas reformadas
  • A maior parte da sarjeta não foi reformada e ainda é usada como ciclofaixa
  • Há buracos mesmo após o recapeamento
  • Placas de ciclofaixa e proibido parar e estacionar foram retiradas

A Prefeitura alega que  é necessário requalificar muitas ciclofaixas e que as requalificações incluem melhorias, mas nas duas ciclofaixas que inspecionamos não identificamos nenhuma mudança positiva. O asfalto está esfarelando em diversos pontos, já possui afundados e as sarjetas ainda possuem desníveis. Mesmo nas sarjetas reformadas não é possível pedalar devido ao desnível.

Reforçamos que sarjetas não devem ser consideradas área útil para as ciclofaixas, pois possuem desníveis, bueiros e são irregulares devido às guias e calçadas. A CET deveria sinalizar ciclofaixas mais largas para garantir a segurança dos ciclistas.

A maior parte da nossa fiscalização cidadã foi transmitida ao vivo e você pode ver o vídeo completo clicando aqui.

Bônus: Veja como conectar as estruturas cicloviárias da região neste post!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang / Colaborou Ciclonauta Urbano)

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