Adolescentes se reúnem em passeio do Sesc com apoio do Bike Zona Sul

 Bike Zona Sul Villa lobos Sesc Interlagos

A Ciclofaixa de Lazer no Parque Villa-lobos foi o local para realizarmos um incrível passeio ciclístico com os adolescentes do Sesc Interlagos, onde buscamos estimular um primeiro contato dos jovens com a bike. Atividade super agradável e divertida numa ensolada tarde de domingo.

Iniciamos o percurso no Bike Point, aluguel de bicicletas, num posto de gasolina ao lado do parque, onde percorremos um pequeno trecho em 2 voltas até a Praça Panamericana, através da Ciclofaixa de Lazer, além de uma volta pela ciclovia do parque.

 

Bike Zona Sul Villa lobos Sesc Interlagos
Parte da galera que participou do passeio no Villa-lobos

Para agitar o pedal, rolou muita música com a nossa caixa de som que utilizamos também para organizar o passeio passando instruções com o microfone.

O passeio ainda contou com o auxílio dos membros da equipe Bike Zona Sul e dos monitores do Sesc.

Passeio incrível que você confere nas imagens a seguir. 😉

A CicloFaixaSP de lazer do Parque Villa-lobos foi o local para realizarmos um incrível passeio ciclístico super agradá…

Posted by Bike Zona Sul on Monday, June 26, 2017

Agradecemos imensamente a participação de todos os ciclistas que deram seu primeiro passo no uso da bicicleta na cidade e especialmente ao Sesc Interlagos que promoveu esse passeio com essa galera fantástica. Que venham muitos outros! 😀

O uso e a paixão pela bike acontece com o uso frequente, possibilitando que as pessoas se surpreendam cada vez mais com as distâncias que podemos fazer utilizando a bicicleta como meio de transporte. Afinal, bike no dia a dia é possível! Use-a! 😉

#BikeZonaSul #SescInterlagos #Pedal #Juventude #Bicicleta

BZS no Nordeste: A mobilidade em bicicleta na Grande Recife

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bicicleta no Marco Zero de Recife, centro da cidade.

 

Finalizamos nosso tour pelo Nordeste do Brasil, conhecendo a maravilhosa cidade de Recife e voltamos à Zona Sul de São Paulo com gostinho de saudade desse lugar fantástico que possui um potencial enorme para a mobilidade em bicicleta e para o cicloturismo.

Mas nem tudo são flores, pois a cidade ainda tem pouquíssimas ciclovias, poucos locais para estacionar a bike e não se vê muito incentivo por parte do poder público local para o uso da bicicleta como meio de transporte.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bicicleta florida em estabelecimento próximo ao Marco Zero.

Recife foi a primeira cidade a receber em grande escala, um sistema de bicicletas públicas compartilhadas, o Bike PE do Itaú​ em parceria com as prefeituras da região metropolitana. No entanto, o sistema está com aparência de abandono, principalmente nos bairros da periferia, devido às péssimas condições de uso das bicicletas e estações.

Também existe uma demanda enorme de ciclovias nas cidades da Grande Recife, onde o número de ciclistas é realmente muito grande, sendo comparável à grandes cidades que possuem uso intenso da bicicleta. Com isso, é muito comum ver ciclistas nos grandes centros comerciais e até mesmo em avenidas de grande fluxo como a Av. Mal. Mascarenhas de Morais e Av. Dr. Júlio Maranhão, que juntas formam uma grande via, semelhante à Radial Leste ou ao Corredor Norte-Sul de SP e, acreditem, muitos ciclistas têm o hábito de andar na faixa da esquerda dessas grandes avenidas que ligam o centro à periferia de Recife.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Na Av. Mal. Mascarenhas de Morais só existe apenas uma placa pedindo respeito aos ciclistas, mas não estrutura cicloviária, nem sequer travessia de pedestres. Ciclistas costumam usar a faixa junto ao canteiro central da via.

Lugares como a região de Prazeres em Jaboatão dos Guararapes, poderiam ser interligados até o Bairro do Recife e Olinda por ciclovias nos canteiros dessas vias expressas, onde os cidadãos que usam a bicicleta como meio de transporte poderiam se deslocar no dia a dia com mais segurança em estruturas conectadas em uma rede atendendo os principais eixos da cidade e região metropolitana, algo que atualmente ainda não existe.

As prefeituras da região metropolitana adotaram o modelo ciclofaixa por ser mais barato e eficiente na implantação nas próprias vias, estrutura semelhante à paulistana. Mas são bem poucas as ciclovias existentes, como na Av. Ayrton Senna da Silva, Rua Arquiteto Luiz Nunes e Av. Prefeito Artur Lima Cavalcanti que infelizmente não estão ligadas entre si em rede.

Como toda cidade litorânea, a maior quilometragem de ciclovias acabam se localizando na orla da praia, associando a bicicleta apenas ao lazer, mas esquecendo de que ela é um meio de transporte essencial, que precisa ser seguro e estar presente em toda a cidade.

As ciclovias da orla começam em Jaboatão com trechos de paralelepípedo, algo extremamente ruim para o tráfego das bicicletas, mas logo depois, tornam-se em um pavimento totalmente plano e com poucos buracos, no entanto, há muitos problemas de drenagem no concreto, surgindo muitas poças em dias de chuva, que ficam represadas na pista, além de areia, terra e detritos que evidenciam a falta de limpeza e cuidado da prefeitura com o ciclista que trafega pelo local. A ciclovia ainda é repleta de curvas, mesmo sendo a avenida totalmente plana, onde deixaram apenas o caminho dos carros reto, demonstrando uma falta de planejamento pensado nos veículos de propulsão humana, invertendo prioridades que deveriam ser dos modos de deslocamento ativo.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Ciclofaixa da Orla em Jaboatão dos Guararapes sentido bairro. Estrutura vem desde a Praia de Boa Viagem em Recife.

O cicloturismo também é uma grande oportunidade de investimento no turismo para Recife e pro Estado do Pernambuco, afinal a região possui belíssimas praias, muitas delas preservadas como a Praia de Porto de Galinhas, que fica a apenas 50km de pedal do Centro. Também existe o Parque Histórico Natural dos Guararapes, local que possui a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres e um incrível mirante, onde vemos toda a cidade em uma paisagem impressionante de Recife.

Por fim, Recife é uma cidade belíssima, mas ainda está muito atrasada na mobilidade urbana, pois todo o investimento ainda é voltado apenas aos carros. Faltam necessidades básicas como a ampliação do BRT e recuperação de calçadas, pois até mesmo as guias não são rebaixadas nas faixas de pedestres em todos os locais que passamos, inclusive no centro da cidade. Para o ciclista então, é bastante preocupante que não exista um sério investimento em sinalização cicloviária para que o cidadão possa ir e vir com segurança utilizando sua bicicleta em todos os locais da cidade e da região metropolitana.

Esperamos que a Prefeitura do Recife​, Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes​ e Prefeitura de Olinda​ compreendam essas necessidades urgentes dessas cidades e passem a investir seriamente nos modais ativos de transporte para fomentar o turismo e o transporte em bicicleta dessa região fantástica.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bicicletas na Praia de Piedade
Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bairro do Recife

Confira todas as fotos no álbum da nossa fan-page no Facebook:

Finalizamos nosso tour pelo Nordeste do Brasil conhecendo a maravilhosa cidade de Recife, voltando à Zona Sul de São…

Posted by Bike Zona Sul on Monday, June 19, 2017

 

#BikeZonaSul #Recife #Turismo #Bicicleta #Nordeste #Mobilidade

Ciclistas e moradores prestam homenagem à criança, vítima de atropelamento na Zona Sul

ghost-bike Marcelinho Bike Zona Sul
Emoção e saudade durante a implantação da ghost-bike na Luiz Gushiken

Ciclistas de toda a cidade se reuniram na última Bicicletada, que acontece todas as últimas sextas-feiras de cada mês, para homenagear Marcelinho, uma criança de apenas 12 anos ,que infelizmente foi vítima de um atropelamento na esquina da Luiz Gushiken com a José Barros Magaldi.

Saindo da Praça do Ciclista, uma bicicleta branca foi sendo rebocada por ruas e avenidas como a Vereador José Diniz e João Dias rumo ao local do ocorrido. A bike serve para representar um ciclista, vítima do trânsito violento de nossas cidades, que mata e fere milhares de pessoas todos os anos.

Ao chegar no local, foi um momento muito emocionante, ver uma multidão reunida no local para homenagear o Marcelinho, onde os ciclistas foram recebidos com uma salva de palmas.

Moradores no local do ocorrido registram momento de implantação da ghost-bike

Parentes do menino e moradores também reividicaram melhorias na sinalização para ciclistas e pedestres, denunciando a falta de fiscalização, abusos no trânsito, atropelamentos, rachas entre carros na via e falta de segurança na avenida que vem sendo construída há cerca de 2 anos, mas até o momento não está concluída.

Depois, a bicicleta branca foi fixada em um poste de iluminação da via, servindo de memorial à vítima e alerta aos motoristas para com os ciclistas e pedestres, pois como bem sabemos, o carro é uma arma na mão de quem não o utiliza com cuidado e respeito à vida.

Gratidão à todos que dedicaram esforços para acompanhar, auxiliar e divulgar essa homenagem. O Bike Zona Sul é a união de todos os ciclistas da nossa região e juntos somos mais fortes! Mais uma vez, gratidão e parabéns à todos os envolvidos!

Momento de chegada dos ciclistas:

 

Moradores reivindicam melhorias na Av. Luiz Gushiken:

 

#BikeZonaSul #Ghostbike #Respeito #MaisAmorMenosMotor

CICLOVIA: Ciclistas querem mais e melhores!

Ontem (18-05), aconteceu uma reunião extraordinária da Câmara Temática da Bicicleta para apresentar o “Plano Cicloviário de São Paulo” (veja a LIVE da reunião abaixo ou nos posts anteriores da nossa fan-page do Facebook).

Logo no início, o secretário de transportes Sérgio Avelleda passou na reunião apenas para informar que não poderia participar do diálogo, devido à uma transmissão ao vivo em um programa de televisão.

Ciclovia Ponte Vitorino Goulart Bike Zona Sul
Ciclovia da Ponte Vitorino Goulart, que juntamente com a estrutura cicloviária da Lourenço Cabreira, liga à Ciclovia Rio Pinheiros, mas está sendo ameaçada por vereadores da Zona Sul.

Na reunião, foi apresentado a tipografia das ciclovias que serão implantadas, modelos até bem elaborados e que poderão atender bem ao ciclista. Porém, não foram apresentados quantos quilômetros estão projetados, onde serão as vias contempladas, o que elas irão conectar, quais equipamentos deverão ser implantados ao longo dessas ciclovias para auxiliar os deslocamentos, etc.

Um plano cicloviário não é apenas um modelo de ciclovia. É uma direção de vias desejadas para a implantação de estruturas cicloviárias, além de uma porção de elementos que visam atender o cidadão que usa a bicicleta como modal de transporte, formando assim, uma rede cicloviária intermodalizando também com outros meios de locomoção e oferecendo suporte aos ciclistas que utilizarem a estrutura, além de integrá-los ao comércio local e pontos de interesse ao longo do trajeto.

Ciclovia da Lourenço Cabreira Bike Zona Sul
Ciclovia da Lourenço Cabreira com carro do vereador que quer remover a ciclovia passando livremente ao lado. Obs.: a alegação do político é que a ciclovia “causa congestionamentos”.

Tudo isso já está bem elaborado no PlanMob da Cidade de São Paulo, um plano de mobilidade que contempla diversas vias de interesse do ciclista urbano, algo que já havia sido discutido amplamente com a sociedade civil. No entanto, já estamos há quase 6 meses discutindo ainda o tipo de ciclovia a ser implantada na cidade e não há nenhum sinal sobre implantações ou quando poderemos opinar sobre as ciclovias que podem ser revistas.

Será mesmo que o prefeito João Dória, que prometeu aos ciclistas que iria fazer mais e melhores ciclovias, está sabendo fazer uma gestão da mobilidade ativa em São Paulo?

Confira a transmissão ao vivo feita pelo Bike Zona Sul:

#BikeZonaSul #MobilidadeUrbana #Ciclovia #CET

Ciclistas pedem segurança na Ciclovia Rio Pinheiros

Ciclovia Rio Pinheiros - Bike Zona Sul
Ciclovia da Margem Oeste
Na tarde dessa última quarta-feira, ciclistas se reuniram na Ciclovia Rio Pinheiros (Margem Oeste) para participar de uma reportagem sobre os assaltos que tem ocorrido com freqüência no local, onde manifestaram sua indignação. Adolescentes tem praticado roubos constantes no local, levando seu único meio de transporte e pertences.

A Prefeitura de São Paulo​ diz que a responsabilidade pelo local é da CPTM​, que por sua vez diz que é do Metrô​ responsável pela construção da ciclovia, mas informa que a segurança do local compete à Polícia Militar​ e da Guarda Civil Metropolitana – São Paulo​. E assim é um empurra-empurra de responsabilidades.

 
Sem falar que o Governo do Estado​ fechou a antiga Ciclovia Rio Pinheiros​ para as obras do monotrilho por 2 anos, no entanto, já se passaram 4 anos e a ciclovia não foi devolvida. Além disso, o abandono na Ciclovia da Margem Oeste também é muito triste.

Poucos sabem, mas os projetos originais previam que as margens do Rio Pinheiros, eram pra ser um grande parque linear desde a região do Jaguaré até Interlagos. O Projeto Circuito dos Parques teria ciclovia em ambos os lados, sendo uma ligação de diversos pontos da cidade, no entanto, o projeto não foi acatado pelo Governo do Estado que vendeu diversos trechos nas margens à empresas como a EMAE. Um parque como esse funcionaria muito bem, desde que totalmente acessível à todos mas com seguranças rodando ao longo das ciclovias.

Confira no vídeo a seguir da Renata Falzoni como deveria ser o Circuito dos Parques:

 
Apenas a primeira parte do projeto foi realizada, a Ciclovia Rio Pinheiros, que possui sérios problemas de acessibilidade, regras absurdas que limitam seu uso como meio de transporte, como por exemplo, ser a única estrutura cicloviária que possui horário de funcionamento e falta de praticidade nas passarelas. Além disso, a falta de manutenção é visivelmente um dos maiores problemas encontrados no local. Sem falar, nos desvios inseguros e escadas improvisadas que expõem também problemas de conservação.

O fato principal é que não se vê segurança no local, especialmente nos dias de semana. Dessa forma, locais como a Ponte do Socorro, João Dias, Laguna e região da Estaiada são locais, onde ciclistas mais tiveram seus bens roubados, principalmente na João Dias, onde o n° de casos tem sido frequente, todos os dias.

Ciclovia Rio Pinheiros - Bike Zona Sul
Ponte João Dias: trecho onde mais ocorrem assaltos na Ciclovia da Margem Oeste.
A Ciclovia da Margem Oeste é extremamente utilizada por cidadãos que realmente usam a bicicleta como meio de transporte. Nos horários de pico do final da tarde o fluxo de bikes é muito grande, dessa forma os ciclistas procuram andar juntos, combinando horários para retornar, devido à falta de segurança, pois para muitos ciclistas, essa é a única opção de deslocamento.

Devemos sim continuar utilizando a estrutura cicloviária, devido à sua importância na cidade, também por ser o trajeto mais fácil para o dia a dia, no entanto, com mais cuidado e atenção aos trechos destacados. Mas queremos segurança urgente no local e a reabertura do antigo trecho da Ciclovia Rio Pinheiros com pleno funcionamento de ambos os lados do rio.

Veja como foi a manifestação nos vídeos a seguir:

#BikeZonaSul #CicloviaRioPinheiros #Assalto #Segurança

Baixada Santista é exemplo de mobilidade da bicicleta para a Capital e o Estado de SP

Após participarmos da épica descida ao litoral, o Bike Zona Sul percorreu as ciclovias da Baixada Santista entre as cidades de Santos e Guarujá, verdadeiros exemplos da ciclomobilidade no país, onde todos os moradores utilizam a bicicleta como meio de transporte para fazer praticamente tudo pela cidade.
A Baixada já possuía muitos ciclistas bem antes da ciclovias, mas foram elas que realmente deram um boom no uso da bicicleta, onde as pessoas saem de cidades como Praia Grande e Guarujá para trabalhar em Santos, seja com sol, chuva, frio ou calor, são milhares de bicicletas que cruzam as divisas da região metropolitana da Baixada Santista diariamente.
Ciclovia Santos Bike Zona Sul
Ciclovia em implantação com concreto pigmentado na orla de Santos. Lembra bastante a ciclovia da Faria Lima na capital. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Ciclovias Santos Bike Zona Sul
Ciclovia na Ponta da Praia, Santos. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Essas cidades têm investido bastante na implantação de ciclovias, a maioria seguindo por avenidas principais ou litorâneas, facilitando os deslocamentos dos ciclistas. Apesar de algumas estruturas serem bastante estreitas, elas são extremamente importantes, no entanto os ciclistas estão por todos os lados, trafegando também por ruas e avenidas que não tem ciclovia, afinal as bicicletas também podem circular em qualquer via.
Muitos comércios, supermercados, bancos, farmácias, escolas, órgãos de governo e diversos pontos de interesse também possuem paraciclos e bicicletários para receber os cidadãos que chegam de bicicleta. Assim, a maioria desses lugares são muito utilizados e em dias úteis, estão sempre lotados.
bicicletário guarujá Bike Zona Sul
Bicicletário lotado um supermercado no Guarujá. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Bicicletas compartilhadas Santos Bike Zona Sul
Sistemas de compartilhamento de bicicletas de Santos, um infantil e um adulto. (Foto: Paulo Alves/BZS)
De alguns anos pra cá, a Cidade de Santos também investiu em um sistema de compartilhamento de bicicletas, muito semelhantes ao Bike Sampa daqui da capital, porém o sistema santista, sofre com a manutenção precária, que é bancada pelo próprio poder público. A boa notícia é que recentemente, um novo sistema de bicicletas para crianças também foi implantado.
Um grande diferencial é que nas cidades litorâneas, o ciclista não paga passagem nas balsas, o que estimula ainda mais o uso da bicicleta como meio de transporte. Na travessia Santos-Guarujá, por exemplo, há uma balsa exclusiva para as bikes, que sempre fica lotada nos horários de pico, comprovando mais uma vez o uso da bicicleta como meio de transporte, que é sempre mais barato, rápido e eficiente.
Ciclovia Guarujá Bike Zona Sul
Ciclovia sempre muito bem utilizada na Av. Ademar de Barros, Guarujá. (Foto: Paulo Alves/BZS)
Ciclovia Guarujá Bike Zona Sul
Ciclovia muito semelhante às estruturas da capital na Av. Puglisi, Guarujá . No litoral é muito comum caronas de bicicleta e bikes cargueiras, além de muitas mulheres pedalando pelas cidades, o que demonstram a segurança viária. É o paraíso das bicicletas no Brasil. (Foto: Paulo Alves/BZS)

No entanto, ainda falta um grande estímulo também no sentido de levar o paulistano à Santos e o santista à capital, utilizando a bicicleta como meio de transporte. Isso por que as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes não permitem o acesso de bicicletas, ainda que seja algo garantido por lei, mas que anda sendo descumprido pelas concessionárias de rodovias e órgãos do Governo do Estado.

A solução é mais viável do que se imagina, pois existem duas rotas que conectam o planalto ao litoral, o que facilitaria bastante o deslocamento de bicicletas sem a necessidade de utilizar as rodovias.

Uma delas é a Estrada de Manutenção da Imigrantes, caminho belíssimo bastante conhecido por ciclistas, passando por dentro do Parque Estadual da Serra do Mar. O local era pra ser uma rota de ecoturismo consolidada, antiga promessa da época de construção da Rodovia dos Imigrantes, que nunca se realizou e acabou se tornando apenas uma estrada abandonada, sendo utilizada apenas por carros de serviço da rodovia.

Estrada de Manutenção Bike Zona Sul
Estrada de Manutenção da Imigrantes. (Foto: Paulo Alves/BZS)
A segunda rota é a Rodovia Caminhos do Mar, trajeto praticamente pronto para uso dos cidadãos que desejam utilizar a bicicleta como meio de transporte, onde seria bastante utilizada por ciclistas do Grande ABC, por exemplo, tornando mais fácil a ida ao litoral por ser um trajeto praticamente em declive. A rodovia já foi a principal ligação da capital com a baixada até a construção do Sistema Anchieta-Imigrantes e ainda preserva muitas construções históricas. Até a década de 90 era possível descer de bicicleta pelo local, mas depois a rodovia foi totalmente fechada, mesmo se tratando de uma via pública. Alguns anos depois, o acesso foi reaberto, porém apenas a pedestres. Atualmente, ciclistas necessitam de muita burocracia para acessar o local, sendo considerado apenas passeios organizados, monitorados e com agendamento (absurdo!). É preciso avançar bastante a mentalidade para entender que a bicicleta é um meio de transporte benéfico para regiões preservadas como o Parque Estadual da Serra do Mar.

Ciclistas fazem história: um relato sobre a Descida à Santos pela Anchieta

Épico! É a primeira vez que pessoas realizam uma grande descida coletiva, através das rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes em bicicletas. Ciclistas da cidade e de diversos lugares, fizeram um grande feito nesse último final de semana (11 de Dezembro), que ficará na história e na memória de todos os presentes.

Reunidos em 2 concentrações, uma no Grajaú e outra em Diadema, ciclistas fizeram um passeio, que teria por objetivo protestar contra as constantes barreiras contra as bikes nas rodovias e mostrar a demanda de pessoas que gostariam de sempre utilizar a bicicleta como meio de transporte para ir ao litoral. Os ciclistas exigiam a oficialização integral da Rota Cicloturística Márcia Prado, além da liberação da Rodovia Caminho do Mar às bicicletas.

Bike Zona Sul Descida
Concentração de ciclistas no Grajaú. (Foto: Paulo ALves/BZS)

O Bike Zona Sul esteve no Grajaú, onde ciclistas seguiram pela Av. Dona Belmira Marin em um enorme pelotão com cerca de 400 bikes, somadas à outras 800 que vieram de Diadema e ao longo das cidades próximas à Rodovia dos Imigrantes, totalizando milhares de bicicletas (cerca de 1200) ao longo do trajeto. Muitos foram à frente, mas também outras centenas estavam indo mais atrás, devido ao atraso nos trens da CPTM e nas balsas.

Ao chegar na interligação Anchieta-imigrantes, uma grande surpresa: policiais estavam sinalizando o acostamento, desviando o trajeto para que as bicicletas seguissem rumo à pista sul da Rodovia Anchieta, onde organizaram os ciclistas formando um grande comboio.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Sinalização por cones na interligação. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Algumas pessoas ainda tentaram descer pela Imigrantes e pela Estrada de Manutenção, mas os policiais estavam bloqueando o acesso ao Parque Estadual Serra do mar, devido aos deslizamentos que tornavam a descida muito perigosa pelo local. As pessoas que tentaram descer pela Imigrantes foram orientados a seguir para a Anchieta.

Assim, cerca de 11hs da manhã, a pista foi aberta aos ciclistas.
A euforia e a alegria era geral! Muitos gritos de “a rodovia é nossa!”, além de muitas pessoas tirando fotos para registrar a histórica descida para a baixada. Um momento incrível e único! Ver inúmeras bicicletas realizando essa descida pela primeira vez foi uma sensação bem emocionante. Foram muitas pessoas reunidas realizando um sonho, que deveria desde sempre, ser garantido pelas concessionárias de rodovias e órgãos do governo.

Descida à Santos Bike Zona Sul
Ciclistas agrupados no acesso à Anchieta. (Foto: Léo Alves)

Bike Zona Sul Descida à Santos
Ciclistas descendo a Rodovia Anchieta, local bastante hostil à bicicletas, mas que foi exclusivamente das bikes por um dia. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Bike Zona Sul Descida à Santos
A rodovia é nossa! (Foto: Paulo Alves/BZS)

A descida lembra um pouco a Mogi-bertioga por não haver acostamento, porém com um bônus de ter muitas paisagens deslumbrantes, convidando à fotografá-las a todo instante. Túneis com exaustores à todo vapor, davam um refresco à mais no pedal e era praticamente impossível não gritar dentro deles para ouvir o eco, sem falar na sensação fantástica de sentir o vento contra, que nos fazia parar em plena descida. Tudo isso são coisas simples que só a bicicleta nos proporciona. É trazer mais vida à locais que são exclusivamente para máquinas, onde essa descida provou a possibilidade de mudar esse quadro.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Vista deslumbrante da Anchieta para Santos, balança da Imigrantes e Comunidade Cotas. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Infelizmente nem tudo são flores, pois houve também uma pequena minoria que andava de forma irresponsável zigue-zagueando em alta velocidade pela pista sem nenhuma necessidade. Dois ciclistas caíram, mas não sofreram graves ferimentos, apenas ralados, típicos das simples quedas que às vezes a bike nos dá, bem diferente de uma colisão motorizada. Também houve relatos de 3 ciclistas que foram assaltados, indo sozinhos à frente do pelotão em uma comunidade no final da descida. Uma outra ciclista também ficou sem a bicicleta, quando ladrões aproveitaram o momento em que ela passou sozinha pelo local.

No mais, tudo deu certo, todos conheceram novas amizades, demonstraram união e solidariedade, auxiliando uns aos outros nos reparos e todos viveram uma experiência única em suas vidas. Depois, todos se espalharam pelas cidades do litoral, inspiração para uma cidade humana com mobilidade ativa, onde muitos usam sempre a bike em seus deslocamentos.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Ciclistas se ajudando na manutenção das bikes. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Por ações assim, é que testemunhamos o quanto é importante que exista um elo de ligação cicloviária entre a capital e o litoral, democratizando as estradas e demostrando a necessidade de respeito aos ciclistas que trafegam por elas. Logo esperamos, que nosso país enxergue o potencial de cicloturismo incrível que temos, fomentando também o conceito de ciclomobilidade respeitado que já existe em muitos países.

Que venham muito mais pessoas descobrindo a magia de pedalar, a mudança positiva que ela traz para nossas vidas e a maravilhosa sensação de liberdade que nos proporciona.

Bike Zona Sul Descida à Santos
A chegada com gostinho de dever cumprido. (Foto: Paulo ALves/BZS)

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#BikeZonaSul #DescidaàSantos #Histórica #Épico #Cicloturismo #Cicloviagem


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Obras da Ciclovia na Av. Luiz Gushiken

Av. Luiz Gushiken Bike Zona Sul
Ciclista utilizando a Ciclovia da Av. Luiz Gushiken

A ciclovia da Av. Luiz Gushiken está aos poucos avançando, rumo à periferia. A ciclovia é uma importante ligação, servindo de opção à M’boi Mirim aos ciclistas que vêm da Ciclovia Rio Pinheiros, ainda que não conectada à essa estrutura.

Recentemente, ela ganhou o concreto pigmentado, igual às ciclovias da região oeste da cidade, tornando a ciclovia quase um tapete, faltando ainda tampar alguns buracos das obras que estão sendo realizadas na via.

Av. Luiz Gushiken Bike Zona Sul
Estrutura cicloviária na Av. Luiz Gushiken

Porém, notamos que as obras precisam de adequações, pois em muitas esquinas por onde passa a ciclovia, existem problemas como desníveis muito altos. Além disso, há desvios que fazem o ciclista dar voltas priorizando os carros, ao invés das bicicletas.

Precisamos que a construtora reavalie e consulte os ciclistas para tornar a ciclovia mais funcional e segura.

Av. Luiz Gushiken Bike Zona Sul
Início do trecho bidirecional na Av. Luiz Gushiken

#BikeZonaSul #AvaliaçãodasCiclovias #Compartilhe

Alforje é vida

Amamos alforjes! ❤

Essencial para uso urbano, é uma bolsa para bicicletas, um acessório muito prático para levar objetos do dia a dia sem precisar amarrar vários elásticos no bagageiro e sem a necessidade de levar peso nas costas, deixando o corpo livre para sentir mais ainda o vento e a liberdade da bicicleta.

Alforje Bike Zona Sul
Alforjes nos bagageiros facilita tudo

Existem alforjes para todos os tipos, tamanhos e gostos, atendendo desde quem usa a bicicleta como meio de transporte ou até para quem deseja viajar de bike mundo afora.

E aí, já pensou em utilizar um para facilitar o seu dia a dia? Alforje é vida. 😉

#bikezonasul #compartilhe

Carro-dependência tem cura

Bike Zona Sul Carro Dependência
O carro em sua própria concepção é um meio de transporte indicado para o transporte interurbano, distâncias acima de 30km ou para grandes viagens, mas no Brasil muitas pessoas ainda o utilizam de maneira desnecessária.
 
Há pessoas que usam carro para ir todos os dias ao trabalho, faculdade, shopping, supermercado e até na padaria do bairro. Muitas vezes esses trajetos não chegam a 10km de distância.
 
Precisamos mudar o modo que enxergamos nossos deslocamentos e notar que esse tipo de comportamento muitas vezes atrapalha o ir e vir de muitas outras pessoas que realmente precisam do carro. Essas pessoas são idosos, cadeirantes, feridos em ambulâncias, trabalhadores no transporte coletivo, transporte de cargas, etc.
Bike Zona Sul Espaço x mobilidade
A diferença de espaço ocupado no trânsito da cidade.
 
Lembre-se você não está no trânsito, você é o trânsito!
 
Em deslocamentos de até 10km, vá à pé. Até 20km, vá de bike. Com o tempo, você descobrirá que 30km não é tão difícil de fazer de bicicleta. Mas se você ainda não tem uma bike, vá de ônibus.
 
A cidade agrade.
Carro-dependência tem cura.
 
#BikeZonaSul