Prefeitura deixa a bicicleta em último plano também no cicloturismo de São Paulo

Bike Zona Sul Cicloturismo no Pólo de Parelheiros
Cicloturismo em Marsilac, Pólo de Ecoturismo de São Paulo

Mais uma vez a falta de investimentos na bicicleta como meio de transporte é visível no Plano de Desenvolvimento do Turismo Sustentável do Pólo de Ecoturismo, o que seria um projeto da São Paulo Turismo (SPTuris) para o turismo ecológico no extremo sul da cidade.

Confira o documento completo do projeto da Prefeitura para o Pólo:
http://cidadedesaopaulo.com/v2/wp-content/uploads/2018/04/Plano-Desenv.TurismoSP_site.pdf

Em uma breve pesquisa no PDF do plano, a palavra “bicicleta” aparece apenas em uma pesquisa dos meios de transporte utilizados para chegar ao Pólo de Ecoturismo de São Paulo, que obviamente não foram contabilizados os vários grupos de pedais levando centenas de ciclistas à região todos os finais de semana, algo que o Bike Zona Sul começou a estimular há alguns anos no Pedal Especial do Mês e hoje é tocado pela iniciativa de inúmeros grupos da Zona Sul e de diversas regiões da cidade que visitam o local.

No entanto, a dificuldade do paulistano em chegar ao Pólo de bicicleta é real, pois as ciclovias da cidade não estão conectadas com a região, limitando um acesso viário seguro apenas em grupos, pois a Ciclovia da Teotônio Vilela não está ligada ao menos com a Ciclovia de Marsilac. Com isso, a Estrada Ecoturística de Parelheiros (antiga Av. Sadamu Inoue) acaba sendo bem difícil para o cicloturista iniciante.

Ciclovia de Marsilac Bike Zona Sul
Ciclovia na Estrada de Marsilac, local que não é chegar sozinho, devido à falta de conectividade com a Ciclovia da Teotônio Vilela.

A região tem muito a ganhar com a criação de roteiros para a caminhada e o cicloturismo no extremo sul, algo similar à tantos existentes ao redor do mundo como o Caminho de Santiago e até mesmo do Brasil como a Estrada Real, Caminho da FéCaminho do Sal e tantos outros que movimentam comércios e pousadas ao longo de seus roteiros completamente acessíveis para andarilhos e cicloturistas.

O BZS também possui inúmeros roteiros de cicloturismo passando por Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé, que fizemos para auxiliar os deslocamentos de bicicleta na região, possibilitando o acesso de pessoas que queiram conhecer o pólo pedalando:
https://bikezonasul.org/roteiros-de-cicloturismo

Em cada passeio do Pedal Especial do Mês que fizemos, de 2015 a 2017 chegamos a juntar entre 100 a 300 pessoas para conhecer os recursos naturais, cachoeiras, templos e locais históricos da Zona Sul, fomentando o comércio local e o turismo sustentável, através do veículo mais ecológico do mundo: a bicicleta.

 

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Isso sem contar as milhares de pessoas que se juntam na Tradicional Descida à Santos pela Rota Márcia Prado, que já possui lei municipal 15.094 de Janeiro de 2010, porém passados 8 anos, ainda não há nenhuma sinalização no trajeto ao longo da Av. Dona Belmira Marin no Grajaú. Mesmo assim, milhares de bicicletas realizam a descida todos os anos, passando pela Ilha do Bororé, lotando os comércios locais que sempre preparam seus estoques para atender a demanda. A descida desse ano, já possui data programada e terá o apoio do governo estadual: www.facebook.com/events/595213890839938

Outros grupos também já mobilizaram centenas de ciclistas, batendo diversos records de público como os passeios ao Sólo Sagrado de Guarapiranga da Brasil BIKEmotion, que juntou mais de 400 ciclistas. Infelizmente a Igreja Messiânica Mundial do Brasil, responsável pelo local, tem limitado a quantidade de público a apenas 50 participantes, impondo dificuldades de acesso à quem chega de bicicleta, com regras e agendamento, o que burocratiza e prejudica o cicloturismo, além de não oferecer nenhum bicicletário permanente para quem visita espontaneamente o local.

No documento da prefeitura, a bike como ferramenta de turismo ecológico acaba sendo deixada de lado, quando o mesmo menciona o “cicloturismo” apenas no cantinho do rodapé da página 54, dizendo que os projetos “poderão ser trabalhados”. Ou seja, não há sequer estudos ou projetos de implantação das engavetadas rotas de cicloturismo prometidas para o pólo, que já vinham sido estudadas anteriormente por moradores locais.

É preciso muito mais que estudos, é preciso ação, colocando em prática o que já vinha sendo estudado por outras gestões, como a implantação desses roteiros, ciclovias, ciclo-rotas, pousadas, campings e enfim, toda a estrutura para que o turista possa se sentir bem ao vistar o pólo pedalando e voltar muitas outras vezes.

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves)

#BikeZonaSul #Bicicleta #Transporte #Cicloturismo #PólodeEcoturismo
#CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia #PrioridadeParaOsPedestres
#CidadesParaPessoas #CitiesForPeople #SãoPauloPrasPessoas


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Descida à Santos 2018 será organizada pelo governo estadual

Bike Zona Sul Descida à Santos
Ciclistas descendo a Rodovia Anchieta, local bastante hostil à bicicletas, mas que foi exclusivamente das bikes por um dia.

A Tradicional Descida à Santos 2018 deve acontecer com apoio do Governo do Estado e abertura da Rodovia Anchieta totalmente aos ciclistas no dia 02 de Dezembro desse ano.

“Notícia importante: foi confirmado que o Governo de Estado se entendeu com a Ecovias, que se entendeu com os ciclistas e no dia 02/12 desse ano vai apoiar a magnânime ultra super master blaster TRADICIONAL DESCIDA PARA SANTOS, com a Anchieta FECHADA PRA CARROS entre 06h e 12h. Não vai ter bomba de gás nem o show de horrores generalizado de dezembro passado. Marquem a data.”

A iniciativa surgiu após algumas reuniões do governo, Artesp, Ecovias e Polícia Rodoviária com os ciclistas, cicloativistas e advogados da causa, após o triste episódio de 2017, onde 4.000 pessoas foram impedidas de exercer seu direito de utilizar a bicicleta para ir ao litoral.

Na ocasião, a polícia barrou a descida com tropa de choque, jatos d’água e bombas de gás, mas ainda assim, cerca de 500 pessoas conseguiram descer pela contra-mão da Rodovia Anchieta, que estava com tráfego bloqueado devido ao protesto dos ciclistas presentes.

Bike Zona Sul Descida à Santos
Ciclistas barrados com truculência em Dezembro de 2017. Governo promete tranquilidade e organização.

 

Esse ano, o governo se comprometeu a organizar o evento em parceria com a concessionária Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, onde estão planejando toda a estrutura de apoio aos participantes.

Porém, durante essas reuniões, os ciclistas deixaram claro que o essencial é garantir o direito de ir e vir nos demais dias do ano, bem como a liberação da Estrada de Manutenção, oficializando a Rota Márcia Prado, em termos estaduais e a abertura da Rodovia Caminho do Mar aos ciclistas. Com isso, estudos estão sendo elaborados para buscar uma conexão cicloviária da Rodovia dos Imigrantes até o acesso da Estrada de Manutenção, bem como a restauração da estrada, devido os desmoronamentos ocorridos há alguns anos no local.

Acreditamos que o evento é importante, mas o fundamental é o respeito e reconhecimento da bicicleta como um veículo de transporte. Rodovias e estradas devem ser estruturadas ao uso das bicicletas e sinalizadas alertando os motoristas sobre a presença de bicicletas no acostamento. No caso da descida ao litoral, já temos duas opções (Estrada de Manutenção e Caminho do Mar) praticamente prontas e totalmente viáveis ao deslocamento de ciclistas ao litoral. Basta liberação, sinalização e bom senso para fazer as coisas acontecerem para estimular o uso da bicicleta no turismo e transporte.

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves)

#BikeZonaSul #DescidaàSantos #Bicicleta #Transporte
#CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia #PrioridadeParaOsPedestres
#CidadesParaPessoas #CitiesForPeople #SãoPauloPrasPessoas


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Opinião: primeiro a estrutura, depois as regras

A partir de abril, ciclistas e pedestres que cometerem infrações de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) poderão ser multados.

Confira a Resolução que uniformizou o procedimento de autuação nesses casos: http://bit.ly/Resolucao706

As regras para circulação de pedestres e ciclistas nas vias estão no CTB, artigos 254 e 255, respectivamente. Confira: http://bit.ly/CódigodeTransitoBrasileiro

Bike Zona Sul
Multas a ciclistas e pedestres
Acreditamos que primeiro se constrói toda a estrutura suficiente para que o ciclista e o pedestre se desloquem com segurança.
 
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) infelizmente não se baseia na lei de menor esforço, que coloca a mobilidade humana em primeiro plano, tornando esses deslocamentos mais fáceis, diretos e sem aclives. Pouco compreendem que a prioridade na cidade sempre deve ser dada aos ciclistas e pedestres, criando toda uma rede planejada e conectada para o deslocamento à pé e de bicicleta, especialmente na construção e reforma de avenidas.
 
Infelizmente não é o que acontece, por exemplo, na extensão da Chucri Zaidan (Av. Cecília Lottenberg), onde priorizaram mais uma vez o deslocamento dos carros e deixaram a ciclovia de lado com um mísero trecho “onde dava”.
 
Onde estão as faixas de pedestres ao menos a cada 50 metros, campanhas de educação, fiscalização, calçadas acessíveis, ciclovias interbairros ao longo de avenidas e intermunicipais nas rodovias? Será que novamente preferem excluir o “problema” ao invés de criar soluções em prol da prioridade à vida?
 
Acreditamos que depois que o governo fizer essas tarefas implantando toda a estrutura suficiente, pode-se punir quem atravessa fora da faixa, mesmo estando ela em um caminho lógico que liga pontos de interesse ou quem pedala fora da ciclovia ou em calçadas em avenidas com estrutura cicloviária em toda a sua extensão ligando bairros ou se conectando com outras ciclovias (só em sonho!).
 
#BikeZonaSul #LeisAbsurdas #MobilidadeAtiva #Prioridade #Bicicleta #Pedestre

Em audiência pública, ciclistas exigem solução definitiva para a Descida à Santos

Na noite de ontem (20/12) foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, convocada pelos deputados Enio Tatto e Alencar Santana Braga sobre a repressão aos ciclistas na Tradicional Descida à Santos 2017, onde milhares de pessoas foram encaminhadas para uma emboscada na Rodovia Anchieta que terminou em tiros de bala de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral contra os ciclistas que pacificamente se manifestavam por uma rota definitiva para chegar ao litoral.
Audiência Pública sobre a repressão aos ciclistas na Tradicional Descida à Santos 2017
Na audiência, foram apresentados relatos de toda a confusão e a manifestação dos participantes, advogados e jornalistas que estiveram presentes na descida, depoimentos que deveriam ser ouvidos por representantes da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), Polícia Militar do Estado de São Paulo e a concessionária Ecovias, responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, bem como demais representantes do Governo do Estado de São Paulo, que não compareceram. Sendo assim, ficou clara a falta de diálogo que existe por parte dos representantes do governador Geraldo Alckmin.
 
Na reunião, os ciclistas também realizaram a apresentação de slides, que mostravam detalhadamente soluções para realizar a Descida à Santos, através da Estrada de Manutenção, um dos trajetos essenciais que levam as bikes ao litoral pelo Núcleo Itutinga-Pilões do Parque Estadual da Serra do Mar. Também foi mencionada a Rodovia Caminho do Mar, que é percurso praticamente pronto, que se inicia em São Bernardo do Campo e poderia levar as pessoas à Baixada Santista.
Audiência lotada, mas nenhum representante do governo estadual para prestar esclarecimentos
Apesar da proposta de realizar uma descida anual, todos os presentes deixaram bem frisado a necessidade de respeito às leis por parte das concessionárias, quanto ao deslocamento dos ciclistas nas rodovias e a garantia da descida anual ou em qualquer época do ano.
 
Os deputados presentes irão requerer uma nova audiência pública, que provavelmente deverá acontecer em Fevereiro, convocando os representantes do governo estadual, onde serão obrigados a prestar esclarecimentos e entrar em um acordo.
 
Também serão elaborados projetos de lei estaduais que tornem a Rota Márcia Prado, um roteiro de cicloturismo respeitado em todo o seu trajeto.
 
Todos os relatos da audiência pública na íntegra você pode acompanhar nas transmissões ao vivo, aqui na página do Bike Zona Sul ou no site da ALESP.
 
#BikeZonaSul #DescidaàSantos #Audiência #Bicicleta #Cicloturismo
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Parte 5:

PlanMob foi ignorado do plano de metas da Prefeitura e ciclovias poderão não ser construídas

PlanMob é totalmente ignorado pela Prefeitura de São Paulo e não haverá nenhum compromisso em construir algum quilômetro de infraestrutura cicloviária, bem como tantas outras necessidades de mobilidade na cidade, segundo o plano de metas do prefeito João Doria​.

O prefeito diz que já existe “ciclovias demais”, mas deconsidera o fato de que 400km é muito pouco para uma cidade com mais de 17.000km de ruas e avenidas, entre elas muitas perigosas.

Bike Zona Sul Ciclovia da Lourenço Cabreira
Ciclovia na Avenida Lourenço Cabreira a poucos metros de conexão com a Ciclovia Rio Pinheiros e o SESC Interlagos, através das avenidas Matias Beck e Manoel Alves Soares

Sendo assim, a malha cicloviária atual, ainda não atende à toda a população da cidade, principalmente nos bairros mais distantes da periferia, que não conecta com as ciclovias do Centro em segurança, sendo muitas vezes necessário, pegar uma M’boi Mirim ou uma Belmira Marin, por exemplo.

Uma das metas é a revisão, mas ela não deve ser feita com remoção. Outra é conectar 90% da rede cicloviária, mas ela realmente só será conectada, através da ampliação de mais ciclovias sem a retirada de nenhuma estrutura. Além disso, a manutenção é fundamental, pois muitas estão se desfazendo por conta da falta de zeladoria nas ciclovias.

Ciclovia na Periferia Bike Zona Sul
Ciclistas pedem urgentemente ciclovia na periferia

Entendemos, que intermodalidade é solução para alguns que usam a bicicleta como meio de transporte, mas para muitos da periferia, a realidade é pedalar 30km direto porque “é o jeito mesmo” ou porque é mais prático, mas também porque o ônibus com suporte pra bicicleta, não chega lá.

A questão é que temos quase 1.000 ônibus superarticulados (com boa vontade, deve ter mais de 3000 contando todos os articulados) circulando que teriam a capacidade suficiente para levar umas 3 ou 4 bikes, mas os poucos que estão aptos (menos de 100 unidades) levam apenas 1 bike e não dá pra contar com esse serviço na periferia, pois esses poucos não passam por lá e mesmo que passassem são insuficientes pra toda a cidade. Não adianta colocar suporte de bikes apenas nos novos, mas é preciso ao menos adaptar toda a frota de articulados.

A mobilidade da bicicleta, não se resume apenas em ciclovias, pois não queremos apenas espaço para pedalar, mas sim espaço para ir e vir com segurança e ter uma cidade melhor para todos poderem pedalar.

#BikeZonaSul #CicloviaNaPeriferia #Mobilidade #PlanMob #Bicicleta #Transporte

Velocidade de 20km/h na Ciclovia Rio Pinheiros​? O que acha disso?

Essa semana, a CPTM postou em sua fan-page no Facebook, uma imagem de divulgação sobre a velocidade máxima dos ciclistas na Ciclovia Rio Pinheiros, que atualmente é de 20km/h. A publicação gerou polêmicas e opiniões divergentes, pois muitos ciclistas usam a pista para treino, outros para lazer com a família ou deslocamento diário.

A questão é: será mesmo que essa medida é a mais correta, dentre tantas outras que são necessárias, para essa estrutura cicloviária? Quais estudos foram feitos para que tal regra seja adotada na ciclovia? Que medidas são adotadas em outros países e quais são os mitos e verdades da bicicleta?

Ciclovia Rio Pinheiros Velocidade Bike Zona Sul
Imagem: reprodução da CPTM

Ciclovias como essa são consideradas como “Cycle Highway” em países que possuem vasta experiência no uso da bicicleta como meio de transporte. Elas incluem todas as modalidades de ciclistas possíveis, nesse tipo de estrutura, considerada de alta velocidade, no entanto todos convivem tranquilamente em velocidades diferentes.

Confira no vídeo, a partir dos 5:25 minutos (O canal Bicycle Dutch no You Tube é uma ótima referência sobre estudos e processos de adaptação de estruturas cicloviárias):


O que podemos notar é que nesse tipo de estrutura, tudo é pensado para o deslocamento, onde é prioritário o menor esforço, agilidade da bicicleta em todos os traçados. Ciclistas não são tidos como “perigosos”, muito pelo contrário, pois o uso de veículos motorizados de grande porte em ciclovias é totalmente proibido.

Assim, velocidades de 40km/h ou até mais, não se tornam nenhum perigo entre ciclistas que convivem e compartilham o espaço apenas entre si.

Acreditamos que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM​) e o Governo do Estado de São Paulo​ está demonstrando mais uma vez total desconhecimento sobre o uso bicicletas, culpabilizando usuários, devido à falta de investimentos e erros de sinalização e planejamento da estrutura cicloviária.

A Ciclovia Rio Pinheiros acaba sendo utilizada como modalidade esportiva mesmo, por conta da falta de velódromos na cidade e rodovias que permitam o direito de pedalar nos acostamentos, conforme manda a lei. E ainda assim, o compartilhamento na ciclovia é possível, principalmente se ela tiver sua função principal, que é o deslocamento, afinal, estruturas que atendem bem como modal de transporte, atendem à todas as modalidades. Além disso, ciclistas que usam a bike como meio de transporte, não querem apenas espaço para “pedalar”, mas para ir e vir de um bairro à um centro empresarial com praticidade, agilidade e segurança.

Ciclovia Rio Pinheiros Bike Zona Sul
Trecho antigo da Ciclovia Rio Pinheiros, atualmente fechado e sem uso, devido às obras abandonadas do Metrô, obrigando o ciclista a enfrentar risco de assaltos no desvio localizado do outro lado do rio.

Ainda que a Ciclovia Rio Pinheiros tenha uma certa semelhança com a estrutura o vídeo (talvez devido a largura da pista) é nítida a diferença entre a ciclovia da CPTM e as européias.

Alguns dos erros mais comuns que vemos na Ciclovia Rio Pinheiros são:

– Sinalização ineficiente e confusa;
– Regulamento autoritário que não compreende as necessidades do ciclista e impossibilita o uso de alguns tipos de bicicletas e triciclos, inclusive hand-bikes para pessoas com mobilidade reduzida;
– Acessos com escadas e regulamentos em passarelas absurdos que impossibilitam a chamada “lei do menor esforço”, atrasando deslocamentos para empurrar a bicicleta;
– Ausência de prioridade aos ciclistas, percebida pela conduta dos funcionários e na própria sinalização;
– Geometria e projeto que torna ineficiente o uso como deslocamento;
– Falta de acessibilidade a pontos de interesse;
– Ausência de padrão das estruturas, conforme o Contran;
– Lombadas mal feitas (quase quadradas) que podem danificar uma roda de bicicleta;
– Compartilhamento com veículos motorizados grandes que trafegam em velocidade superior às bicicletas;
– Pista de carros sinalizada na contra-mão e em vermelho (padrão para bicicletas);
– Única ciclovia (via pública) do mundo que possui horário de funcionamento;
– Falta de iluminação;
– Falta de segurança;
– Ausência de controle e centralização das responsabilidades dos órgãos que administram as ciclovias ao longo do rio.

Além de tudo isso, há uma subestimação sobre as velocidades que uma bicicleta alcança, que pode variar entre 10km a 60km/h, dependendo do modelo e destinação do uso. Portanto, uma velocidade máxima de 40km/h, talvez seja satisfatória para todos os usuários da ciclovia, desde treino ao meio de transporte.

Mas há muito o que fazer para melhorar tal estrutura. Algumas dessas melhorias são alguns tópicos específicos, que englobam os itens acima, que precisam ser dialogados com os ciclistas, associações e coletivos que usam a estrutura cicloviária.

Confira como são as dificuldades de se trafegar entre a Ciclovia Rio Pinheiros e a Ciclovia da Margem Oeste:

Bicicletário do Term. Sto. Amaro é realocado, mas continua com sérios problemas

Bicicletário do Terminal Santo Amaro Bike Zona Sul
Novo bicicletário do Terminal Santo Amaro

Nova estrutura foi colocada na parte externa do mezanino, lado contrário ao Mais Shopping​ e à UNINOVE​, que já pode dificultar a localização, caso não exista placas informando onde o ciclista deve estacionar a bicicleta, visto que boa parte do movimento fica próximo aos locais mencionados, obrigando o ciclista a dar uma volta enorme para chegar ao bicicletário ou utilizar muitas escadas.

Outro problema relacionado à localização, é que ele fica justamente no topo de uma escada, o que poderá dificultar bastante a idosos e crianças ou pessoas que possuem algum problema de saúde, que muitas vezes, não conseguem carregar as bikes pesadas ou carregadas pelas escadas.

Confira como ainda era difícil acessar o antigo bicicletário:

Escadas também chegam a ser perigosas até mesmo para quem não tem nenhuma dificuldade em carregar uma bike, pois qualquer desequilíbrio, a bicicleta sai rolando escada abaixo, exceto se fosse uma escada rolante, não havendo a necessidade de tirar a bike do chão.

O modelo para prender a bicicleta também deixa a desejar, pois é do tipo “açougue”, que dificulta também a idosos e crianças a levantar e prender a bicicleta. Ou seja, além de subir as escadas, ainda é preciso levantar a bike pra prendê-la.

Além disso, o número de vagas diminuiu. Os bicicletários antigos tinham mais ou menos uns 10 paraciclos, que possibilitavam prender cerca de 20 bicicletas, através do quadro da bike, algo bem mais seguro também. Atualmente a SPTrans “não se responsabiliza” pela bicicleta, colocando placas com esse aviso, no entanto, essa prática é ilegal e é responsável sim, em caso de furto da bike ou de algum acessório da mesma.

Quando funcionava na calçada da Uninove, ainda na gestão Kassab, os paraciclos eram cheios e bastante acessíveis, apesar de estar dentro de cercas sendo necessário chamar um guarda para abrir e fechar o bicicletário.

Depois de um tempo, sem motivo algum, o local ficou fechado e sem uso, até ser migrado para dentro do Terminal na gestão Haddad. No entanto, devido à problemas de localização e dificuldades de acesso, acabou sendo pouco utilizado. Logo, virou ponto de ônibus e seus paraciclos ficaram abandonados num canto do Terminal. Poderiam ser aproveitados para serem espalhar pelas calçadas de Sto. Amaro e pontos de interesse em bairros vizinhos.

Bicicletário Terminal Santo Amaro Bike Zona Sul
Ainda que a localização não fosse a ideal, o antigo bicicletário tinha estruturas mais práticas e seguras.
Bicicletário Terminal Santo Amaro Bike Zona Sul
Os paraciclos ideais no formato em “U” invertido foram abandonados num canto do terminal.

Algumas das diretrizes para ter bons bicicletários com uso frequente e praticidade, não requer grandes investimentos, mas devem estar localizados no mesmo nível da rua, sem escadas ou acessos onde é preciso levantar a bicicleta. Devem ser pensados à todos os tipos de usuários, desde crianças, adultos e idosos, sempre facilitando o uso e a localização para que o uso seja um sucesso.

Em nossa análise, podemos concluir que o acesso melhorou pouco, devido ao nº de escadas que podemos acessar, dependendo de onde estamos vindo, no entanto, que o modelo escolhido piorou em termos de segurança e praticidade.

Lembrando que o Bike Zona Sul não foi consultado, nem sequer nenhuma associação ou instituição de mobilidade ativa opinou sobre a implantação. Assim, temos mais uma estrutura para bicicletas, criada por pessoas que não pedalam e que não compreendem as dificuldades do ciclista urbano.

Confira como é o novo bicicletário do Terminal Santo Amaro:

Obras de retorno na Ciclovia da Teotônio ganha um desvio provisório

O Bike Zona Sul esteve presente nas obras para a construção de um acesso e retorno no bairro Jardim São Rafael, cruzando a estrutura cicloviária.
 
Após reclamações de ciclistas, que passam pelo local, podemos notar que foi implantado provisoriamente um desvio com nivelamento possibilitando o deslocamento de ciclistas, pedestres e cadeirantes, através de um trecho do corredor de ônibus que está isolado.
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Desvio provisório da Ciclovia Teotônio Vilela 
 
O pessoal da CET nos apresentou como estão sendo realizadas as obras e como ficará a ciclovia. No projeto, serão implantadas faixas de pedestre com acessibilidade e a travessia de ciclistas no retorno, bem como o estreitamento para comportar a ciclovia como bidirecional cruzando para o trecho compartilhado com os pontos de ônibus.
 
Conversamos com o superintendente de engenharia da SPTrans, Marcelo Machado, onde relatamos também problemas no bicicletário do Terminal Varginha, que não segue o padrão de paraciclos com cerca, sendo totalmente aberto. Falamos ainda sobre a estrutura no Terminal Sto. Amaro, que havia sido removida, no entanto, nos informou que esse último bicicletário já foi reinstalado, mas ficou localizado no mezanino, o que poderá dificultar um pouco o acesso. Iremos analisar em breve no local.
 
A Ciclovia da Teotônio Vilela é uma importante ciclovia da Zona sul que atualmente liga o Terminal Varginha ao Terminal e Estação Grajaú da CPTM. A estrutura já possui projetos prontos de conexão com a Ciclovia da Av. Atlântica, possibilitando o uso da bicicleta como meio de transporte até o Socorro e Ciclovia Rio Pinheiros e iria realmente fazer aumentar bastante o nº de ciclistas, visto que a demanda existente atualmente é bastante grande nesse eixo de avenidas. No entanto, ainda é preciso verba e iniciativa da prefeitura para a conexão dessa estrutura. 
Ciclovia da Teotônio Vilela Bike Zona Sul
Ciclovia da Teotônio Vilela
 

A ciclovia poderia ainda ser interligada ao Pólo de Ecoturismo de São Paulo, proporcionando o fomento ao cicloturismo na capital, auxiliando o comércio local e possibilitando deslocamentos completos entre o Centro e a periferia somente por ciclovias nas avenidas de grande movimento da região.

Confira imagens das obras e do projeto no entorno da ciclovia:

Posted by Bike Zona Sul on Friday, July 7, 2017

Adolescentes se reúnem em passeio do Sesc com apoio do Bike Zona Sul

 Bike Zona Sul Villa lobos Sesc Interlagos

A Ciclofaixa de Lazer no Parque Villa-lobos foi o local para realizarmos um incrível passeio ciclístico com os adolescentes do Sesc Interlagos, onde buscamos estimular um primeiro contato dos jovens com a bike. Atividade super agradável e divertida numa ensolada tarde de domingo.

Iniciamos o percurso no Bike Point, aluguel de bicicletas, num posto de gasolina ao lado do parque, onde percorremos um pequeno trecho em 2 voltas até a Praça Panamericana, através da Ciclofaixa de Lazer, além de uma volta pela ciclovia do parque.

 

Bike Zona Sul Villa lobos Sesc Interlagos
Parte da galera que participou do passeio no Villa-lobos

Para agitar o pedal, rolou muita música com a nossa caixa de som que utilizamos também para organizar o passeio passando instruções com o microfone.

O passeio ainda contou com o auxílio dos membros da equipe Bike Zona Sul e dos monitores do Sesc.

Passeio incrível que você confere nas imagens a seguir. 😉

A CicloFaixaSP de lazer do Parque Villa-lobos foi o local para realizarmos um incrível passeio ciclístico super…

Posted by Bike Zona Sul on Monday, June 26, 2017

Agradecemos imensamente a participação de todos os ciclistas que deram seu primeiro passo no uso da bicicleta na cidade e especialmente ao Sesc Interlagos que promoveu esse passeio com essa galera fantástica. Que venham muitos outros! 😀

O uso e a paixão pela bike acontece com o uso frequente, possibilitando que as pessoas se surpreendam cada vez mais com as distâncias que podemos fazer utilizando a bicicleta como meio de transporte. Afinal, bike no dia a dia é possível! Use-a! 😉

#BikeZonaSul #SescInterlagos #Pedal #Juventude #Bicicleta

BZS no Nordeste: A mobilidade em bicicleta na Grande Recife

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bicicleta no Marco Zero de Recife, centro da cidade.

 

Finalizamos nosso tour pelo Nordeste do Brasil, conhecendo a maravilhosa cidade de Recife e voltamos à Zona Sul de São Paulo com gostinho de saudade desse lugar fantástico que possui um potencial enorme para a mobilidade em bicicleta e para o cicloturismo.

Mas nem tudo são flores, pois a cidade ainda tem pouquíssimas ciclovias, poucos locais para estacionar a bike e não se vê muito incentivo por parte do poder público local para o uso da bicicleta como meio de transporte.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bicicleta florida em estabelecimento próximo ao Marco Zero.

Recife foi a primeira cidade a receber em grande escala, um sistema de bicicletas públicas compartilhadas, o Bike PE do Itaú​ em parceria com as prefeituras da região metropolitana. No entanto, o sistema está com aparência de abandono, principalmente nos bairros da periferia, devido às péssimas condições de uso das bicicletas e estações.

Também existe uma demanda enorme de ciclovias nas cidades da Grande Recife, onde o número de ciclistas é realmente muito grande, sendo comparável à grandes cidades que possuem uso intenso da bicicleta. Com isso, é muito comum ver ciclistas nos grandes centros comerciais e até mesmo em avenidas de grande fluxo como a Av. Mal. Mascarenhas de Morais e Av. Dr. Júlio Maranhão, que juntas formam uma grande via, semelhante à Radial Leste ou ao Corredor Norte-Sul de SP e, acreditem, muitos ciclistas têm o hábito de andar na faixa da esquerda dessas grandes avenidas que ligam o centro à periferia de Recife.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Na Av. Mal. Mascarenhas de Morais só existe apenas uma placa pedindo respeito aos ciclistas, mas não estrutura cicloviária, nem sequer travessia de pedestres. Ciclistas costumam usar a faixa junto ao canteiro central da via.

Lugares como a região de Prazeres em Jaboatão dos Guararapes, poderiam ser interligados até o Bairro do Recife e Olinda por ciclovias nos canteiros dessas vias expressas, onde os cidadãos que usam a bicicleta como meio de transporte poderiam se deslocar no dia a dia com mais segurança em estruturas conectadas em uma rede atendendo os principais eixos da cidade e região metropolitana, algo que atualmente ainda não existe.

As prefeituras da região metropolitana adotaram o modelo ciclofaixa por ser mais barato e eficiente na implantação nas próprias vias, estrutura semelhante à paulistana. Mas são bem poucas as ciclovias existentes, como na Av. Ayrton Senna da Silva, Rua Arquiteto Luiz Nunes e Av. Prefeito Artur Lima Cavalcanti que infelizmente não estão ligadas entre si em rede.

Como toda cidade litorânea, a maior quilometragem de ciclovias acabam se localizando na orla da praia, associando a bicicleta apenas ao lazer, mas esquecendo de que ela é um meio de transporte essencial, que precisa ser seguro e estar presente em toda a cidade.

As ciclovias da orla começam em Jaboatão com trechos de paralelepípedo, algo extremamente ruim para o tráfego das bicicletas, mas logo depois, tornam-se em um pavimento totalmente plano e com poucos buracos, no entanto, há muitos problemas de drenagem no concreto, surgindo muitas poças em dias de chuva, que ficam represadas na pista, além de areia, terra e detritos que evidenciam a falta de limpeza e cuidado da prefeitura com o ciclista que trafega pelo local. A ciclovia ainda é repleta de curvas, mesmo sendo a avenida totalmente plana, onde deixaram apenas o caminho dos carros reto, demonstrando uma falta de planejamento pensado nos veículos de propulsão humana, invertendo prioridades que deveriam ser dos modos de deslocamento ativo.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Ciclofaixa da Orla em Jaboatão dos Guararapes sentido bairro. Estrutura vem desde a Praia de Boa Viagem em Recife.

O cicloturismo também é uma grande oportunidade de investimento no turismo para Recife e pro Estado do Pernambuco, afinal a região possui belíssimas praias, muitas delas preservadas como a Praia de Porto de Galinhas, que fica a apenas 50km de pedal do Centro. Também existe o Parque Histórico Natural dos Guararapes, local que possui a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres e um incrível mirante, onde vemos toda a cidade em uma paisagem impressionante de Recife.

Por fim, Recife é uma cidade belíssima, mas ainda está muito atrasada na mobilidade urbana, pois todo o investimento ainda é voltado apenas aos carros. Faltam necessidades básicas como a ampliação do BRT e recuperação de calçadas, pois até mesmo as guias não são rebaixadas nas faixas de pedestres em todos os locais que passamos, inclusive no centro da cidade. Para o ciclista então, é bastante preocupante que não exista um sério investimento em sinalização cicloviária para que o cidadão possa ir e vir com segurança utilizando sua bicicleta em todos os locais da cidade e da região metropolitana.

Esperamos que a Prefeitura do Recife​, Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes​ e Prefeitura de Olinda​ compreendam essas necessidades urgentes dessas cidades e passem a investir seriamente nos modais ativos de transporte para fomentar o turismo e o transporte em bicicleta dessa região fantástica.

Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bicicletas na Praia de Piedade
Recife Bike Zona Sul Tour Nordeste
Bairro do Recife

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Finalizamos nosso tour pelo Nordeste do Brasil conhecendo a maravilhosa cidade de Recife, voltando à Zona Sul de São…

Posted by Bike Zona Sul on Monday, June 19, 2017

 

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