19 de Agosto – O dia para refletir

De acordo com a Agência do Senado, anualmente o “Dia do Ciclista” deve ser celebrado no dia 19 de agosto. A data se deu após a morte de Pedro Davison, em 2006, atropelado por um automóvel no Eixo Rodoviário Sul (em Brasília) aos 25 anos de idade. O motorista que atropelou Pedro Davison dirigia alcoolizado e em alta velocidade.

Por esses motivos, a morte de Pedro deve ser refletida e não celebrada.

Em São Paulo, ciclistas e familiares estão de luto. Nos últimos dias, mortes envolvendo ciclistas e um pedestre, e atropelamentos por imprudência merecem respeito. O respeito pela vida, e uma reflexão sobre o comportamento humano ao ter domínio sobre qual for a máquina. Uma bicicleta, um carro, um ônibus, uma carreta, um skate ou patins, são veículos onde seu funcionamento depende de uma dominação. E que, infelizmente, o ser humano tão confiante de si mesmo não percebe e não está pronto para dominá-los. Hoje, a cena mais comum que vemos nas ruas é motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas guiando-os como se estivessem sentados no sofá assistindo TV.

Ciclistas: não devemos e não podemos levar para as ruas, ciclovias e ciclofaixas, os comportamentos do trânsito que nos fazem de vítimas. Da mesma maneira que exigimos respeito dos motoristas, devemos respeitar pedestres e demais ciclistas nas vias. Como também, devemos respeitar motoristas e motociclistas. Exigimos vias próprias, exigimos respeito, exigimos e nos impomos nas ruas como meios de transporte, então, que faça desse meio o melhor meio, para ser respeitado e saber respeitar. Ciclovias e ciclofaixas não são vias de competição, ciclovias e ciclofaixas são vias compartilhadas. Da mesma forma que você pode pedalar nas ruas, entre carros e motocicletas, os pedestres podem usar ciclovias e ciclofaixas para se locomover. Levando em consideração, também, a má manutenção das calçadas. Os pedestres por sua vez, também se sentem mais seguros caminhando pelas ciclovias e ciclofaixas da cidade. Aparentemente, as vias para ciclistas são mais acessíveis para os pedestres. Se você optou pela bicicleta, saiba também, que em pé e nas ruas existem vidas a serem respeitadas. Da mesma maneira que você pode, com cautela e por algum motivo de segurança, usar a calçada para se locomover, o pedestre também pode preferir usar as vias de bicicleta para caminhar. Sobre o semáforo, respeite-o como veículo, por mais que também seja inseguro para você. Salva sua vida, e de pedestres que estão atravessando. Existem lugares próprios para correr, as ruas não são velódromos. Por isso ciclistas, deixem de lado esse comportamento ciclo-carrocrata, prejudica a você e demais que usam as ruas da cidade.

Por todas essas palavras, que essa data em que lembramos Pedro (o ciclista atropelado em 2006), sejamos responsáveis nas ruas. Seja você ciclista, pedestre, motorista, motociclista, caminhoneiro ou perueiro (motorista de ônibus de pequeno porte). Somos e temos vida, esteja ela sendo movida por um motor ou pelas próprias pernas. Essa reflexão teve como base depoimentos e reflexões partindo da publicação de Ivson Miranda, em seu perfil social.

Parabéns ciclista, e que esse dia (não só nesse) nos leve a uma única reflexão: sejamos prudentes!

Equipe Bike Zona Sul

A importância de uma ciclovia na extrema zona sul

ciclovia na teotônio

São Paulo passou, e ainda está passando, por uma grande transformação com a implantação de ciclovias na cidade. Uma grande vitória não só para os ciclistas, mas para toda a cidade que necessita de uma atenção especial quando o assunto é transporte. Na extrema zona sul, onde o uso de bicicleta como transporte cresceu, não existe essa atenção especial por parte da prefeitura. Por isso, em avenidas como Teotônio Vilela, Interlagos e M’boi Mirim os deslocamentos com bicicletas são difíceis e inseguros.

A Avenida Senador Teotônio Vilela, percorre regiões da cidade que é, praticamente, impossível se locomover de bicicleta. Em Parelheiros, por exemplo, os ciclistas fazem entre 500 a 1 mil viagens por dia. Já no Grajaú, e em outros bairros, os números de viagens por dia ultrapassam 2 mil (fonte: Pesquisa de Origem e Destino do Metrô – 2007).

avenida

A implantação de uma ciclovia na via beneficiará diversos bairros como Interlagos, Cidade Dutra, Rio Bonito, Parque das Árvores, Jordanópolis, Vila São José, Grajaú, Varginha, Balneário São José, Vargem Grande, Parelheiros, etc., tornando acessível a todos da região um meio de transporte saudável, econômico e sustentável. Além disso, ela possibilitará que muitos paulistanos e visitantes conheçam o Polo de Ecoturístico de São Paulo, localizado na região de Parelheiros e Marsilac.

Sendo assim solicitamos, por meio de um abaixo-assinado, a criação de uma ciclovia na Teotônio Vilela, ligando Parelheiros à Cidade Dutra. A importância de uma ciclovia em avenidas movimentadas como as do extremo sul de São Paulo, vai além da mobilidade urbana. A implantação é uma importante causa para a vida, para a saúde e segurança dos ciclistas, dos pedestres, dos motoristas e moradores dessas regiões. Por isso, assine também o abaixo-assinado online, é fácil e rápido. Saiba que ajudando na coleta de dados, você trará ótimas consequências para nossa cidade, e para a vida de quem você nem ao menos conhece. Faça o bem, sem olhar a quem.

Assine e compartilhe: https://goo.gl/31pv3t

Equipe Bike Zona Sul

4 estabelecimentos legais para você e sua bike

Com o crescente avanço de ciclovias aqui em São Paulo, o crescimento do número de ciclistas também aumenta cada dia. Muitos estabelecimentos começaram a se adequar para receber ciclistas, mas é sempre legal encontrar estabelecimentos específicos para ciclistas. Selecionamos quatro dos lugares que as portas estão mais que abertas para o ciclista e sua bicicleta, quase destinos obrigatórios. Olha só:

KOF

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O King Of the Fork, ou apenas KOF (sigla que se refere ao KOM, prêmio dado ao ciclista que tem melhor desempenho numa subida, por isso King Of the Mountain), é um espaço que uni ciclismo e gastronomia. Lá eles servem várias comidinhas feitas com muito amor (dá pra perceber desde a recepção), e espaço também tem alguns acessórios para bicicleta, e para o ciclista. E claro, nada mais justo ter um paraciclo na porta para você estacionar sua magrelinha com segurança.

Aro 27

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Aro 27 (nome que se refere à uma estrutura na bike) tem um espaço encantador, é todo decorado, que pra quem ama bicicleta certamente fica boquiaberto. No espaço eles proporcionam serviço como “Park ‘n Shower” onde você pode estacionar sua bike com segurança e tomar um banho numa boa, uma oficina completa para sua bike e uma lojinha com vários equipamentos e acessórios importantes para você que usa bicicleta na rua. Além desses serviços, contam com um cardápio delicioso.

Las Magrelas

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Lasma (que se refere às magrelas, às bicicletas) é bastante conhecido pelos ciclistas, com um ambiente próprio e até mesmo artístico, eles oferecem diversos serviços pra quem usa ou pra quem quer começar a usar a bicicleta na cidade. Oferecem serviço, e espaço para o serviço na hora que você mais precisa, para não ficar sem sua bicicleta. Além de ser uma bicicletaria, uma oficina, uma loja, e um bar, o ambiente também é ponto de encontro nos vários eventos que acontecem envolvendo bicicleta e mobilidade urbana.

Ciclo Urbano

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A Ciclo Urbano é um espaço muito agradável para reunir os amigos, principalmente num sábado. Para quem usa a bicicleta na rua, lá você pode encontrar diversos componentes para adaptar ao seu modelo de bicicleta. Também são servidas algumas comidinhas e bebidas, ideal para quando bate aquela fome. É tudo muito bonito, misturando bicicletaria e decoração vintage.

Resumindo eles são, sem dúvida, os melhores amigos da sua bicicleta (depois de você, claro). Além de oferecerem conforto, oferecem serviços realmente importantes para sua bicicleta. Lembrando que esse post não é um publieditorial, é apenas uma seleção feita a partir daquilo que já foi experimentado e/ou ouvido de alguém. A matéria foi reformulada a partir dessa original. As fotos foram retiradas dos seus próprios meios (face/insta). Vale a pena conferir!

Crônicas da Vida Real: Uma carta ao conforto X de cada dia

Querida, Verdade.

Cheguei ao meio século de vida, muita coisa já passou e outras estão aparecendo em mim. Encontro-me agora com estabilidade financeira, familiar e minha saúde anda meio abalada. Moro numa cidade ligada nos 220, mas foi aqui que escolhi viver e criar meus filhos.

Trabalho de segunda à sexta, das 7h da manhã até às 17h da tarde. Durante esses cinco dias da semana, acordo duas horas antes para poder chegar a tempo no trabalho. Chego em casa duas horas, ou mais, depois que saio do trabalho. Essa adaptação de horário se deu algum tempo atrás, após descobrir que saindo um pouco mais cedo de casa poderia não pegar o trânsito que costumava pegar. Pego trânsito sempre que atraso alguns minutos. A volta pra casa não tem jeito, a única saída é optar por outras rotas para fugir das grandes avenidas. Chegando ao trabalho, uso um veículo da empresa para me locomover e resolver algumas questões.

Meus filhos estão estudando, e trabalhando. Por eu estar sempre com o carro, eles acabam optando pelo transporte público. Mas sinceramente não queria isso para eles. As condições do transporte público estão precárias. Você passa nervoso para esperar o ônibus, fica apertado lá dentro, com pessoas que você mal conhece. Por isso, creio que em pouco tempo cada um terá o carro de sua preferência, com conforto e autonomia.

Bom, minha saúde não é mais a mesma quando era jovem, isso de fato é por conta da minha idade. Ando bastante estressado, cansado, falta respiração, sobra dores físicas e mentais. Sinto-me sufocado, sem ter opção e muita sonolência durante o dia. Em dias de folga, não tenho paciência nem pique para curtir um dia ensolarado com minha família. Só penso em descansar, porém permaneço cansado.

Atenciosamente, Humano.

RE:
Querido, Humano.

Foi bom entrar em contato comigo. Vou ser breve.

Leia seu texto de baixo para cima (do último parágrafo, ao primeiro e assim por diante). Lembre-se que consequência é resultado. Retorne se preciso for, mas acredito que o melhor a fazer para solucionar suas dúvidas e problemas, é você começar e rever sua rotina. Pelo menos, e por enquanto, a rotina. Acredite, ainda há tempo.

Atenciosamente, Verdade.

RE: RE:
Querida Verdade, Humano e também para a humanidade.

Qual tipo de conforto, e autonomia, você procura pro seu bem estar? O uso do carro? Então, porque você continua se cansando? Por que continua sendo objeto guiado nas ruas? Já reparou que você paga pelo conforto, mas em troca recebe estresse e cansaço? Será que o carro realmente lhe trás o conforto e autonomia que você procura? Veja por outro lado. O cansaço do final do dia, nada mais é do que o conforto que você acha que tem no início do dia. E a autonomia que você acredita ter é tão incerta, você não opta pelo caminho que procura, e sim é levado pelo caminho mais fácil. O caminho possivelmente sem trânsito, sem faixas exclusivas que encurtam seu espaço nas ruas, ou o caminho que você acaba tendo que passa por conta da falta de opções. Sendo assim, você continua tendo autonomia?

Se questione, quanto você paga, hoje, por um litro de combustível? E depois ponha no papel (ou na mente) se vale a pena pagar tão caro para acelerar seu estresse e cansaço, sua perca de tempo parado no trânsito. E mesmo no dia que não utiliza o automóvel, ainda assim, se encontra impaciente. Sem opção, vive correndo (mentalmente), mas, permanece parado.

Muitas vezes dentro de nossas armaduras de ferro, plástico e luzes, não percebemos o quão perto é tal percurso. Por estar parado tanto tempo, e levar tanto tempo para chegar ao seu destino, você não repara o quão perto é a distância final do seu percurso. E que se parar para perceber, dentro do carro, não percebe nada além do estresse e impaciência.

Lembre-se: O maior bem da sua vida, é sua Vida.

Atenciosamente, Vida.

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A categoria “Crônicas da Vida Real” são histórias (muitas vezes literárias e romantizadas) baseadas em fatos reais. As crônicas aqui publicadas são criadas a partir de experiências e vivências reais. Por isso, se tem algum fato que queira nos contar é só entrar em contato. Assim, mais “Crônicas da Vida Real” podem ser criadas para refletirmos, e servir de exemplo.

Um por um, aos 5 mil

bikezonasulpageQuantas vezes, pelo menos semana passada, você parou pra ser ouvido? Quantas vezes, pelo menos ontem, você parou pra que te ouvissem? Quantas vezes, hoje, você parou pra ouvir alguém?

Para ficar em pé, é preciso alicerces fortes e resistentes a tudo e a todos. As nossas pernas, não só elas, nos mantém de pé. Elas são responsáveis por toda a carga que nós ingerimos, desde o que comemos pela boca, ou que comemos pelo cérebro.

A informação é uma união de todos os alicerces, e são grandes responsáveis pela formação da informação. É por isso, que antes mesmo de cuidarmos das nossas pernas físicas, precisamos compreender e entender as pernas que nos movem como pessoas, a informação que entra na nossa cabeça.

A equipe Bike Zona Sul, agradece todos os alicerces do nosso coletivo. Agradecemos você por ser o nosso alicerce, a fonte de informação. A fonte, como motivo da nossa informação e dedicação. É claro que agradecemos às suas pernas físicas, por pedalarem mundo a fora trazendo e sendo as questões do nosso coletivo, mas também, agradecemos às suas pernas cerebrais que se movem como receptor e gerador de informação. Você é o motivo e a razão, é por você, é por todos nós, ciclistxs.

O nosso sincero e carinhoso abraço, aos mais de 5 mil alicerces da página.

Equipe Bike Zona Sul.