Como conectar as ciclofaixas da Vila Mariana, Sacomã, Ipiranga e Vila Prudente

Observações:
1. O post tem links, mas pode clicar que eles vão abrir em novas guias, assim você não perde o post 
😉
2. Para simplificar, vamos utilizar “rua” para todas as vias, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Neste post vamos falar das estruturas das existentes (vermelho), das que consideramos básicas e mais urgentes (verde) e também de outras necessárias (azul escuro). Veja mais abaixo!

A INFRAESTRUTURA CICLOVIÁRIA ATUAL

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Segundo o mapa da infraestrutura cicloviária de São Paulo (disponível no site da CET), essas são as estruturas de proteção de ciclistas que existem na região (em vermelho):

  1. Ciclofaixas das ruas Vergueiro e França Pinto;
  2. Ciclofaixa da rua Madre Cabrini / Primeiro de Janeiro / Coronel Lisboa / Boninas;
  3. Ciclofaixas da Avenida Jabaquara e Alameda dos Guatás;
  4. Ciclofaixa da Avenida Bosque da Saúde;
  5. Ciclofaixa das ruas Dionísio da Costa / Rodrigo Vieira;
  6. Ciclofaixa da Rua Santa Cruz: bidirecional junto à calçada, sendo metade da sua extensão no lado par e metade no lado ímpar da rua;
  7. Sistema de ciclofaixas do Ipiranga: ruas Mont’Alverne, Patriotas, Avenida Nazaré (metade da extensão bidirecional e metade unidirecional junto ao canteiro central) e Rua Dona Leopoldina;
  8. Sistema de ciclofaixas do Sacomã/Moinho Velho: Rua Abagiba, Av. Martinho Guedes, ruas Ribeirão Bonito, Elba, Regino Aragão, Salvador Pires de Lima, Abaúna, do Lago, Anatole France e Sava;
  9. Ciclofaixa da Rua do Grito (bidirecional junto à calçada) e ciclovia da Rua Aída (no canteiro central/parque linear);
  10. Ciclofaixa da Rua Guamiranga (bidirecional junto à calçada), ciclovia/ciclofaixa da Av. Dr. Francisco Mesquita (a maior parte é unidirecional junto ao canteiro central/córrego);
  11. Sistema de ciclofaixas da Vila Prudente: Av. Prof. Luiz Ignácio de Anhaia Mello e Rua Prof. Gustavo Pires de Andrade.

Existem estruturas próximas nos quatro bairros, mas nem todas estão conectadas. Com a ajuda de alguns ciclistas da região mapeamos rotas frequentes, nas quais é essencial que seja implantada alguma estrutura cicloviária.

AS CONEXÕES BÁSICAS

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  1. Rua Dr.Neto de Araújo: pode ser bidirecional junto à calçada, colocando as vagas de estacionamento mais ao centro da rua, que já é larga;
  2. Rua Domingos de Morais: antiga reivindicação dos moradores da região, leia mais sobre ela clicando aqui;
  3. Conexão das ciclofaixas das avenidas Jabaquara e Bosque da Saúde, na qual falta somente uma quadra, veja nosso vídeo;
  4. Conexão da ciclofaixa da Rodrigo Vieira com a da Ricardo Jafet (5 e 6);
  5. Ciclofaixa da Ricardo Jafet, que foi iniciada, mas interrompida pelo ex-prefeito João Doria e foi repintada pela população (leia mais aqui);
  6. Ciclofaixa da Ricardo Jafet, que foi iniciada, mas interrompida pelo ex-prefeito João Doria e foi repintada pela população (leia mais aqui);
  7. Conexão das ciclofaixas da Rua Santa Cruz e Dona Leopoldina;
  8. Conexão entre as ciclofaixas da Nazaré, do Grito e do Lago: próximas, mas desconectadas por trechos curtos;
  9. Melhoria na travessia da ciclofaixa da Rua do Grito para a ciclovia da Rua Aída: atualmente não há travessia sinalizada de uma estrutura para a outra, o que obriga ciclistas a se arriscarem;
  10. Conexão entre a ciclovia da Rua Aída e a Av. Dr. Francisco Mesquita: poderia utilizar a passarela da CPTM/Metrô com a instalação de orientação de direção para ciclistas;
  11. Sistema de ciclofaixas Ipiranga-Vila Prudente: conectaria ciclofaixas próximas por avenidas largas, o que ofereceria uma rota segura para os ciclistas que se deslocam entre a Vila Prudente e o Centro.

OUTRAS RUAS NECESSÁRIAS

Além dessas conexões básicas, existem outras ruas nas quais os ciclistas identificaram que a instalação de ciclovias/ciclofaixas pode ser útil, veja abaixo!

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  1. Av. Lins de Vasconcelos: ligação direta das ruas Madre Cabrini, Domingos de Morais e Dionísio da Costa;
  2. Rua Sena Madureira: trecho curto conectando a Madre Cabrini e a Domingos de Morais;
  3. Rua Santa Cruz: conectando a atual ciclofaixa da Rua Santa Cruz (na região do Ipiranga) com a ciclofaixa da Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro e a futura ciclovia da Domingos de Morais;
  4. Rua Luís Góis: outra reivindicação antiga, ligaria as ciclofaixas de Moema à Vila Clementino, Saúde e outras regiões;
  5. Ruas da Imprensa, Moreira e Costa e Dom Lucas Obes: ligaria o sistema já existente do Ipiranga à ciclofaixa da Rua do Grito;
  6. Av. Dr. Gentil de Moura: completaria a ligação entre a Rua Santa Cruz, Dona Leopoldina, do Grito e do Lago;
  7. Av. Presidente Tancredo Neves: não possui nenhuma estrutura e poderia conectar o sistema Sacomã/Moinho Velho ao Ipiranga e, de lá, ao Centro e Vila Prudente.
  8. Rua Lino Coutinho: faria a ligação entre o sistema do Ipiranga até a ciclofaixa da Rua do Grito;
  9. Viaduto/Rua Capitão Pacheco e Chaves: conexão direta entre a Vila Prudente e o Ipiranga, muito utilizada por ciclistas atualmente;
  10. Rua Igaratá: serviria para simplificar a vida dos ciclistas que se deslocam entre a Vila Prudente e o Ipiranga, facilitando também o acesso à estação Tamanduateí.

Sabemos que a atual gestão da Prefeitura não tem feito nada pelos ciclistas, apenas tentado atrair a atenção da imprensa através de coletivas mal organizadas e não alinhadas com os representantes dos ciclistas… Mas mesmo assim vamos continuar defendendo uma cidade que seja pensada para as pessoas: pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Yellow limita área de atuação e muda regras do serviço

Recentemente postamos na nossa página de Facebook sobre mudanças no sistema da Yellow. Muitos clientes questionaram as novas regras do sistema, que limitam as regiões atendidas, horários para uso do sistema e cobra uma taxa de R$ 30 para estacionar em praticamente toda cidade

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Nova área de atuação da Yellow (Yellow)

No mapa acima é possível perceber que a nova área de atendimento é bem restrita, dado que antes o sistema operava em toda cidade. A nova área de atendimento é limitada ao eixo Faria Lima-Berrini, com trechos entre Vila Leopoldina, Butantã, Pinheiros até Santo Amaro.  Após a mudança, a maior parte da Zona Sul e da cidade de São Paulo deixou de ser atendida.

Essa mudança é preocupante, pois deixa muitos usuários sem acesso ao sistema, sobretudo na periferia. Quando a Yellow iniciou suas atividades, uma das grandes vantagens percebida pelos usuários foi a ausência estações, o que permitia que as bicicletas fossem utilizadas em qualquer região da cidade.

Além disso, recentemente surgiram queixas quanto aos horários. Alguns usuários tentaram utilizar o sistema após às 18h e tiveram problemas pois o aplicativo não permitia o desbloqueio da bicicleta. Eu mesmo passei por isso no Paraíso onde tentei desbloquear uma bicicleta e não consegui. Recebemos relatos que os  horários variam de bairro para bairro,

Entramos em contato com a empresa, que forneceu a resposta abaixo:

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Resposta da Yellow para o Bike Zona Sul no Facebook.

Se desde o início da operação a Yellow sabia que “não seria possível atender a demanda de toda a cidade de São Paulo de uma vez“, por que liberaram o uso do sistema por toda cidade? Não seria melhor ter iniciado de forma pontual e ampliar a área de atendimento conforme a quantidade de bicicletas e funcionários aumentasse?

Nós, do Bike Zona Sul, estamos torcendo para o sistema voltar ao formato antigo. Também estamos abertos para conversar com a empresa e até mesmo auxiliá-la na sua adaptação e futura expansão. Afinal, sem as limitações de região ou horários, o sistema se tornará cada vez mais popular. Com isso teremos mais ciclistas nas ruas, o que vai aliviar a lotação do transporte coletivo e vai tirar cada vez mais carros para as ruas.

Leia mais sobre sistemas de bicicletas compartilhadas, clique aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang)

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Candidatos são convidados a assinar Carta de Compromisso com a Mobilidade Ativa

O Bike Zona Sul está apoiando a Rede Paulista de Entidades e Associações de Mobilidade Urbana na Campanha Mobilidade nas Eleições de São Paulo. Esse grupo reúne entidades ligadas à mobilidade urbana como a Ciclocidade, Sampa a Pé, União de Ciclistas Brasileiros, COMMU, dentre outros parceiros do Bike Zona Sul.

 

A Carta de Compromisso com a Mobilidade Ativa foi escrita de forma conjunta entre as entidades e busca priorizar o tema com os candidatos, tanto aos que concorrem no Poder Executivo (governador e presidente) quanto no Legislativo (deputados estaduais e federais).

A Carta está disponível no site da campanha (clique aqui!), onde também é possível solicitar que os seus candidatos assinem a Carta!

Caso você, como cidadão, queira apoiar a Cartam clique aqui!

Faltam cerca de 10 dias para as eleições, vamos cobrar nossos candidatos, precisamos de compromisso com a mobilidade urbana! A prioridade deve ser de pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo!

Somente pressionando nossos representantes vamos conseguir mudar nosso país!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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O que é a Câmara Temática de Bicicleta (CTB)

A Câmara Temática de Bicicleta (CTB) faz parte do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), ligado à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) da Prefeitura Municipal de São Paulo. A CTB tem como objetivo “Construir uma política cicloviária para a cidade de São Paulo a partir do diálogo entre representações de ciclistas e o poder público municipal” (https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/regimento_interno_ciclistas_4_1435946756.pdf) . A equipe do BZS já representou a Zona Sul em três oportunidades, com Paulo Alves, Carla Moraes e, atualmente, Thomas Wang.

Além disso, a Câmara possui o papel de ajudar a definir a política cicloviária para a cidade, conforme consta no regimento:

  • Mediar a relação entre grupos locais de ciclistas com a gestão
  • Contribuir na mediação da relação entre o poder público e a sociedade civil
  • Realizar, pelo menos, um encontro no mínimo bimestral com a presença do Secretário Municipal de Transportes e um encontro no mínimo trimestral do Prefeito de SP
  • Pautar os encontros tanto com o Prefeito quanto com o Secretário

Os membros da CTB representam todas as regiões da cidade, além de entidades relacionadas ao tema. A Câmara Temática de Bicicleta é formada por 22 voluntários da sociedade civil, com paridade de gênero. Desses nomes, dois são titular e suplente da cadeira de ciclistas dentro do CMTT, enquanto 10 são representantes das cinco zonas de São Paulo, sendo 2 pessoas por região, e 10 são indicados pela Ciclocidade e CicloBr. A composição atual da Câmara Temática, bem como o seu regimento e outros dados, podem ser vista no site da Prefeitura e neste link. Os representantes da Câmara Temática de Bicicleta deveriam ter reuniões mensais com  técnicos da SMT e CET, além de, bimestralmente, com o Secretário de Mobilidade e Transportes e, trimestralmente, com o Prefeito de São Paulo.

Infelizmente a Prefeitura não tem dialogado até de forma efetiva com a CTB nem atendido suas sugestões, conforme mencionado na Carta Aberta da CTB à Prefeitura e à Sociedade Civil (leia a Carta aqui!). As ausências do secretário João Otaviano e do prefeito Bruno Covas (PSDB) em todas as reuniões internas mostram que ambos não tem valorizado o diálogo direto , algo prometido por eles após críticas às antigas gestões da Prefeitura. Vale lembrar que Bruno Covas prometeu apagar ciclovias “que só incomodam a população. Da mesma forma, Covas e Otaviano criaram uma proposta de plano cicloviário’ sem consulta à CTB e aos ciclistas, assim como impediram a entrada de ciclistas na apresentação do plano.

Apesar dessa inconsistência nos discursos e ações de Covas e Otaviano, os representantes regionais e das entidades continuam trabalhando na CTB, pois acreditam no diálogo e que avanços ainda são possíveis! As reuniões são mensais e abertas, fique ligado no Bike Zona Sul para ficar sabendo das próximas datas!

(Equipe Bike Zona Sul: Carla Moraes / Paulo Alves / Thomas Wang. Parceria: Sasha Hart)

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Ciclocidade promove Auditoria Cidadã da infraestrutura cicloviária

A Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) está organizando a Auditoria Cidadã da infraestrutura cicloviária de São Paulo. Após uma chamada através das redes sociais, foram selecionados 6 coordenadores regionais, divididos entre as zonas Norte, Oeste, Leste 1 (‘norte da Leste’), Leste 2 (‘sul da Leste’), Sul 1 (Pinheiros até Parelheiros) e Sul 2 (Barra Funda e Centro até Jabaquara).

O Bike Zona Sul está coordenando as frentes Sul 1 e Sul 2, com Paulo Alves e Thomas Wang. O Sul 1 abrange a maior parte da Zona Sul, começando em Pinheiros e indo até Parelheiros e Capão Redondo. Isso inclui o importante eixo da Faria Lima-Berrini-Chucri Zaidan, um dos mais utilizados por ciclistas. Já a Sul 2 abrange a Barra Funda, o Centro e vai até o Jabaquara, na divisa com o Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema (o famoso ‘ABCD Paulista’). O Sul 2 conta com importantes ciclovias como a da Rua da Consolação e a Avenida Paulista.

Na primeira reunião, realizada no dia 30 de agosto, a Ciclocidade e os coordenadores regionais se reuniram para discutir sobre o Índice de Desenvolvimento Cicloviário (IDECiclo). Esse índice foi criado pela Ameciclo, a Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife. Ele tem como objetivo avaliar a qualidade da infraestrutura cicloviária das cidades, sendo originalmente aplicado em Recife. Nesse encontro, a Ciclocidade apresentou o índice e os critérios técnicos foram debatidos pelos coordenadores regionais. Após a discussão, nos separamos em grupos e fizemos duas aplicações piloto da versão adaptada do índice.

Já no dia 01 de setembro tivemos o curso de formação para os aplicadores do índice, no MobiLab. Nesse dia a Ciclocidade, coordenadores e aplicadores de todas regiões de São Paulo. Todos envolvidos puderam se conhecer, compartilhar experiências do dia a dia e, mais uma vez, conversar sobre o IDECiclo. Os coordenadores e aplicadores puderam trocar experiências sobre suas regiões, assim como realizar ajustes nos times e nas áreas de aplicação.

Agora estamos na fase das avaliações, nas quais os aplicadores estão nas ruas avaliando as estruturas cicloviárias de São Paulo! Em breve teremos as avaliações para construir um material e ter uma visão de quais são as condições da malha cicloviária da nossa cidade! Fique ligado nas páginas da Ciclocidade e do Bike Zona Sul para novidades!

#CicloAuditoriaSP #MinhaCicloviaSP

( Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang / Parceria: Ciclocidade, AMEciclo e Aro27 Bike Café )

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Bicicletada? Massa Crítica? O que é isso?

Quando comecei a pedalar alguns amigos comentavam sobre a Bicicletada, um mítico encontro de ciclistas que acontecia toda última sexta do mês. Também comentavam sobre a Massa Crítica, um pedal focado em pedir segurança para ciclistas.

Com o tempo descobri que a Bicicletada e a Massa Crítica eram, na verdade, o mesmo evento. Uma reunião com ciclistas de diferentes idades, estilos e regiões. Ciclistas de toda cidade de São Paulo e até de cidades próximas.

Historicamente, a Massa Crítica surgiu em 1992 em São Francisco, nos Estados Unidos. Cansados do perigo que corriam todos os dias, um grupo de ciclistas se reuniu para pedir respeito aos motoristas e ao poder público. Com o tempo, a ideia desse encontro ‘pegou’ e ele se tornou mensal.

Aos poucos, a iniciativa se espalhou entre diversas cidades, como Londres (Reino Unido), Lisboa (Portugal), Paris (França), Berlim (Alemanha), Los Angeles e Washington (Estados Unidos), dentre outros. No Brasil ela acontece em várias cidades: Curitiba (PR) , Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ)Americana (SP), Ribeirão Preto (SP)São Paulo (SP)Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), entre outras… Se quiser saber mais, procure “Bicicletada” no Facebook que você vai encontrar várias!

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Bicicletada de Junho/2012: os ciclistas ocuparam o Shopping JK Iguatemi para que ele construísse a passarela entre o Parque do Povo e a Ciclovia Rio Pinheiros. (Foto: Thomas Wang)

A Bicicletada/Massa Crítica não tem líderes nem roteiro programado. Geralmente o grupo se encontra e começa a pedalar, tomando direção de algum local simbólico como a Prefeitura, um local onde um ciclista tenha sido atropelado ou algum local onde os ciclistas querem que seja implantada uma ciclovia/ciclofaixa.

O evento acontece toda última sexta-feira do mês, à partir das 18h. Em São Paulo nos encontramos na Praça do Ciclista, que fica na Avenida Paulista. A concentração começa às 18h e geralmente o pedal começa às 20h.

O próximo será nesta sexta, dia 31 de agosto. A ideia é defender as ciclovias existentes e as que a Prefeitura está removendo, conforme divulgado em eventos no Facebook e na arte divulgada pelo Vá de Bike. A ideia é pressionar a Prefeitura, que não tem dialogado com ciclistas e tem removido ciclofaixas sem consultar os cidadãos.

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Imagem do Vá de Bike.

Compareça, vamos defender as nossas ciclovias e lutar por melhorias! Quem pedala sabe o risco que é pedalar sem ciclovia e ciclofaixa, precisamos de mais infraestrutura!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Como foi a reunião da Câmara Temática de Bicicleta (CTB) no dia 14/08

No dia 14/08 o Bike Zona Sul participou da reunião da Câmara Temática de Bicicleta (CTB) com o secretário de Mobilidade e Transportes, João Otaviano. Compareceram cerca de 50 pessoas, entre ciclistas e funcionários da Prefeitura.

 

João Otaviano defendeu que “não tem pressa para fazer ciclovias” e que “a gestão anterior fez tudo correndo pois tinha uma meta“, deixando bem claro que os ciclistas não são prioridade da atual gestão da Prefeitura. Membros da CTB perguntaram como será feito o controle de implantação no novo plano e uso do orçamento destinado às ciclovias se não há metas, mas o secretário não respondeu. Segundo ele, a gestão de Bruno Covas (PSDB) fará as ciclovias de forma adequada, respeitando a lei e as diferentes opiniões.

Quando questionado sobre a remoção de ciclovias, João Otaviano disse que nenhuma ciclovia será retirada sem audiências públicas. Os ciclistas presentes relembraram o secretário sobre diversas ciclovias que já foram removidas sem audiência nem diálogo, mas o secretário se pronunciou somente sobre a Rua Siqueira Bueno, na Mooca. Segundo o presidente da CET, a sinalização da ciclofaixa não foi feita pois existe um problema em relação ao encanamento da Congás.

Veja alguns casos de ciclofaixas removidas:

Além disso, a CET continua sendo criticada devido à falta de manutenção da infraestrutura existente. Segundo Otaviano, a manutenção das ciclovias/ciclofaixas existentes só será feita após o novo plano cicloviário ser aprovado em audiências públicas nas Prefeituras Regionais. Essa decisão deixa as estruturas atuais em condições cada vez piores e aumenta o risco de atropelamentos, pois mais motoristas tendem a desrespeitar os ciclistas.

Os ciclistas também questionaram a afirmação de Otaviano, que acredita que ciclorrotas podem substituir ciclovias e ciclofaixas. Uma das ciclistas presentes reforçou o ponto, perguntando se o secretário deixaria seus filhos pedalarem numa ciclorrota entre carros. O secretário se esquivou dizendo “na maior parte do mundo sim, por que aqui não?“. Quem pedala sabe: a pior ciclofaixa é melhor que nenhuma… Mesmo com problemas, as ciclofaixas criam áreas protegidas para ciclistas, pois não há veículos pressionando os ciclistas.

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Otaviano apresenta o anel cicloviário (Thomas Wang/BZS)

Ana, ciclista da Zona Sul e presente na audiência da ciclovia da Rua Domingos de Morais, questionou porque essa ciclovia ainda não foi implantada. Vale lembrar que já existe projeto, orçamento (o Colégio Marista Arquiodicesano é responsável pelo pagamento) e que a ciclovia já foi aprovada em audiência pública. Essa ciclovia já é uma demanda antiga dos ciclistas da Zona Sul, veja aqui e aqui.

O secretário também falou dos cicloanéis apresentados no novo plano e das metas para 2018, descritas nas fotos abaixo.

Na opinião do Bike Zona Sul, fica cada vez mais claro que a gestão Dória-Covas não busca diálogo. Elaborar um plano cicloviário sem consultar a Câmara Temática de Bicicleta (CTB), que é ligada à própria Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT), demonstra como Covas e Otaviano não consideram a participação da sociedade importante. O secretário João Otaviano se comprometeu a marcar workshops sobre a revisão cicloviário com a CTB antes das audiências públicas, no qual os ciclistas poderão opinar sobre as ciclovias das suas regiões.

Tais workshops foram uma resposta à Carta Aberta da CTB, na qual ela se coloca à disposição da Prefeitura. Entretanto, a impressão que fica é que Covas não deseja conversar com os cidadãos e pretende desativar as formas de participação social, como já fez com os conselhos gestores dos parques, esperamos estar errados.

Infelizmente, teremos que continuar pressionando a Prefeitura para manter as estruturas atuais, sendo que eles não pretendem investir em novas.

Veja o vídeo da reunião completa no nosso Facebook, clique aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang)

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Novo plano cicloviário de SP foi feito sem ciclistas e vai remover ciclofaixas

Na sexta passada, 03/08, o prefeito Bruno Covas e o secretário de Mobilidade e Transportes João Otaviano apresentaram o novo plano cicloviário de São Paulo (veja nosso vídeo aqui). Ciclistas foram impedidos de entrar, apesar do assunto da apresentação. Apenas Sasha, secretário da Câmara Temática de Bicicleta (CTB), e Carla Moraes, da CTB e do Bike Zona Sul, conseguiram entrar. Os demais convidados eram jornalistas de grandes canais, como CBN e Jovem Pam.

Falta de diálogo

Durante a coletiva o secretário João Otaviano chegou a afirmar que o plano havia sido debatido na Câmara Temática de Bicicleta (CTB), mas mudou o discurso ao ser questionado pelos membros da Câmara. O plano e sua divulgação foram feitos sem diálogo com a CTB, entidades, coletivos e ciclistas independentes, por isso surge a desconfiança de que a Prefeitura está tentando agir sem consultar a população. Um fato curioso é que a CTB teve reunião com a Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) na quarta, dois dias antes do anúncio do plano, mas não deu nenhuma informação sobre o plano ou sobre a coletiva durante a reunião. Dias antes dessa reunião, a Câmara Temática de Bicicleta publicou uma carta aberta à Prefeitura e aos Cidadãos (leia aqui). Na carta a CTB questiona a falta de diálogo por parte da Prefeitura e se coloca à disposição do poder público para auxiliá-lo de forma técnica, conforme seu caráter.

A apresentação foi genérica e sem detalhes, sendo que não trouxe prazos ou valores que serão investidos, algo bem crítico. Desde Janeiro de 2017, quando a gestão João Dória/Bruno Covas (PSDB) assumiu, nenhuma ciclovia/ciclofaixa foi implantada na cidade. A prefeitura foi criticada recentemente pela Folha de São Paulo (veja aqui) por não utilizar o orçamento existente para implantação de novas estruturas, assim como pela falta de manutenção nas existentes.

E o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob)?

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À esquerda, o PlanMob de 2015. À direita, o plano cicloviário apresentado por Bruno Covas. (Imagem do Vá de Bike)

Analisando a imagem acima fica claro que o plano apresentado pelo prefeito Bruno Covas não passa de um rascunho. Ele mostra dois cicloanéis e 6 eixos cicloviários ligando os bairros ao Centro. Fica clara a falta de conexões entre as ciclovias/ciclofaixas existentes, que nem aparecem no mapa.

No mapa da esquerda temos o Plano de Mobilidade Urbana de 2015 (PlanMob), elaborado após muito diálogo com cidadãos, associações e coletivos, como nós do Bike Zona Sul. Nele, as linhas representam diferentes infraestruturas cicloviárias que serão implantadas, de acordo com o cronograma de implantação. O PlanMob é detalhado, informando onde será implantada a estrutura, qual o tipo de estrutura, suas alternativas e em qual ano a obra será feita. É necessário que a gestão atual da Prefeitura respeito o PlanMob, que foi construído e debatido com a sociedade.

Ao afirmar que “as ciclovias foram feitas como orégano na pizza“, Bruno Covas mostra seu desconhecimento sobre o diálogo construído entre a Prefeitura e diversas entidades ao longo de anos. Ele também mostra o desrespeito em relação à experiência adquirida nesse processo, nos aspectos técnicos e sociais do PlanMob.

O novo plano cicloviário

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Um dos slides da apresentação da Prefeitura. No destaque, o cicloanel do Centro.

Bruno Covas e João Otaviano apresentaram a ideia de cicloanéis: grandes círculos com ciclovias que conectariam todas as regiões da cidade. Um deles seria no Centro antigo, enquanto outro abrangeria o Centro expandido. A princípio a ideia parece promissora, mas ela possui alguns defeitos… Citamos alguns abaixo:

  • São citadas ciclovias nas margens dos rios Tietê e Pinheiros, que não são de gestão da Prefeitura. Seria necessário alinhar essas estruturas com o Governo do Estado, EMAE, SABESP, CPTM e outras empresas público-privadas que utilizam as margens dos rios. Como sabemos pela Ciclovia do Rio Pinheiros, esse tipo de gestão compartilhada é falha e possui uma burocracia interminável.
  • Os ciclistas teriam que chegar aos anéis para acessar o um dos eixos cicloviários (mais abaixo), mas como seria esse acesso sem ciclofaixas/ciclovias nos bairros e avenidas menores?
  • Por praticidade, ciclistas buscam rotas mais curtas, então a maioria dos ciclistas não faria um desvio para acessar os anéis e, a partir deles, encontrar algumas avenidas com ciclovias.

Fica a dúvida: o prefeito e o secretário esperam que os ciclistas façam trajetos mais longos para poder acessar algumas ciclovias? Não seria mais fácil conectar as ciclovias existentes? (Veja exemplos aqui, aquiaqui e aqui). E que tal prosseguir com a implantação das estruturas já previstas, muitas delas projetadas e com orçamento reservado? Veja aqui, aqui e aqui.

Ciclorrotas e a remoção de ciclofaixas

Quem pedala sabe: ciclorrotas não protegem ninguém. É necessário implantar ciclovias e ciclofaixas pois elas trazem segurança aos ciclistas e demais pessoas! Se hoje, com algumas ciclovias e ciclofaixas, o número de ciclistas mortos no trânsito continua aumentando, imagina com a remoção da infraestrutura existente?

Além disso, o desrespeito às ciclofaixas é constante, mas mesmo assim a fiscalização tem diminuído. Isso só reforça a impunidade, o que põe em risco e vida de todos.

A Prefeitura não fornece prazos para a implantação de novas estruturas de proteção aos ciclistas, mas já sinalizou que removerá ciclofaixas. Como já divulgamos, as remoções já começaram ilegalmente (veja aquiaqui e aqui).  O Vá de Bike citou algumas ciclofaixas que serão removidas na reportagem deles.

Quais são os próximos passos?

O secretário João Otaviano afirmou que o plano será debatido em audiências regionais, na qual a população poderá opinar sobre as estruturas existentes e as previstas. É importante que ciclistas de todas regiões participem para deixar claro que a infraestrutura existente não deve ser retirada. Precisamos conectar as ciclovias e ciclofaixas existentes, não removê-las.

Em breve faremos uma análise mais profunda sobre como a Zona Sul será afetada pelo novo plano. Também estamos buscando mais informações sobre as revisões cicloviárias, postaremos assim que soubermos de algo!

Entenda mais sobre o novo plano cicloviário nas páginas de outras entidades:

(Equipe Bike Zona Sul: Carla Moraes e Thomas Wang)

#BikeZonaSul  #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas
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Como conectar as ciclovias em volta da Av. Rebouças

Observações:
1. O post tem links, mas pode clicar que eles vão abrir em novas guias, assim vc não perde esse post 
😉
2. para não complicar vamos chamar todas as vias de ‘rua’, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Neste post falamos das existentes (vermelho) e também sugerimos outras, separando nas mais urgentes (verde) e em outras necessárias (azul escuro). Veja mais abaixo!

A INFRAESTRUTURA CICLOVIÁRIA ATUAL

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Mapa da infraestrutura atual (Fonte: CET)
  1. Ciclovia da Av. Brigadeiro Faria Lima: uma das mais movimentadas de São Paulo, elevada no canteiro central da avenida. Cerca de 3 mil ciclistas passam por ela todos os dias.
  2. Ciclofaixa da Rua Artur de Azevedo (sentido Faria Lima): bidirecional junto à calçada, muito movimentada devido ao comércio focado em ciclistas, como o Las Magrelas e King Of Fork.
  3. Ciclofaixas das ruas João de Moura e Artur de Azevedo (sentido Clínicas): bidirecional junto à calçada, conectam o Terminal Vila Madalena (ônibus e metrô) ao Hospital das Clínicas.
  4. Ciclovia da Sumaré/Paulo VI: elevada no canteiro central
  5. Ciclofaixa da Rua Itápolis: bidirecional junto à calçada, liga as ciclofaixas de Santa Cecília com as ciclofaixas das ruas Piauí e Consolação, além da ciclovia da Avenida Paulista.
  6. Ciclofaixa da Rua da Consolação / Ciclovia da Avenida Paulista: a Consolação é monodirecional junto à calçada, no lado direito da rua em ambos sentidos. Implantada após pressão do Bike Zona Sul e outros coletivos (veja aqui). A da Paulista também é uma conquista de todos após muita pressão, infelizmente, mortes.
  7. Ciclofaixa da Rua Honduras: bidirecional junto à calçada, passa pelo Jardim Europa e vai até o Parque do Ibirapuera / ciclofaixa da Rua Manoel da Nóbrega. Foi uma das primeiras implantadas pela gestão de Fernando Haddad e houve pressão popular após alguns moradores se posicionarem contra.

 

AS CONEXÕES ESSENCIAIS

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  1. Ligação da Rua Artur de Azevedo: trecho curto (são somente 2 quadras!) que pode ser sinalizado com ciclofaixa. É necessário tomar cuidado extra no cruzamento com a Av.Henrique Schaumann.
  2. Rua Estados Unidos: outro trecho curto (3 quadras!) que pode ser sinalizado com ciclofaixa para ser uma rota segura entre as ciclofaixas da Artur de Azevedo, João de Moura e Honduras.
  3. Rua da Consolação (sentido Av.Brasil): poderia ser bidirecional junto à calçada, substituindo vagas de estacionamento em um dos lados da rua. Pelo que sabemos já possui projeto.
  4. Ligação entre a Sumaré/Paulo VI e a João de Moura: um trecho de aproximadamente 50 metros, é necessário reprogramar o farol e melhorar a sinalização da travessia de ciclistas ligando a ciclovia da Sumaré/Paulo VI e a ciclofaixa da João de Moura.
  5. Av. Doutor Arnaldo / Rua Teodoro Sampaio: trecho crítico, ambas ruas tem calçadas estreitas e faixas de ônibus. Na Teodoro a melhor opção é substituir a faixa de rolamento da esquerda por uma ciclofaixa bidirecional. Na Doutor Arnaldo pode ser estudada uma ciclovia no canteiro central seguindo o padrão da Paulista ou Vergueiro, mas são necessárias obras devido aos pontos de ônibus.
  6. Rua Oscar Freire: uma ciclofaixa ligaria a Teodoro Sampaio com a Consolação passando pela ciclofaixa da Artur de Azevedo. O mais simples é substituir as vagas de estacionamento do lado direito da rua.

OUTRAS CICLOVIAS/CICLOFAIXAS QUE SERIAM ÚTEIS

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  1. Avenidas Henrique Schaumann / Brasil: possuem várias faixas de rolamentos, mas calçadas estreitas e nenhuma infraestrutura para ciclistas. Poderia ser construída uma ciclovia no canteiro central de ambas, que é bem largo. Essa ciclovia de canteiro central poderia seguir o padrão da ciclovia da Faria Lima.
  2. Av. Rebouças: muito utilizada por ciclistas, poderia ser implantada uma ciclofaixa no mesmo modelo da existente na Rua da Consolação. Também poderia se conectar  com a estação Fradique Coutinho.
  3. Av. Doutor Arnaldo: a obra mais difícil desse post, poderia ser no canteiro central ou lado direito, mas teria que ser segregada devido às curvas e volume de veículos na avenida. Ligaria o Terminal Vila Madalena até a Av. Paulista.
  4. Rua Cardeal Arcoverde: poderia ser feita uma ciclofaixa do lado esquerdo da rua, ligando as ciclovias da Faria Lima e Sumaré/Paulo VI.

Com os mapas acima podemos perceber que existem algumas ciclovias/ciclofaixas no entorno da Avenida Rebouças, mas que elas ainda não estão conectadas. Apesar de haver alguma estrutura, o ciclista corre riscos em várias vias muito movimentadas, como as avenidas Henrique Schaumann, Brasil e a própria Rebouças. Trechos críticos como o cruzamento da Rebouças com a Henrique Schaumann não possuem nenhuma estrutura, o que deixa o ciclista em perigo.

Precisamos de mais ciclovias e ciclofaixas para ter a segurança no trânsito e proteger pessoas. A maioria das sugestões que apresentamos é simples e de baixo custo, podendo ser concluída rapidamente, o que evitará colisões, atropelamentos e mortes. Esperamos que o novo plano cicloviário considere sugestões como as nossas e seja focado em ciclistas e pedestres, como mandam o Código de Trânsito Brasileiro e o Plano Nacional de Mobilidade Urbana.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas

#PrioridadeParaOsPedestres #SãoPauloPrasPessoas


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Novo sistema de compartilhamento de bicicletas!

Na quinta passada compartilhamos a novidade que encontramos pelas ruas da cidade: uma bike do sistema de compartilhamento sem estações!

 

Nos últimos dias pesquisamos, entramos em contato com a Yellow, baixamos o aplicativo e encontramos outras bicicletas deles pela cidade. No aplicativo, a previsão é que a Yellow comece a operar dia 01/08. Abaixo, temos algumas fotos que a equipe do Bike Zona Sul tirou durante a semana.

A Yellow é primeira empresa brasileira de aluguel de bicicletas compartilhadas sem estação, pois as bikes possuem GPS. Elas vão ficar disponíveis em qualquer lugar, pois possuem uma trava na roda traseira.

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A trava preta por cima do paralamas. (Foto: Thomas Wang/Bike Zona Sul)

Por enquanto, as bikes amarelas espalhadas por São Paulo parecem ser parte da campanha de comunicação da empresa… Ao compartilhar a foto da bicicleta, talvez o ciclista ganhe um plano para testar o sistema, conforme post deles no Instagram:

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Yellow no Instagram.

Estamos ansiosos para ver como vai funcionar! Esperamos que tenha preços acessíveis e possa ser utilizado em toda cidade, sem distinção de bairros e sem burocracia!

Enquanto isso nos perguntamos: e as outras empresas? Quando as novas vão começar a operar? As atuais pretendem ampliar os sistemas? Será que também irão operar nas periferias?

Como é  possível ver abaixo, o Bike Sampa (patrocinado pelo Itaú e operado pela Tembici) ainda se concentra em um trecho da Zona Oeste. Atualmente só existem estações entre a Praça Panamericana, Avenida Brasil e Avenida dos Bandeirantes. Antes o sistema atendia uma área maior da cidade, passando pela Vila Clementino, Brooklin, Tatuapé, Mooca, Centro, Vila Leopoldina, Lapa e Pinheiros. Quando será que vai abranger todas esses bairros novamente?

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Mapa das estações atuais do BikeSampa (Tembici)

Além disso, o que o poder público está fazendo a respeito? A regulamentação adotada é fraca e quase não possui incentivos para as empresas que desejam atuar no ramo. É necessário que a Secretaria de Mobilidade e Transportes credencie mais empresas e, ao mesmo tempo, implante mais ciclovias. Também é necessário que as Prefeituras Regionais autorizem a instalação de estações de compartilhamento de bicicletas.

Apesar da parte regulatória ter sido definida pela SMT, as Prefeituras Regionais estão cooperando? Pois é de interesse dos cidadãos que esses sistemas sejam ampliados e atendam às necessidades das pessoas. Por exemplo, para instalar as estações são necessárias autorizações das Prefeituras Regionais, elas estão sendo emitidas? Onde os cidadãos podem acompanhar esse tipo de processo? Existem prazos?

Ficam os questionamentos do Bike Zona Sul à Prefeitura de São Paulo e suas Prefeituras Regionais. Infelizmente essa gestão não tem dialogado com entidades civis, coletivos e associações. Esperamos que o panorama melhore e os gestores públicos voltem a ouvir a população que os elegeu.

(Equipe Bike Zona Sul: Alex Gomes / Carla Moraes / Paulo Alves / Ianca Loureiro / Thomas Wang)

#BikeZonaSul  #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas
#CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas


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