HOJE: Audiência pública sobre a Ciclopassarela da Ponte Eusébio Matoso

Hoje, 18/04, ocorrerá a audiência sobre a ciclopassarela da Ponte Eusébio Matoso!
Será na Prefeitura Regional de Pinheiros (Av. Nações Unidas, 7123), às 18h.

A Prefeitura Regional de Pinheiros fica bem próxima da estação-terminal Pinheiros, sendo de fácil acesso a partir do Metrô/CPTM.

A ciclopassarela trará segurança para pedestres e ciclistas que atravessam a Ponte Eusébio Matoso todos os dias! Atualmente ambos enfrentam grandes dificuldades devido à falta de estruturas seguras, como a ciclovia, calçadas e travessias adequadas.
Um destaque: a obra já tem projeto e financiamento, que será pago por empresas que fazem parte da Operação Urbana Faria Lima. As ciclovias das pontes Eusébio Matoso, Cidade Universitária e Jaguaré serão financiadas através desses recursos.
É importante que muitos ciclistas compareçam, em especial os da região. Precisamos demonstrar que estamos unidos e que continuamos lutando por nossa segurança! Ciclovias não são orégano, elas são o primeiro passo para tornar o trânsito mais seguro para quem pedala!
Assine a petição e vamos pressionar o poder público!
www.change.org/CicloviaNaEusebioMatosoVeja o evento clicando aqui!

 

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Opinião: buzinar não é ‘ajudar’ o ciclista

Recentemente um motorista grudou em minha traseira buzinando freneticamente. Quando paramos no farol, encostei do lado dele e perguntei porque ele estava buzinando. Ele disse que buzinou várias vezes para me ‘ajudar’. Perguntei como ele esperava me ajudar buzinando. Segundo ele, isso era para eu sair da pista e ir para calçada, o que me protegeria.

Citei o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que diz:
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

A lei diz que o ciclista deve andar ‘na rua’, nas faixas comuns, assim como os demais veículos. A calçada é dos pedestres, exceto em casos específicos:
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.

O motorista em questão continuava insistindo que não existe lei e que lugar de bicicleta é na calçada, provando sua ignorância mesmo com alguém citando a lei para ele. Como ele não queria aceitar a lei, encerrei a discussão falando para ele procurar conhecer as leis e que ele poderia pesquisar no Google para se informar. Quando comecei a ir embora ele me xingou e me mandou ‘para aquele lugar‘,  sorri e retribui falando: “Mesmo que você queira ir pra lá, ainda vou chegar antes de você”. Um motociclista que tinha acompanhado a discussão se divertiu com a minha resposta.

O problema não é desconhecer a lei, mas insistir na ignorância. Ainda mais quando alguém está tentando te explicar algo numa boa. Nessa situação, o que aquele motorista queria é que eu saísse da frente dele, mesmo com a preferência sendo minha (conforme abaixo):
Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
(…)
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Ele não estava disposto a ter um ciclista na frente dele, mesmo com o trânsito parado (tanto que paramos no farol e eu fui falar com ele). Ele não aceitava o fato de uma bicicleta estar indo na mesma velocidade que ele. Buzinar foi a ‘solução’ encontrada por ele, usando como justificativa (ou desculpa esfarrapada) que ele queria me ajudar. Buzinar não é ajudar o ciclista, é tentar assustar ele. Assustá-lo para que ele dê passagem aos carros, o que ele não é obrigado a fazer. Pelo Código de Trânsito, os motoristas devem esperar e dar preferência para quem pedala.

Então, quando estiver dirigindo, deixe os ciclistas em paz. No máximo dê uma buzinada leve caso vá ultrapassar uma pessoa pedalando. E sempre respeite a distância mínima de 1,5 metro, conforme abaixo:
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração – média;
Penalidade – multa.

E, ciclistas, não tenham medo. Percebam a situação, caso haja segurança, converse com o motorista e explique as leis. A maioria não as conhece e não sabe como suas ações nos colocam em risco. Tenha paciência, relembre que todos somos humanos e aprendemos com os nossos erros. Só com muita paciência, educação, fiscalização e estrutura teremos uma cidade mais segura e mais humana.

 

Conheça mais sobre o Código de Trânsito Brasileiro neste post do Vá de Bike.

Sugestão de leitura: Furar o farol não é ‘acidente’

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Como tornar o Parque do Ibirapuera mais acessível para pedestres

Um dos marcos da cidade de São Paulo é o Parque do Ibirapuera, terceiro maior parque da cidade, atrás dos parques do Carmo e Anhanguera. Localizado entre as zonas Sul, Oeste e o Centro, ele é parada obrigatória para turistas e um dos oásis dos paulistanos.

Apesar de ser um oásis para a maioria dos frequentadores, muitos sofrem para chegar ao parque. Isso acontece pois não há estação de Metrô/CPTM próxima, as linhas de ônibus são cheias e não há calçadas nem ciclovias suficientes no entorno do parque.

 

Todos esses fatores tornam o parque menos atrativo para os paulistanos, morem perto do parque ou não. É comum moradores da Vila Mariana, bairro adjacente ao parque, irem de carro devido à falta de transporte público, calçadas e ciclovias. Neste post vamos apontar locais que podem receber faixas de pedestres no entorno parque. Num próximo post falaremos de melhorias para ciclistas.

Mesmo o parque recebendo milhares de visitantes todos os dias, a vizinhança não é amigável para pedestres. O entorno conta com poucas faixas de pedestres, a começar pela Avenida Quarto Centenário (imagem 1). Nela, já é possível perceber que não existem travessias em todos cruzamentos, o que coloca as pessoas em risco.

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Imagem 1: Av. Quarto Centenário (Google Maps alterado)

 

 

Já na Avenida República do Líbano quase não existem travessias. Existem apenas 3 ao longo de toda avenida: no cruzamento com a Av. Quarto Centenário, no Portão 7 e no Portão 8 (imagem 2, logo abaixo). Um detalhe importante: esse trecho possui várias clínicas médicas e residências, com muito potencial para pedestres.

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Imagem 2: Av. República do Líbano (Google Maps alterado)

O trecho da Avenida Pedro Álvares Cabral, que compreende da Avenida Brigadeiro Luís Antônio até a Av. 23 de Maio, também possui travessias insuficientes (imagem 3). Na maioria dos casos, o pedestre é obrigado a percorrer distâncias maiores que uma travessia direta. Isso acontece pois não há sinalização em todos cruzamentos. No Monumento Às Bandeiras, por exemplo, o pedestre precisa fazer uma travessia de quatro fases para andar uma quadra. Por que não implantar outras faixas e aumentar o tempo dos semáforos de pedestres?

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Imagem 3: Av. Pedro Álvares Cabral (Google Maps alterado)

Por fim, temos o trecho da Av. 23 de Maio. Por se tratar de uma via expressa, a instalação de faixas de pedestres requer mais cuidado. Considerando a região, sugeri apenas travessias fora da expressa. Elas ficam todas em trechos nos quais é possível instalar a sinalização adequada sem nenhuma obra.

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Imagem 4: Av. 23 de Maio (Google Maps alterado)

De forma bastante simples, esse post busca demonstrar como é possível melhorar a região do Parque do Ibirapuera. Queremos construir uma cidade mais segura e mais humana, que tal se começarmos facilitando a vida dos pedestres? Ainda mais no parque mais famoso de São Paulo, onde passam milhares de pessoas 🙂

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Ciclistas cobram ciclovia em viaduto inaugurado pela SP Obras

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Print do post da SPObras sobre o viaduto da Av. Dr. Lino de Moraes Leme (Facebook)

No dia 24 de março a SPObras, empresa da Prefeitura da Cidade de São Paulo, inaugurou o viaduto da Avenida Doutor Lino de Moraes Leme, na Zona Sul. O viaduto passa sobre a Av. Jornalista Roberto Marinho (antiga Águas Espraiadas), ligando o Jardim Aeroporto com os bairros da Vila Mascote/Vila Santa Catarina.

Esperada pelos moradores há tanto tempo, a obra veio incompleta. O novo viaduto não possui ciclovia, algo que está sendo duramente criticado no Facebook da SPObras. Vários cidadãos questionaram porque o viaduto ainda não possui ciclovia, algo que é obrigatório por lei.

A Lei 10.907, regulamentada pelo Decreto 34.853, é clara: “Fica estabelecido para as construções de avenidas, no Município de São Paulo, a partir da publicação desta lei, da obrigatoriedade de demarcação, de espaços para ciclovias.“. Ou seja, toda nova avenida, túnel, ponte ou viaduto que for construída deve vir com ciclovia.

Novamente, a SPObras descumpre essa lei. Casos como o da Av. Santo Amaro, que será requalificada sem ciclovia, da Av. Cecilia Lottemberg e da Av. Chucri Zaidan deixam claro o descaso dessa empresa pública com a segurança dos cidadãos que se deslocam de bicicleta. Nos casos citados, até agora a estrutura cicloviária não existe ou está incompleta. Na Santo Amaro não será feita ciclovia (entenda aqui).Na Cecília Lottemberg ainda faltam tachões, segregadores e parte da sinalização (veja aqui). Na Chucri Zaidan, foram instalados postes no espaço reservado para a ciclovia (veja aqui).

Sobre a Avenida Santo Amaro, assine o abaixo-assinado clicando aqui.

Nas imagens abaixo é possível perceber que a SPObras não responde aos questionamentos dos cidadãos. Ao mesmo tempo tenta colocar a culpa na CET, que deveria ser responsável pelo projeto do viaduto e da ciclovia. Independente de quem seja a responsabilidade, é preciso que a ciclovia seja implantada o quanto antes. É preciso que a SPObras, como empresa pública, siga a legislação municipal. É preciso implantar a ciclovia pois não podemos colocar as pessoas em risco.

Cabe a nós, cidadãos, continuar cobrando a SPObras e a CET. Ambas continuam descumprindo a lei e, dessa forma, colocando vidas em risco. Entre na página da SPObras clicando aqui e questione a falta de ciclovia no novo viaduto da Avenida Doutor Lino de Moraes Leme. Compartilhe esse post e vamos pressionar o poder público para que ele siga as leis e implante ciclovias para proteger pessoas!

Abaixo, a lei na íntegra:

LEI Nº 10.907, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1990.

(Regulamentada pelo Decreto nº 34.854/1995)
DISPÕE SOBRE A DESTINAÇÃO DE ESPAÇOS PARA CICLOVIAS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

(P.L. nº 382/89 – Vereador Walter Feldman)

Eduardo Matarazzo Suplicy, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, nos termos do § 7º do art. 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo promulga a seguinte Lei:

Art. 1º Fica estabelecido para as construções de avenidas, no Município de São Paulo, a partir da publicação desta lei, da obrigatoriedade de demarcação, de espaços para ciclovias.

Parágrafo Único. Entende-se por ciclovias, espaços demarcados no leito carroçável de avenidas, exclusivas para veículos que não contenham tração motora.

Art. 2º Fica estabelecido nas atuais avenidas, de acesso aos parques públicos do município, demarcação de ciclo-faixas, destinadas aos usuários nos sábados e domingos

Art. 3º As despesas decorrentes desta lei, correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 4º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Câmara Municipal de São Paulo, 18 de dezembro de 1990.

EDUARDO MATARAZZO SUPLICY
Presidente 

Faça sua parte, questione a SPObras clicando aqui e pressione a Prefeitura para que a Avenida Santo Amaro tenha uma ciclovia clicando aqui.

 

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang / Paulo Alves)

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Como foi a audiência pública da ciclovia da Rua Domingos de Morais

No dia 13 de março o Bike Zona Sul participou da audiência pública sobre a ciclovia da Rua Domingos de Morais. Estavam presentes moradores, comerciantes e ciclistas dos bairros da  Vila Mariana, Vila Clementino, Saúde, Indianópolis, Ipiranga e Cursino. Também estavam presentes representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), além de outras entidades como o Vá de Bike, Ciclocidade, CicloBR e o Muda Mooca, parceiros do BZS. Também vale destacar a presença de muitos ciclistas da região que não são afiliados a nenhuma entidade,  famílias com crianças pequenas que se deslocam de bicicleta diariamente e também da UNIFESP, que possui diversas instalações na Vila Clementino.

O secretário Sérgio Avelleda iniciou a audiência explicando que a Prefeitura tem utilizado o portal SP156 e o aplicativo Strava para mensurar o uso de ciclovias. Por isso, é importante que os ciclistas solicitem novas ciclovias através do SP156. Em seguida, foi apresentado o projeto da ciclovia, que será feita em 4 trechos distintos, conforme abaixo:

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Trecho 1 (azul claro) —  Da estação Vila Mariana (onde se inicia a ciclovia da R.Vergueiro) até a R.Sena Madureira, onde há cruzamento para as ruas Monsenhor Manuel Vicente/ Maurício Francisco Klabin, em frente ao supermercado Pastorinho. Nesse trecho a ciclovia será bidirecional sobre o canteiro central, que será alargado.

Trecho 2 (laranja) — Da R.Sena Madureira até as ruas Borges Lagoa/Pedro de Toledo. Nesse trecho a ciclovia passa a ser ao lado do canteiro central, substituindo uma das faixas de rolamento atuais.

Trecho 3 (rosa) —  Partindo da Borges Lagoa/Pedro de Toledo até a Rua Luis Góis, passando pelo trecho onde estavam as obras do Metrô Lilás. Nesse trecho a ciclovia será elevada sobre o canteiro central, conforme um trecho já entregue pelo Metrô (que tem uns 30 metros).

Trecho 4 (azul escuro) — Da Rua Luis Góis até a Alameda dos Boninas, onde começa a ciclovia da Avenida Jabaquara. Esse trecho curto será elevada e junto ao canteiro central, substituindo uma das pistas atuais.

Segundo a CET, a ciclovia deve ser bidirecional na maioria dos trechos e terá pelo menos 2,5 metros de largura. Como existem árvores na maior parte do trecho, imaginamos que a ciclovia da Rua Domingos de Morais terá trechos parecidos com a da Hélio Pellegrino e Bernardino de Campos. O trecho 3 seguirá o padrão adotado na Av.Paulista.

A implantação da ciclovia não será feita e nem paga pela Prefeitura, pois se trata de uma compensação de impacto viário. Isso quer dizer que um pólo gerador de tráfego (como um shopping ou escola, por exemplo) será responsável pela obra. Isso é uma compensação pelo impacto que uma reforma ou ampliação desse pólo causará à região. No caso, o pólo em questão é a ABEC, uma associação ligada ao Colégio Marista Arquidiocesano Santa Cruz. Para o colégio é importante concluir a obra o quanto antes pois ela é uma exigência para que ele esteja regularizado. Entretanto, isso não é uma garantia de que a obra será feita. Como a obra fica sob responsabilidade do pólo gerador de tráfego, a Prefeitura não tem controle sobre as datas ou qualidade dos materiais, cabendo à ela fiscalizar a obra. Entretanto, o secretário Avelleda afirmou que a obra será iniciada “nas próximas semanas”.

Durante a audiência os moradores cobraram outras ligações cicloviárias importantes para a região, listadas conforme abaixo:

  • Ruas Lins de Vasconcelos / Dona Júlia – ligando as ciclovias da Vergueiro / Domingos de Morais / Dionísio da Costa / Madre Cabrini
  • Rua Sena Madureira – ligando a ciclovia da R.Domingos de Morais ao Parque do Ibirapuera
  • Av. Ricardo Jafet / Prof. Abraão de Morais – ligando as ciclovias do Ipiranga, Saúde e Cursino [veja mais aqui]
  • Avs. Indianópolis / República do Líbano – ligando Vila Clementino / Vila Mariana / Moema [veja mais aqui]
  • Av. José Maria Whitaker
  • Av.  Engenheiro George Corbisier [veja mais aqui]
  • Ruas Luis Góis / 11 de Junho [veja mais aqui]

Leia mais sobre essas ligações aqui: Como conectar as ciclovias pela Vila Clementino

Também foram cobradas ciclovias em outras regiões:

  • Ipiranga e Cambuci, no entorno do Museu do Ipiranga / Parque da Independência. Moradores da região cobraram a CET quanto à ciclovia da Ricardo Jafet, com obras paradas desde o início de 2017.
  • Zona Oeste – Avenida Brasil, Av.Dr. Arnaldo, Av. Heitor Penteado e ligação com Pinheiros e ciclovia da Av. Sumaré

A UNIFESP, que possui um hospital, faculdade e diversas instalações na Vila Clementino se posicionou a favor da ciclovia na Rua Domingos de Morais. Além disso, reforçou que a ciclovia da Rua Coronel Lisboa não deve ser retirada. A universidade também sugeriu uma ligação entre o Parque do Ibirapuera, as ciclovias da R.Coronel Lisboa e R.Domingos de Morais, além da Av. José Maria Whitaker passando pelo hospital e faculdade.

Durante a audiência a CET foi cobrada sobre diversos pontos, listados abaixo:

  • Fiscalização nas ciclovias existentes (com radares e fiscais)
  • Manutenção (recapeamento e ressinalização) das ciclovias da França Pinto e Coronel Lisboa
  • Instalação de placas de convivência aos motoristas, ciclistas e pedestres, em especial na R.Augusta, Paulista e Faria Lima
  • Fiscalização das obras do Asfalto Novo, pois diminuíram o tamanho de ciclovias e faixas de pedestres, assim como o uso de material de baixa qualidade
  • Bicicletários nos terminais de ônibus e Metrô/CPTM, com ênfase no Vila Mariana e Santa Cruz, mas citaram outros), Avelleda disse que nos terminais que a SPTrans vai conceder para inciativa privada vai ter bicicletário + “vamos falar com o secretário responsável pelos terminais do Metrô e CPTM”
  • Foi questionado o valor da obra (secretário não sabia), orçamento para ciclovias (~R$8 milhões), prazo de entrega (Prefeitura não respondeu), custos do Asfalto Novo (
  • Foi questionada a origem do dinheiro do programa Asfalto Novo e porque esse dinheiro não está sendo usado em calçadas, ciclovias e faixas de ônibu
  • Críticas à CET/Secretaria de Mobilidade e Transportes por nenhuma ciclovia ter sido entregue em 2017 (o secretário Avelleda disse que o orçamento de investimentos foi cancelado)

Quanto à ciclofaixa das ruas Madre Cabrini-Coronel Lisboa, é importante que ela seja mantida pois se trata de uma importante ciclovia para a Vila Clementino, sendo utilizada para acessar a UNIFESP e o Hospital São Paulo. Ao mesmo tempo, a ciclovia da R.Domingos de Morais tem a função de ligar a Zona Sul ao Centro. O secretário Sérgio Avelleda afirmou que a ciclofaixa da Coronel Lisboa não enáo será retirada e nem poderia ser removida sem antes uma audiência pública específica para abordar este tema.

A notícia parece boa, mas é importante continuarmos cobrando a Prefeitura até a ciclovia estar concluída! Vamos pressionar e tirar as ciclovias do papel! Assine e compartilhe nossas petições:

www.change.org/CicloviaNaDomingos

www.change.org/InterligarAsCiclovias

 

Veja parte da audiência aqui!

Leia mais sobre a audiência no texto do Lucian de Paula, um dos companheiros do Bike Zona Sul na audiência!

Entenda mais sobre as ligações cicloviárias do Sudeste de São Paulo aqui.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang / Paulo Alves / Marivaldo Lopes)

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Opinião: furar o farol não é ‘acidente’

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“Evite acidentes” (foto: Thomas Wang/BZS)
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“Quem respeita a vida respeita o semáforo” (foto: Thomas Wang/BZS)

A primeira vista as fotos acima não tem nada de especial, apenas o trânsito parado na Rua Vergueiro. Sabemos que é um domingo pois temos um guarda sol da ciclofaixa de lazer.

Entretanto, não é sobre o trânsito da Rua Vergueiro que  vamos falar. Esse trecho é sempre parado, independente da hora do dia. Isso não é novidade. E, todos sabemos, a região possui faixas de ônibus, duas linhas de Metrô e ciclovias, então não é necessário ir de carro para lá.

É sobre a mensagem no gigantesco painel eletrônico que vamos falar. Como podemos ver nas fotos, é uma mensagem com duas partes. Uma diz “Evite acidentes”. A outra diz “Quem respeita a vida respeita o semáforo“.

Acho que todo mundo sabe para que serve o semáforo. Até crianças sabem que verde quer dizer “siga“, amarelo quer dizer “atenção, diminua” e vermelho “pare“. A principal função dele é organizar cruzamentos, fazendo com que carros de vias diferentes tenham tempo para cruzar a via sem colidir com outros.

Se o motorista desrespeita o semáforo quando ele está vermelho, não é um ‘acidente’. Ele estava vermelho e o motorista sabe que devia esperar o sinal ficar verde. Se ele escolheu passar no vermelho e causou uma colisão, isso não é ‘acidente’. É um acidente para o motorista do outro carro, para quem o sinal estava verde. Esse motorista não tem culpa da colisão. Quem tem culpa é o motorista que ‘furou’ o semáforo.

Veja o exemplo prático:

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Se o semáforo está verde para o carro rosa, o carro azul deve esperar. Caso o carro azul passe no vermelho e atinja o carro rosa, o motorista do carro azul é culpado por causar uma colisão. Mas, para o motorista do carro rosa, se trata de um acidente, pois para ele o farol estava verde. Caso o carro rosa atinja o azul, continua sendo um acidente para o motorista do carro rosa, pois o semáforo estava verde para ele. Ainda se trata de uma colisão para o carro azul, pois o motorista sabia que não devia prosseguir.

Ou seja, a colisão não é um acidente pois o motorista do carro azul sabe que deve esperar. Ele sabe que deve esperar pois o semáforo está vermelho (fechado) para ele. Simples assim.

Quando a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vão entender que existe uma diferença entre “acidentes” e “colisões”?

Claro que há casos e casos, mas isso é o que diz o Código de Trânsito Brasileiro. Semáforo vermelho, espere abrir. Não cause colisões que resultam em mortes e feridos se não for necessário. Se for ‘furar’ o vermelho, tenha um bom motivo (como estar levando alguém ao hospital), tome o máximo de cuidado e sinalize suas ações.

Mas está na hora de todos entenderem que acidentes e colisões são coisas diferentes. Em especial a Prefeitura e a CET.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Registro Fixed Gear será lançado nesta sexta!

Nesta sexta o Bike Zona Sul participará do lançamento do livro Registro Fixed Gear! Uma das autoras do livro-reportagem é Ianca Loureiro, uma das editoras do Bike Zona Sul.

Na sexta teremos uma roda de conversa, boas companhias e muita troca de ideias! O evento começará às 18h, no Las Magrelas, uma bicicletaria-bar que fica na Rua Artur de Azevedo, 922, no bairro de Pinheiros.

Para mais informações, clique aqui e veja o evento no Facebook!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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A audiência pública sobre a ciclovia da Rua Domingos de Morais será no dia 13/03!

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Ciclistas na R.Domingos de Morais, altura da estação Santa Cruz. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Como já falamos nesse post, A Rua Domingos de Morais liga o Jabaquara ao Centro de São Paulo. Ela conecta o Centro e o Sudeste de São Paulo de forma direta, por isso é uma rota usual de ciclistas, mas ainda não conta com ciclovia! É por isso que o Bike Zona Sul criou um abaixo-assinado pressionando a Prefeitura de São Paulo a implantar uma ciclovia nesse trecho.

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A atual alternativa construída pela CET passa pelas ruas Madre Cabrini, Primeiro de Janeiro e Coronel Lisboa, paralelas à Domingos de Morais. Ela é muito boa para moradores e frequentadores da Vila Clementino, porém não faz sentido para ciclistas que fazem o caminho do Jabaquara ao Centro. Ela é um desvio grande e difícil, com cruzamentos demorados (pois os semáforos priorizam os carros) e possui ladeiras. Ciclovias em ladeiras são necessárias para proteger ciclistas e pedestres de motoristas imprudentes, mas obrigar o ciclista que já faz um caminho plano (como a Domingos) a desviar por uma rota mais longa, mais difícil e mais demorada não faz sentido nenhum!

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As fotos desse post ilustram a grande quantidade de ciclistas que usa o eixo Vergueiro-Domingos de Morais-Jabaquara, o que só reforça a necessidade de uma ciclovia na Rua Domingo de Morais!

Além de proteger quem já pedala nessa rota, uma ciclovia nela estimularia ciclistas ocasionais. Como exemplo cito meu pai e minha irmã, que tem medo de pedalar por causa dos motoristas irresponsáveis, estejam em carros, ônibus, caminhões ou motos.

É necessário garantir a segurança e o espaço de todo tipo de ciclista, o que só é possível com a construção de ciclovias e ciclofaixas. Por isso nós do Bike Zona Sul defendemos a criação de mais ciclovias e ciclofaixas.

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A ciclovia da Rua Domingos de Morais pode seguir o padrão das ciclovias da Rua Vergueiro e da Avenida Jabaquara, sendo unidirecional no canteiro central. Para isso basta demarcar a ciclovia no centro da avenida e ressinalizar as faixas de rolamento. É uma operação simples, barata e rápida!

Também é necessário conectar a ciclovia da Av.Jabaquara às demais do Sudeste, como a da Av. Eng.George Corbisier e da Av.Eng.Armando de Arruda Pereira (sobre essas duas, clique aqui). Criar uma rota segura entre essas duas ciclovias e a da Av.Jabaquara-Rua Vergueiro é fundamental para que os ciclistas da Zona Sul possam se deslocar em segurança! Quando essas conexões forem completadas, boa parte do Sudeste paulistano estará conectado à malha cicloviária de São Paulo, trazendo segurança à milhares de pessoas!

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Compareça à audiência pública no dia 13/03 às 18h na Prefeitura Regional da Vila Mariana!

Saiba mais no link do evento (clique aqui!)!

Vamos pressionar o poder público e tornar São Paulo melhor para todos!

Entenda mais sobre as ligações cicloviárias do Sudeste de São Paulo aqui.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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E as obras da ciclovia da Av.Chucri Zaidan?

As fotos acima deveriam mostrar as obras da ciclovia da Av. Dr. Chucri Zaidan. Como é possível perceber, há postes no meio do caminho! Como a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes pretende que os ciclistas trafeguem em segurança dessa forma?

 
Postes com placas de sinalização estão sendo colocados sobre o que deveria ser uma continuação da estrutura cicloviária no novo trecho da Av. Dr. Chucri Zaidan, algo que impossibilita o seu uso pela população.
 
Segundo o projeto original, que está sendo executado pela SPObras, o local deveria se tornar uma ciclovia, sendo que já recebeu alguns trechos rebaixados para acessibilidade das bicicletas.
 
No entanto, postes estão tomando conta do espaço de boa parte da futura Av. Cecília Lottenberg, que ainda não possui estrutura cicloviária.
 
Vale lembrar que a lei municipal nº 10.907 obriga a Prefeitura de São Paulo a implantar ciclovias em todas as novas avenidas da cidade! E, mais uma vez, isso está sendo descumprido pela gestão de João Doria.

 

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang / Fotos: Eduardo Raimond)

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Como conectar as ciclovias de Moema

Como conectar as ciclovias de Moema

Observação: o post contém vários links embutidos, pode clicar que eles vão abrir em novas guias do seu navegador, assim vc não perde esse post 😉

Observação 2: para não complicar vamos chamar todas as vias de ‘rua’, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Moema é um bairro quase perfeito para o ciclismo: plano, ruas largas, residências e comércios bem misturados. Mesmo assim,  a região é problemática para os ciclistas. Por quê? Porque o trânsito da região é carregado e o bairro possui poucas ciclovias/ciclofaixas.

A infraestrutura cicloviária atual

Segundo o mapa da infraestrutura cicloviária de São Paulo (disponível no site da CET e também abaixo), o bairro possui a seguinte estrutura cicloviária (em vermelho):

  1. Ciclofaixa das ruas Iraí/Pavão e Rouxinol/Aratãs: duas ciclofaixas unidirecionais que formam um retângulo incompleto na parte central do bairro.
  2. Ciclofaixa das alamedas dos Jurupis/Açocê: trecho bidirecional que liga a parte superior do bairro (mais próxima do Corredor Norte-Sul, com nomes indígenas) com o trecho 3.
  3. Ciclofaixa das ruas Nhambiquaras, Professor Ascendino Reis (monodirecionais) e Dr.Haberbeck Brandão (bidirecional): trecho que liga Moema à Vila Clementino.
  4. Ciclovia das avenidas Hélio Pellegrino e República do Líbano: feitas em canteiro central, ligam o Parque do Ibirapuera às ciclovias da Av. Luis Carlos Berrini e Av. Faria Lima, as duas que ‘escapam’ do mapa abaixo do logo da CET.
  5. Ciclorrotas das ruas Inhambu/Canário (parte inferior do bairro, de nomes de aves) e ciclorrotas das ruas Anapurus/Aratãs (parte superior, nomes indígenas). Não oferecem nenhuma segurança aos ciclistas, pois a única sinalização existente são placas de “rota de bicicleta” em algumas quadras.
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    A infraestrutura cicloviária atual. (fonte: CET)

    Ainda perto de Moema, temos algumas outras estruturas:

  6. Ciclofaixa das ruas Aratãs e Guatás: bidirecionais passando pelo Planalto Paulista e Saúde, indo até a 7.
  7. Ciclofaixa da Av.Jabaquara: unidirecional no canteiro central, vai de São Judas até o trecho 8.
  8. Ciclofaixa da Alameda dos Boninas/R.Coronel Lisboa/R.Madre Cabrini: bidirecional, vai até a ciclofaixa da Rua Vergueiro, na altura do Terminal Vila Mariana.
  9. Ciclofaixa da Av.Bosque da Saúde: bidirecional, vai até a Av.Ricardo Jafet, onde a Prefeitura parou a instalação da ciclofaixa no começo de 2017 e até agora não se posicionou a respeito. O Bike Zona Sul e a Ciclocidade fizeram uma contagem de ciclistas para provar a necessidade de uma ciclofaixa no trecho, veja os resultados aqui.

Se todas essas estruturas estão tão próximas, por que elas não estão conectadas? Quais seriam as melhores soluções para conectá-las? Já que conheço o bairro pois pedalo por ele para ir/vir para o trabalho, fiz algumas sugestões de conexões (em verde). Aqui elas foram organizadas na ordem que julguei o melhor custo/benefício da obra, colocando como critérios as ligações que elas fariam e o impacto que elas trariam. Veja no mapa abaixo:

As conexões essenciais

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As conexões essenciais.
  1. Av.República do Líbano: é uma rota muito utilizada por ciclistas pois é plana e reta, sendo uma continuação natural de quem vem do Parque do Ibirapuera para Moema. O tráfego de carros muito pesado e a maior parte dela possui um canteiro central largo o suficiente para uma ciclovia. Poderia seguir o padrão do trecho Hélio Pellegrino-Pq.Ibirapuera ou ser feito monodirecional junto ao canteiro central, como na Av. Jabaquara.
  2. Av.dos Aratãs/Alam.Anapurus: a Aratãs já é conhecida dos ciclistas pois possui ciclofaixas em dois trechos, então só seria necessário instalar uma ciclofaixa bidirecional entre as ciclofaixas existentes. Para conectar as monodirecionais existentes, a Anapurus poderia ganhar uma bidirecional com uma quadra.
  3. Ruas Rouxinol, Casa do Ator e Nova Cidade: com muitos carros e um cruzamento perigoso com a Av.Santo Amaro, uma ciclofaixa bidirecional seria extremamente útil para ligar Moema com as ciclovias das avenidas Hélio Pellegrino, Berrini e Faria Lima.
  4. Rua Inhambu: já é uma ciclorrota, por que não instalar uma ciclofaixa bidirecional e dar segurança aos ciclistas? Ela seria uma ligação importante dentro do bairro e também conectaria o bairro às ciclovias das avenidas Hélio Pellegrino-República do Líbano no trecho mais próximo do Parque do Ibirapuera.
  5. Av.Indianópolis: é uma rota muito utilizada pois é reta, poderia ter uma ciclofaixa junto ao canteiro central igual à da Av.Jabaquara. Ligaria Moema ao Metrô São Judas, passando pela ciclofaixa da Alameda dos Guatás.
  6. Av.José Maria Whitaker/R.Luis Góis: aproveitaria um pequeno trecho existente na Rua Guapiaçú e ligaria as ciclofaixas da Nhambiquaras-Prof.Ascendino-Haberbeck Brandão às da R.Coronel Lisboa/Alam.dos Boninas. O único problema é o trecho por baixo do viaduto da Av.Rubem Berta, que poderia ser bidirecional por baixo do viaduto, se tornando monodirecional e junto ao canteiro central na Whitaker. Na Luis Góis, uma ciclofaixa bidirecional seria o ideal.
  7. Av.Bosque da Saúde: um pequeno bônus seria completar a ciclofaixa já existente, pois falta uma quadra para ela se conectar com a da Av.Jabaquara.

Além dessas sugestões, também conversei com moradores da região e ciclistas que encontrei no caminho. Baseado nessas conversas, reuni outras sugestões que foram feitas.

Outras ciclofaixas que seriam úteis

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Sugestões feitas por moradores e ciclistas.
  1. Av.Ibirapuera: sonho da maioria dos ciclistas, uma avenida reta e plana, mas que é muito perigosa por conta dos carros e ônibus. Não sei como poderia ser feita, talvez canteiro central como na Berrini, mas acho que ele é estreito demais. Outra opção é fazer monodirecionais do lado direito, como na Rua da Consolação.
  2. Alam.dos Nhambiquaras: muito usada por ciclistas pois vem direto do Campo Belo e é plana. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional do lado esquerdo, já que no direito tem a faixa de ônibus.
  3. Alam.dos Maracatins: mesmo caso da Nhambiquaras, mas vai para o Campo Belo. Se a Nhambiquaras tiver uma bidirecional, talvez não seja necessário instalar uma na Maracatins, pois também temos a da Jurupis.
  4. Av.Juriti/Moema: rota muito usada para ciclistas que querem evitar a República do Líbano-Indianópolis. O trânsito vive parado, o que cria a possibilidade de ciclistas andarem ‘no corredor’ entre os carros. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional em qualquer um dos lados. Ligaria a ciclofaixa da Jurupis com a ciclovia da Hélio Pellegrino.
  5. Alam.dos Arapanés: muito usada por ciclistas que se deslocam no sentido Santo Amaro e tem medo do trânsito caótico da Av.Ibirapuera. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional como alternativa à Ibirapuera.
  6. R.Canário: seria uma opção segura na parte ‘baixa’ de Moema, que não possui nenhuma estrutura cicloviária.
  7. Av.Imarés/João Castaldi: usada para ciclistas que querem fugir da Av.dos Bandeirantes e seu tráfego pesado. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional da Av.Santo Amaro até o Corredor Norte-Sul.
  8. R.Araguari/Bertram/Visc.de Cachoeira/Diogo Jácome: seria uma ligação entre as ciclofaixas da Rouxinol/Pavão com a ciclovia da Hélio Pellegrino e outras que poderiam conectar essa parte do bairro. A Rua Bertram é ‘sem saída’ para carros, mas para pedestres e ciclistas chega na Hélio Pellegrino.
  9. Av.Santo Amaro: a Prefeitura tem um plano de requalificação da avenida toda, mas o plano não inclui ciclovia (entenda aqui). Temos que pressionar a Prefeitura se queremos uma ciclovia nela… Ajude clicando aqui!
  10. Av.Lavandisca/Jamaris: seria uma importante ligação no centro do bairro, dando opção às pessoas que se deslocam entre o Planalto Paulista e a Hélio Pellegrino.
  11. Alam.dos Tupiniquins: ligaria a ciclovia da Avenida Indianópolis com as suas paralelas dentro do bairro, tornaria o caminho de quem vem por ela mais curto, pois eles poderiam acessar o bairro antes dela ‘se afastar’ dele.

No terceiro mapa é possível perceber como Moema seria um ótimo bairro para ciclistas se todas essas estruturas fossem construídas. Mesmo que não sejam implantadas agora, vale a pena deixarmos nossas sugestões para o futuro… Lembrando que vamos continuar lutando para construir uma cidade segura para as pessoas, em especial pedestres e ciclistas 🙂

Bônus: conheça a ciclovia da Avenida Aratãs neste post: A ligação entre Indianópolis e Moema está quase completa!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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