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Opinião: primeiro a estrutura, depois as regras

A partir de abril, ciclistas e pedestres que cometerem infrações de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) poderão ser multados.

Confira a Resolução que uniformizou o procedimento de autuação nesses casos: http://bit.ly/Resolucao706

As regras para circulação de pedestres e ciclistas nas vias estão no CTB, artigos 254 e 255, respectivamente. Confira: http://bit.ly/CódigodeTransitoBrasileiro

Bike Zona Sul
Multas a ciclistas e pedestres
Acreditamos que primeiro se constrói toda a estrutura suficiente para que o ciclista e o pedestre se desloquem com segurança.
 
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) infelizmente não se baseia na lei de menor esforço, que coloca a mobilidade humana em primeiro plano, tornando esses deslocamentos mais fáceis, diretos e sem aclives. Pouco compreendem que a prioridade na cidade sempre deve ser dada aos ciclistas e pedestres, criando toda uma rede planejada e conectada para o deslocamento à pé e de bicicleta, especialmente na construção e reforma de avenidas.
 
Infelizmente não é o que acontece, por exemplo, na extensão da Chucri Zaidan (Av. Cecília Lottenberg), onde priorizaram mais uma vez o deslocamento dos carros e deixaram a ciclovia de lado com um mísero trecho “onde dava”.
 
Onde estão as faixas de pedestres ao menos a cada 50 metros, campanhas de educação, fiscalização, calçadas acessíveis, ciclovias interbairros ao longo de avenidas e intermunicipais nas rodovias? Será que novamente preferem excluir o “problema” ao invés de criar soluções em prol da prioridade à vida?
 
Acreditamos que depois que o governo fizer essas tarefas implantando toda a estrutura suficiente, pode-se punir quem atravessa fora da faixa, mesmo estando ela em um caminho lógico que liga pontos de interesse ou quem pedala fora da ciclovia ou em calçadas em avenidas com estrutura cicloviária em toda a sua extensão ligando bairros ou se conectando com outras ciclovias (só em sonho!).
 
#BikeZonaSul #LeisAbsurdas #MobilidadeAtiva #Prioridade #Bicicleta #Pedestre
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E as obras da ciclovia da Av.Chucri Zaidan?

As fotos acima deveriam mostrar as obras da ciclovia da Av. Dr. Chucri Zaidan. Como é possível perceber, há postes no meio do caminho! Como a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes pretende que os ciclistas trafeguem em segurança dessa forma?

 
Postes com placas de sinalização estão sendo colocados sobre o que deveria ser uma continuação da estrutura cicloviária no novo trecho da Av. Dr. Chucri Zaidan, algo que impossibilita o seu uso pela população.
 
Segundo o projeto original, que está sendo executado pela SPObras, o local deveria se tornar uma ciclovia, sendo que já recebeu alguns trechos rebaixados para acessibilidade das bicicletas.
 
No entanto, postes estão tomando conta do espaço de boa parte da futura Av. Cecília Lottenberg, que ainda não possui estrutura cicloviária.
 
Vale lembrar que a lei municipal nº 10.907 obriga a Prefeitura de São Paulo a implantar ciclovias em todas as novas avenidas da cidade! E, mais uma vez, isso está sendo descumprido pela gestão de João Doria.

 

(Equipe Bike Zona Sul: Paulo Alves e Thomas Wang / Fotos: Eduardo Raimond)

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #SãoPauloPrasPessoas


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Como conectar as ciclovias de Moema

Como conectar as ciclovias de Moema

Observação: o post contém vários links embutidos, pode clicar que eles vão abrir em novas guias do seu navegador, assim vc não perde esse post 😉

Observação 2: para não complicar vamos chamar todas as vias de ‘rua’, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Moema é um bairro quase perfeito para o ciclismo: plano, ruas largas, residências e comércios bem misturados. Mesmo assim,  a região é problemática para os ciclistas. Por quê? Porque o trânsito da região é carregado e o bairro possui poucas ciclovias/ciclofaixas.

A infraestrutura cicloviária atual

Segundo o mapa da infraestrutura cicloviária de São Paulo (disponível no site da CET e também abaixo), o bairro possui a seguinte estrutura cicloviária (em vermelho):

  1. Ciclofaixa das ruas Iraí/Pavão e Rouxinol/Aratãs: duas ciclofaixas unidirecionais que formam um retângulo incompleto na parte central do bairro.
  2. Ciclofaixa das alamedas dos Jurupis/Açocê: trecho bidirecional que liga a parte superior do bairro (mais próxima do Corredor Norte-Sul, com nomes indígenas) com o trecho 3.
  3. Ciclofaixa das ruas Nhambiquaras, Professor Ascendino Reis (monodirecionais) e Dr.Haberbeck Brandão (bidirecional): trecho que liga Moema à Vila Clementino.
  4. Ciclovia das avenidas Hélio Pellegrino e República do Líbano: feitas em canteiro central, ligam o Parque do Ibirapuera às ciclovias da Av. Luis Carlos Berrini e Av. Faria Lima, as duas que ‘escapam’ do mapa abaixo do logo da CET.
  5. Ciclorrotas das ruas Inhambu/Canário (parte inferior do bairro, de nomes de aves) e ciclorrotas das ruas Anapurus/Aratãs (parte superior, nomes indígenas). Não oferecem nenhuma segurança aos ciclistas, pois a única sinalização existente são placas de “rota de bicicleta” em algumas quadras.
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    A infraestrutura cicloviária atual. (fonte: CET)

    Ainda perto de Moema, temos algumas outras estruturas:

  6. Ciclofaixa das ruas Aratãs e Guatás: bidirecionais passando pelo Planalto Paulista e Saúde, indo até a 7.
  7. Ciclofaixa da Av.Jabaquara: unidirecional no canteiro central, vai de São Judas até o trecho 8.
  8. Ciclofaixa da Alameda dos Boninas/R.Coronel Lisboa/R.Madre Cabrini: bidirecional, vai até a ciclofaixa da Rua Vergueiro, na altura do Terminal Vila Mariana.
  9. Ciclofaixa da Av.Bosque da Saúde: bidirecional, vai até a Av.Ricardo Jafet, onde a Prefeitura parou a instalação da ciclofaixa no começo de 2017 e até agora não se posicionou a respeito. O Bike Zona Sul e a Ciclocidade fizeram uma contagem de ciclistas para provar a necessidade de uma ciclofaixa no trecho, veja os resultados aqui.

Se todas essas estruturas estão tão próximas, por que elas não estão conectadas? Quais seriam as melhores soluções para conectá-las? Já que conheço o bairro pois pedalo por ele para ir/vir para o trabalho, fiz algumas sugestões de conexões (em verde). Aqui elas foram organizadas na ordem que julguei o melhor custo/benefício da obra, colocando como critérios as ligações que elas fariam e o impacto que elas trariam. Veja no mapa abaixo:

As conexões essenciais

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As conexões essenciais.
  1. Av.República do Líbano: é uma rota muito utilizada por ciclistas pois é plana e reta, sendo uma continuação natural de quem vem do Parque do Ibirapuera para Moema. O tráfego de carros muito pesado e a maior parte dela possui um canteiro central largo o suficiente para uma ciclovia. Poderia seguir o padrão do trecho Hélio Pellegrino-Pq.Ibirapuera ou ser feito monodirecional junto ao canteiro central, como na Av. Jabaquara.
  2. Av.dos Aratãs/Alam.Anapurus: a Aratãs já é conhecida dos ciclistas pois possui ciclofaixas em dois trechos, então só seria necessário instalar uma ciclofaixa bidirecional entre as ciclofaixas existentes. Para conectar as monodirecionais existentes, a Anapurus poderia ganhar uma bidirecional com uma quadra.
  3. Ruas Rouxinol, Casa do Ator e Nova Cidade: com muitos carros e um cruzamento perigoso com a Av.Santo Amaro, uma ciclofaixa bidirecional seria extremamente útil para ligar Moema com as ciclovias das avenidas Hélio Pellegrino, Berrini e Faria Lima.
  4. Rua Inhambu: já é uma ciclorrota, por que não instalar uma ciclofaixa bidirecional e dar segurança aos ciclistas? Ela seria uma ligação importante dentro do bairro e também conectaria o bairro às ciclovias das avenidas Hélio Pellegrino-República do Líbano no trecho mais próximo do Parque do Ibirapuera.
  5. Av.Indianópolis: é uma rota muito utilizada pois é reta, poderia ter uma ciclofaixa junto ao canteiro central igual à da Av.Jabaquara. Ligaria Moema ao Metrô São Judas, passando pela ciclofaixa da Alameda dos Guatás.
  6. Av.José Maria Whitaker/R.Luis Góis: aproveitaria um pequeno trecho existente na Rua Guapiaçú e ligaria as ciclofaixas da Nhambiquaras-Prof.Ascendino-Haberbeck Brandão às da R.Coronel Lisboa/Alam.dos Boninas. O único problema é o trecho por baixo do viaduto da Av.Rubem Berta, que poderia ser bidirecional por baixo do viaduto, se tornando monodirecional e junto ao canteiro central na Whitaker. Na Luis Góis, uma ciclofaixa bidirecional seria o ideal.
  7. Av.Bosque da Saúde: um pequeno bônus seria completar a ciclofaixa já existente, pois falta uma quadra para ela se conectar com a da Av.Jabaquara.

Além dessas sugestões, também conversei com moradores da região e ciclistas que encontrei no caminho. Baseado nessas conversas, reuni outras sugestões que foram feitas.

Outras ciclofaixas que seriam úteis

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Sugestões feitas por moradores e ciclistas.
  1. Av.Ibirapuera: sonho da maioria dos ciclistas, uma avenida reta e plana, mas que é muito perigosa por conta dos carros e ônibus. Não sei como poderia ser feita, talvez canteiro central como na Berrini, mas acho que ele é estreito demais. Outra opção é fazer monodirecionais do lado direito, como na Rua da Consolação.
  2. Alam.dos Nhambiquaras: muito usada por ciclistas pois vem direto do Campo Belo e é plana. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional do lado esquerdo, já que no direito tem a faixa de ônibus.
  3. Alam.dos Maracatins: mesmo caso da Nhambiquaras, mas vai para o Campo Belo. Se a Nhambiquaras tiver uma bidirecional, talvez não seja necessário instalar uma na Maracatins, pois também temos a da Jurupis.
  4. Av.Juriti/Moema: rota muito usada para ciclistas que querem evitar a República do Líbano-Indianópolis. O trânsito vive parado, o que cria a possibilidade de ciclistas andarem ‘no corredor’ entre os carros. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional em qualquer um dos lados. Ligaria a ciclofaixa da Jurupis com a ciclovia da Hélio Pellegrino.
  5. Alam.dos Arapanés: muito usada por ciclistas que se deslocam no sentido Santo Amaro e tem medo do trânsito caótico da Av.Ibirapuera. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional como alternativa à Ibirapuera.
  6. R.Canário: seria uma opção segura na parte ‘baixa’ de Moema, que não possui nenhuma estrutura cicloviária.
  7. Av.Imarés/João Castaldi: usada para ciclistas que querem fugir da Av.dos Bandeirantes e seu tráfego pesado. Poderia ter uma ciclofaixa bidirecional da Av.Santo Amaro até o Corredor Norte-Sul.
  8. R.Araguari/Bertram/Visc.de Cachoeira/Diogo Jácome: seria uma ligação entre as ciclofaixas da Rouxinol/Pavão com a ciclovia da Hélio Pellegrino e outras que poderiam conectar essa parte do bairro. A Rua Bertram é ‘sem saída’ para carros, mas para pedestres e ciclistas chega na Hélio Pellegrino.
  9. Av.Santo Amaro: a Prefeitura tem um plano de requalificação da avenida toda, mas o plano não inclui ciclovia (entenda aqui). Temos que pressionar a Prefeitura se queremos uma ciclovia nela… Ajude clicando aqui!
  10. Av.Lavandisca/Jamaris: seria uma importante ligação no centro do bairro, dando opção às pessoas que se deslocam entre o Planalto Paulista e a Hélio Pellegrino.
  11. Alam.dos Tupiniquins: ligaria a ciclovia da Avenida Indianópolis com as suas paralelas dentro do bairro, tornaria o caminho de quem vem por ela mais curto, pois eles poderiam acessar o bairro antes dela ‘se afastar’ dele.

No terceiro mapa é possível perceber como Moema seria um ótimo bairro para ciclistas se todas essas estruturas fossem construídas. Mesmo que não sejam implantadas agora, vale a pena deixarmos nossas sugestões para o futuro… Lembrando que vamos continuar lutando para construir uma cidade segura para as pessoas, em especial pedestres e ciclistas 🙂

Bônus: conheça a ciclovia da Avenida Aratãs neste post: A ligação entre Indianópolis e Moema está quase completa!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #SãoPauloPrasPessoas


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Como conectar as ciclovias pela Vila Clementino

Como conectar as ciclovias pela Vila Clementino

Observação: o post contém links embutidos, pode clicar que eles vão abrir em novas guias do seu navegador, assim vc não perde esse post 😉

Observação 2: para não complicar vamos chamar todas as vias de ‘rua’, independente de serem avenidas, alamedas, ruas, etc…

Moema é um bairro quase perfeito para o ciclismo: plano, ruas largas, residências e comércios bem misturados. Mesmo assim,  a região é problemática para os ciclistas. Por quê? Porque o trânsito da região é carregado e o bairro possui poucas ciclovias/ciclofaixas.

A infraestrutura cicloviária atual

Segundo o mapa da infraestrutura cicloviária de São Paulo (disponível no site da CET e também abaixo), o bairro possui a seguinte estrutura cicloviária (em vermelho):

  1. Ciclofaixa das ruas Madre Cabrini-Coronel Lisboa-Primeiro de Janeiro-Boninas: bidirecional e muito utilizada pois passa no centro da Vila Clementino e a conecta aos bairros da Vila Mariana e Saúde.
  2. Ciclofaixa da Rua Vergueiro: monodirecional de canteiro central, liga a Vila Mariana às ciclovias da Paulista e Liberdade.
  3.  Ciclofaixa da R.França Pinto: bidirecional, liga o Parque do Ibirapuera à ciclofaixa da Rua Vergueiro e oferece uma rota segura pelo centro da Vila Mariana.
  4. Ciclofaixa da Av.Jabaquara: monodirecional de canteiro central, liga a Vila Clementino à Moema e Saúde, indo até a região de São Judas.
  5. Ciclofaixa da Av.Bosque da Saúde: única ciclofaixa que liga a ciclofaixa da Av.Jabaquara com a Av.Ricardo Jafet/Prof.Abraão de Morais.
  6. Ciclofaixa das ruas Aratãs e Guatás: bidirecionais, ligam Moema à saúde passando pelo Planalto Paulista.
  7. Ciclofaixa ruas Calixto da Mota-Dionísio Vieira-Rodrigo Vieira: bidirecional, liga a Av.Ricardo Jafet com a da R.Vergueiro, protegendo os ciclistas nas ladeiras da Vila Mariana/Chácara Klabin.
  8. Ciclofaixa R.Guapiaçú: bidirecional, é parte da ligação entre o trecho Haberbeck Brandão-Jurupis e a Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro.
  9. Ciclofaixa das ruas Nhambiquaras, Professor Ascendino Reis (monodirecionais) e Dr.Haberbeck Brandão (bidirecional): trecho que liga Moema à Vila Clementino.
  10. Ciclofaixa R.Santa Cruz: bidirecional, faltando pouco para se conectar com a 11.
  11. Ciclofaixa R.Dona Leopoldina (monodirecional no canteiro central)/Av.Nazaré (bidirecional): conectam os bairros da Aclimação e Vila Gumercindo passando pelo Ipiranga, também se ligando ao trecho 12.
  12. Ciclofaixa ruas Patriotas/Montalverme: bidirecionais, conectam a ciclofaixa da Av.Nazaré à Avenida do Estado e Av.Ricardo Jafet.
  13. Ciclorrotas da Vila Mariana: não oferecem nenhuma segurança aos ciclistas pois a única sinalização existente são placas de “rota de bicicleta” em alguns locais.

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    Infraestrutura atual na Vila Clementino e região. (CET)

Como é possível perceber, existem várias estruturas próximas, mas desconectadas. Sendo morador da região, conheço diversos caminhos e sei quais são mais utilizados, assim como também sei quais são os mais perigosos. Baseado nisso, criei os mapas abaixo: o primeiro com conexões essenciais em verde e o segundo com ligações complementares em azul.

O critério para a numeração é bem simples: indiquei primeiro as mais importantes para conectar a rede, trazendo mais segurança para quem pedala. Veja no mapa abaixo:

As conexões essenciais

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As conexões essenciais.
  1. Rua Domingos de Morais: ligação óbvia entre as ciclofaixas da Avenida Jabaquara e Rua Vergueiro, foi prometida após o término das obras do Metrô na estação Santa Cruz. Atualmente o Metrô está em fase final e o secretário Sergio Avelleda já reforçou que será entregue. É uma antiga demanda dos ciclistas (veja aqui e aqui), temos pressionado a Prefeitura através de um abaixo-assinado. Assine aqui! 
  2. Av. Ricardo Jafet: as obras foram interrompidas pela Prefeitura no começo de 2017, veja no aqui e no aqui. Segundo projeto, seria no canteiro central, ou seja, protegeria os ciclistas sem tirar espaço dos demais veículos. É importante para interligar as ciclofaixas do Ipiranga, Vila Mariana, R.Santa Cruz e Av.Bosque da Saúde.
  3. Rua Dr.Neto de Araújo: poderia ser feita de forma bidirecional e sem retirar vagas de estacionamento já que a rua é larga. Conectaria a ciclofaixa da Vila Mariana ao eixo das ciclofaixas da Vergueiro-Jabaquara.
  4. Av. José Maria Whitaker: esse trecho é muito importante para conectar a ciclofaixa que vem da Alam. dos Nhambiquaras/Moema com a Vila Clementino e o eixo Vergueiro-Jabaquara.
  5. R.Santa Cruz-Av. Dr.Gentil Moura: ligaria a ciclofaixa da Rua Santa Cruz com o as ciclofaixas do Ipiranga, fornecendo segurança numa região na qual não há opções.
  6. R.Luis Góis: ligaria a ciclofaixa de Moema/Guapiaçú com a das ruas Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro e a da Av.Ricardo Jafet.
  7. / 8. Av. República do Líbano/Indianópolis: ligaria a ciclovia da Hélio Pellegrino com as ciclofaixas Nhambiquaras/Moema, Alam. dos Guatás e Av. Jabaquara.

Outras ciclofaixas que seriam úteis

Além dessas conexões essenciais, que são as básicas para interligar a rede e trazer o mínimo de segurança, também conversei com vizinhos e outros ciclistas que encontrei. Com essas conversas, criei o mapa abaixo, com outras sugestões que foram feitas, em azul.

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Sugestões feitas por moradores e ciclistas.
  1. Ruas Santa Cruz-Borges Lagoa: ligaria o trecho existente na Rua Santa Cruz às ciclovias das ruas Domingos de Morais, Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro, ao sistema 2 e ao Parque do Ibirapuera (3).
  2. Vila Clementino (ruas Borges Lagoa, dos Otonis, Leandro Dupret e Ascendino Reis): ligaria as ciclovias das ruas Domingos de Morais, Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro, Nhambiquaras/Moema, Vila Mariana e Parque do Ibirapuera. Esse sistema criaria uma rede interna no bairro, o que poderia diminuir o trânsito pois incentivaria pequenos deslocamentos.
  3. Av. Quarto Centenário: ligaria Vila Clementino, Nhambiquaras/Moema às ciclovias existentes na Hélio Pellegrino/República do Líbano e também ao Parque do Ibirapuera.
  4. R. Dr.Pinto Ferraz: ligaria a ciclofaixa Calixto da Mota-Dionísio da Costa-Rodrigo Vieira às ciclofaixas da Rua Vergueiro e Avenida Jabaquara.
  5. Vila Mariana/Ibirapuera (ruas Tutoia, Humberto I, Conselheiro Rodrigues Alves e José Antônio Coelho):conectaria as ciclofaixas da Rua França Pinto, Rua Vergueiro-Av. Jabaquara, R.Dr Rafael da Nóbrega, Parque do Ibirapuera e Vila Clementino.
  6. Indianópolis (Av. José Maria Whitaker, alamedas dos Araés e Auetis): ligariam as ciclofaixas Nhambiquaras/Moema, Av. Indianópolis, Guatás e Guapiaçu.
  7. R.Jureia: conectaria as ciclofaixas da Rua Santa Cruz e Rua Luis Góis, sendo uma opção para os moradores da região se deslocarem internamente, sem ter que subir até a Rua Domingos de Morais ou descer até a Av. Ricardo Jafet para ter segurança.

No terceiro mapa se torna visível como algumas ciclofaixas/ciclovias podem tornar o bairro melhor, diminuindo o trânsito e trazendo segurança para os moradores. Se todas essas estruturas citadas fossem construídas, teríamos um bairro bem mais seguro, o que incentivaria pedestres e ciclistas em uma região na qual o trânsito já é complicado.

Mesmo que por enquanto essas sugestões  não sejam implantadas agora, já registramos para o futuro…  Vamos continuar defendendo uma cidade que seja pensada para as pessoas, ou seja, pedestres e ciclistas 🙂

Bônus: entenda porque a Vila Clementino é importante para os ciclistas do Sudeste de SP clicando aqui!

Fique ligado: entenda a ligação da Vila Clementino com Moema semana que vem!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Em audiência pública, ciclistas exigem solução definitiva para a Descida à Santos

Na noite de ontem (20/12) foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, convocada pelos deputados Enio Tatto e Alencar Santana Braga sobre a repressão aos ciclistas na Tradicional Descida à Santos 2017, onde milhares de pessoas foram encaminhadas para uma emboscada na Rodovia Anchieta que terminou em tiros de bala de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral contra os ciclistas que pacificamente se manifestavam por uma rota definitiva para chegar ao litoral.
Audiência Pública sobre a repressão aos ciclistas na Tradicional Descida à Santos 2017
Na audiência, foram apresentados relatos de toda a confusão e a manifestação dos participantes, advogados e jornalistas que estiveram presentes na descida, depoimentos que deveriam ser ouvidos por representantes da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), Polícia Militar do Estado de São Paulo e a concessionária Ecovias, responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, bem como demais representantes do Governo do Estado de São Paulo, que não compareceram. Sendo assim, ficou clara a falta de diálogo que existe por parte dos representantes do governador Geraldo Alckmin.
 
Na reunião, os ciclistas também realizaram a apresentação de slides, que mostravam detalhadamente soluções para realizar a Descida à Santos, através da Estrada de Manutenção, um dos trajetos essenciais que levam as bikes ao litoral pelo Núcleo Itutinga-Pilões do Parque Estadual da Serra do Mar. Também foi mencionada a Rodovia Caminho do Mar, que é percurso praticamente pronto, que se inicia em São Bernardo do Campo e poderia levar as pessoas à Baixada Santista.
Audiência lotada, mas nenhum representante do governo estadual para prestar esclarecimentos
Apesar da proposta de realizar uma descida anual, todos os presentes deixaram bem frisado a necessidade de respeito às leis por parte das concessionárias, quanto ao deslocamento dos ciclistas nas rodovias e a garantia da descida anual ou em qualquer época do ano.
 
Os deputados presentes irão requerer uma nova audiência pública, que provavelmente deverá acontecer em Fevereiro, convocando os representantes do governo estadual, onde serão obrigados a prestar esclarecimentos e entrar em um acordo.
 
Também serão elaborados projetos de lei estaduais que tornem a Rota Márcia Prado, um roteiro de cicloturismo respeitado em todo o seu trajeto.
 
Todos os relatos da audiência pública na íntegra você pode acompanhar nas transmissões ao vivo, aqui na página do Bike Zona Sul ou no site da ALESP.
 
#BikeZonaSul #DescidaàSantos #Audiência #Bicicleta #Cicloturismo
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Parte 5:

PlanMob foi ignorado do plano de metas da Prefeitura e ciclovias poderão não ser construídas

PlanMob é totalmente ignorado pela Prefeitura de São Paulo e não haverá nenhum compromisso em construir algum quilômetro de infraestrutura cicloviária, bem como tantas outras necessidades de mobilidade na cidade, segundo o plano de metas do prefeito João Doria​.

O prefeito diz que já existe “ciclovias demais”, mas deconsidera o fato de que 400km é muito pouco para uma cidade com mais de 17.000km de ruas e avenidas, entre elas muitas perigosas.

Bike Zona Sul Ciclovia da Lourenço Cabreira
Ciclovia na Avenida Lourenço Cabreira a poucos metros de conexão com a Ciclovia Rio Pinheiros e o SESC Interlagos, através das avenidas Matias Beck e Manoel Alves Soares

Sendo assim, a malha cicloviária atual, ainda não atende à toda a população da cidade, principalmente nos bairros mais distantes da periferia, que não conecta com as ciclovias do Centro em segurança, sendo muitas vezes necessário, pegar uma M’boi Mirim ou uma Belmira Marin, por exemplo.

Uma das metas é a revisão, mas ela não deve ser feita com remoção. Outra é conectar 90% da rede cicloviária, mas ela realmente só será conectada, através da ampliação de mais ciclovias sem a retirada de nenhuma estrutura. Além disso, a manutenção é fundamental, pois muitas estão se desfazendo por conta da falta de zeladoria nas ciclovias.

Ciclovia na Periferia Bike Zona Sul
Ciclistas pedem urgentemente ciclovia na periferia

Entendemos, que intermodalidade é solução para alguns que usam a bicicleta como meio de transporte, mas para muitos da periferia, a realidade é pedalar 30km direto porque “é o jeito mesmo” ou porque é mais prático, mas também porque o ônibus com suporte pra bicicleta, não chega lá.

A questão é que temos quase 1.000 ônibus superarticulados (com boa vontade, deve ter mais de 3000 contando todos os articulados) circulando que teriam a capacidade suficiente para levar umas 3 ou 4 bikes, mas os poucos que estão aptos (menos de 100 unidades) levam apenas 1 bike e não dá pra contar com esse serviço na periferia, pois esses poucos não passam por lá e mesmo que passassem são insuficientes pra toda a cidade. Não adianta colocar suporte de bikes apenas nos novos, mas é preciso ao menos adaptar toda a frota de articulados.

A mobilidade da bicicleta, não se resume apenas em ciclovias, pois não queremos apenas espaço para pedalar, mas sim espaço para ir e vir com segurança e ter uma cidade melhor para todos poderem pedalar.

#BikeZonaSul #CicloviaNaPeriferia #Mobilidade #PlanMob #Bicicleta #Transporte

Velocidade de 20km/h na Ciclovia Rio Pinheiros​? O que acha disso?

Essa semana, a CPTM postou em sua fan-page no Facebook, uma imagem de divulgação sobre a velocidade máxima dos ciclistas na Ciclovia Rio Pinheiros, que atualmente é de 20km/h. A publicação gerou polêmicas e opiniões divergentes, pois muitos ciclistas usam a pista para treino, outros para lazer com a família ou deslocamento diário.

A questão é: será mesmo que essa medida é a mais correta, dentre tantas outras que são necessárias, para essa estrutura cicloviária? Quais estudos foram feitos para que tal regra seja adotada na ciclovia? Que medidas são adotadas em outros países e quais são os mitos e verdades da bicicleta?

Ciclovia Rio Pinheiros Velocidade Bike Zona Sul
Imagem: reprodução da CPTM

Ciclovias como essa são consideradas como “Cycle Highway” em países que possuem vasta experiência no uso da bicicleta como meio de transporte. Elas incluem todas as modalidades de ciclistas possíveis, nesse tipo de estrutura, considerada de alta velocidade, no entanto todos convivem tranquilamente em velocidades diferentes.

Confira no vídeo, a partir dos 5:25 minutos (O canal Bicycle Dutch no You Tube é uma ótima referência sobre estudos e processos de adaptação de estruturas cicloviárias):


O que podemos notar é que nesse tipo de estrutura, tudo é pensado para o deslocamento, onde é prioritário o menor esforço, agilidade da bicicleta em todos os traçados. Ciclistas não são tidos como “perigosos”, muito pelo contrário, pois o uso de veículos motorizados de grande porte em ciclovias é totalmente proibido.

Assim, velocidades de 40km/h ou até mais, não se tornam nenhum perigo entre ciclistas que convivem e compartilham o espaço apenas entre si.

Acreditamos que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM​) e o Governo do Estado de São Paulo​ está demonstrando mais uma vez total desconhecimento sobre o uso bicicletas, culpabilizando usuários, devido à falta de investimentos e erros de sinalização e planejamento da estrutura cicloviária.

A Ciclovia Rio Pinheiros acaba sendo utilizada como modalidade esportiva mesmo, por conta da falta de velódromos na cidade e rodovias que permitam o direito de pedalar nos acostamentos, conforme manda a lei. E ainda assim, o compartilhamento na ciclovia é possível, principalmente se ela tiver sua função principal, que é o deslocamento, afinal, estruturas que atendem bem como modal de transporte, atendem à todas as modalidades. Além disso, ciclistas que usam a bike como meio de transporte, não querem apenas espaço para “pedalar”, mas para ir e vir de um bairro à um centro empresarial com praticidade, agilidade e segurança.

Ciclovia Rio Pinheiros Bike Zona Sul
Trecho antigo da Ciclovia Rio Pinheiros, atualmente fechado e sem uso, devido às obras abandonadas do Metrô, obrigando o ciclista a enfrentar risco de assaltos no desvio localizado do outro lado do rio.

Ainda que a Ciclovia Rio Pinheiros tenha uma certa semelhança com a estrutura o vídeo (talvez devido a largura da pista) é nítida a diferença entre a ciclovia da CPTM e as européias.

Alguns dos erros mais comuns que vemos na Ciclovia Rio Pinheiros são:

– Sinalização ineficiente e confusa;
– Regulamento autoritário que não compreende as necessidades do ciclista e impossibilita o uso de alguns tipos de bicicletas e triciclos, inclusive hand-bikes para pessoas com mobilidade reduzida;
– Acessos com escadas e regulamentos em passarelas absurdos que impossibilitam a chamada “lei do menor esforço”, atrasando deslocamentos para empurrar a bicicleta;
– Ausência de prioridade aos ciclistas, percebida pela conduta dos funcionários e na própria sinalização;
– Geometria e projeto que torna ineficiente o uso como deslocamento;
– Falta de acessibilidade a pontos de interesse;
– Ausência de padrão das estruturas, conforme o Contran;
– Lombadas mal feitas (quase quadradas) que podem danificar uma roda de bicicleta;
– Compartilhamento com veículos motorizados grandes que trafegam em velocidade superior às bicicletas;
– Pista de carros sinalizada na contra-mão e em vermelho (padrão para bicicletas);
– Única ciclovia (via pública) do mundo que possui horário de funcionamento;
– Falta de iluminação;
– Falta de segurança;
– Ausência de controle e centralização das responsabilidades dos órgãos que administram as ciclovias ao longo do rio.

Além de tudo isso, há uma subestimação sobre as velocidades que uma bicicleta alcança, que pode variar entre 10km a 60km/h, dependendo do modelo e destinação do uso. Portanto, uma velocidade máxima de 40km/h, talvez seja satisfatória para todos os usuários da ciclovia, desde treino ao meio de transporte.

Mas há muito o que fazer para melhorar tal estrutura. Algumas dessas melhorias são alguns tópicos específicos, que englobam os itens acima, que precisam ser dialogados com os ciclistas, associações e coletivos que usam a estrutura cicloviária.

Confira como são as dificuldades de se trafegar entre a Ciclovia Rio Pinheiros e a Ciclovia da Margem Oeste:

Bicicletário do Term. Sto. Amaro é realocado, mas continua com sérios problemas

Bicicletário do Terminal Santo Amaro Bike Zona Sul
Novo bicicletário do Terminal Santo Amaro

Nova estrutura foi colocada na parte externa do mezanino, lado contrário ao Mais Shopping​ e à UNINOVE​, que já pode dificultar a localização, caso não exista placas informando onde o ciclista deve estacionar a bicicleta, visto que boa parte do movimento fica próximo aos locais mencionados, obrigando o ciclista a dar uma volta enorme para chegar ao bicicletário ou utilizar muitas escadas.

Outro problema relacionado à localização, é que ele fica justamente no topo de uma escada, o que poderá dificultar bastante a idosos e crianças ou pessoas que possuem algum problema de saúde, que muitas vezes, não conseguem carregar as bikes pesadas ou carregadas pelas escadas.

Confira como ainda era difícil acessar o antigo bicicletário:

Escadas também chegam a ser perigosas até mesmo para quem não tem nenhuma dificuldade em carregar uma bike, pois qualquer desequilíbrio, a bicicleta sai rolando escada abaixo, exceto se fosse uma escada rolante, não havendo a necessidade de tirar a bike do chão.

O modelo para prender a bicicleta também deixa a desejar, pois é do tipo “açougue”, que dificulta também a idosos e crianças a levantar e prender a bicicleta. Ou seja, além de subir as escadas, ainda é preciso levantar a bike pra prendê-la.

Além disso, o número de vagas diminuiu. Os bicicletários antigos tinham mais ou menos uns 10 paraciclos, que possibilitavam prender cerca de 20 bicicletas, através do quadro da bike, algo bem mais seguro também. Atualmente a SPTrans “não se responsabiliza” pela bicicleta, colocando placas com esse aviso, no entanto, essa prática é ilegal e é responsável sim, em caso de furto da bike ou de algum acessório da mesma.

Quando funcionava na calçada da Uninove, ainda na gestão Kassab, os paraciclos eram cheios e bastante acessíveis, apesar de estar dentro de cercas sendo necessário chamar um guarda para abrir e fechar o bicicletário.

Depois de um tempo, sem motivo algum, o local ficou fechado e sem uso, até ser migrado para dentro do Terminal na gestão Haddad. No entanto, devido à problemas de localização e dificuldades de acesso, acabou sendo pouco utilizado. Logo, virou ponto de ônibus e seus paraciclos ficaram abandonados num canto do Terminal. Poderiam ser aproveitados para serem espalhar pelas calçadas de Sto. Amaro e pontos de interesse em bairros vizinhos.

Bicicletário Terminal Santo Amaro Bike Zona Sul
Ainda que a localização não fosse a ideal, o antigo bicicletário tinha estruturas mais práticas e seguras.
Bicicletário Terminal Santo Amaro Bike Zona Sul
Os paraciclos ideais no formato em “U” invertido foram abandonados num canto do terminal.

Algumas das diretrizes para ter bons bicicletários com uso frequente e praticidade, não requer grandes investimentos, mas devem estar localizados no mesmo nível da rua, sem escadas ou acessos onde é preciso levantar a bicicleta. Devem ser pensados à todos os tipos de usuários, desde crianças, adultos e idosos, sempre facilitando o uso e a localização para que o uso seja um sucesso.

Em nossa análise, podemos concluir que o acesso melhorou pouco, devido ao nº de escadas que podemos acessar, dependendo de onde estamos vindo, no entanto, que o modelo escolhido piorou em termos de segurança e praticidade.

Lembrando que o Bike Zona Sul não foi consultado, nem sequer nenhuma associação ou instituição de mobilidade ativa opinou sobre a implantação. Assim, temos mais uma estrutura para bicicletas, criada por pessoas que não pedalam e que não compreendem as dificuldades do ciclista urbano.

Confira como é o novo bicicletário do Terminal Santo Amaro:

Obras de retorno na Ciclovia da Teotônio ganha um desvio provisório

O Bike Zona Sul esteve presente nas obras para a construção de um acesso e retorno no bairro Jardim São Rafael, cruzando a estrutura cicloviária.
 
Após reclamações de ciclistas, que passam pelo local, podemos notar que foi implantado provisoriamente um desvio com nivelamento possibilitando o deslocamento de ciclistas, pedestres e cadeirantes, através de um trecho do corredor de ônibus que está isolado.
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Desvio provisório da Ciclovia Teotônio Vilela 
 
O pessoal da CET nos apresentou como estão sendo realizadas as obras e como ficará a ciclovia. No projeto, serão implantadas faixas de pedestre com acessibilidade e a travessia de ciclistas no retorno, bem como o estreitamento para comportar a ciclovia como bidirecional cruzando para o trecho compartilhado com os pontos de ônibus.
 
Conversamos com o superintendente de engenharia da SPTrans, Marcelo Machado, onde relatamos também problemas no bicicletário do Terminal Varginha, que não segue o padrão de paraciclos com cerca, sendo totalmente aberto. Falamos ainda sobre a estrutura no Terminal Sto. Amaro, que havia sido removida, no entanto, nos informou que esse último bicicletário já foi reinstalado, mas ficou localizado no mezanino, o que poderá dificultar um pouco o acesso. Iremos analisar em breve no local.
 
A Ciclovia da Teotônio Vilela é uma importante ciclovia da Zona sul que atualmente liga o Terminal Varginha ao Terminal e Estação Grajaú da CPTM. A estrutura já possui projetos prontos de conexão com a Ciclovia da Av. Atlântica, possibilitando o uso da bicicleta como meio de transporte até o Socorro e Ciclovia Rio Pinheiros e iria realmente fazer aumentar bastante o nº de ciclistas, visto que a demanda existente atualmente é bastante grande nesse eixo de avenidas. No entanto, ainda é preciso verba e iniciativa da prefeitura para a conexão dessa estrutura. 
Ciclovia da Teotônio Vilela Bike Zona Sul
Ciclovia da Teotônio Vilela
 

A ciclovia poderia ainda ser interligada ao Pólo de Ecoturismo de São Paulo, proporcionando o fomento ao cicloturismo na capital, auxiliando o comércio local e possibilitando deslocamentos completos entre o Centro e a periferia somente por ciclovias nas avenidas de grande movimento da região.

Confira imagens das obras e do projeto no entorno da ciclovia:

Posted by Bike Zona Sul on Friday, July 7, 2017

Adolescentes se reúnem em passeio do Sesc com apoio do Bike Zona Sul

 Bike Zona Sul Villa lobos Sesc Interlagos

A Ciclofaixa de Lazer no Parque Villa-lobos foi o local para realizarmos um incrível passeio ciclístico com os adolescentes do Sesc Interlagos, onde buscamos estimular um primeiro contato dos jovens com a bike. Atividade super agradável e divertida numa ensolada tarde de domingo.

Iniciamos o percurso no Bike Point, aluguel de bicicletas, num posto de gasolina ao lado do parque, onde percorremos um pequeno trecho em 2 voltas até a Praça Panamericana, através da Ciclofaixa de Lazer, além de uma volta pela ciclovia do parque.

 

Bike Zona Sul Villa lobos Sesc Interlagos
Parte da galera que participou do passeio no Villa-lobos

Para agitar o pedal, rolou muita música com a nossa caixa de som que utilizamos também para organizar o passeio passando instruções com o microfone.

O passeio ainda contou com o auxílio dos membros da equipe Bike Zona Sul e dos monitores do Sesc.

Passeio incrível que você confere nas imagens a seguir. 😉

A CicloFaixaSP de lazer do Parque Villa-lobos foi o local para realizarmos um incrível passeio ciclístico super agradá…

Posted by Bike Zona Sul on Monday, June 26, 2017

Agradecemos imensamente a participação de todos os ciclistas que deram seu primeiro passo no uso da bicicleta na cidade e especialmente ao Sesc Interlagos que promoveu esse passeio com essa galera fantástica. Que venham muitos outros! 😀

O uso e a paixão pela bike acontece com o uso frequente, possibilitando que as pessoas se surpreendam cada vez mais com as distâncias que podemos fazer utilizando a bicicleta como meio de transporte. Afinal, bike no dia a dia é possível! Use-a! 😉

#BikeZonaSul #SescInterlagos #Pedal #Juventude #Bicicleta