Novidades em Moema e ligação com a Vila Clementino!

Novidades em Moema e ligação com a Vila Clementino!

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Uma das travessias da ciclovia da Alameda dos Jurupis. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Moema é um bairro que possui alguma infraestrutura cicloviária, mesmo que deficiente em muitos pontos. As ‘ciclofaixas permanentes’, criadas em 2011, pelo prefeito Gilberto Kassab geraram muita discussão, mas foram mantidas, criando um pequeno oásis de segurança para os ciclistas da região (veja o trecho das ciclofaixas de Moema clicando aqui).

Agora o bairro ganhou mais uma ciclovia, na Alameda dos Jurupis. Ela é bidirecional e vai da Av. dos Imarés até a Av. Açocê (veja as fotos acima e abaixo). O asfalto dela é liso, quase perfeito, exceto por alguns bueiros da SABESP e outras concessionárias e está bem sinalizada, tanto no solo (com pintura) como verticalmente (placas de ciclovia e proibido parar e estacionar).

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Trecho da nova ciclovia na Alameda dos Jurupis, que é toda bidirecional. (Foto: Paulo Alves/BZS)

A ciclovia da Alameda dos Anapurus faz uma curva na Av.Açocê, onde se liga com dois trechos unidirecionais (clique aqui para ver no mapa), na Alam. dos Maracatins/R.Prof.Ascendino Reis e Alam. dos Nhambiquaras. Esses trechos vão da até a Rua Doutor Habberbeck Brandão, onde ela vira bidirecional novamente (veja no mapa).

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Trecho unidirecional na Av.Prof. Ascendino Reis, sentido Moema. (Foto: Paulo Alves/BZS)

Como é possível perceber na foto acima, o trecho unidirecional na Av.Prof.Ascendino Reis possui marcas de canalização (faixas zebradas) para garantir a segurança do ciclista na curva. Já nos trechos unidirecionais da Av. Açocê, Alam.dos Maracatins e Alam.dos Nhambiquaras não possuem marcas de canalização, sendo parecidos com as ciclofaixas implantadas em 2011. A grande vantagem é que elas são mais largas, o que dá ainda mais segurança aos ciclistas.

Esse trecho composto pela Prof.Ascendino/Nhambiquaras, Açocê, Maracatins e Habberbeck Brandão são uma rota já conhecida pelos ciclistas que se deslocam entre Moema e a Vila Clementino. Esperamos que em breve eles sejam conectados com a ciclovia da Rua Coronel Lisboa, na Vila Clementino, o que criará uma ligação entre a rede cicloviária de São Paulo e a infraestrutura existente em Moema. Existem várias rotas para que essa ligação seja feita, aqui deixamos algumas que membros do Bike Zona Sul usam: pela Rua Doutor Altino Arantes e pela ruas Guapiaçú/Luis Góis (todo o trecho da ladeira da Guapiaçú tem ciclovia 🙂 ).

Entenda mais sobre as ciclovias de Moema em outro post nosso, basta clicar aqui.

Para entender mais sobre o que estamos falando: veja o mapa da infraestrutura cicloviária da cidade de São Paulo clicando aqui.

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


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#AnáliseBZS sobre a matéria da Folha de SP

 

#AnáliseBZS sobre a matéria da

Folha de S.Paulo

Recortamos alguns trechos da matéria relacionados à mobilidade e comentamos de acordo com o nosso posicionamento. Para entender melhor nossos comentários, colocamos links com mais informações, podem clicar que eles vão abrir em outras abas do seu navegador.

CICLOVIAS
Quando começou: 2009
Como é: hoje existem 415 km; cerca de 65 deles foram feitos por gestões anteriores à de Haddad
O que fica: boa parte delas deve ser mantida
O que muda: sua manutenção será cedida à iniciativa privada em troca de publicidade; os trechos subutilizados serão removidos

Bike Zona Sul: Nenhuma ciclovia deve ser removida, elas são criadas para oferecer uma opção segura aos que já pedalam e aos que querem pedalar, mas tem medo do transito. A ampliação da malha cicloviária mostrou que existem milhares de pessoas que desejam usar a bicicleta como meio de transporte, que após a criação elas começam a ser usadas. Se chama ‘demanda reprimida’ (entenda nesse vídeo). A construção de ciclovias aumentou o número de ciclistas, pois muitas pessoas só pedalam quando se sentem seguras. Entenda aqui e aqui.

CORREDORES DE ÔNIBUS
Como é: a cidade tem mais de 500 km de pistas exclusivas
O que fica: elas não serão retiradas, mas sim reestudadas –caso da av. Giovanni Gronchi
O que muda: será implantado sistema de BRT e cobradores serão promovidos a motoristas –programa se chamará Rapidão

BZS: Todos os corredores e faixas de ônibus devem ficar como são ou ter seu horário ampliado, a prioridade deve ser do transporte público-coletivo, não dos veículos particulares. Como manda a Plano de Mobilidade Urbana. Mais informações sobre o Plano de Mobilidade Urbana aqui.

 

REDUÇÃO DA VELOCIDADE NAS MARGINAIS
Quando começou: jul.2015
Como é: nas pistas locais, limite é de 50 km/h; nas centrais, de 60km/h; e nas expressas, de 70 km/h
O que fica: nas outras vias, como a av. Rebouças (50 km/h), velocidade não será alterada
O que muda: limite será de 60 km/h nas locais, 70 km/h nas centrais e 90 km/h nas expressas, “na semana seguinte à posse”

BZS: As Marginais devem continuar com os limites de velocidade atuais, para preservar vidas e proteger as pessoas, tanto motoristas, quanto passageiros e motociclistas. A velocidade máxima de 50km/h é uma recomendação da ONU, de acordo com o programa Visão Zero, que busca tornar as cidades mais seguras para todos.

 

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

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(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


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Algumas razões para reduzir a velocidade máxima das vias

Algumas razões para reduzir a velocidade máxima das vias

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Fonte: The City Fix.

1) Mais de 45 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil. (Fonte: ONU)

2) O Brasil está em 4º lugar no mundo entre os países com mais mortes no trânsito (Fonte: Justiça Federal)

3) Nosso país gasta cerca de R$ 40 bilhões por ano com acidentes de trânsito. (Fonte: G1/Bom Dia Brasil)

4) redução de 5% na velocidade máxima das vias reduz em 30% a chance de morte em caso de atropelamentos! (Fonte: The City Fix)

5) Risco de acidentes de trânsito a 40 km/h é a metade do que a 50 km/h. (Fonte: UOL)

6) Quanto mais carros, mais antissociais ficamos. (Fonte: The City Fix)

7) Menor velocidade máxima aumenta a fluidez no trânsito e reduz congestionamentos. (Fonte: WSDOT – Departamento de Transportes de Washington, EUA)

8) Diversas cidades no Mundo tem reduzido a velocidade máximas das suas vias, como Londres e Paris. (Fonte: Jornal Hoje)

9) Nova York reduziu a velocidade de suas vias para 40 km/h para zerar as mortes no transito. (Fonte: Jornal Nacional e Vá de Bike)

10) Em São Paulo a redução da velocidade máxima nas vias as mortes já diminuíru mais de 20%. (Fonte: Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em SP)

 

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia #PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #SãoPauloPraPessoas #CitiesForPeople

A ciclovia da Av.Lourenço Cabreira

 

A ciclovia da Avenida Lourenço Cabreira é fundamental para garantir a segurança dos ciclistas dos bairros vizinhos como Jardim Primavera, Jardim Colonial, Guanhembú, Grajaú, Cidade Dutra e Interlagos.

Nessa região não existe nenhuma infraestrutura cicloviária semelhante, pois ela oferece uma alternativa segura para os ciclistas que se deslocam até a Ciclovia Rio Pinheiros ou mesmo para os trabalhadores que desejam ir até a Estação Autódromo, terminando o trajeto até o trabalho de trem.

Além disso, a utilização da Av. Lourenço Cabreira para a instalação da ciclovia, não foi uma decisão exclusiva da CET, ela foi discutida pelos ciclistas e coletivos da região, durante as audiências publicas, entre elas, as que discutiram o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob). Ela foi escolhida por estar em uma região de fácil acesso a diversos bairros e com possibilidade de se conectar com outros meios de transporte como trem e ônibus.

Também é importante deixar claro que a ciclovia não causou trânsito na avenida, mas que o trânsito já existia devido ao grande fluxo de automóveis que passaram a circular depois da construção da Ponte Vitorino Goulart e também devido aos carros que estacionam ao longo da via.

Quanto às críticas recebidas por alguns comerciantes, é importante ressaltar que nas vias que já receberam ciclovias, o faturamento do comércio aumentou. Isso acontece já que ciclistas e pedestres consomem mais do que motoristas, pois passam em menor velocidade e percebendo as lojas.

Assim como a maior parte de São Paulo, a Zona Sul é carente de opções de transporte. Por isso, é muito importante levar a rede cicloviária até lá, oferecendo novas opções para se se deslocar até o destino ou até os terminas de trem/ônibus, possibilitando economia de tempo, dinheiro e até mesmo promovendo uma atividade física saudável para as pessoas. A bicicleta ajuda a reduzir o trânsito, desafogar o transporte público e estimula o comércio e a ocupação do espaço público pelas pessoas.

Esses são alguns dos motivos pelos quais precisamos e queremos a ciclovia da Avenida Lourenço Cabreira!

Precisamos mostrar que apoiamos a ciclovia da Av.Lourenço Cabreira, demonstre seu apoio neste abaixo assinado, CLIQUE AQUI!

https://www.change.org/CicloviaNaLourencoCabreira

E veja o vídeo que o BZS gravou nessa ciclovia 🙂

Vamos tornar a Zona Sul mais segura para todos!

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas
#RespeiteUmCarroAMenos #MaisAmorMenosMotor #PrioridadeParaOsPedestres

#CidadesParaPessoas #CitiesForPeople #SãoPauloPraPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Alex Gomes, Alexandre Liodoro, Paulo Alves e Thomas Wang)

Novidades na Av.Jaguaré (ZO)!

Ultimamente estamos recebendo várias notícias e fotos de novas ciclovias surgindo, a maioria delas sugeridas pela população durante reuniões com o pessoal do Programa Ciclovia SP, o departamento de planejamento cicloviário da CET.

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Av.Jaguaré, obras da ciclovia no canteiro central! (foto: Felipe Mujica)

Essas fotos são da futura ciclovia da Avenida Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo! Alô amigos do Bike Zona Oeste (BZO), tem novidade na área de vcs!

Nosso amigo Felipe Mujica compartilhou algumas fotos pelo Facebook, que nos levam a crer que a ciclovia da Avenida Jaguaré é de concreto e ainda será pintada, como a nossa querida Teotônio Vilela (na ZS).

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(foto: Felipe Mujica)

Em geral, as histórias da Ciclovia da Teotônio Vilela e a da Ciclovia da Av.Jaguaré são bem parecidas. No início, nenhuma delas constava nos planos da CET para a construção de ciclovias, mas foram sugeridas por ciclistas da região.

Em ambos os casos as ciclovias só surgiram após a pressão popular através de abaixos-assinado feitos através do Change.org. O abaixo-assinado da  Ciclovia da Teotônio Vilela teve quase 5 mil assinaturas, enquanto o da Ciclovia da Av.Jaguaré obteve cerca de 5 mil e quinhentas assinaturas.

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Espaço das tampas de fiação que ainda precisam ser finalizados. (foto: Felipe Mujica)

Diante de tanto apoio, a CET incluiu ambas ciclovias no seu planejamento, mesmo que não exatamente como foi sugerido. No caso da Teotônio, um trecho dela ainda não será feito por causa da necessidade de uma obra maior (que não depende somente do CicloviaSP, mas também da subprefeitura e outras secretarias). No caso da Jaguaré, ainda falta a ciclovia sobre a Ponte do Jaguaré a ligação com o Parque Villa-Lobos e o eixo da Ciclovia da Pedroso. A ponte é primordial para proteger quem vem do Jaguaré, Rio Pequeno e até mesmo de Osasco. A ligação com a Ciclovia da Pedroso é importante para conectar a Jaguaré (e as regiões citadas na última frase) com o restante da malha cicloviária, em especial com as zonas Oeste e Sul.

 

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Espaço para fios telefônicos. (foto: Felipe Mujica)

É com grande alegria que nós do Bike Zona Sul podemos dizer que ajudamos nossos colegas do Bike Zona Oeste a conseguir essa conquista. Tivemos reuniões conjuntas entre membros de ambos grupos, de ciclistas da região, do pessoal da Change.org, do Ciclovia SP, das subprefeituras e Prefeitura.

Para isso pedimos que vcs continuem nos apoiando, pois mesmo que a Prefeitura já tenha feito parte dessas ciclovias, elas ainda não estão completas, por isso os ciclistas ainda não estão totalmente protegidos :/

Assinem as petições da ciclovia da Av.Senador Teotônio Vilela e da Av.Jaguaré:

Ciclovia da Teotônio Vilela – ASSINE AQUI!

Ciclovia e ponte do Jaguaré – ASSINE AQUI!

Unindo forças vamos conseguir tornar São Paulo melhor para todos 😀

‪#‎BikeZonaSul‬ ‪#BikeZonaOeste
#‎VaiTerCiclovia‬ ‪#‎CicloviasSalvamVidas‬
‪#‎CidadesParaPessoas‬ ‪#‎SãoPauloPrasPessoas‬
(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang/Fotos de Felipe Mujica)

Ligações no Sudeste: R.Domingos de Morais e região do Jabaquara

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Rua Domingos de Morais, altura da Rua.Dr.Altino Arantes (foto do Vá de Bike)

Um dos caminhos mais conhecidos para a Zona Sul, a Rua Domingos de Morais é a via central do eixo que liga o Jabaquara ao Centro. Essa rota forma um Y ligando o Centro, a região da Vila Santa Catarina e também a Av.Cupecê, indo em direção à Diadema.

Esse eixo começa quando as avenidas Engenheiro Armando de Arruda Pereira e Engenheiro George Corbisier se encontram com na altura do metrô Conceição, formando o centro do nosso Y. Juntas elas ‘se tornam’ a Av.Doutor Hugo Beolchi, que passa por cima da Av.dos Bandeirantes. Após o viaduto ela se torna a Av.Jabaquara, mudando para Rua Domingos de Morais (entre a Rua Luís Góis e o metrô Vila Mariana), de onde passa a se chamar Rua Vergueiro, conforme nosso mapa:

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O grande eixo cicloviário do Sudeste de São Paulo em azul claro.

É por isso que uma ciclovia na Rua Domingos de Morais é fundamental para conectar a Zona Sul ao Centro da cidade, ela é uma rota já usada por centenas de ciclistas todos os dias, inclusive vários membros do Bike Zona Sul.

A Ciclovia Da Vergueiro precisa ser conectada com a Ciclovia Avenida Jabaquara para que os ciclistas não fiquem expostos ao intenso tráfego do trecho da Domingos de Morais, que tem ônibus, carros, motos e caminhões…

A atual alternativa construída pela CET passa pelas ruas Madre Cabrini, Primeiro de Janeiro e Coronel Lisboa, paralelas à Domingos de Morais. Ela é ótima para quem se desloca pela Vila Clementino ou a partir desse bairro, mas é um desvio grande e desnecessário para quem segue na direção do Jabaquara, outros bairros do Sudeste e Diadema.

Todos sabemos da grande quantidade de ciclistas que usa o eixo Vergueiro-Domingos de Morais-Jabaquara, por isso precisamos de uma ciclovia na Rua Domingo de Morais! Além de proteger quem já pedala nessa rota, uma ciclovia nela estimularia ciclistas ocasionais, como meu pai e minha irmã.

A maioria dos ciclistas ocasionais não se sente segura ao compartilhar a rua com carros, ônibus, motos e caminhões. É necessário garantir a segurança e o espaço deles, o que só é possível com a construção de ciclovias e ciclofaixas. Por isso defendemos a criação de mais ciclovias e ciclofaixas.

A ciclovia da Rua Domingos de Morais pode seguir o modelo das ciclovias da Rua Vergueiro e da Avenida Jabaquara, sendo monodirecional no canteiro central. Para isso basta demarcar a ciclovia no centro da avenida e ressinalizar as faixas de rolamento. É algo simples e que não precisa demorar!

Além disso, é necessário conectar a ciclovia da Av.Jabaquara às demais do Sudeste, como a da Av. Eng.George Corbisier e da Av.Eng.Armando de Arruda Pereira (sobre essas duas, clique aqui). Uma ligação segura entre essas duas ciclovias e a da Av.Jabaquara-Rua Vergueiro é fundamental para que os ciclistas possam se deslocar em segurança. Quando essas conexões forem completadas, boa parte do Sudeste paulistano estará conectado à malha cicloviária da cidade.

Para manter vivas as nossas demandas para a Prefeitura (seja nessa gestão ou na próxima), a equipe do Bike Zona Sul criou dois abaixo-assinados, por favor assinem e compartilhem!

Assine e compartilhe os links:

www.change.org/InterligarAsCiclovias

Vamos pressionar o poder público e tornar São Paulo melhor para todos!

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia   #CicloviasSalvamVidas

#SãoPauloPrasPessoas #CidadesParaPessoas


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Político e jornal da Zona Sul fazem afirmações equivocadas sobre a implantação de ciclovias

“Aqui não é lugar prá andar de bicicleta.” Assim é o título preconceituoso de um dos textos do Jornal Notícias da Região Sul, um caderno distribuído gratuitamente, que expõe algumas notícias da Zona Sul, mas principalmente anúncios de comerciantes e políticos, onde muitos desses políticos são contrários à implantação das ciclovias.

Artigo do Jornal Notícias da Região Sul (clique para ampliar)
Artigo do Jornal Notícias da Região Sul (clique para ampliar)

O texto tenta se justificar inicialmente, alegando que as ciclovias são necessárias, mas em todos os seus artigos, demonstra total falta de conhecimento sobre os benefícios das ciclovias à população. O jornal tenta supor que a maioria da população está sendo prejudicada com a implantação das ciclovias, dizendo que o benefício dessas estruturas está causando um “maléfico maior” para outros. Oras, a maioria dos deslocamentos na cidade, não é feita por quem anda de carro, mas sim pela população que vai de transporte público ou à pé. Implantar ciclovias é oferecer mais uma opção de transporte para o cidadão chegar até uma estação, um terminal de ônibus, bicicletário ou diretamente ao trabalho.

Os carros particulares ocupam a maior parte dos espaços públicos, possuem cerca de 17.000 km de vias na cidade, mas levam apenas uma pessoa na maioria das vezes e ainda causam grandes transtornos para o ir e vir da população, com seus congestionamentos recordes. É mais do que justo priorizar uma opção de transporte como as ciclovias e as faixas exclusivas de ônibus, para que o cidadão não venha a depender apenas do carro, que é um meio de transporte caro, lento e ineficiente para se utilizar dentro das cidades. Além disso, a população se beneficia muito no uso da bicicleta tendo ganhos na saúde, em tempo livre, humanização dos espaços públicos e, até mesmo, aumenta a segurança, pois quanto menos carros expostos nas vias e mais pessoas nas ruas, menores serão os números de roubos e furtos.

Ciclovia do Socorro na Av. de Pinedo, oferecendo mais segurança à população que utiliza a bicicleta como meio de transporte.
Ciclovia do Socorro na Av. de Pinedo, oferecendo mais segurança à população que utiliza a bicicleta como meio de transporte.

A via é pública, não é lugar para estacionar um bem privado. As ciclovias estão sendo implantadas nas ruas onde possuem espaços ociosos com estacionamento de carros. Assim, essas vias estão sendo devolvidas à população, através da implantação das estruturas cicloviárias, onde todos poderão utilizá-las para ir e vir com sua bicicleta, ao invés de estarem sendo ocupadas durante horas e até dias por carros parados. Além disso, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (artigo 58), todas as vias onde não possuem ciclovias também podem ser utilizadas por ciclistas. Sendo assim, o argumento do jornal de que “aqui não é lugar para andar de bicicleta” é algo totalmente infundado, equivocado e ultrapassado.

Estudos mostram que a implantação de ciclovias ou o fechamento de ruas para pedestres aumenta significativamente os lucros nas vendas. Os maiores exemplos são as Ciclofaixas de Lazer, onde muitos comerciantes que colocaram paraciclos em frente aos seus comércios, puderam ver seu faturamento aumentar muito. Também nas ciclovias da Faria Lima, Artur de Azevedo, Eliseu de Almeida, Socorro, entre tantas outras, é possível perceber o aumento dos ciclistas. Existem até comércios dedicados a receber o público que utiliza a bike como meio de transporte como o Aro 27 Bike Café, o Las Magrelas, Dress Me Up e o KOF (King Of The Fork).

Ciclovia da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros e Ciclovia do Socorro, onde a demanda é frequente nos horários de pico.
Ciclovia da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros, onde a demanda é frequente nos horários de pico.

Na Zona Sul também já existem comércios especialmente para esse público: o Pedalada Bar vêm se preparando para receber bem os cidadãos que chegam de bicicleta, antes mesmo da implantação da ciclovia na Av. Lourenço Cabreira, que fica a poucos metros do local. Os donos desse estabelecimento relatam que existem uma grande demanda de clientes fiéis que chegam de bicicleta. Alguns comerciantes reclamam das ciclovias, porque não estão sabendo aproveitar a oportunidade, que essas estruturas estão trazendo para a região. Instalar paraciclos e oferecer descontos para os clientes que chegam de bicicleta é uma das medidas para o sucesso desses estabelecimentos. Lembrando que no lugar de apenas um carro (1 cliente), cabem cerca de 15 bicicletas (15 clientes).

A Avenida Lourenço Cabreira é a mesma que o vereador Goulart reclama equivocadamente por conta das ruas íngremes do Jardim Primavera. Hoje em dia, Sr. vereador, bicicletas possuem marchas, onde até os aclives mais difíceis podem ser vencidos de bicicleta. Se fosse apenas por conta das subidas, cidades como São Francisco não seriam uma das maiores referências do mundo no uso da bicicleta como meio de transporte.

Ciclovia em implantação na Av. Lourenço Cabreira, bairro com grande uso da bicicleta como transporte, devido a ser uma rota natural dos ciclistas que seguem em direção à Ciclovia Rio Pinheiros.
Ciclovia em implantação na Av. Lourenço Cabreira, bairro com grande uso da bicicleta como transporte, devido a ser uma rota natural dos ciclistas que seguem em direção à Ciclovia Rio Pinheiros.

O vereador ainda erra ao querer dar prioridade somente aos veículos automotores na Ponte Vitorino Goulart da Silva, sem oferecer nenhuma opção para os trabalhadores, que usam diariamente a bicicleta pela ponte e precisam chegar à Ciclovia Rio Pinheiros, que tem seu acesso bem ao lado. A ponte em questão, não oferece segurança para quem precisa atravessá-la a pé ou de bicicleta, por conta de diversos erros de projeto, que priorizam apenas os carros. Quem precisa atravessar de bicicleta é obrigado a ir pela calçada, pois os acidentes envolvendo veículos são frequentes, sem falar nos atropelamentos na alça de acesso à Cidade Dutra. Nesse acesso, os pedestres precisam atravessar em uma curva, onde não é possível ver se está vindo veículos por conta do guard-rail. Tudo devido à prioridade que é dada apenas aos carros, através das pistas que incentivam à alta velocidade e o desrespeito ao mais frágil.

A construção da Ciclovia da Av. Atlântica não está causando nenhuma devastação sequer, como afirma o jornal, pois quando há uma árvore, o trajeto é contornado para preservá-las, além de estar sendo feito um novo paisagismo no local. Essa ciclovia também irá oferecer uma ótima opção para que o cidadão possa fazer um exercício saudável durante seu trajeto ao trabalho, sem emitir gases na atmosfera. Já em tantas outras ruas, avenidas e pontes que foram construídas na cidade, quantas árvores não foram destruídas? E o pior, sem ciclovias e/ou replantio de árvores para compensar todo esse dano.

Novo trecho da Ciclovia na Av. Atlântica, que esquiva das árvores para preservá-las.
Novo trecho da Ciclovia na Av. Atlântica, que se esquiva das árvores para preservá-las.

O jornal ainda erra em afirmar que acidentes podem ocorrer com pedestres em áreas de grande circulação ou com ciclistas no canteiro da futura ciclovia da Av. Atlântica, que nem foi inaugurada e está previsto a implantação de grades nos trechos com distância menor que 50cm da guia. É extremamente raro que uma bicicleta consiga causar um óbito ou um grave ferimento. Um bom exemplo de compartilhamento com pedestres, é a ciclovia da Av. Sumaré, onde pedestres e ciclistas podem circular juntos e convivem muito bem, sem haver até hoje nenhum acidente e, mesmo se ocorrer, os acidentes causados por ciclistas não são graves. Ainda assim, o vereador Goulart tenta proibir a implantação de ciclovias em frente à escolas, através de seu projeto de lei que beneficia apenas quem anda de carro, sendo que as próprias crianças podem ir e vir à escola pelas estruturas cicloviárias, tornando-se mais ativas por estarem fazendo um exercício saudável, além de aprender mais sobre cidadania, humanizando mais os espaços públicos e contribuindo para o desenvolvimento da boa conduta de futuros motoristas e ciclistas.

Veja um outro caso semelhante, onde o ciclista expõe a realidade de todos pontos questionados por pessoas que não pedalam:

Os carros, por sua vez, são sempre os grandes causadores de acidentes fatais e isso não há como negar. O número de mortes nesses acidentes que acontecem diariamente em nosso país não é uma coisa “normal”, é coisa séria para ser pensada urgentemente. Esses números são maiores que as grandes guerras que já ocorreram no mundo inteiro, tanto atualmente como no passado. É triste ver que ainda temos políticos pouco preparados e atualizados para lidar com a mobilidade em bicicleta e preferem dar lugar ao modal motorizado, que causam cada vez mais mortes, acidentes e prejuízos bilionários à população com gastos em reparos de vias, indenizações e na saúde, onde grande parte das emergências são para atender vítimas de acidentes de trânsito, causados por veículos motorizados.

Que cidade queremos para o nosso futuro? Mais humanas ou mais congestionadas?

Acidente envolvendo veículos automotores na Av. Dona Belmira Marin. Nessa via não existem ciclovias e a vítima poderia ter sido um ciclista.
Acidente envolvendo veículos automotores na Av. Dona Belmira Marin. Nessa via não existem ciclovias e a vítima poderia ter sido um ciclista.

Jornal Notícias da Região (consulte páginas 2 e 15) :

http://www.youblisher.com/p/1045831-Jornal-Noticias-da-Regiao-Sul-Edicao-410

Site do jornal:

http://www.noticiasdaregiao.com.br

Ciclovias na extrema Zona Sul: uma necessidade urgente.

Por que a estrutura cicloviária não chega aonde mais precisamos?

São Paulo está passando por uma grande transformação, nunca antes vista na cidade, com as ciclovias que estão se espalhando por diversos bairros. É um grande incentivo e uma opção de transporte saudável para a população.

Porém, a grande maioria delas estão sendo instaladas em regiões do centro expandido e em bairros nobres. Já na periferia, são poucas as ciclovias que chegam. Na extrema Zona Sul, por exemplo, esse tipo de estrutura simplesmente inexiste, o que dificulta bastante os deslocamentos dos ciclistas ao trabalho em avenidas como a Teotônio Vilela, Interlagos, M’boi Mirim, etc.

O Grajaú, que é um dos bairros com maior utilização de bicicletas como meio de transporte na cidade, também não possui nenhuma estrutura, que atenda aos ciclistas com segurança. Pelo contrário, o único projeto para a região, que beneficiaria os cidadãos ao uso da bike, era o corredor de ônibus da Av. Dona Belmira Marin, que ganharia uma estrutura cicloviária em toda a sua extensão até o bairro do Jardim Eliana. Ao invés disso, a via está recebendo apenas faixas exclusivas de ônibus, que auxiliam bastante a população que utiliza o transporte público, mas colocam em risco a vida dos cidadãos que usam a bicicleta para ir e vir do trabalho ou até o bicicletário do Terminal Grajaú.

Avenida Senador Teotônio Vilela
Avenida Senador Teotônio Vilela

Mesmo que exista a intenção de criar infraestrutura cicloviária para a nossa região, não será possível sua implantação fora das vias principais, isso porque não existem vias secundárias capazes de proporcionar um trajeto rápido, sem grandes desvios ou aclives acentuados. O ideal seria a construção de uma estrutura ligando a Ciclovia do Trabalhador, no bairro do Socorro, até Parelheiros, através do eixo das avenidas Atlântica e Teotônio Vilela, utilizando o canteiro central e seguindo paralelamente ao corredor de ônibus. Além disso, também é essencial que existam estruturas cicloviárias desse tipo na Av. Guarapiranga, Estrada do M’Boi Mirim, Estrada de Itapecerica e demais vias da região.

Assine o abaixo-assinado e vamos juntos pedir à prefeitura para que a extrema Zona Sul esteja incluída de maneira sensata nos 400km de ciclovias. Para que seja pensado na mobilidade dos cidadãos que utilizam a bicicleta com frequência para ir e vir do trabalho e para incentivar esse meio de transporte nas regiões onde é mais preciso, o que pode melhorar e muito, a região com o trânsito mais caótico da cidade: a Zona Sul.