Ciclovias protegem pessoas, sejam pedestres ou ciclistas

Ciclovias protegem pessoas, sejam pedestres ou ciclistas.

Qualquer ciclista sabe como a nossa segurança melhorou com a implantação de ciclovias, mas e para os pedestres?

Recentemente conversei com algumas pessoas e resolvi escrever um pouco do que elas disseram, dando destaque aos que não pedalam nas ciclovias, mas usam elas 🙂

4
Um cadeirante e sua acompanhante em segurança na ciclovia da Rua Coronel Lisboa, na Vila Clementino. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Camila, 22, estudante da UNIFESP: “Acho meio louca essa história de andar de bicicleta em São Paulo, o transito tem muito maluco, sabe? Pra quem pedala com certeza melhorou, meu namorado fala bastante já que vai pra faculdade e pro estágio de bicicleta, de terno e tudo. Como eu tenho medo e não tem ciclovia de casa até aqui na faculdade, continuo vindo de Metro e andando. Pra mim melhorou, quando tem carro estacionado na calçada dá pra andar na ciclovia… Assim como dá pra passar o pessoal que anda mais devagar quando to com pressa.

Lucas, 16, estudante do Colégio Madre Cabrini (que se posicionou contra a ciclovia, leia mais clicando aqui): “Antes a gente tinha que se espremer na calçada, era muito ruim porque não tinha espaço para todo mundo que ia e vinha, quando não cabia na calçada a gente tinha que se arriscar andando entre os carros manobrando. Agora quando tem muita gente podemos caminhar pela ciclovia, é só tomar cuidado com as bicicletas.”

Lucas se refere ao trecho da ciclovia da Rua Madre Cabrini, próximo da estação Vila Mariana, que se conecta com as ciclovias da Avenida Jabaquara e Rua Vergueiro. Entenda mais sobre o trecho da Madre Cabrini clicando aqui.

Maíra, 34, técnica de enfermagem: “No começo achei que [a ciclovia] ia atrapalhar bastante porque o transito desse pedaço (região da Vila Clementino), mas reparei que não fez diferença no transito, mas deve ajudar bastante quem anda de bicicleta. Ela [a ciclovia] ajuda bastante quando quero atravessar a rua, porque dá pra ver melhor os carros vindo.

Pedro, 26, auxiliar administrativo e cadeirante: “Pra vc que pedala com certeza melhorou bastante, né? Pra mim também! Antes eu tinha que me virar com esse monte de degraus na calçada (aponta para degraus na calçada), dependia de rampas de acessibilidade e de garagem, que nem sempre são boas, tinha que passar entre carros estacionados e na rua quando tinha degrau na calçada… Era perigoso, a maioria dos motoristas não respeita a gente. Agora que tem a ciclofaixa posso ir por ela, o que é bem mais fácil e seguro!” 

Camila, Maíra e Pedro trabalham na Vila Clementino, perto da ciclovia das ruas Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro, veja o trajeto dessa ciclovia aqui.

Osias, 45, motorista de ônibus: “No começo não gostei, achei que ia ser gasto de dinheiro à toa, mas pra mim melhorou porque agora não tem mais ‘bicicleteiro’ na faixa de onibus, só um ou outro… Pra a gente que dirige ônibus é bem melhor, né? Agora o que atrapalha a gente é só táxi, que fica cortando entre a faixa de ônibus e a outra.

Osias dirige em duas linhas diferentes, uma que passa pela Rua Vergueiro/Avenida Paulista e outra que passa na Avenida Jabaquara e região de Interlagos.

Renata, 37, enfermeira: “Cuido de idosos que precisam de atenção especial há anos, sempre foi difícil sair com eles, levar pra passear, sabe? A cidade é ruim pra eles, tem degrau na calçada, carro que buzina quando a gente atravessa, é perigoso pra mim e pra quem eu cuido. O seu Antonio (senhor de quem ela cuida, que estava conosco) nunca gostou de sair de casa porque o bairro tem muita ladeira, então pra ele é difícil andar com tanto degrau na calçada… Hoje ele sai mais, sempre vou junto porque é meu trabalho acompanhar, mas ficou bem melhor com a ciclofaixa, porque ele não precisa ficar fazendo esforço pra passar em degrau na calçada e pode atravessar a rua com mais calma, já que a pista onde o pessoal estacionava virou ciclofaixa e ciclistas tem mais paciencia pra esperar ele atravessar a rua…

Renata é enfermeira e cuida de seu Antonio, que usa ciclovias para caminhar e se sente mais seguro para atravessar a rua já que a ciclovia ‘diminuiu’ o espaço em que os carros esperam o semáforo abrir… E ciclistas respeitam idosos em ciclovias 🙂

‘Seu’ Antonio, 78, aposentado: “Quando começaram a pintar a faixa de bicicleta aqui no bairro eu não gostei, mas agora gosto porque dá pra caminhar nela, que é melhor que a calçada já que não tem degraus. Na hora de atravessar também ajuda, porque como tem esses pauzinhos amarelos (balizadores) nas esquinas os carros fazem a curva mais longe, então protege a gente.

Entenda porque ciclovias são benéficas para pedestres nesse vídeo gravado pelo nosso amigo Diego Brea, do BZS.

Leia mais sobre como as ciclovias protegem pedestres nesta matéria do Vá de Bike.

Veja o mapa da infraestrutura cicloviária da cidade de São Paulo clicando aqui.

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:

Anúncios

#AnáliseBZS sobre a matéria da Folha de SP

 

#AnáliseBZS sobre a matéria da

Folha de S.Paulo

Recortamos alguns trechos da matéria relacionados à mobilidade e comentamos de acordo com o nosso posicionamento. Para entender melhor nossos comentários, colocamos links com mais informações, podem clicar que eles vão abrir em outras abas do seu navegador.

CICLOVIAS
Quando começou: 2009
Como é: hoje existem 415 km; cerca de 65 deles foram feitos por gestões anteriores à de Haddad
O que fica: boa parte delas deve ser mantida
O que muda: sua manutenção será cedida à iniciativa privada em troca de publicidade; os trechos subutilizados serão removidos

Bike Zona Sul: Nenhuma ciclovia deve ser removida, elas são criadas para oferecer uma opção segura aos que já pedalam e aos que querem pedalar, mas tem medo do transito. A ampliação da malha cicloviária mostrou que existem milhares de pessoas que desejam usar a bicicleta como meio de transporte, que após a criação elas começam a ser usadas. Se chama ‘demanda reprimida’ (entenda nesse vídeo). A construção de ciclovias aumentou o número de ciclistas, pois muitas pessoas só pedalam quando se sentem seguras. Entenda aqui e aqui.

CORREDORES DE ÔNIBUS
Como é: a cidade tem mais de 500 km de pistas exclusivas
O que fica: elas não serão retiradas, mas sim reestudadas –caso da av. Giovanni Gronchi
O que muda: será implantado sistema de BRT e cobradores serão promovidos a motoristas –programa se chamará Rapidão

BZS: Todos os corredores e faixas de ônibus devem ficar como são ou ter seu horário ampliado, a prioridade deve ser do transporte público-coletivo, não dos veículos particulares. Como manda a Plano de Mobilidade Urbana. Mais informações sobre o Plano de Mobilidade Urbana aqui.

 

REDUÇÃO DA VELOCIDADE NAS MARGINAIS
Quando começou: jul.2015
Como é: nas pistas locais, limite é de 50 km/h; nas centrais, de 60km/h; e nas expressas, de 70 km/h
O que fica: nas outras vias, como a av. Rebouças (50 km/h), velocidade não será alterada
O que muda: limite será de 60 km/h nas locais, 70 km/h nas centrais e 90 km/h nas expressas, “na semana seguinte à posse”

BZS: As Marginais devem continuar com os limites de velocidade atuais, para preservar vidas e proteger as pessoas, tanto motoristas, quanto passageiros e motociclistas. A velocidade máxima de 50km/h é uma recomendação da ONU, de acordo com o programa Visão Zero, que busca tornar as cidades mais seguras para todos.

 

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:

Algumas razões para reduzir a velocidade máxima das vias

Algumas razões para reduzir a velocidade máxima das vias

0
Fonte: The City Fix.

1) Mais de 45 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil. (Fonte: ONU)

2) O Brasil está em 4º lugar no mundo entre os países com mais mortes no trânsito (Fonte: Justiça Federal)

3) Nosso país gasta cerca de R$ 40 bilhões por ano com acidentes de trânsito. (Fonte: G1/Bom Dia Brasil)

4) redução de 5% na velocidade máxima das vias reduz em 30% a chance de morte em caso de atropelamentos! (Fonte: The City Fix)

5) Risco de acidentes de trânsito a 40 km/h é a metade do que a 50 km/h. (Fonte: UOL)

6) Quanto mais carros, mais antissociais ficamos. (Fonte: The City Fix)

7) Menor velocidade máxima aumenta a fluidez no trânsito e reduz congestionamentos. (Fonte: WSDOT – Departamento de Transportes de Washington, EUA)

8) Diversas cidades no Mundo tem reduzido a velocidade máximas das suas vias, como Londres e Paris. (Fonte: Jornal Hoje)

9) Nova York reduziu a velocidade de suas vias para 40 km/h para zerar as mortes no transito. (Fonte: Jornal Nacional e Vá de Bike)

10) Em São Paulo a redução da velocidade máxima nas vias as mortes já diminuíru mais de 20%. (Fonte: Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em SP)

 

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia #PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #SãoPauloPraPessoas #CitiesForPeople

Retrospectiva 2015 do Bike Zona Sul

Pedais especiais do mês

Fizemos alguns pedais bem animados em 2015. Exploramos alguns lugares do Polo Ecoturístico de Parelheiros, fomos à Paranapiacaba e também a outras partes da cidade como o Parque do Carmo e o Itaquerão junto com a galera do Bike Zona Leste.

Aqui vão fotos da relação deles:

Paranapiacaba – 18/1/2015
Paranapiacaba – 18/1/2015
Cachoeira do Marsilac – 22/2/2015
Cachoeira do Marsilac – 22/2/2015
Templo Kinkaku-ji –- 5/4/2015
Templo Kinkaku-ji – 5/4/2015
Pedal para o Parque do Carmo e Itaquerão (participação do Bike Zona Leste) – 1/5/2015
Pedal para o Parque do Carmo e Itaquerão (participação do Bike Zona Leste) – 1/5/2015
Pedal abraço da Guarapiranga – 31/5/2015
Pedal abraço da Guarapiranga – 31/5/2015
Estrada Ecoturistica de Parelheiros – 18/10/2015
Estrada Ecoturistica de Parelheiros – 18/10/2015
Indaiatuba – 1/11/2015
Indaiatuba – 1/11/2015
Aniversario da Holanda Bike – 20/11/2015
Aniversario da Holanda Bike – 20/11/2015

Contagem de Ciclistas no Largo do Socorro

IMG_4605

Em agosto fizemos, junto com a Ciclocidade, uma contagem no largo do Socorro. Ficamos lá entre as 8h e 18h e registramos 971 ciclistas circulando. Foi uma experiência bastante enriquecedora, pois mostrou a intensa circulação de ciclistas da região e a grande variedade, tendo trabalhadores, estudantes e pessoas das mais variadas idades.

Dia de Bike ao Trabalho

IMG_20150508_071815202

Participamos dessa iniciativa feita no dia 8/5/2015 com alguns ciclistas da zona sul. Saímos do Jabaquara até a Paulista e a V. Olímpia.

Ghost bikes

Ghost - Adair Pereira cópia

Participamos de dois momentos de solidariedade a famílias de ciclistas falecidos em 2015. Em fevereiro instalamos a Ghost Bike do Sr. Noel Moreno Leite que faleceu enquanto pedalava na Av. Belmira Marin. Em maio Aldair Pereira da Silva foi morto por uma motorista que perdeu o controle do carro e invadiu a ciclovia da Av. Atlântica.

Petições

peticao - teotonio - 28 ago

O Bike Zona Sul organizou algumas petições e obtivemos pelo menos duas vitórias: a execução da ciclovia da Consolação e o compromisso da construção da ciclovia da Teotônio Vilela.

Participação na inauguração da ciclovia da Paulista

Inauguracao ciclovia Paulista 28 jun

Junto com o pessoal do Ascibikers fizemos um bonde para ir à inauguração da ciclovia da Paulista em agosto de 2015.

19 de Agosto – O dia para refletir

De acordo com a Agência do Senado, anualmente o “Dia do Ciclista” deve ser celebrado no dia 19 de agosto. A data se deu após a morte de Pedro Davison, em 2006, atropelado por um automóvel no Eixo Rodoviário Sul (em Brasília) aos 25 anos de idade. O motorista que atropelou Pedro Davison dirigia alcoolizado e em alta velocidade.

Por esses motivos, a morte de Pedro deve ser refletida e não celebrada.

Em São Paulo, ciclistas e familiares estão de luto. Nos últimos dias, mortes envolvendo ciclistas e um pedestre, e atropelamentos por imprudência merecem respeito. O respeito pela vida, e uma reflexão sobre o comportamento humano ao ter domínio sobre qual for a máquina. Uma bicicleta, um carro, um ônibus, uma carreta, um skate ou patins, são veículos onde seu funcionamento depende de uma dominação. E que, infelizmente, o ser humano tão confiante de si mesmo não percebe e não está pronto para dominá-los. Hoje, a cena mais comum que vemos nas ruas é motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas guiando-os como se estivessem sentados no sofá assistindo TV.

Ciclistas: não devemos e não podemos levar para as ruas, ciclovias e ciclofaixas, os comportamentos do trânsito que nos fazem de vítimas. Da mesma maneira que exigimos respeito dos motoristas, devemos respeitar pedestres e demais ciclistas nas vias. Como também, devemos respeitar motoristas e motociclistas. Exigimos vias próprias, exigimos respeito, exigimos e nos impomos nas ruas como meios de transporte, então, que faça desse meio o melhor meio, para ser respeitado e saber respeitar. Ciclovias e ciclofaixas não são vias de competição, ciclovias e ciclofaixas são vias compartilhadas. Da mesma forma que você pode pedalar nas ruas, entre carros e motocicletas, os pedestres podem usar ciclovias e ciclofaixas para se locomover. Levando em consideração, também, a má manutenção das calçadas. Os pedestres por sua vez, também se sentem mais seguros caminhando pelas ciclovias e ciclofaixas da cidade. Aparentemente, as vias para ciclistas são mais acessíveis para os pedestres. Se você optou pela bicicleta, saiba também, que em pé e nas ruas existem vidas a serem respeitadas. Da mesma maneira que você pode, com cautela e por algum motivo de segurança, usar a calçada para se locomover, o pedestre também pode preferir usar as vias de bicicleta para caminhar. Sobre o semáforo, respeite-o como veículo, por mais que também seja inseguro para você. Salva sua vida, e de pedestres que estão atravessando. Existem lugares próprios para correr, as ruas não são velódromos. Por isso ciclistas, deixem de lado esse comportamento ciclo-carrocrata, prejudica a você e demais que usam as ruas da cidade.

Por todas essas palavras, que essa data em que lembramos Pedro (o ciclista atropelado em 2006), sejamos responsáveis nas ruas. Seja você ciclista, pedestre, motorista, motociclista, caminhoneiro ou perueiro (motorista de ônibus de pequeno porte). Somos e temos vida, esteja ela sendo movida por um motor ou pelas próprias pernas. Essa reflexão teve como base depoimentos e reflexões partindo da publicação de Ivson Miranda, em seu perfil social.

Parabéns ciclista, e que esse dia (não só nesse) nos leve a uma única reflexão: sejamos prudentes!

Equipe Bike Zona Sul