Como as ciclovias tem afetado o comércio?

Como as ciclovias tem afetado o comércio?

 

Bike Zona Sul
Tati, que instalou um paraciclo na frente do Clemente Café, com Carla Moraes. (Foto: Carla Moraes/BZS)

Quando uma ciclovia é implantada é comum ouvir reclamações como “vai tirar vagas dos carros”, “vai atrapalhar o transito”, “São Paulo não é lugar pra andar de bicicleta”… Neste post, vamos falar de uma dessas críticas, mais especificamente, sobre o comércio.

Como já foi comprovado por pesquisas (veja aqui, aqui, aqui e aqui) o número de ciclistas aumenta muito além da malha cicloviária, mas como isso tem afetado o comércio? Será que a crítica “ciclovia atrapalha o comércio” é real ou é só um preconceito?

Com a palavra, os comerciantes!

Ana, 24, dona de lanchonete (no Paraíso, na frente da ciclovia da R.Dr.Rafael de Barros): “No começo achei um absurdo a prefeitura vir pintar uma ciclofaixa na frente da minha lanchonete sem avisar ninguém, ainda mais porque eu estacionava aqui na frente. Quando pintaram passava pouca gente de bicicleta, agora passa bastante. Além disso, agora tem alguns grupos de pedal que comem aqui, então melhorou o movimento à noite.

Bianca, 34, gerente de loja de roupas (na região da Praça da Árvore, perto da ciclovia da Av.Jabaquara): Achei que ia ser ruim porque ia piorar o transito, mas parece que o movimento aumentou, talvez tenha melhorado porque mais pessoas conseguem ver a loja. Tem gente que deixa a bicicleta no poste na frente da loja e entra pra ver as mercadorias.

Carlos, 52, funcionário de estacionamento:Menino, vou te falar uma coisa, essa ciclofaixa é uma benção! O estacionamento sempre teve movimento, mas agora vive cheio porque tem menos vagas de Zona Azul e algumas lojas fizeram convenio com a gente.

Daniela, 22, caixa de supermercado (em Mirandópolis, perto da ciclovia da Rua Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro): “Trabalho aqui fazem uns dois anos, depois que fizeram a ciclofaixa começou a ter mais gente vindo de bicicleta pro supermercado, então acho que o dono deve estar ganhando mais… Pra mim não faz tanta diferença, mas ficou mais fácil pros meninos que fazem as entregas, eles gostam.

Diego, 24, garçom do Sukiya da Rua Vergueiro (na frente da Ciclovia da Rua Vergueiro/Avenida Liberdade): Todo final de semana aparecem vários ciclistas aqui, principalmente na hora do almoço, em especial no domingo. Durante a semana também aparecem alguns clientes de bicicleta, mas acho que menos do que no domingo, porque tem Ciclofaixa de passeio [lazer].”

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Bicicletas amarradas na grade do Sukiya da Rua Vergueiro. (Foto: Thomas Wang/Bike Zona Sul)

Marcos, 56, atendente do Starbucks (Avenida Paulista, na frente da ciclovia da Avenida Paulista): Desde que trabalho aqui tinha cliente que vinha de bicicleta, depois que inauguraram a ciclovia tem ainda mais. Eles falam que podem parar a bicicleta na entrada da loja, trancar em poste, entrar, comprar o café e sair. É bem mais fácil do que o pessoal que vem de carro, que tem que ficar procurando vaga, pagar estacionamento… E aqui estacionamento é uma fortuna!

Rogério, 46, dono de bar/lanchonete (na frente da ciclovia da R.Artur de Azevedo): “Antes eu só vendia para os pedestres e pessoal que trabalha aqui perto, achei que ia ser ruim porque não ia ter mais vagas na frente do bar, mas agora é bem melhor, dá pra ver o movimento da rua e o pessoal que anda de bicicleta pára aqui para comprar água, suco, café, Gatorade… Até melhorou o movimento do bar já que tem um pessoal que pedala a noite e para aqui pra comer.”

Tatiana, 29, dona do Clemente Café (na frente da ciclovia da Rua Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro): Aqui na rua passa um número considerável de bikes, às vezes até na calçada. A ciclovia possibilita que as pessoas que nem moram tão perto e usam a bike como meio de transporte (mais do que lazer, pelo menos na semana) tenham contato com café especial.

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Na falta de paraciclo, fica no poste. Se os comerciantes instalassem paraciclos iam faturar bem mais com clientes que pedalam… (Foto: Thomas Wang/BZS)

Para entender mais sobre a relação entre ciclovias e o comércio, veja nestes links:
Bicicleta faz bem ao Comércio – Ciclocidade

Com ciclovias, faturamento do comércio aumenta

Ruas abertas com pedestres e ciclistas aumentam faturamento de lojistas

(Equipe Bike Zona Sul: Carla Moraes e Thomas Wang)

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Alforje é vida

Amamos alforjes! ❤

Essencial para uso urbano, é uma bolsa para bicicletas, um acessório muito prático para levar objetos do dia a dia sem precisar amarrar vários elásticos no bagageiro e sem a necessidade de levar peso nas costas, deixando o corpo livre para sentir mais ainda o vento e a liberdade da bicicleta.

Alforje Bike Zona Sul
Alforjes nos bagageiros facilita tudo

Existem alforjes para todos os tipos, tamanhos e gostos, atendendo desde quem usa a bicicleta como meio de transporte ou até para quem deseja viajar de bike mundo afora.

E aí, já pensou em utilizar um para facilitar o seu dia a dia? Alforje é vida. 😉

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Priorização dos pedestres em Los Angeles, EUA

PRIORIZAR PEDESTRES JÁ É UMA REALIDADE MUNDIAL!

Compartilhamos este vídeo do LADOT Official, a empresa responsável pela mobilidade de Los Angeles (Estados Unidos). No vídeo a diferença no cruzamento antes e depois da instalação da faixa de pedestres na diagonal é clara…

É a priorização dos pedestres, que torna a cidade mais segura para todos 🙂

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Faixa de pedestres na diagonal em Los Angeles, Estados Unidos. (foto: LADOT)

O LADOT também fez medições estatísticas para comparar o número de colisões e atropelamentos no local antes e depois da instalação da faixa de pedestres em X, veja mais no link do InhabitatLA’s most dangerous intersection made safer with scramble crosswalk.

Vídeo do LADOT sobre a faixa de pedestres em X:
https://www.youtube.com/watch?v=bNj27zbfNxo

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Sorocaba também tem bicicletas compartilhadas e ciclovias!

Sorocaba também está instalando um sistema de bicicletas compartilhadas e construindo ciclovias!

O Integra Bike Sorocaba funciona de forma similar ao Bike Sampa e o Ciclo Sampa (de São Paulo), mas a diferença é que ele é gerido pela Prefeitura de Sorocaba.

Essas fotos (imagens 1 e 2) são da estação que fica na Avenida Itavuvu (imagem abaixo), perto do Shopping Cidade De Sorocaba, na área de transferência de passageiros dos ônibus, o que facilita a intermodalidade entre esses dois meios de transporte.

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Estação do IntegraBike próximo da área de transferência de passageiros do transporte coletivo. (foto: Thomas Wang)

Também vimos divulgação do sistema sobre o sistema em escolas, pontos de ônibus, shoppings e ginásios municipais (imagem abaixo). Nas escolas, é interessante que o ‘passe escolar’ já venha integrado com o sistema de bicicletas, o que facilita a vida dos estudantes.

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Divulgação do IntegraBike Sorocaba em uma escola municipal. (foto: Thomas Wang)

Além disso, no tempo que passei lá percebi várias ciclovias surgindo, ciclovias de diversos tipos! A maioria das que pude olhar com mais calma são bidirecionais de canteiro central ou bidirecionais com calçadas compartilhadas. A maioria percorre avenidas onde há veículos em alta velocidade, o que as torna ainda mais importantes para proteção dos ciclistas.

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Totem da estação do IntegraBike. (foto: Thomas Wang)

Também pude notar falhas nas ciclovias de Sorocaba como falta de sinalização de ciclovias em alguns trechos (as bicicletinhas pintadas no solo, placas, falta de pintura de travessias). Em alguns pontos as ciclovias começam/terminam de forma abrupta, às vezes sem sinalização, obrigando o ciclista a voltar para as faixas mistas ou para a calçada, mas a convivência parece ser tranquila nesses trechos.

É incrível ver como a cultura da bicicleta está se ampliando, desde Los Angeles até Sorocaba, passando por São Paulo, Nova York e Berlim! A tendência já é clara, as ciclovias vieram para ficar e vão ajudar a melhorar a vida de todos, como já acontece em Portland, Amsterdã e Tóquio! Como está começando a acontecer em São Paulo e, logo mais, em Sorocaba!

Para mais informações, olhe nesses links:
Mapa das ciclovias, Prefeitura de Sorocaba: sobre as ciclovias de Sorocaba
Sobre as novas estações do Integra Bike:IntegraBike no G1
Sobre o sistema Integra Bike: Jornal Cruzeiro

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(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

Bicicletas X Carros: qual é melhor para o comércio?

Você sabia que a infraestrutura para bicicleta atrai mais pessoas do que as construídas para carros?

Pense de forma prática, em uma vaga de carro cabem (pelo menos) seis bicicletas. Ou seja, no estacionamento de uma loja, ao invés de um potencial cliente, a loja pode ter seis.

Se um cliente de carro tiver a facilidade de parar o seu carro, ele ainda será um. Se seis clientes puderem deixar suas bicicletas em segurança, eles serão seis clientes consumindo!

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Paraciclo instalado pela Prefeitura em frente ao Panda Café, na Rua Domingos de Morais. A maioria dos frequentadores desse restaurante chega a ele a pé ou de bicicleta.


Estudos recentes provam que ciclovias, ciclofaixas, paraciclos e bicicletários são benéficos para os locais onde são instalados. Isso ocorre pois eles transformam a rua em um ambiente mais seguro e agradável, atraindo mais pessoas para ela. Mais gente na rua = mais potenciais clientes.

Construir ciclovias e paraciclos torna as ruas seguras e agradáveis para ciclistas, o que incentiva os pedestres, trazendo cada vez mais gente para a região.

Uma prova bem clara pode ser vista nesse vídeo (https://vimeo.com/83173191 ). Ele foi gravado em Nova York (EUA). Comerciantes registraram que nas ruas contempladas com ciclovias e parklets, seu faturamento aumentou no mínimo 25%, mesmo sem as vagas de estacionamento.

Por isso os comerciantes devem apoiar a construção de ciclovias, assim como devem adaptar seus estabelecimentos para clientes-ciclistas… Eles só tem a ganhar com isso 🙂

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#CidadesParaPessoas #CitiesForPeople #SãoPauloPraPessoas

(Equipe BZS: Thomas Wang)

A novela da ciclovia da Rua Madre Cabrini

Todos já ouvimos falar da novela que está se desenrolando na Rua Madre Cabrini…

Nessa rua, um colégio particular tem brigado na Justiça para que a Prefeitura retire a ciclovia que passa em frente a ele… A foto abaixo mostra como está a ciclovia atualmente:

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Local onde a ciclovia é interrompida em frente ao Colégio Madre Cabrini. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Como é possível ver na foto, a ciclovia acaba abruptamente e o ciclista dá de cara com carros parados ou estacionados. Sim, apesar de ser uma área de embarque ou desembarque, muitos motoristas estacionam ali e ficam esperando as crianças saírem das suas atividades. Isso é um problema pois obriga o ciclista que sobe a Rua Madre Cabrini a contornar os carros parados na contramão, se colocando em risco. Por se tratar de uma ladeira muitos carros/motos/ônibus descem com certa velocidade, podendo atingir os ciclistas que sobem a rua nesse trecho sem ciclovia. Com a ciclovia, o ciclista tinha sua faixa demarcada, podendo subir sem se colocar em risco. 

O Colégio Madre Cabrini que tem como missão “contribuir para a formação de cidadãos comprometidos com a promoção da vida” e é por isso que a CET tem implantado ciclovias, para proteger as pessoas mais frágeis no trânsito, que somos nós, os ciclistas.

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Vans escolares podem entrar no colégio.

Em sua visão o Colégio Madre Cabrini promete “o desenvolvimento integral do ser humano”, porém se posiciona contra o desenvolvimento da cidade, preferindo atacar políticas públicas que beneficiam o bem coletivo para que possa usar uma área pública como se fosse particular. Se as vans escolares podem acessar a área interna do colégio para fazer o embarque/desembarque de estudantes, por que os carros não podem?

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Na esquerda: carro estacionado na ciclovia, impedindo a circulação de pedestres e ciclistas. Na direita: carro estacionado em local proibido.

Como uma escola que tem como valores “Compaixão, Justiça, Solidariedade e Responsabilidade social e ambiental” pode ignorar o bem estar e a segurança de dezenas de ciclistas que passam por ali todos os dias? Sem contar as centenas de pedestres, inclusive alunos e funcionários do Madre Cabrini, que andam na ciclovia.

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O mesmo carro da foto anterior, saindo da ciclovia quando viu eu me aproximar.

A escola alega que a ciclovia coloca “as crianças” em risco, desconsiderando o fato que são os carros que causam a maior parte dos atropelamentos. O que o Colégio Madre Cabrini devia reparar é que na realidade a ciclovia protege/protegia as pessoas, sejam elas crianças ou adultos. A Rua Madre Cabrini possui duas escolas e um cursinho nesse trecho, por onde circulam milhares de pedestres. Sim, são milhares, só o Poliedro tem cerca de 3 mil alunos, sendo que a grande maioria vai de Metrô.

Na foto abaixo, tirada no horário do almoço, perceba que a ciclovia está sendo usada pelas pessoas como se fosse parte da calçada. Justamente porque elas se sentem protegidas dos carros enquanto andam na ciclovia.

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Pedestres utilizam a ciclovia já que a calçada não é suficiente.

Se a preocupação do Colégio Madre Cabrini realmente fosse a segurança das pessoas, ele não pediria a  retirada da ciclovia, ele pediria a ampliação das calçadas e a instalação de mais faixas de pedestres e mais lombadas.

Vamos demonstrar que queremos a ciclovia ali, demonstre seu apoio à ciclovia CLICANDO AQUI!

Leia mais sobre a Ciclovia da Rua Madre Cabrini nesse post do Vá de Bike.

 

 

Veja o mapa da infraestrutura cicloviária da cidade de São Paulo clicando aqui.

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


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Retrospectiva 2015 do Bike Zona Sul

Pedais especiais do mês

Fizemos alguns pedais bem animados em 2015. Exploramos alguns lugares do Polo Ecoturístico de Parelheiros, fomos à Paranapiacaba e também a outras partes da cidade como o Parque do Carmo e o Itaquerão junto com a galera do Bike Zona Leste.

Aqui vão fotos da relação deles:

Paranapiacaba – 18/1/2015
Paranapiacaba – 18/1/2015
Cachoeira do Marsilac – 22/2/2015
Cachoeira do Marsilac – 22/2/2015
Templo Kinkaku-ji –- 5/4/2015
Templo Kinkaku-ji – 5/4/2015
Pedal para o Parque do Carmo e Itaquerão (participação do Bike Zona Leste) – 1/5/2015
Pedal para o Parque do Carmo e Itaquerão (participação do Bike Zona Leste) – 1/5/2015
Pedal abraço da Guarapiranga – 31/5/2015
Pedal abraço da Guarapiranga – 31/5/2015
Estrada Ecoturistica de Parelheiros – 18/10/2015
Estrada Ecoturistica de Parelheiros – 18/10/2015
Indaiatuba – 1/11/2015
Indaiatuba – 1/11/2015
Aniversario da Holanda Bike – 20/11/2015
Aniversario da Holanda Bike – 20/11/2015

Contagem de Ciclistas no Largo do Socorro

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Em agosto fizemos, junto com a Ciclocidade, uma contagem no largo do Socorro. Ficamos lá entre as 8h e 18h e registramos 971 ciclistas circulando. Foi uma experiência bastante enriquecedora, pois mostrou a intensa circulação de ciclistas da região e a grande variedade, tendo trabalhadores, estudantes e pessoas das mais variadas idades.

Dia de Bike ao Trabalho

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Participamos dessa iniciativa feita no dia 8/5/2015 com alguns ciclistas da zona sul. Saímos do Jabaquara até a Paulista e a V. Olímpia.

Ghost bikes

Ghost - Adair Pereira cópia

Participamos de dois momentos de solidariedade a famílias de ciclistas falecidos em 2015. Em fevereiro instalamos a Ghost Bike do Sr. Noel Moreno Leite que faleceu enquanto pedalava na Av. Belmira Marin. Em maio Aldair Pereira da Silva foi morto por uma motorista que perdeu o controle do carro e invadiu a ciclovia da Av. Atlântica.

Petições

peticao - teotonio - 28 ago

O Bike Zona Sul organizou algumas petições e obtivemos pelo menos duas vitórias: a execução da ciclovia da Consolação e o compromisso da construção da ciclovia da Teotônio Vilela.

Participação na inauguração da ciclovia da Paulista

Inauguracao ciclovia Paulista 28 jun

Junto com o pessoal do Ascibikers fizemos um bonde para ir à inauguração da ciclovia da Paulista em agosto de 2015.

19 de Agosto – O dia para refletir

De acordo com a Agência do Senado, anualmente o “Dia do Ciclista” deve ser celebrado no dia 19 de agosto. A data se deu após a morte de Pedro Davison, em 2006, atropelado por um automóvel no Eixo Rodoviário Sul (em Brasília) aos 25 anos de idade. O motorista que atropelou Pedro Davison dirigia alcoolizado e em alta velocidade.

Por esses motivos, a morte de Pedro deve ser refletida e não celebrada.

Em São Paulo, ciclistas e familiares estão de luto. Nos últimos dias, mortes envolvendo ciclistas e um pedestre, e atropelamentos por imprudência merecem respeito. O respeito pela vida, e uma reflexão sobre o comportamento humano ao ter domínio sobre qual for a máquina. Uma bicicleta, um carro, um ônibus, uma carreta, um skate ou patins, são veículos onde seu funcionamento depende de uma dominação. E que, infelizmente, o ser humano tão confiante de si mesmo não percebe e não está pronto para dominá-los. Hoje, a cena mais comum que vemos nas ruas é motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas guiando-os como se estivessem sentados no sofá assistindo TV.

Ciclistas: não devemos e não podemos levar para as ruas, ciclovias e ciclofaixas, os comportamentos do trânsito que nos fazem de vítimas. Da mesma maneira que exigimos respeito dos motoristas, devemos respeitar pedestres e demais ciclistas nas vias. Como também, devemos respeitar motoristas e motociclistas. Exigimos vias próprias, exigimos respeito, exigimos e nos impomos nas ruas como meios de transporte, então, que faça desse meio o melhor meio, para ser respeitado e saber respeitar. Ciclovias e ciclofaixas não são vias de competição, ciclovias e ciclofaixas são vias compartilhadas. Da mesma forma que você pode pedalar nas ruas, entre carros e motocicletas, os pedestres podem usar ciclovias e ciclofaixas para se locomover. Levando em consideração, também, a má manutenção das calçadas. Os pedestres por sua vez, também se sentem mais seguros caminhando pelas ciclovias e ciclofaixas da cidade. Aparentemente, as vias para ciclistas são mais acessíveis para os pedestres. Se você optou pela bicicleta, saiba também, que em pé e nas ruas existem vidas a serem respeitadas. Da mesma maneira que você pode, com cautela e por algum motivo de segurança, usar a calçada para se locomover, o pedestre também pode preferir usar as vias de bicicleta para caminhar. Sobre o semáforo, respeite-o como veículo, por mais que também seja inseguro para você. Salva sua vida, e de pedestres que estão atravessando. Existem lugares próprios para correr, as ruas não são velódromos. Por isso ciclistas, deixem de lado esse comportamento ciclo-carrocrata, prejudica a você e demais que usam as ruas da cidade.

Por todas essas palavras, que essa data em que lembramos Pedro (o ciclista atropelado em 2006), sejamos responsáveis nas ruas. Seja você ciclista, pedestre, motorista, motociclista, caminhoneiro ou perueiro (motorista de ônibus de pequeno porte). Somos e temos vida, esteja ela sendo movida por um motor ou pelas próprias pernas. Essa reflexão teve como base depoimentos e reflexões partindo da publicação de Ivson Miranda, em seu perfil social.

Parabéns ciclista, e que esse dia (não só nesse) nos leve a uma única reflexão: sejamos prudentes!

Equipe Bike Zona Sul