Bike Zona Sul

Dicas para pedalar no frio

Algumas dicas da equipe Bike Zona Sul para pedalar no frio!

1) Vista-se de forma adequada. Use abrigos como moletons para proteger o peito, costas, o tronco de forma geral. Isso é importante para se prevenir contra resfriados. Use casacos ‘corta vento’, eles são eficientes para armazenar o calor sem que te façam suar demais.

2) Cubra a cabeça. Use uma bandana, boné ou lenço por baixo do capacete, para proteger-se do frio. Além disso, use algo para cobrir o nariz e a boca quando necessário, para evitar que o ar gelado penetre diretamente nas vias respiratórias. Para os olhos, vale o uso de óculos de ciclismo.

3) Use luvas. Além de esquentar, elas melhoram a circulação sanguínea evitando que suas mãos ‘tremam’ por causa do frio, o que dá mais firmeza para segura o guidão.

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(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


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Ciclovias protegem pessoas, sejam pedestres ou ciclistas

Ciclovias protegem pessoas, sejam pedestres ou ciclistas.

Qualquer ciclista sabe como a nossa segurança melhorou com a implantação de ciclovias, mas e para os pedestres?

Recentemente conversei com algumas pessoas e resolvi escrever um pouco do que elas disseram, dando destaque aos que não pedalam nas ciclovias, mas usam elas 🙂

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Um cadeirante e sua acompanhante em segurança na ciclovia da Rua Coronel Lisboa, na Vila Clementino. (Foto: Thomas Wang/BZS)

Camila, 22, estudante da UNIFESP: “Acho meio louca essa história de andar de bicicleta em São Paulo, o transito tem muito maluco, sabe? Pra quem pedala com certeza melhorou, meu namorado fala bastante já que vai pra faculdade e pro estágio de bicicleta, de terno e tudo. Como eu tenho medo e não tem ciclovia de casa até aqui na faculdade, continuo vindo de Metro e andando. Pra mim melhorou, quando tem carro estacionado na calçada dá pra andar na ciclovia… Assim como dá pra passar o pessoal que anda mais devagar quando to com pressa.

Lucas, 16, estudante do Colégio Madre Cabrini (que se posicionou contra a ciclovia, leia mais clicando aqui): “Antes a gente tinha que se espremer na calçada, era muito ruim porque não tinha espaço para todo mundo que ia e vinha, quando não cabia na calçada a gente tinha que se arriscar andando entre os carros manobrando. Agora quando tem muita gente podemos caminhar pela ciclovia, é só tomar cuidado com as bicicletas.”

Lucas se refere ao trecho da ciclovia da Rua Madre Cabrini, próximo da estação Vila Mariana, que se conecta com as ciclovias da Avenida Jabaquara e Rua Vergueiro. Entenda mais sobre o trecho da Madre Cabrini clicando aqui.

Maíra, 34, técnica de enfermagem: “No começo achei que [a ciclovia] ia atrapalhar bastante porque o transito desse pedaço (região da Vila Clementino), mas reparei que não fez diferença no transito, mas deve ajudar bastante quem anda de bicicleta. Ela [a ciclovia] ajuda bastante quando quero atravessar a rua, porque dá pra ver melhor os carros vindo.

Pedro, 26, auxiliar administrativo e cadeirante: “Pra vc que pedala com certeza melhorou bastante, né? Pra mim também! Antes eu tinha que me virar com esse monte de degraus na calçada (aponta para degraus na calçada), dependia de rampas de acessibilidade e de garagem, que nem sempre são boas, tinha que passar entre carros estacionados e na rua quando tinha degrau na calçada… Era perigoso, a maioria dos motoristas não respeita a gente. Agora que tem a ciclofaixa posso ir por ela, o que é bem mais fácil e seguro!” 

Camila, Maíra e Pedro trabalham na Vila Clementino, perto da ciclovia das ruas Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro, veja o trajeto dessa ciclovia aqui.

Osias, 45, motorista de ônibus: “No começo não gostei, achei que ia ser gasto de dinheiro à toa, mas pra mim melhorou porque agora não tem mais ‘bicicleteiro’ na faixa de onibus, só um ou outro… Pra a gente que dirige ônibus é bem melhor, né? Agora o que atrapalha a gente é só táxi, que fica cortando entre a faixa de ônibus e a outra.

Osias dirige em duas linhas diferentes, uma que passa pela Rua Vergueiro/Avenida Paulista e outra que passa na Avenida Jabaquara e região de Interlagos.

Renata, 37, enfermeira: “Cuido de idosos que precisam de atenção especial há anos, sempre foi difícil sair com eles, levar pra passear, sabe? A cidade é ruim pra eles, tem degrau na calçada, carro que buzina quando a gente atravessa, é perigoso pra mim e pra quem eu cuido. O seu Antonio (senhor de quem ela cuida, que estava conosco) nunca gostou de sair de casa porque o bairro tem muita ladeira, então pra ele é difícil andar com tanto degrau na calçada… Hoje ele sai mais, sempre vou junto porque é meu trabalho acompanhar, mas ficou bem melhor com a ciclofaixa, porque ele não precisa ficar fazendo esforço pra passar em degrau na calçada e pode atravessar a rua com mais calma, já que a pista onde o pessoal estacionava virou ciclofaixa e ciclistas tem mais paciencia pra esperar ele atravessar a rua…

Renata é enfermeira e cuida de seu Antonio, que usa ciclovias para caminhar e se sente mais seguro para atravessar a rua já que a ciclovia ‘diminuiu’ o espaço em que os carros esperam o semáforo abrir… E ciclistas respeitam idosos em ciclovias 🙂

‘Seu’ Antonio, 78, aposentado: “Quando começaram a pintar a faixa de bicicleta aqui no bairro eu não gostei, mas agora gosto porque dá pra caminhar nela, que é melhor que a calçada já que não tem degraus. Na hora de atravessar também ajuda, porque como tem esses pauzinhos amarelos (balizadores) nas esquinas os carros fazem a curva mais longe, então protege a gente.

Entenda porque ciclovias são benéficas para pedestres nesse vídeo gravado pelo nosso amigo Diego Brea, do BZS.

Leia mais sobre como as ciclovias protegem pedestres nesta matéria do Vá de Bike.

Veja o mapa da infraestrutura cicloviária da cidade de São Paulo clicando aqui.

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


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Alforje é vida

Amamos alforjes! ❤

Essencial para uso urbano, é uma bolsa para bicicletas, um acessório muito prático para levar objetos do dia a dia sem precisar amarrar vários elásticos no bagageiro e sem a necessidade de levar peso nas costas, deixando o corpo livre para sentir mais ainda o vento e a liberdade da bicicleta.

Alforje Bike Zona Sul
Alforjes nos bagageiros facilita tudo

Existem alforjes para todos os tipos, tamanhos e gostos, atendendo desde quem usa a bicicleta como meio de transporte ou até para quem deseja viajar de bike mundo afora.

E aí, já pensou em utilizar um para facilitar o seu dia a dia? Alforje é vida. 😉

#bikezonasul #compartilhe

Carro-dependência tem cura

Bike Zona Sul Carro Dependência
O carro em sua própria concepção é um meio de transporte indicado para o transporte interurbano, distâncias acima de 30km ou para grandes viagens, mas no Brasil muitas pessoas ainda o utilizam de maneira desnecessária.
 
Há pessoas que usam carro para ir todos os dias ao trabalho, faculdade, shopping, supermercado e até na padaria do bairro. Muitas vezes esses trajetos não chegam a 10km de distância.
 
Precisamos mudar o modo que enxergamos nossos deslocamentos e notar que esse tipo de comportamento muitas vezes atrapalha o ir e vir de muitas outras pessoas que realmente precisam do carro. Essas pessoas são idosos, cadeirantes, feridos em ambulâncias, trabalhadores no transporte coletivo, transporte de cargas, etc.
Bike Zona Sul Espaço x mobilidade
A diferença de espaço ocupado no trânsito da cidade.
 
Lembre-se você não está no trânsito, você é o trânsito!
 
Em deslocamentos de até 10km, vá à pé. Até 20km, vá de bike. Com o tempo, você descobrirá que 30km não é tão difícil de fazer de bicicleta. Mas se você ainda não tem uma bike, vá de ônibus.
 
A cidade agrade.
Carro-dependência tem cura.
 
#BikeZonaSul

#Manutenção: Selim e altura (post 3)

Da série Manutenção: selim e altura (post 3)

O ideal é que o selim seja confortável e esteja na altura correta. A maioria das bicicletas vêm equipada com selins de espuma ou borracha, sendo que geralmente é possível trocar o selim por outro mais confortável. Também é possível comprar almofadas para tornar o selim mais macio.

Sobre a altura, o ideal é que, estando de pé do lado da bicicleta, o selim esteja um pouco acima da sua cintura. Assim, quando vc pedalar o esforço será feito pelos músculos da coxa e da panturrilha, e não forçará os seus joelhos. Muitas pessoas (em especial ciclistas desavisados) acabam tendo problemas nos joelhos por deixarem o selim muito baixo e forçarem os joelhos.

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O selim deve estar  ligeiramente acima da cintura do ciclista.

Ao parar a bike, vc vai reparar que sempre terá que fazer um ângulo leve para o lado para se apoiar, o que também melhora seu desempenho ao retomar a pedalada. Mas também não exagere, colocar o selim muito alto desequilibra e também pode causar lesões nos joelhos.

Um truque interessante é ‘sentir as dores’. Se a parte de trás do joelho que dói, abaixe a altura do selim. Se a parte da frente que dói, levante o selim. Mas ao abaixar e levantar, faça isso aos poucos, levando em consideração que poucos centímetros podem fazer uma grande diferença!

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(Equipe BZS: Thomas Wang)

Sorocaba também tem bicicletas compartilhadas e ciclovias!

Sorocaba também está instalando um sistema de bicicletas compartilhadas e construindo ciclovias!

O Integra Bike Sorocaba funciona de forma similar ao Bike Sampa e o Ciclo Sampa (de São Paulo), mas a diferença é que ele é gerido pela Prefeitura de Sorocaba.

Essas fotos (imagens 1 e 2) são da estação que fica na Avenida Itavuvu (imagem abaixo), perto do Shopping Cidade De Sorocaba, na área de transferência de passageiros dos ônibus, o que facilita a intermodalidade entre esses dois meios de transporte.

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Estação do IntegraBike próximo da área de transferência de passageiros do transporte coletivo. (foto: Thomas Wang)

Também vimos divulgação do sistema sobre o sistema em escolas, pontos de ônibus, shoppings e ginásios municipais (imagem abaixo). Nas escolas, é interessante que o ‘passe escolar’ já venha integrado com o sistema de bicicletas, o que facilita a vida dos estudantes.

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Divulgação do IntegraBike Sorocaba em uma escola municipal. (foto: Thomas Wang)

Além disso, no tempo que passei lá percebi várias ciclovias surgindo, ciclovias de diversos tipos! A maioria das que pude olhar com mais calma são bidirecionais de canteiro central ou bidirecionais com calçadas compartilhadas. A maioria percorre avenidas onde há veículos em alta velocidade, o que as torna ainda mais importantes para proteção dos ciclistas.

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Totem da estação do IntegraBike. (foto: Thomas Wang)

Também pude notar falhas nas ciclovias de Sorocaba como falta de sinalização de ciclovias em alguns trechos (as bicicletinhas pintadas no solo, placas, falta de pintura de travessias). Em alguns pontos as ciclovias começam/terminam de forma abrupta, às vezes sem sinalização, obrigando o ciclista a voltar para as faixas mistas ou para a calçada, mas a convivência parece ser tranquila nesses trechos.

É incrível ver como a cultura da bicicleta está se ampliando, desde Los Angeles até Sorocaba, passando por São Paulo, Nova York e Berlim! A tendência já é clara, as ciclovias vieram para ficar e vão ajudar a melhorar a vida de todos, como já acontece em Portland, Amsterdã e Tóquio! Como está começando a acontecer em São Paulo e, logo mais, em Sorocaba!

Para mais informações, olhe nesses links:
Mapa das ciclovias, Prefeitura de Sorocaba: sobre as ciclovias de Sorocaba
Sobre as novas estações do Integra Bike:IntegraBike no G1
Sobre o sistema Integra Bike: Jornal Cruzeiro

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(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

CET instala paraciclos na Av.Jabaquara

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) instalou 33 paraciclos na Avenida Jabaquara!

Paraciclos são suportes para fixação de bicicletas, podendo ser instalados em áreas públicas e privadas, como consta na Política Nacional de Mobilidade Urbana. Eles são uma importante parte da política cicloviária, pois permitem aos ciclista trancar sua bicicleta de forma segura e confortável.

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Paraciclo U-invertido, o modelo ideal.

Na cidade de São Paulo os suportes são amarelos para facilitar a visualização, cor determinada pelo manual da Prefeitura: http://www.cetsp.com.br/media/404326/manualparaciclos.pdf .

Para instalar um paraciclo, basta seguir o manual (link acima), que é simples e prático. É importante deixar claro que não é necessária nenhuma autorização da Prefeitura ou qualquer órgão, não existem impostos ou multas sobre a instalação de paraciclos, desde que feita de acordo com o manual da CET.

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Paraciclo instalado no canteiro central e perto da faixa de pedestres, para que os ciclistas tranquem a bicicleta e já atravessem, indo ao seu destino.

Com os 33 novos paraciclos instalados ao longo da Av. Jabaquara, já são 748 pela cidade, o que é um bom começo.

As fotos desse post foram tiradas na altura do Metrô Praça da Árvore 🙂

E abaixo segue a lista de locais onde a CET instalou paraciclos na Av. Jabaquara.

ENDEREÇOS:
Avenida Jabaquara nº 1126
Avenida Jabaquara nº 1374
Avenida Jabaquara nº 1526
Avenida Jabaquara nº 1744
Avenida Jabaquara nº 1810
Avenida Jabaquara nº 1812
Avenida Jabaquara nº 1826
Avenida Jabaquara nº 1842
Avenida Jabaquara nº 2285
Avenida Jabaquara nº 2071 com Rua Ibiturana
Avenida Jabaquara nº 1987
Avenida Jabaquara com Rua Paracatu nº 202
Avenida Jabaquara nº 1955 com Rua Paracatu (lado ímpar)
Avenida Jabaquara nº 1729
Avenida Jabaquara com Rua Pereira Estefano
Avenida Jabaquara nº 1465
Avenida Jabaquara nº 1397
Avenida Jabaquara nº 1257
Avenida Jabaquara com Rua Carneiro da Cunha nº 69
Avenida Jabaquara com Rua Carneiro da Cunha nº 47
Avenida Jabaquara nº 981
Avenida Jabaquara nº 941
Avenida Jabaquara nº 901
Avenida Jabaquara nº 877
Avenida Jabaquara nº 853
Avenida Jabaquara nº 833
Avenida Jabaquara nº 803
Avenida Jabaquara com Rua Serra Martins nº 23
Avenida Jabaquara nº 697
Avenida Jabaquara com Rua Guarau
Avenida Jabaquara com Rua Guarau
Avenida Jabaquara nº 681

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Paraciclo instalado em frente aos Correios.

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(Equipe Bike Zona Sul: texto e fotos de Thomas Wang)

A ciclovia da Av.Lourenço Cabreira

 

A ciclovia da Avenida Lourenço Cabreira é fundamental para garantir a segurança dos ciclistas dos bairros vizinhos como Jardim Primavera, Jardim Colonial, Guanhembú, Grajaú, Cidade Dutra e Interlagos.

Nessa região não existe nenhuma infraestrutura cicloviária semelhante, pois ela oferece uma alternativa segura para os ciclistas que se deslocam até a Ciclovia Rio Pinheiros ou mesmo para os trabalhadores que desejam ir até a Estação Autódromo, terminando o trajeto até o trabalho de trem.

Além disso, a utilização da Av. Lourenço Cabreira para a instalação da ciclovia, não foi uma decisão exclusiva da CET, ela foi discutida pelos ciclistas e coletivos da região, durante as audiências publicas, entre elas, as que discutiram o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob). Ela foi escolhida por estar em uma região de fácil acesso a diversos bairros e com possibilidade de se conectar com outros meios de transporte como trem e ônibus.

Também é importante deixar claro que a ciclovia não causou trânsito na avenida, mas que o trânsito já existia devido ao grande fluxo de automóveis que passaram a circular depois da construção da Ponte Vitorino Goulart e também devido aos carros que estacionam ao longo da via.

Quanto às críticas recebidas por alguns comerciantes, é importante ressaltar que nas vias que já receberam ciclovias, o faturamento do comércio aumentou. Isso acontece já que ciclistas e pedestres consomem mais do que motoristas, pois passam em menor velocidade e percebendo as lojas.

Assim como a maior parte de São Paulo, a Zona Sul é carente de opções de transporte. Por isso, é muito importante levar a rede cicloviária até lá, oferecendo novas opções para se se deslocar até o destino ou até os terminas de trem/ônibus, possibilitando economia de tempo, dinheiro e até mesmo promovendo uma atividade física saudável para as pessoas. A bicicleta ajuda a reduzir o trânsito, desafogar o transporte público e estimula o comércio e a ocupação do espaço público pelas pessoas.

Esses são alguns dos motivos pelos quais precisamos e queremos a ciclovia da Avenida Lourenço Cabreira!

Precisamos mostrar que apoiamos a ciclovia da Av.Lourenço Cabreira, demonstre seu apoio neste abaixo assinado, CLIQUE AQUI!

https://www.change.org/CicloviaNaLourencoCabreira

E veja o vídeo que o BZS gravou nessa ciclovia 🙂

Vamos tornar a Zona Sul mais segura para todos!

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas
#RespeiteUmCarroAMenos #MaisAmorMenosMotor #PrioridadeParaOsPedestres

#CidadesParaPessoas #CitiesForPeople #SãoPauloPraPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Alex Gomes, Alexandre Liodoro, Paulo Alves e Thomas Wang)

Novidades na Av.Jaguaré (ZO)!

Ultimamente estamos recebendo várias notícias e fotos de novas ciclovias surgindo, a maioria delas sugeridas pela população durante reuniões com o pessoal do Programa Ciclovia SP, o departamento de planejamento cicloviário da CET.

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Av.Jaguaré, obras da ciclovia no canteiro central! (foto: Felipe Mujica)

Essas fotos são da futura ciclovia da Avenida Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo! Alô amigos do Bike Zona Oeste (BZO), tem novidade na área de vcs!

Nosso amigo Felipe Mujica compartilhou algumas fotos pelo Facebook, que nos levam a crer que a ciclovia da Avenida Jaguaré é de concreto e ainda será pintada, como a nossa querida Teotônio Vilela (na ZS).

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(foto: Felipe Mujica)

Em geral, as histórias da Ciclovia da Teotônio Vilela e a da Ciclovia da Av.Jaguaré são bem parecidas. No início, nenhuma delas constava nos planos da CET para a construção de ciclovias, mas foram sugeridas por ciclistas da região.

Em ambos os casos as ciclovias só surgiram após a pressão popular através de abaixos-assinado feitos através do Change.org. O abaixo-assinado da  Ciclovia da Teotônio Vilela teve quase 5 mil assinaturas, enquanto o da Ciclovia da Av.Jaguaré obteve cerca de 5 mil e quinhentas assinaturas.

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Espaço das tampas de fiação que ainda precisam ser finalizados. (foto: Felipe Mujica)

Diante de tanto apoio, a CET incluiu ambas ciclovias no seu planejamento, mesmo que não exatamente como foi sugerido. No caso da Teotônio, um trecho dela ainda não será feito por causa da necessidade de uma obra maior (que não depende somente do CicloviaSP, mas também da subprefeitura e outras secretarias). No caso da Jaguaré, ainda falta a ciclovia sobre a Ponte do Jaguaré a ligação com o Parque Villa-Lobos e o eixo da Ciclovia da Pedroso. A ponte é primordial para proteger quem vem do Jaguaré, Rio Pequeno e até mesmo de Osasco. A ligação com a Ciclovia da Pedroso é importante para conectar a Jaguaré (e as regiões citadas na última frase) com o restante da malha cicloviária, em especial com as zonas Oeste e Sul.

 

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Espaço para fios telefônicos. (foto: Felipe Mujica)

É com grande alegria que nós do Bike Zona Sul podemos dizer que ajudamos nossos colegas do Bike Zona Oeste a conseguir essa conquista. Tivemos reuniões conjuntas entre membros de ambos grupos, de ciclistas da região, do pessoal da Change.org, do Ciclovia SP, das subprefeituras e Prefeitura.

Para isso pedimos que vcs continuem nos apoiando, pois mesmo que a Prefeitura já tenha feito parte dessas ciclovias, elas ainda não estão completas, por isso os ciclistas ainda não estão totalmente protegidos :/

Assinem as petições da ciclovia da Av.Senador Teotônio Vilela e da Av.Jaguaré:

Ciclovia da Teotônio Vilela – ASSINE AQUI!

Ciclovia e ponte do Jaguaré – ASSINE AQUI!

Unindo forças vamos conseguir tornar São Paulo melhor para todos 😀

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(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang/Fotos de Felipe Mujica)

Político e jornal da Zona Sul fazem afirmações equivocadas sobre a implantação de ciclovias

“Aqui não é lugar prá andar de bicicleta.” Assim é o título preconceituoso de um dos textos do Jornal Notícias da Região Sul, um caderno distribuído gratuitamente, que expõe algumas notícias da Zona Sul, mas principalmente anúncios de comerciantes e políticos, onde muitos desses políticos são contrários à implantação das ciclovias.

Artigo do Jornal Notícias da Região Sul (clique para ampliar)
Artigo do Jornal Notícias da Região Sul (clique para ampliar)

O texto tenta se justificar inicialmente, alegando que as ciclovias são necessárias, mas em todos os seus artigos, demonstra total falta de conhecimento sobre os benefícios das ciclovias à população. O jornal tenta supor que a maioria da população está sendo prejudicada com a implantação das ciclovias, dizendo que o benefício dessas estruturas está causando um “maléfico maior” para outros. Oras, a maioria dos deslocamentos na cidade, não é feita por quem anda de carro, mas sim pela população que vai de transporte público ou à pé. Implantar ciclovias é oferecer mais uma opção de transporte para o cidadão chegar até uma estação, um terminal de ônibus, bicicletário ou diretamente ao trabalho.

Os carros particulares ocupam a maior parte dos espaços públicos, possuem cerca de 17.000 km de vias na cidade, mas levam apenas uma pessoa na maioria das vezes e ainda causam grandes transtornos para o ir e vir da população, com seus congestionamentos recordes. É mais do que justo priorizar uma opção de transporte como as ciclovias e as faixas exclusivas de ônibus, para que o cidadão não venha a depender apenas do carro, que é um meio de transporte caro, lento e ineficiente para se utilizar dentro das cidades. Além disso, a população se beneficia muito no uso da bicicleta tendo ganhos na saúde, em tempo livre, humanização dos espaços públicos e, até mesmo, aumenta a segurança, pois quanto menos carros expostos nas vias e mais pessoas nas ruas, menores serão os números de roubos e furtos.

Ciclovia do Socorro na Av. de Pinedo, oferecendo mais segurança à população que utiliza a bicicleta como meio de transporte.
Ciclovia do Socorro na Av. de Pinedo, oferecendo mais segurança à população que utiliza a bicicleta como meio de transporte.

A via é pública, não é lugar para estacionar um bem privado. As ciclovias estão sendo implantadas nas ruas onde possuem espaços ociosos com estacionamento de carros. Assim, essas vias estão sendo devolvidas à população, através da implantação das estruturas cicloviárias, onde todos poderão utilizá-las para ir e vir com sua bicicleta, ao invés de estarem sendo ocupadas durante horas e até dias por carros parados. Além disso, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (artigo 58), todas as vias onde não possuem ciclovias também podem ser utilizadas por ciclistas. Sendo assim, o argumento do jornal de que “aqui não é lugar para andar de bicicleta” é algo totalmente infundado, equivocado e ultrapassado.

Estudos mostram que a implantação de ciclovias ou o fechamento de ruas para pedestres aumenta significativamente os lucros nas vendas. Os maiores exemplos são as Ciclofaixas de Lazer, onde muitos comerciantes que colocaram paraciclos em frente aos seus comércios, puderam ver seu faturamento aumentar muito. Também nas ciclovias da Faria Lima, Artur de Azevedo, Eliseu de Almeida, Socorro, entre tantas outras, é possível perceber o aumento dos ciclistas. Existem até comércios dedicados a receber o público que utiliza a bike como meio de transporte como o Aro 27 Bike Café, o Las Magrelas, Dress Me Up e o KOF (King Of The Fork).

Ciclovia da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros e Ciclovia do Socorro, onde a demanda é frequente nos horários de pico.
Ciclovia da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros, onde a demanda é frequente nos horários de pico.

Na Zona Sul também já existem comércios especialmente para esse público: o Pedalada Bar vêm se preparando para receber bem os cidadãos que chegam de bicicleta, antes mesmo da implantação da ciclovia na Av. Lourenço Cabreira, que fica a poucos metros do local. Os donos desse estabelecimento relatam que existem uma grande demanda de clientes fiéis que chegam de bicicleta. Alguns comerciantes reclamam das ciclovias, porque não estão sabendo aproveitar a oportunidade, que essas estruturas estão trazendo para a região. Instalar paraciclos e oferecer descontos para os clientes que chegam de bicicleta é uma das medidas para o sucesso desses estabelecimentos. Lembrando que no lugar de apenas um carro (1 cliente), cabem cerca de 15 bicicletas (15 clientes).

A Avenida Lourenço Cabreira é a mesma que o vereador Goulart reclama equivocadamente por conta das ruas íngremes do Jardim Primavera. Hoje em dia, Sr. vereador, bicicletas possuem marchas, onde até os aclives mais difíceis podem ser vencidos de bicicleta. Se fosse apenas por conta das subidas, cidades como São Francisco não seriam uma das maiores referências do mundo no uso da bicicleta como meio de transporte.

Ciclovia em implantação na Av. Lourenço Cabreira, bairro com grande uso da bicicleta como transporte, devido a ser uma rota natural dos ciclistas que seguem em direção à Ciclovia Rio Pinheiros.
Ciclovia em implantação na Av. Lourenço Cabreira, bairro com grande uso da bicicleta como transporte, devido a ser uma rota natural dos ciclistas que seguem em direção à Ciclovia Rio Pinheiros.

O vereador ainda erra ao querer dar prioridade somente aos veículos automotores na Ponte Vitorino Goulart da Silva, sem oferecer nenhuma opção para os trabalhadores, que usam diariamente a bicicleta pela ponte e precisam chegar à Ciclovia Rio Pinheiros, que tem seu acesso bem ao lado. A ponte em questão, não oferece segurança para quem precisa atravessá-la a pé ou de bicicleta, por conta de diversos erros de projeto, que priorizam apenas os carros. Quem precisa atravessar de bicicleta é obrigado a ir pela calçada, pois os acidentes envolvendo veículos são frequentes, sem falar nos atropelamentos na alça de acesso à Cidade Dutra. Nesse acesso, os pedestres precisam atravessar em uma curva, onde não é possível ver se está vindo veículos por conta do guard-rail. Tudo devido à prioridade que é dada apenas aos carros, através das pistas que incentivam à alta velocidade e o desrespeito ao mais frágil.

A construção da Ciclovia da Av. Atlântica não está causando nenhuma devastação sequer, como afirma o jornal, pois quando há uma árvore, o trajeto é contornado para preservá-las, além de estar sendo feito um novo paisagismo no local. Essa ciclovia também irá oferecer uma ótima opção para que o cidadão possa fazer um exercício saudável durante seu trajeto ao trabalho, sem emitir gases na atmosfera. Já em tantas outras ruas, avenidas e pontes que foram construídas na cidade, quantas árvores não foram destruídas? E o pior, sem ciclovias e/ou replantio de árvores para compensar todo esse dano.

Novo trecho da Ciclovia na Av. Atlântica, que esquiva das árvores para preservá-las.
Novo trecho da Ciclovia na Av. Atlântica, que se esquiva das árvores para preservá-las.

O jornal ainda erra em afirmar que acidentes podem ocorrer com pedestres em áreas de grande circulação ou com ciclistas no canteiro da futura ciclovia da Av. Atlântica, que nem foi inaugurada e está previsto a implantação de grades nos trechos com distância menor que 50cm da guia. É extremamente raro que uma bicicleta consiga causar um óbito ou um grave ferimento. Um bom exemplo de compartilhamento com pedestres, é a ciclovia da Av. Sumaré, onde pedestres e ciclistas podem circular juntos e convivem muito bem, sem haver até hoje nenhum acidente e, mesmo se ocorrer, os acidentes causados por ciclistas não são graves. Ainda assim, o vereador Goulart tenta proibir a implantação de ciclovias em frente à escolas, através de seu projeto de lei que beneficia apenas quem anda de carro, sendo que as próprias crianças podem ir e vir à escola pelas estruturas cicloviárias, tornando-se mais ativas por estarem fazendo um exercício saudável, além de aprender mais sobre cidadania, humanizando mais os espaços públicos e contribuindo para o desenvolvimento da boa conduta de futuros motoristas e ciclistas.

Veja um outro caso semelhante, onde o ciclista expõe a realidade de todos pontos questionados por pessoas que não pedalam:

Os carros, por sua vez, são sempre os grandes causadores de acidentes fatais e isso não há como negar. O número de mortes nesses acidentes que acontecem diariamente em nosso país não é uma coisa “normal”, é coisa séria para ser pensada urgentemente. Esses números são maiores que as grandes guerras que já ocorreram no mundo inteiro, tanto atualmente como no passado. É triste ver que ainda temos políticos pouco preparados e atualizados para lidar com a mobilidade em bicicleta e preferem dar lugar ao modal motorizado, que causam cada vez mais mortes, acidentes e prejuízos bilionários à população com gastos em reparos de vias, indenizações e na saúde, onde grande parte das emergências são para atender vítimas de acidentes de trânsito, causados por veículos motorizados.

Que cidade queremos para o nosso futuro? Mais humanas ou mais congestionadas?

Acidente envolvendo veículos automotores na Av. Dona Belmira Marin. Nessa via não existem ciclovias e a vítima poderia ter sido um ciclista.
Acidente envolvendo veículos automotores na Av. Dona Belmira Marin. Nessa via não existem ciclovias e a vítima poderia ter sido um ciclista.

Jornal Notícias da Região (consulte páginas 2 e 15) :

http://www.youblisher.com/p/1045831-Jornal-Noticias-da-Regiao-Sul-Edicao-410

Site do jornal:

http://www.noticiasdaregiao.com.br