#AnáliseBZS sobre a matéria da Folha de SP

 

#AnáliseBZS sobre a matéria da

Folha de S.Paulo

Recortamos alguns trechos da matéria relacionados à mobilidade e comentamos de acordo com o nosso posicionamento. Para entender melhor nossos comentários, colocamos links com mais informações, podem clicar que eles vão abrir em outras abas do seu navegador.

CICLOVIAS
Quando começou: 2009
Como é: hoje existem 415 km; cerca de 65 deles foram feitos por gestões anteriores à de Haddad
O que fica: boa parte delas deve ser mantida
O que muda: sua manutenção será cedida à iniciativa privada em troca de publicidade; os trechos subutilizados serão removidos

Bike Zona Sul: Nenhuma ciclovia deve ser removida, elas são criadas para oferecer uma opção segura aos que já pedalam e aos que querem pedalar, mas tem medo do transito. A ampliação da malha cicloviária mostrou que existem milhares de pessoas que desejam usar a bicicleta como meio de transporte, que após a criação elas começam a ser usadas. Se chama ‘demanda reprimida’ (entenda nesse vídeo). A construção de ciclovias aumentou o número de ciclistas, pois muitas pessoas só pedalam quando se sentem seguras. Entenda aqui e aqui.

CORREDORES DE ÔNIBUS
Como é: a cidade tem mais de 500 km de pistas exclusivas
O que fica: elas não serão retiradas, mas sim reestudadas –caso da av. Giovanni Gronchi
O que muda: será implantado sistema de BRT e cobradores serão promovidos a motoristas –programa se chamará Rapidão

BZS: Todos os corredores e faixas de ônibus devem ficar como são ou ter seu horário ampliado, a prioridade deve ser do transporte público-coletivo, não dos veículos particulares. Como manda a Plano de Mobilidade Urbana. Mais informações sobre o Plano de Mobilidade Urbana aqui.

 

REDUÇÃO DA VELOCIDADE NAS MARGINAIS
Quando começou: jul.2015
Como é: nas pistas locais, limite é de 50 km/h; nas centrais, de 60km/h; e nas expressas, de 70 km/h
O que fica: nas outras vias, como a av. Rebouças (50 km/h), velocidade não será alterada
O que muda: limite será de 60 km/h nas locais, 70 km/h nas centrais e 90 km/h nas expressas, “na semana seguinte à posse”

BZS: As Marginais devem continuar com os limites de velocidade atuais, para preservar vidas e proteger as pessoas, tanto motoristas, quanto passageiros e motociclistas. A velocidade máxima de 50km/h é uma recomendação da ONU, de acordo com o programa Visão Zero, que busca tornar as cidades mais seguras para todos.

 

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

#PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #CitiesForPeople

#SãoPauloPrasPessoas

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)


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BZS nas eleições 2016: Haddad no SPTV (22/09)

BZS nas eleições 2016: Haddad no SPTV (22/09)

O atual prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad (PT) participou do SPTV e nós do Bike Zona Sul destacamos alguns trechos relacionados à mobilidade urbana para comentar neste post.

César Tralli: “Tem uma reclamação por toda cidade de que faltaram critérios e estudos técnicos na implantação, o senhor não deveria ter ouvido mais a população?”

Fernando Haddad: “O Ministério Público entrou com uma ação judicial contra a Prefeitura para suspender o plano cicloviário alegando falta de planejamento. O Ministério Público perdeu essa ação. Ou seja, o próprio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo reconheceu que a CET fez o planejamento. Se tem problemas no seu bairro, a CET tem feito reparos, tem feito ajustes. Fez na Praça Vilaboim, fez na Bento Guelf, fez em diferentes locais da cidade e continua aberta a isso. O que nós não podemos abrir mão é que o número de ciclistas na cidade de São Paulo dobrou e o número de mortes de ciclistas caiu 34%. Ciclovias são para salvar vidas. Ciclovias, as pessoas tem que entender, nós temos que salvar vidas. Esta carnificina que é o transito de São Paulo tem que acabar. Os meus adversários querem fazer o contrário do que recomendam as principais agencias internacionais de segurança no transito, não abra mão da vida.”

Tralli: “Ciclovia é pra ciclista, óbvio, a questão é a seguinte, a gente mostra com muita frequência no SPTV ciclovia cheia de buraco, mal sinalizada, mal pintada, que tem poste no meio, criticada até pelos cicloativistas, falta de segurança, por falta de utilidade real (O Tralli nunca ouviu falar de demanda reprimida? Leia mais clicando aqui). Quero saber do senhor, se reeleito o senhor vai rever trajetos de ciclovia.”

Haddad: “Isso é da rotina da cidade de São Paulo, rever posições, por causa do investimento que é feito em ciclovia, é um investimento muito barato, uma vida salva, quanto custa? Foram 34% de redução de mortes de ciclistas. A Rede Globo anunciava, é um quinto do preço que custou a ciclovia do Governo do Estado e você sabe disso, foi anunciado inclusive na Rede Globo. O que eu quero dizer pra vocês é: não vamos abrir mão e um programa de segurança no transito. Se há ajustes há serem feitos, que se façam. Mas não podemos abrir mão da vida. Há mais de 300 vidas salvas.”

Bike Zona Sul: Se o César Tralli realmente se importasse com a segurança dos ciclistas ele saberia que a pior ciclovia é melhor do que nenhuma. Como em qualquer via, existem problemas como buracos  (que tem origem por causa de obras da SABESP e outras concessionárias), plantas (vegetação), iluminação e sinalização. Porém nenhum desses problemas coloca o ciclista em risco como a imprudência dos condutores de outros veículos (carros, motos, ônibus e caminhões). Quando não há ciclovia, a chance de um ciclista morrer é infinitamente maior do que em qualquer ciclovia, por pior que seja. 

 

Veja o vídeo completo: Haddad no SPTV (22/09).

 

(Equipe Bike Zona Sul: Alex Gomes, Alexandre Liodoro, Carla Moraes, Diego Brea, Ianca Loureiro, Marivaldo Lopes, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Alforje é vida

Amamos alforjes! ❤

Essencial para uso urbano, é uma bolsa para bicicletas, um acessório muito prático para levar objetos do dia a dia sem precisar amarrar vários elásticos no bagageiro e sem a necessidade de levar peso nas costas, deixando o corpo livre para sentir mais ainda o vento e a liberdade da bicicleta.

Alforje Bike Zona Sul
Alforjes nos bagageiros facilita tudo

Existem alforjes para todos os tipos, tamanhos e gostos, atendendo desde quem usa a bicicleta como meio de transporte ou até para quem deseja viajar de bike mundo afora.

E aí, já pensou em utilizar um para facilitar o seu dia a dia? Alforje é vida. 😉

#bikezonasul #compartilhe

Carro-dependência tem cura

Bike Zona Sul Carro Dependência
O carro em sua própria concepção é um meio de transporte indicado para o transporte interurbano, distâncias acima de 30km ou para grandes viagens, mas no Brasil muitas pessoas ainda o utilizam de maneira desnecessária.
 
Há pessoas que usam carro para ir todos os dias ao trabalho, faculdade, shopping, supermercado e até na padaria do bairro. Muitas vezes esses trajetos não chegam a 10km de distância.
 
Precisamos mudar o modo que enxergamos nossos deslocamentos e notar que esse tipo de comportamento muitas vezes atrapalha o ir e vir de muitas outras pessoas que realmente precisam do carro. Essas pessoas são idosos, cadeirantes, feridos em ambulâncias, trabalhadores no transporte coletivo, transporte de cargas, etc.
Bike Zona Sul Espaço x mobilidade
A diferença de espaço ocupado no trânsito da cidade.
 
Lembre-se você não está no trânsito, você é o trânsito!
 
Em deslocamentos de até 10km, vá à pé. Até 20km, vá de bike. Com o tempo, você descobrirá que 30km não é tão difícil de fazer de bicicleta. Mas se você ainda não tem uma bike, vá de ônibus.
 
A cidade agrade.
Carro-dependência tem cura.
 
#BikeZonaSul

Algumas razões para reduzir a velocidade máxima das vias

Algumas razões para reduzir a velocidade máxima das vias

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Fonte: The City Fix.

1) Mais de 45 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil. (Fonte: ONU)

2) O Brasil está em 4º lugar no mundo entre os países com mais mortes no trânsito (Fonte: Justiça Federal)

3) Nosso país gasta cerca de R$ 40 bilhões por ano com acidentes de trânsito. (Fonte: G1/Bom Dia Brasil)

4) redução de 5% na velocidade máxima das vias reduz em 30% a chance de morte em caso de atropelamentos! (Fonte: The City Fix)

5) Risco de acidentes de trânsito a 40 km/h é a metade do que a 50 km/h. (Fonte: UOL)

6) Quanto mais carros, mais antissociais ficamos. (Fonte: The City Fix)

7) Menor velocidade máxima aumenta a fluidez no trânsito e reduz congestionamentos. (Fonte: WSDOT – Departamento de Transportes de Washington, EUA)

8) Diversas cidades no Mundo tem reduzido a velocidade máximas das suas vias, como Londres e Paris. (Fonte: Jornal Hoje)

9) Nova York reduziu a velocidade de suas vias para 40 km/h para zerar as mortes no transito. (Fonte: Jornal Nacional e Vá de Bike)

10) Em São Paulo a redução da velocidade máxima nas vias as mortes já diminuíru mais de 20%. (Fonte: Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em SP)

 

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia #PrioridadeParaOsPedestres #CidadesParaPessoas #SãoPauloPraPessoas #CitiesForPeople

BZS nas eleições 2016: João Dória (PSDB)

No começo do ano o EL PAÍS Brasil entrevistou o (então) pré-candidato João Dória do PSDB. Baseado nessa entrevista, o Bike Zona Sul fez uma análise da entrevista!

Na nossa análise, alguns trechos foram selecionados e comentados, leia abaixo! Ah, nosso post tem vários links embutidos, pode clicar que eles vão abrir em uma nova aba para vc não perder essa página!

El País Brasil: “Uma das bandeira dele foram as ciclovias. Como você avalia essa política pública de mobilidade?”
João Dória: “É uma política acertada, eu vou defender a manutenção das ciclovias.”
Bike Zona Sul: Ele disse que vai “defender a manutenção”, ou seja, vai cuidar das existentes, mas não necessariamente expandi-las como precisamos!

JD: “O que eu tenho como crítica é que houve uma implantação acelerada, houve um açodamento nessa implantação com o objetivo de alcançar metas de quilometragem de ciclovias, e nisso vários equívocos acabaram sendo cometidos. Primeiro teve um efeito no custo, o mau planejamento sempre estabelece custos mais elevados.”
BZS: Segundo a lei municipal (http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/emenda ), todo candidato tem que estabelecer metas ao ser eleito, para que a população tenha parâmetros para avaliar a gestão. Por isso a meta existe, o fato de ela ter um prazo obrigou o pode público e a sociedade a se mobilizarem pela causa, o que resultou nas novas ciclovias. Além disso, os erros iniciais ou pontuais são corrigidos assim que são notados. Um programa que planeja ciclovias numa cidade de mais de 12 milhões de habitantes possui falhas, como qualquer um dessa magnitude, mas isso não desqualifica o programa. Quanto aos valores, o candidato precisa se informar melhor, nós sugerimos que leia esta matéria do Vá de Bike.

JD: “Depois, ciclovia e ciclofaixas colocadas em áreas onde não há ciclistas ou áreas de risco para ciclistas, pedestres, transeuntes e até usuários de outros veículos. Imaginar que em várias áreas da cidade as ciclofaixas estão pintadas em cima de calçadas… ”
BZS: Ciclovias e ciclofaixas em áreas onde não há ciclistas estimulam novos ciclistas, como a pesquisa da Ciclocidade mostrou: na ciclovia da Avenida Faria Lima passam 1941 pessoas por dia, onde antes não passava nenhum ciclista, isso é equivalente a 139 ciclistas por hora. Como disse Ray Liotta no filme Field of Dreams (“O Campo dos Sonhos”, 1989): “Construa e eles virão”.

JD: “Talvez nem ele saiba, porque como ele não frequenta a periferia, ele talvez não saiba que vários quilômetros de calçadas foram pintadas como ciclofaixas.”
BZS: A maioria das ciclofaixas feitas sobre calçadas só foi feita após a expansão das calçadas e possui toda sinalização de ciclofaixa E calçada ou de calçada compartilhada, como exige o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), vide fotos da Ponte das Bandeiras e Jardim Helena, por exemplo.

JD: “Mas o programa é bom, é uma boa iniciativa e será mantida.”
BZS: O candidato diz que vai manter o programa, mas não fala em expandí-lo. Caso ele se torne o candidato do PSDB devemos cobrá-lo sobre a expansão e novas metas para o Ciclovia SP.

El País Brasil: “Caso eleito, qual será sua primeira medida como prefeito?”
João Dória: “Voltar a velocidade normal nas marginais, para dar uma declaração clara do absurdo que foi feito, da falta de consciência e de planejamento. Isso vai ser uma demonstração clara de mudança e transformação. Nas marginais, as velocidades vão voltar ao que eram antes.”
Bike Zona Sul: Assim que ele fizer isso as colisões e mortes vão aumentar de novo. Um dos grandes feitos da última gestão foi a redução das velocidades máximas, o que evitou mortes e melhorou a fluidez do trânsito, as próprias Marginais mostram isso (vejam no link: http://g1.globo.com/…/lentidao-nas-marginais-caiu-10-com-re… ). Um exemplo prático de como a redução da velocidade máxima melhora na fluidez pode ser visto nesse vídeo do Departamento de Transportes de Washington (https://www.youtube.com/watch?v=8G7ViTTuwno ).

EP: “De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), após a implantação da medida as mortes no trânsito caíram 18,5% no primeiro semestre de 2015…”
JD: “A razão não foi essa. A queda ocorreu fundamentalmente devido à redução sensível do número de veículos transitando nas marginais. A volta da velocidade normal será uma demonstração clara da busca da eficiência de colocar São Paulo na dimensão de uma megametrópole.”
BZS: Várias pessoas usam esse argumento, mas ele não tem nenhuma base já que não existem dados precisos sobre a quantidade de veículos. Porém a lógica explica que dirigindo a uma velocidade menor o condutor tem mais tempo para raciocinar ao ver um problema como uma batida a sua frente, por isso as colisões e mortes diminuíram com a redução da velocidade máxima.

Veja a entrevista completa aqui.

#BikeZonaSul #CicloviasSalvamVidas #VaiTerCiclovia

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(Equipe Bike Zona Sul: Alex Gomes, Alexandre Liodoro, Carla Moraes, Diego Brea, Ianca Loureiro, Marivaldo Lopes, Paulo Alves e Thomas Wang)

#Manutenção: Selim e altura (post 3)

Da série Manutenção: selim e altura (post 3)

O ideal é que o selim seja confortável e esteja na altura correta. A maioria das bicicletas vêm equipada com selins de espuma ou borracha, sendo que geralmente é possível trocar o selim por outro mais confortável. Também é possível comprar almofadas para tornar o selim mais macio.

Sobre a altura, o ideal é que, estando de pé do lado da bicicleta, o selim esteja um pouco acima da sua cintura. Assim, quando vc pedalar o esforço será feito pelos músculos da coxa e da panturrilha, e não forçará os seus joelhos. Muitas pessoas (em especial ciclistas desavisados) acabam tendo problemas nos joelhos por deixarem o selim muito baixo e forçarem os joelhos.

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O selim deve estar  ligeiramente acima da cintura do ciclista.

Ao parar a bike, vc vai reparar que sempre terá que fazer um ângulo leve para o lado para se apoiar, o que também melhora seu desempenho ao retomar a pedalada. Mas também não exagere, colocar o selim muito alto desequilibra e também pode causar lesões nos joelhos.

Um truque interessante é ‘sentir as dores’. Se a parte de trás do joelho que dói, abaixe a altura do selim. Se a parte da frente que dói, levante o selim. Mas ao abaixar e levantar, faça isso aos poucos, levando em consideração que poucos centímetros podem fazer uma grande diferença!

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‪#‎RespeiteUmCarroMenos‬ ‪#‎MaisAmorMenosMotor‬
‪#‎CidadesParaPessoas‬ ‪#‎CitiesForPeople‬ ‪#‎SãoPauloPrasPessoas‬

(Equipe BZS: Thomas Wang)

Político e jornal da Zona Sul fazem afirmações equivocadas sobre a implantação de ciclovias

“Aqui não é lugar prá andar de bicicleta.” Assim é o título preconceituoso de um dos textos do Jornal Notícias da Região Sul, um caderno distribuído gratuitamente, que expõe algumas notícias da Zona Sul, mas principalmente anúncios de comerciantes e políticos, onde muitos desses políticos são contrários à implantação das ciclovias.

Artigo do Jornal Notícias da Região Sul (clique para ampliar)
Artigo do Jornal Notícias da Região Sul (clique para ampliar)

O texto tenta se justificar inicialmente, alegando que as ciclovias são necessárias, mas em todos os seus artigos, demonstra total falta de conhecimento sobre os benefícios das ciclovias à população. O jornal tenta supor que a maioria da população está sendo prejudicada com a implantação das ciclovias, dizendo que o benefício dessas estruturas está causando um “maléfico maior” para outros. Oras, a maioria dos deslocamentos na cidade, não é feita por quem anda de carro, mas sim pela população que vai de transporte público ou à pé. Implantar ciclovias é oferecer mais uma opção de transporte para o cidadão chegar até uma estação, um terminal de ônibus, bicicletário ou diretamente ao trabalho.

Os carros particulares ocupam a maior parte dos espaços públicos, possuem cerca de 17.000 km de vias na cidade, mas levam apenas uma pessoa na maioria das vezes e ainda causam grandes transtornos para o ir e vir da população, com seus congestionamentos recordes. É mais do que justo priorizar uma opção de transporte como as ciclovias e as faixas exclusivas de ônibus, para que o cidadão não venha a depender apenas do carro, que é um meio de transporte caro, lento e ineficiente para se utilizar dentro das cidades. Além disso, a população se beneficia muito no uso da bicicleta tendo ganhos na saúde, em tempo livre, humanização dos espaços públicos e, até mesmo, aumenta a segurança, pois quanto menos carros expostos nas vias e mais pessoas nas ruas, menores serão os números de roubos e furtos.

Ciclovia do Socorro na Av. de Pinedo, oferecendo mais segurança à população que utiliza a bicicleta como meio de transporte.
Ciclovia do Socorro na Av. de Pinedo, oferecendo mais segurança à população que utiliza a bicicleta como meio de transporte.

A via é pública, não é lugar para estacionar um bem privado. As ciclovias estão sendo implantadas nas ruas onde possuem espaços ociosos com estacionamento de carros. Assim, essas vias estão sendo devolvidas à população, através da implantação das estruturas cicloviárias, onde todos poderão utilizá-las para ir e vir com sua bicicleta, ao invés de estarem sendo ocupadas durante horas e até dias por carros parados. Além disso, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (artigo 58), todas as vias onde não possuem ciclovias também podem ser utilizadas por ciclistas. Sendo assim, o argumento do jornal de que “aqui não é lugar para andar de bicicleta” é algo totalmente infundado, equivocado e ultrapassado.

Estudos mostram que a implantação de ciclovias ou o fechamento de ruas para pedestres aumenta significativamente os lucros nas vendas. Os maiores exemplos são as Ciclofaixas de Lazer, onde muitos comerciantes que colocaram paraciclos em frente aos seus comércios, puderam ver seu faturamento aumentar muito. Também nas ciclovias da Faria Lima, Artur de Azevedo, Eliseu de Almeida, Socorro, entre tantas outras, é possível perceber o aumento dos ciclistas. Existem até comércios dedicados a receber o público que utiliza a bike como meio de transporte como o Aro 27 Bike Café, o Las Magrelas, Dress Me Up e o KOF (King Of The Fork).

Ciclovia da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros e Ciclovia do Socorro, onde a demanda é frequente nos horários de pico.
Ciclovia da Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros, onde a demanda é frequente nos horários de pico.

Na Zona Sul também já existem comércios especialmente para esse público: o Pedalada Bar vêm se preparando para receber bem os cidadãos que chegam de bicicleta, antes mesmo da implantação da ciclovia na Av. Lourenço Cabreira, que fica a poucos metros do local. Os donos desse estabelecimento relatam que existem uma grande demanda de clientes fiéis que chegam de bicicleta. Alguns comerciantes reclamam das ciclovias, porque não estão sabendo aproveitar a oportunidade, que essas estruturas estão trazendo para a região. Instalar paraciclos e oferecer descontos para os clientes que chegam de bicicleta é uma das medidas para o sucesso desses estabelecimentos. Lembrando que no lugar de apenas um carro (1 cliente), cabem cerca de 15 bicicletas (15 clientes).

A Avenida Lourenço Cabreira é a mesma que o vereador Goulart reclama equivocadamente por conta das ruas íngremes do Jardim Primavera. Hoje em dia, Sr. vereador, bicicletas possuem marchas, onde até os aclives mais difíceis podem ser vencidos de bicicleta. Se fosse apenas por conta das subidas, cidades como São Francisco não seriam uma das maiores referências do mundo no uso da bicicleta como meio de transporte.

Ciclovia em implantação na Av. Lourenço Cabreira, bairro com grande uso da bicicleta como transporte, devido a ser uma rota natural dos ciclistas que seguem em direção à Ciclovia Rio Pinheiros.
Ciclovia em implantação na Av. Lourenço Cabreira, bairro com grande uso da bicicleta como transporte, devido a ser uma rota natural dos ciclistas que seguem em direção à Ciclovia Rio Pinheiros.

O vereador ainda erra ao querer dar prioridade somente aos veículos automotores na Ponte Vitorino Goulart da Silva, sem oferecer nenhuma opção para os trabalhadores, que usam diariamente a bicicleta pela ponte e precisam chegar à Ciclovia Rio Pinheiros, que tem seu acesso bem ao lado. A ponte em questão, não oferece segurança para quem precisa atravessá-la a pé ou de bicicleta, por conta de diversos erros de projeto, que priorizam apenas os carros. Quem precisa atravessar de bicicleta é obrigado a ir pela calçada, pois os acidentes envolvendo veículos são frequentes, sem falar nos atropelamentos na alça de acesso à Cidade Dutra. Nesse acesso, os pedestres precisam atravessar em uma curva, onde não é possível ver se está vindo veículos por conta do guard-rail. Tudo devido à prioridade que é dada apenas aos carros, através das pistas que incentivam à alta velocidade e o desrespeito ao mais frágil.

A construção da Ciclovia da Av. Atlântica não está causando nenhuma devastação sequer, como afirma o jornal, pois quando há uma árvore, o trajeto é contornado para preservá-las, além de estar sendo feito um novo paisagismo no local. Essa ciclovia também irá oferecer uma ótima opção para que o cidadão possa fazer um exercício saudável durante seu trajeto ao trabalho, sem emitir gases na atmosfera. Já em tantas outras ruas, avenidas e pontes que foram construídas na cidade, quantas árvores não foram destruídas? E o pior, sem ciclovias e/ou replantio de árvores para compensar todo esse dano.

Novo trecho da Ciclovia na Av. Atlântica, que esquiva das árvores para preservá-las.
Novo trecho da Ciclovia na Av. Atlântica, que se esquiva das árvores para preservá-las.

O jornal ainda erra em afirmar que acidentes podem ocorrer com pedestres em áreas de grande circulação ou com ciclistas no canteiro da futura ciclovia da Av. Atlântica, que nem foi inaugurada e está previsto a implantação de grades nos trechos com distância menor que 50cm da guia. É extremamente raro que uma bicicleta consiga causar um óbito ou um grave ferimento. Um bom exemplo de compartilhamento com pedestres, é a ciclovia da Av. Sumaré, onde pedestres e ciclistas podem circular juntos e convivem muito bem, sem haver até hoje nenhum acidente e, mesmo se ocorrer, os acidentes causados por ciclistas não são graves. Ainda assim, o vereador Goulart tenta proibir a implantação de ciclovias em frente à escolas, através de seu projeto de lei que beneficia apenas quem anda de carro, sendo que as próprias crianças podem ir e vir à escola pelas estruturas cicloviárias, tornando-se mais ativas por estarem fazendo um exercício saudável, além de aprender mais sobre cidadania, humanizando mais os espaços públicos e contribuindo para o desenvolvimento da boa conduta de futuros motoristas e ciclistas.

Veja um outro caso semelhante, onde o ciclista expõe a realidade de todos pontos questionados por pessoas que não pedalam:

Os carros, por sua vez, são sempre os grandes causadores de acidentes fatais e isso não há como negar. O número de mortes nesses acidentes que acontecem diariamente em nosso país não é uma coisa “normal”, é coisa séria para ser pensada urgentemente. Esses números são maiores que as grandes guerras que já ocorreram no mundo inteiro, tanto atualmente como no passado. É triste ver que ainda temos políticos pouco preparados e atualizados para lidar com a mobilidade em bicicleta e preferem dar lugar ao modal motorizado, que causam cada vez mais mortes, acidentes e prejuízos bilionários à população com gastos em reparos de vias, indenizações e na saúde, onde grande parte das emergências são para atender vítimas de acidentes de trânsito, causados por veículos motorizados.

Que cidade queremos para o nosso futuro? Mais humanas ou mais congestionadas?

Acidente envolvendo veículos automotores na Av. Dona Belmira Marin. Nessa via não existem ciclovias e a vítima poderia ter sido um ciclista.
Acidente envolvendo veículos automotores na Av. Dona Belmira Marin. Nessa via não existem ciclovias e a vítima poderia ter sido um ciclista.

Jornal Notícias da Região (consulte páginas 2 e 15) :

http://www.youblisher.com/p/1045831-Jornal-Noticias-da-Regiao-Sul-Edicao-410

Site do jornal:

http://www.noticiasdaregiao.com.br

Ciclovias na extrema Zona Sul: uma necessidade urgente.

Por que a estrutura cicloviária não chega aonde mais precisamos?

São Paulo está passando por uma grande transformação, nunca antes vista na cidade, com as ciclovias que estão se espalhando por diversos bairros. É um grande incentivo e uma opção de transporte saudável para a população.

Porém, a grande maioria delas estão sendo instaladas em regiões do centro expandido e em bairros nobres. Já na periferia, são poucas as ciclovias que chegam. Na extrema Zona Sul, por exemplo, esse tipo de estrutura simplesmente inexiste, o que dificulta bastante os deslocamentos dos ciclistas ao trabalho em avenidas como a Teotônio Vilela, Interlagos, M’boi Mirim, etc.

O Grajaú, que é um dos bairros com maior utilização de bicicletas como meio de transporte na cidade, também não possui nenhuma estrutura, que atenda aos ciclistas com segurança. Pelo contrário, o único projeto para a região, que beneficiaria os cidadãos ao uso da bike, era o corredor de ônibus da Av. Dona Belmira Marin, que ganharia uma estrutura cicloviária em toda a sua extensão até o bairro do Jardim Eliana. Ao invés disso, a via está recebendo apenas faixas exclusivas de ônibus, que auxiliam bastante a população que utiliza o transporte público, mas colocam em risco a vida dos cidadãos que usam a bicicleta para ir e vir do trabalho ou até o bicicletário do Terminal Grajaú.

Avenida Senador Teotônio Vilela
Avenida Senador Teotônio Vilela

Mesmo que exista a intenção de criar infraestrutura cicloviária para a nossa região, não será possível sua implantação fora das vias principais, isso porque não existem vias secundárias capazes de proporcionar um trajeto rápido, sem grandes desvios ou aclives acentuados. O ideal seria a construção de uma estrutura ligando a Ciclovia do Trabalhador, no bairro do Socorro, até Parelheiros, através do eixo das avenidas Atlântica e Teotônio Vilela, utilizando o canteiro central e seguindo paralelamente ao corredor de ônibus. Além disso, também é essencial que existam estruturas cicloviárias desse tipo na Av. Guarapiranga, Estrada do M’Boi Mirim, Estrada de Itapecerica e demais vias da região.

Assine o abaixo-assinado e vamos juntos pedir à prefeitura para que a extrema Zona Sul esteja incluída de maneira sensata nos 400km de ciclovias. Para que seja pensado na mobilidade dos cidadãos que utilizam a bicicleta com frequência para ir e vir do trabalho e para incentivar esse meio de transporte nas regiões onde é mais preciso, o que pode melhorar e muito, a região com o trânsito mais caótico da cidade: a Zona Sul.