Thiago Rocha

Conheça a história do Thiago Rocha, que nos conta como a bike o ajuda a liberar o stress e enxergar a cidade com outros olhos!

Thiago Rocha Bike Zona Sul

“Oi, meu nome é Thiago, tenho 28 anos e sou morador da região do Grajaú, São Paulo. Trabalho como Designer Gráfico.

Comecei a pedalar aos 6 anos quando ganhei minha primeira bicicletinha do meu pai. Nunca esqueço quando consegui largar as rodinhas. Quando tinha uns 14, 15 anos meu primo sofreu um acidente sério de bicicleta, o que lhe deixou em coma por uns 7 dias no hospital e minha mãe me proibiu de andar de bicicleta por causa disso.

Cresci e larguei a bike e só fui voltar a pedalar há uns cinco anos atrás, depois de ter passado por uma tuberculose e ter largado meu antigo emprego no shopping que consumia demais da minha saúde. Como trabalhei muito tempo aos finais de semana, quando tive esse tempo livre de volta nem sabia o que fazer com ele (rs). Então, junto com um amigo, resolvi comprar uma bicicleta simples só pra dar uma passeada pela região da primeira balsa aos finais de semana. Só que em poucas semanas de pedalada o trajeto ficou pequeno demais pra gente e começamos a frequentar a ciclovia da marginal pinheiros. Em menos de 6 meses já tínhamos chegado a santos de bicicleta totalmente despreparados por sinal. Depois dessa aventura eu percebi que não tinha mais volta e eu queria ir cada vez mais longe.

Gosto de ir à ciclovia da marginal quando quero relaxar. Ela possibilita você pedalar ouvindo uma musica nos fones de ouvido de forma mais segura e não tem nada melhor para deixar o stress e os problemas para trás. Gostava muito de pedalar pelo rodoanel por ser próximo da minha casa e pela a paisagem do lugar. Mas devido a violência no local não frequento mais.

Tinha muito receio de andar entre os carros no começo mas fui me acostumando. Me arrisco há ir para o trabalho pedalando algumas vezes. São 24km de distancia da minha casa até onde trabalho mas vale a pena quando você percebe que consegue chegar mais rápido do que o precário transporte público da cidade. Gostaria de ir mais vezes mas ainda não é possível pois depois do trabalho ainda tenho que ir para a faculdade e a volta à noite é mais complicada.

Eu sinto que melhorei em todos os aspectos depois que comecei a pedalar. Até a forma como enxergo a cidade e seus problemas mudaram. Me sinto um pouco mais humano e compreensível hoje em dia. Outro ponto positivo é a quantidade de amigos que fiz através da bicicleta, principalmente depois de conhecer o pessoal do Bike Zona Sul: a cada passeio mais amigos vão se juntando, sem contar a saúde que melhorou muito.

Não consigo descrever com palavras o prazer que é pedalar. Eu me descobri em cima da bicicleta e poucas coisas hoje em dia me trazem tanto prazer e felicidade quanto a bike me proporciona. Quero fazer muitas cicloviagens ainda, conhecer lugares diferentes e ver até aonde posso chegar com a bicicleta.”